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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

22
Jan19

Happy Birthday ❤

Maria

aniversario

 

TO ME ♥

Os 30, ali no ponto (dizem!),já passaram. O trinte e um em que me meti também já. Os 32 acho que nem dei conta. Os 33 passaram a correr mas fizeram-me sentir, apesar dos pesares, muito bem comigo mesma. Os 34 trouxeram o estar resolvida com a vida. Agora é sempre a subir, é o estar ali a meio pau para os entas e a superar (o "no ponto") eu espero.

É continuar a gostar muito de mim. A aceitar os defeitos e a acreditar nas qualidades. A orgulhar-me da pessoa que sou, da amiga que sou, da irmã e filha que tenho sido. A querer sempre ser uma pessoa melhor. E a lutar por isso todos os dias. A continuar a ser uma #MariaTexuga sem emenda depois de me alertarem que a vida é só uma e tamanhos de roupa há muitos! E o básico de tanta roupa e nada para vestir continuar igual. Sinto-me cada vez mais feminina, mulher de rugas expressões, sorrisos e experiências que a vida traz. Resolvida.

Que este seja um bom ano e que venham muitos mais que eu cá aguento!

Gosto de fazer anos. Gosto de comemorar estar aqui. Eles passam? Sim. Eu vivo! ❤

De coração cheio e com muitos sorrisos!

Gosto [-me].

Esta sou eu - "olha-me aquela trintona". Oh yeah! It's me and I'm ok about that! - é como já tenho dito aqui, mais ou menos isto. Sentido. Em bom! 

Parabéns a mim! 🎂🤞

09
Jan19

Aos quase, quase 30 e tal...

Maria

janeiro aniversario.png

 

Não posso deixar de sorrir. Na verdade sou uma trintona e estou muito bem assim. A idade é apenas uma questão de números quando o teu espírito é que te faz o ser.

Aos quase "30 e tal..." continuo a afirmar cada vez mais o que gosto e o que não gosto. 

E continuo a gostar bem mais de pessoas bem dispostas, cada vez mais e só. Não gosto de pessoas sisudas. Gosto de pessoas de sorrisos. São sempre mais bonitas. Não gosto de pessoas negativas. Continuo a gostar muito de Licor Beirão, de After Eight e do [meu] F.C. Porto. Não gosto de distâncias. Cada vez suporto menos a saudade mesmo que a traga todos os dias ao peito. Gosto de pessoas que assumem falhar. Não que venham à partida já para falharem, mas de pessoas que ao magoarem, assumem o que fazem. Continuo a gostar de pessoas que me conhecem às dez da manhã, cinco da tarde e onze da noite. Aqui e acolá. Sozinhas ou acompanhadas. Cada vez menos tenho paciência para aturar quem se troca todo das pernas para me cumprimentar quando acompanhados, para quem me manda sms que não interessam e para quem me quer fazer gastar tempo com o que quer que seja. Gosto (muito) de dançar. Amo os meus. Gosto dos meus Amigos. Muito. Cada vez irrito-me mais com pessoas mal educadas, mal intencionadas. Não tenho paciência. Não "papo grupos". Gosto de pessoas que se dão, que se importam, que fazem por estar. Gosto de noitadas caseiras com os amigos. Gosto mais de sapatilhas que em todos os "vintes". Os 30 já foram e continuo a gostar muito do meu cabelo comprido sem coragem para o cortar. Gosto cada vez mais de massa fusilli e começo a ter saudades das minhas aulas de fitness. Babo-me com o sorriso do meu sobrinho, amo-o de coração. Gosto do pôr-do-sol. Da cidade do Porto. Gosto das minhas sobrinhas emprestadas. Das minhas afilhadas mais fofas. Não gosto da falta de trabalho. Gosto de sentir a Madeira e tenho-lhe imensas saudades e não vejo a hora de voltar. Não gosto de me inspirar quando o meu estado de alma não é dos melhores, mas continuo a admitir que é quando saem os melhores textos. Gosto das minhas melhores amizades. Gosto do frio na barriga das alturas. Gosto de barba de três dias. Gosto de ir ao cinema apesar de ir cada vez menos. Continuo a gostar de rapar a massa de bolos. Continuo a não conseguir comprar uma pizza congelada para uma refeição rápida sem lhe acrescentar algum ingrediente que tenha em casa. Não gosto de conduzir em dias de chuva. Gosto de jantaradas. De boas conversas. De gargalhadas. Gosto de gomas. Não gosto de pessoas que falam muito dos outros. Que julgam apenas pelo que ouvem. Gosto do meu blog. De escrever. Muito! De pessoas que me trouxe. Desta partilha. Não gosto que se achem superiores. Não gosto de quem brinca com os sentimentos dos outros. Não gosto de pessoas mal amadas. Continuo a não gostar de nabos e repolho e grelos e…quase tudo o que é verde. Gosto de pessoas felizes. Pessoas felizes não se metem na vida dos outros. Gosto de caipi black. Não gosto de andar sozinha. Gosto de pessoas que não são impostas. Quando não dou resposta a alguém não vale a pena insistir. Amo os meus pais e adoro leva-los comigo para todo o lado. Gosto muito do verão mas também gosto das folhas caídas no chão e das cores do Outono. Não gosto do frio. Mas mil vezes frio a chuva e nevoeiro. Gosto de pessoas que trouxe para a minha família mas não gosto de todos que são da minha família. Continuo a gostar muito de ovo estrelado no pão. Gosto quando as pessoas usam comigo a expressão "tão eu". Gosto de lareiras e um copo de vinho tinto maduro. Continuo a não gostar de whisky. Gosto de vestidos e saltos altos, de malas, relógios e anéis. Adoro anéis. Não gosto da minha cor lula deslavada de inverno. Gosto do calor. Sou muito mais do calor. Da minha pele no verão. De unhas pintadas. Continuo a panicar com dentistas e trovoada. Gosto de cães. Continuo a ter trauma por gatos. Gosto daquele [meu] lugar à beira rio plantado. Gosto de bolo do caco e poncha regional sem gelo. Gosto de camisas brancas e vestidos pretos. Não gosto de despedidas. Não gosto de limonada. Continuo a gostar do meu corpo, mesmo com oque o tempo me trouxe, as rugas, a flacidez, a celulite e os quilos a mais. Gosto de futebol, de gelados no inverno e de beijos na boca. Gosto de fotografias a preto e branco. Não gosto de ir à cabeleireira. Gosto de dar sangue. Gosto de Morenos. Gosto das amigas que me ligam às duas da manhã para dizer que conheceram “O” e me fazerem rir de sono à gargalhada. Gosto da #MAriaTexuga que sou. Continuo a gostar muito de comer. Daqueles "ajuntamentos" à mesa. Não estou por estar. Não vou por ir. Gosto de pessoas de opinião própria. De pessoas que se conseguem rir delas próprias. Gostar mesmo, gosto de pessoas que se dão num todo para muito tempo. Inteiras. As metades não prestam. Com o tempo acabam por se desfazerem. Desiludem-me. Deixei de fazer fretes. De acreditar em quem já desiludiu. De correr atrás de quem não anda para a frente. Gosto de abraços sentidos. Cada vez mais, mesmo sendo eles, cada vez menos. Gosto de quando me apetece. Gosto de ronhonhó. Gosto de seguir a minha vontade. De não ir a favor da corrente. Mas de ir. Com a certeza de que é aquilo que quero.  Gosto de tomar conta das minhas pequenas lá em casa. Gosto de ser reservada. Mas nem sempre dá jeito. Não gosto de muros. Gosto da capacidade de me rir de mim própria. Gosto do meu humor. Da criança que alimento em mim. E até do meu mau feitio. Gosto de partilhar. Sorrisos. Gosto da pessoa que sou. Gosto [-me].

Esta sou eu - "olha-me aquela trintona". Oh yeah! It's me and I'm ok about that! - é mais ou menos isto. Sentido. Em bom! 

20
Dez18

Das amizades que fazem valer a pena!

Maria

Quando fomos parar à mesma turma no liceu a "empatia" foi unânime - não fomos com a cara uma da outra. Nem de longe nem de perto. Lembro-me perfeitamente de assim ser na primeira impressão. E do outro lado foi exactamente igual. "Mas quem é aquela agora?"

Não me lembro porem como depois ultrapassamos essa barreira da primeira impressão e nos tornamos tão amigas. Parece que há ali um espaço temporal que não existiu. Lembro-me da primeira vez que nos vimos mas não me lembro o caminho feito para sermos inseparáveis. Somos a prova de que a primeira impressão pode não ser a melhor mas não determina o restante caminho! E essa lição já aprendemos há muitos anos lá trás.

Sim, foi exactamente isso que aconteceu na escola. Passamos a ser as melhores amigas. Sempre uma ao lado da outra. E se uma dizia vamos faltar a outra já tinha saído da sala. Se uma dizia vamos a aproveitar o intervalo e vamos aos lanches lá fora a outra já estava a escolher a mesa no café. Se uma já tinha levantado o braço para pedir uma cerveja, a outra já tinha pedido duas. Se uma queria sair mais cedo para ir a uma festa a outra já tinha arranjado maneira. Não havia segredos. Havia muita mão a ajudar e ombro amigo. Fiquei imensas vezes em casa dela. E a família até hoje acolhe-me sempre da mesma maneira, assim como os meus.

Temos muitas histórias nossas, muitos segredos meus que guardou assim como eu os dela. E sempre nos entendemos.

Foi sempre a primeira a saber das minhas paixões. Das minhas desilusões. A ver as minhas lágrimas e a partilhar os meus melhores sorrisos. Ainda o é. Sabem o que é ter uma amizade assim?

De tantos anos, de tantas experiências diferentes. Que tantas quilómetros que por vezes nos separam. De dias e dias que por vezes ficamos sem falar. Mas as férias que passamos juntas. As jantaradas. As festas. O ligar-me para me contar o que quer que seja que lhe seja importante desabafar assim como eu... tudo continua a acontecer. E eu sei que se lhe ligar às três da manhã ela vai atender e vai estar lá. Mesmo que me diga "que é que queres pá?"

Demora a acordar. E a assimilar o bom dia. Tem um coração que só não dá mais se não puder. Olha imenso para o outro. Chora a rir. E por isso ouço muitas vezes quando vamos jantar "Hoje não pus risco preto nos olhos para não ser a desgraça de sempre". Porque as nossas conversas têm sempre muita verdade. Desabafamos as desilusões mas rimos à gargalhada com tudo o resto. E temos as nossas aventuras. De sempre. "Se isto não fosse uma aventura não éramos nós, certo amiga?" quantas vezes o dizemos.

E é saber que pode falhar muita coisa mas tu vais lá estar. Eu sei. 

E que nunca nos faltem os brindes. Os abraços. As mensagens de put@ que pariu quem nos magoa. E os telefonemas a dizer estamos a precisar de ir jantar. E estamos mesmo!Que nunca nos faltem histórias para contar. Gargalhadas até chorar. Aventuras ao estilo "se calhar" - private joke. Mas que corra sempre tudo bem. Ver sempre o lado positivo das coisas, ao género, podemos ir de férias e não ter sol, mas que pelo menos se esteja em sítio de bom comer. Que para comer é uma #MariaTexuga como eu.

Amiga,

Agradeço-te imensas vezes a amiga que és. Porque preciso que saibas que me sinto grata por ter na vida amigas como tu. Por ter pessoas no meu caminho como tu. E por seres das poucas pessoas que eu não preciso falar mas tu sabes quase tanto como eu, como eu estou.

Há pessoas que não acreditam na amizade. E eu acredito que essas pessoas não tiveram a felicidade de ter uma boa amizade, que valha a pena. Que faça sentido. Que seja amor. Que seja família. Que vire sangue. Como a nossa.

Que isto nunca nos falte.

Gin para ti, Caipi black para mim, sangria ou maduro tinto para as duas, está óptimo!!!

Quero-te o melhor que o mundo tem para oferecer. Porque se há alguém que merece és tu. Por esse coração gigante que tens nesse "metro e meio" de gente.

Gosto mesmo muito de ti. E Obrigada. Obrigada sempre por tudo!

Parabéns, um dia muito feliz! 

Adoro Tu.

17
Dez18

"Há dias de merda"

Maria

Há efectivamente dias de merda. Todos temos os nossos. Cada um fica com os deles. Mas...

O que aconteceu no final do dia de sábado acho que tocou a muita gente. Alguém que ajuda a salvar vidas perde a vida de uma maneira tão violenta, trágica e quase incompreendida. É daquelas cenas que uma pessoa tantas vezes diz, tantas perguntas que ficam sem resposta. Tantas respostas que não servem para nada, nem para responder à pergunta.

Há efectivamente quatro mortes a lamentar. Quatro vidas que ajudaram a salvar uma, minutos antes de não conseguirem salvar a própria vida.

Daqueles textos/desabafos que nos tocam:

 

"Ontem descolei do aeroporto do Porto com destino a Genebra. A minha preocupação – claramente egoísta – é que aquele seria mais um dia longo. Três sectores de voo, onze horas de trabalho. Pouco antes de entrar em espaço aéreo espanhol ouvimos na frequência um helicóptero do INEM em comunicação com Lisboa. Dirigia-se para o Porto. Como ex-piloto de helicópteros da Força Aérea, lembro-me de pensar que uns 30.000 pés abaixo de nós, estaria provavelmente um amigo e ex-camarada meu. Aterrámos em Genebra, reabastecemos, embarcámos passageiros e descolámos de regresso ao Porto. Ao reentrar em espaço aéreo português o sistema de defesa aérea nacional, a cargo da Força Aérea, tentava entrar em contacto com o mesmo helicóptero do INEM sem sucesso. Comentei no cockpit que “a malta do INEM devia ter aterrado algures por causa do mau tempo”. Chegámos ao Porto pouco depois e seguimos para o Funchal.

Há dias de merda. Lá em baixo, para lá daqueles 30.000 pés, estava efectivamente um amigo e camarada. Alguém que esteve comigo na mesma esquadra de voo. Alguém que esteve presente no meu último voo como piloto militar. Alguém que amava aquilo que fazia. Com ele, outros três excelentes profissionais. E aqui, nestes dias de merda, a experiência não torna as coisas mais fáceis. Quando somos mais novos, especialmente quando ganhamos as nossas Asas, convencemo-nos que somos invencíveis. Um puto a quem deram um avião ou um helicóptero. O mundo a nossos pés. É inerente a qualquer piloto. É, arrisco, inerente a qualquer pessoa que faz aquilo que ama. E, como em tudo na vida, com a idade vem a percepção da realidade. A percepção de que somos falíveis e que o risco, esse, está sempre de braço dado com a nossa profissão. E ver camaradas “voarem” para o seu derradeiro voo não fica mais fácil com o tempo. Pelo contrário. Torna-se mais doloroso. Especialmente quando o fazem no desenrolar de uma missão em prol de todos nós.

 Há dias em que a Vida nos prova que é uma grande filha da puta. Que é injusta. Que leva os melhores de entre nós demasiado cedo.

 Ontem foi um desses dias."

Daqui: http://merlin37.com/

 

A todos os familiares e amigos, ao inem, aos profissionais que estão lá para nós, os meus sentimentos nestas horas de dor.

22
Nov18

A dois meses dos 30 e tal...

Maria

Assim como foi quase inevitável não pensar " É pá estou quase nos 30", agora quatro anos depois é também quase inevitável não pensar estou quase nos trinta e cinco. t r i n t a e c i n c o! Continuo a não estar triste com isso. Nada disso. Mas é algo incontornável e por isso pensa-se.

Eu gosto de fazer anos. Gosto de comemorar o meu aniversário. Aquele ano que a vida me dá é uma nova oportunidade, é uma bênção.

Continua a ser inevitável não pensar nas coisas se elas tivessem sido diferentes. Eu não sou de me arrepender mas tenho consciência que alterei muitos planos que tracei inconscientemente quando nada o fazia prever. Daí a ser inevitável pensar se as escolhas tivessem sido outras. Será que estava mais feliz? Ou não? Será que ainda aqui morava ou teria mudado de terrinha, de país quem sabe? Será que o meu trabalho era o mesmo ou que estava desempregada como infelizmente tantos? Será que tinha filhos? Será que já estava divorciada? É inevitável não me lembrar de conversas de há anos atrás em que imaginávamos um futuro, em que os 30 estavam lá longe (muito longe, fará os 34 e os 35!), lá na idade adulta, de responsabilidades, de outras vidas, de famílias, de caminhos traçados, de quase acabadinhos de todo(ahah).

Era e é. Acima dos trinta já foste.

Mas depois chegamos cá. Chegam os trinta. Os trinte e um e mais... e a coisa não é bem assim. Eu pelo menos não a sinto.

Não me venham com tretas, dizer que tenho 29 anos não é a mesma coisa que dizer que tenho 30. O Karma é bem diferente. Não digo que seja pior ou melhor, diferente apenas.

E eu rio-me imenso com as observações feitas há uns anos atrás. Aquela ingenuidade de pensar que a norma será dentro daquele "espaço" dado pela vida. Pelo futuro mais ou menos alinhavado - ainda bem - a rascunho.

Agora que os 30 passaram. Chegando aos trinta e tal não sinto aquele peso da fase, até porque me sinto bem conforme estou. Agora a dois meses dos trinta e tal... é pá dá saudade de muita coisa que ficou para trás ao mesmo tempo que tantas outras parece que pertencem a um passado longínquo. Agora a dois meses dos 30 e tal há objectivos que não vou cumprir que gostava de ter feito e outros há que cumpri que não idealizei. Tenho a noção que depois dos 18 isto passou mesmo a correr. Mesmo. Não encontrei o príncipe encantado, não construi a minha própria família, ainda não fui mãe. Não estou monetariamente estável,  não entrei numa igreja vestida de branco e saí de aliança na mão. Há coisas que nunca sonhei e me passam ao lado, logo não me fazem falta mas outras há que a dois meses dos trinta e cinco me fazem falta. Aos quase trinta e cinco noto mais a idade que os que amo têm, inevitavelmente mais velhos e isso sim, começa a ganhar imenso peso. Mas a vida é isto. Não me sinto pior que os vintes, pelo contrário. É certo, não tenho o mesmo corpo, tenho muito mais rugas, flacidez, marcas, celulite. Tenho mais uns dez quilos que quando cheguei aos trinta. Sou muito mais #MariaTexuga. Mas estou muito mais bem resolvida. Confiante e segura. Sorrio imenso. Estou serena. Continuo a gostar mais de me ver com a pele morena que com esta cor lula deslavada, mas isso já acontecia nos vinte! E sou uma apaixonada pela vida. E o melhor de ter esta capacidade de me rir de mim própria é lembrar-me vezes sem conta de conversas, expressões, de ideias, ideais, de quando andava bem longe dos trinta's e saber que agora que aqui estou tudo é tão diferente. Tudo é tão sentido de maneira diferente e que independentemente de tudo, não há um peso. Aos trinta e tal mudam os anos a mais. E há sim, a essência da idade e a experiência. 

Digo eu, solteiríssima e que muitas vezes só observo mentes pequeninas de amendoim ao me olharem de cima a baixo fazendo teias de enredos naquelas cabeças sobre o (ainda) estar solteira.

  Esta sou eu - "olha-me aquela trintona". Oh yeah! It's me and I'm ok about that! - é mais ou menos isto. Sentido. Em bom! 

 

Podem sempre acompanhar todas as novidades: Facebook - @sorrisoincognitoblog e Instagram - @sorrisoincognito

14
Nov18

Sem filtros

Maria

Sem filtros

 

Chega uma hora que pouco importa. Pouco importa se tens isto ou aquilo.

Pouco importa se não ligares ao que tens mesmo ao lado quando tudo falta. Que és tu e pouco mais

Um facebook com tantos "amigos" que já não te conseguem enviar convites de amizade, um instagram com "k" de seguidores, Esses que marcam presença no mesmo sítio e nem se conhecem. Mas "são" amigos nas redes sociais.

Quando na realidade, contas pelos dedos de uma mão, aqueles que vão lá estar quando precisares. Ou mesmo quando não precisares.

Na verdade estamos numa era em que construimos imagens para os outros e esquecemo-nos de a construir à nossa imagem (muitas vezes!).

Nem sempre está sol. Nem sempre sorrimos. Nem sempre todos os pensamentos são positivos. Nem sempre a nossa juba é bonita e ao acordar, valha-nos deus, na maior parte das vezes não queremos que ninguém nos veja.

Mas há sempre uma foto anterior que está top e é essa que nós vamos partilhar.

Nem sempre estamos boa onda e nem sempre nos rodeamos de pessoas boa onda. Nem sempre à nossa volta há filtros para nos proteger das coisas menos boas e podermos absorver só o melhor. Às vezes não há planos. Para que as coisas sigam um caminho melhor, quando na maior parte das vezes só arriscamos sem antever qual será mesmo o melhor caminho. Nem sempre lidamos bem com os erros. Não encontramos todas as respostas. Não conseguimos ultrapassar todas as linhas travessas que nos abalroam. Mas não somos os únicos. Acontece a todos.

Esquecemo-nos tantas vezes de nós. Não é por partilhar muito ou pouco, mas por partilhar a pensar se vão gostar ou não do que se partilha. Esquecemo-nos de partilhar o que realmente gostamos. Ninguém partilha um franguinho de churrasco quando um prato de sushi está nas visualizações mais chamativas. Mesmo que «ah gostas de sushi? Mais ou menos...» "tá beeem!".

E nós gajas, em "TPM alerta" pouco publicamos e em modo muito, muito selectivo, porque se fossemos a publicar sentindo a verdadeira essência da coisa, 1/3 "desamigava-nos", porque nós sabemos que somos um pouco insuportáveis nesse estado de alerta. Hormonas.

Na verdade devemos olhar mesmo mais para o nosso umbigo. E não é pensar que o mundo gira à volta dele, mas que a nossa vida gira e só isso importa. No final, é mesmo o que importa - o nós - eu, o meu corpo e a minha mente. Aquela sintonia. O estar bem connosco mesmo. Com as nossas vibrações, a nossa energia. Os nossos sorrisos e as nossas cicatrizes. Aceitar-nos. Muito mais que tentar que nos aceitem. Termos a iniciativa de não ir pelo que os outros dizem, pelas modas só porque sim, pelos grupos, pelas tendências. Não apostarmos em ser aquilo que não somos. Querer o nosso bem. Vingar a nossa vontade. Lutar por ser feliz. Seguir a diferença se assim foi o que S-E-N-T-I-M-O-S.

Ahh e os outros não importam? Claro que sim. Depois de mim tudo importa, e esse tudo corresponde a tudo o resto que me acrescenta. A família, os amigos, os bons amigos, as minhas pessoas, as que me vão chegando. Tudo o que acrescenta. Inteiros. Mas esses que estão lá quando realmente o resto falha conhecem-nos. Há mesmo aqueles que nos conhecem tão bem quanto nós e há ainda aqueles que parece que nos conhecem melhor que nós mesmos. Esses gostam do nosso humor assim como das nossas birras, gostam dos nossos sorrisos porque já nos viram as lágrimas, gostam da nossa companhia porque quando não estamos, sentem-nos a falta.

Esses que nos conhecem até de pijama com o cabelo despenteado, o verniz descascado e a cara por lavar. Com as meias polares por cima das calças. Com o cheiro a fumo depois de estarmos à lareira. Com cara de zombie quando estamos adoentados. Sem filtros. Mas com aquele sorriso nosso. Que sempre é bom para partilhar.

Sem filtros. Viver sem filtros é bom. É só experimentar.

10 ANOS!

O BLOG está de PARABÉNS! Obrigada a todos aqueles que costumam estar desse lado.

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Expressões à moda das “tripas” do Porto!

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