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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

11
Out18

O amor é um lugar estranho. E fodido.

Maria

o amor

 

Se eu fechar os olhos com o intuito de te lembrar. É fácil demais.

É assim que se diz de quando se fala de algo que se ama. Ou amou.

Lembramo-nos de cada traço. Dos cheiros. Das sensações que sentimos. E até, se mantermos os olhos fechados conseguimos lembrar daquele sussurrar de respiração comum a toda a gente, mas que conseguimos diferenciar "daquela".

O amor faz-nos ver pormenores tantas vezes esquecidos. Banais até. Comuns a tantos. Mas particularmente diferentes a todos.

Lembrar faz parte. Não da dor do passado. Mas da história que cada um tem. Da sua história e de quem dela faz parte.

Se eu fechar os olhos com o intuito de lembrar. É mesmo fácil.

Assim como foi fácil apaixonar-me. E assim como as rugas ganham espaço. Assim como os traços das mãos ficam mais evidentes. Assim como as feridas ficam por mais curadas e resolvidas que estejam. Lembrar é fácil quando foi realmente importante fazer parte.

Um coração divide momentos. Mas não esquece amor. Quem ama fica lá. Mesmo que num dos imensos compartimentos que o nosso coração consegue ter. Mesmo que numa gaveta bem fechada da qual a chave já nem reza história. Mas a nossa lembrança não nos escapa a esse amor guardado. Talvez um dia mais tarde. Talvez um dia já não consiga diferenciar tanto quando fechar os olhos, aquele cheiro, aqueles traços outrora vincados, mas o amor... o amor estará lá. Porque somos feitos de amor e se nos falha o amor. Mesmo aqueles guardados naquela cabaninha chamada memória falta-nos vida. E por mais que seja já quase de outra vida, é da nossa história. Mais ou menos boa de se lembrar. Mais ou menos sofrida. Mas da nossa história. Que cada um tem a sua. E nos nossos olhos consegue ver-se essa história. E se nos falta história, nada somos. E eu sei, que se quiser e fechar os olhos. Lembro-me.

Foi amor. É amor.  [ ❤ ]

06
Set18

Do verbo Amar [me]

Maria

gente que não se aguenta

 

As pessoas confundem muito vaidade com o gostar de nós próprios.

E nós mulheres somos as primeiras na fila a criticar[-nos]. A pôr o rótulo.

Talvez porque procurem muito a felicidade de gostar de alguém em vez de, primeiramente gostar delas próprias.

Acho que a vida me fez entender, pelos meus erros, pelas minhas experiências, pelas dificuldades dos meus, pelas adversidades e pelas pessoas que se cruzaram na minha vida que, raramente vamos ter na vida quem goste tanto de nós como nós mesmos podemos gostar. Ninguém - ou quase - fará por nós aquilo que podemos fazer. E se o nosso sorriso - que é do que me alimenta a alma - pode depender de nós mesmos, ninguém o poderá fazer mais feliz que isso.

Houve alturas em que esperei que a minha felicidade viesse de fora. De dizer que estava feliz porque me faziam feliz. E esqueci-me imensas vezes de me fazer feliz. De me dar mimos. De passar à prática a ideia de que não é por estar sozinha que não sou feliz. De gostar de mim. De me orgulhar daquilo que sou. Quem nunca?!

Depois levas ali um safanão. Que é quando normalmente alguém maltrata esse o teu sorriso e tu percebes que alguma coisa estava mal. E esse safanão valeu para eu olhar mais para mim mesma e dizer - oh pá tu és espectacular (obrigada amigos que me fizeram ver isso em momentos menos bons). E isso não é ser convencida, altruísta, egoísta, vaidosa. É uma mistura de, e não um só rótulo que é também um hábito comum de quem não tem mais nada que fazer e pratica a lei da frustração.

Há gente que não se aguenta e tão só por isso, não aguenta, quem se aguenta.

Uma pena.

É praticar mais vezes o verbo Amar[me]. Não há maior felicidade na vida que a felicidade que vem de dentro de nós mesmos.

25
Ago18

O silêncio.

Maria

Apetecia-me escrever e falar tanto. Mas opto pelo que faço sempre, o silêncio. 

Mas há uma mágoa.  

Sempre fui positiva. E sempre sorri nos piores momentos. Um escape ou uma forma de "aligeirar" a coisa, sei lá. Não sou de bater na mesma tecla, nem de bater no ceguinho. Mas tenho um coração que me trama tantas vezes. Tantas vezes.

Às vezes estou naquele mundo só meu e rodeada de gente. É como uma cúpula que mais que me proteja que proteja os outros. Dos meus dias não. Dos meus pensamentos negativos. Das minhas cicatrizes. Do meu coração apertado. Da minha vontade de deitar a toalha ao chão. 

Há uma mágoa.  Que me faz respirar mais devagar como se custasse cada sopro.

De cada vez que acho resolvida e que na verdade mói. Belisca. Incomoda.

Por muitos dias que se diga que não,  mas que na verdade sabemos que sim. Por muitos mais dias que acredito e foco - eu sou mais que isto.

Sou das experiências, dos obstáculos, das vitórias, das dificuldades, das conquistas. Sou das pessoas que me são mais, me acrescentam, das que vão ficando e sou também das que passaram. Sou feita de pedaços. Uns com mais aprendizagem que outros. Uns com mais efeitos positivos que outros.

Apetecia-ME falar, mas opto pelo que faço sempre - e quanto a isto, arrisco em dizer - e para sempre.

[ pelo menos até evito a pergunta clichê]

No fim, o importante é apanhar a toalha, enxaguar as lágrimas, respirar fundo e por a toalha para lavar 《 até porque a vida sempre me ensina 》 Respira fundo as vezes que forem necessárias para recomeçar. E recomeça ♡

 

10
Ago18

Amigos

Maria

72. Amigos.png

 

Daqueles que há à vontade para que os silêncios não incomodem. Daqueles que nos ligam sejam nove da manhã, cinco da tarde ou três da manhã já animados e que ainda nos arrancam gargalhadas ensonadas. Daqueles que viram família de tão bons que são. Daqueles que nos convidam que insistem, persistem e nos arrancam de casa em dias menos bons. Daqueles que querem que façamos parte das experiências. Daqueles que nos deixam com ciscos nos olhos, nos apertam o coração e nos fazem pensar que há amizades que valem a pena.

Daqueles que nós fazemos parte da história deles, nas páginas mais importantes. Daqueles que nos conhecem as vitórias, os sorrisos, as conquistas mas também as derrotas, as falhas, as cicatrizes. Daqueles que uma cerveja sempre é bem-vinda. Daqueles que conhecemos a porta de entrada da casa. Daqueles que o sofá já quase tem a nossa marca ou que já há uma peça de roupa por lá esquecida. Daqueles que nos sabem a dor por detrás do sorriso. Daqueles que sabem que o copo é sempre cheio. Assim como a mesa. Daqueles que não há "um dia destes marcamos isso" mas sim um "é já". Daqueles que sabem que nem sempre os dias são azuis, mas tu serás sempre azul "no matter what" literalmente. Daqueles que fizeram parte de algum "what happens in Vegas stay in Vegas", que é o mesmo que dizer algum momento que não se relata em lado nenhum. Daqueles que estão lá. 

Daqueles que nos dizem que não devíamos ter feito isto ou aquilo mas que se fod@ estão lá do nosso lado para as consequências.

Eu sou feliz por os ter. Assim mesmo. Destes malucos que nos entendem a loucura, a parvoíce, as gargalhadas e nos permitem o sorriso. Sentir. Sentir amizade é do melhor que a vida nos pode trazer.

 

Podem sempre acompanhar todas as novidades pelo Facebook. Ou pelo Instagram - @sorrisoincognito 》

 ▪Texto em destaque na página do @Sapo

03
Ago18

Seja qual for o plano...

Maria

71. Plano.png

 

Chega uma hora que pouco importa. Pouco importa se tens isto ou aquilo. 

Pouco importa se não ligares ao que tens mesmo ao lado quando tudo falta. Que és tu e pouco mais.

Nem sempre está sol. Nem sempre sorrimos. Nem sempre todos os pensamentos são positivos. Nem sempre a nossa juba é bonita e ao acordar, valha-nos deus, na maior parte das vezes não queremos que ninguém nos veja. Nem sempre nos rodeamos de pessoas boa onda. Nem sempre à nossa volta há filtros para nos proteger das coisas menos boas e podermos absorver só o melhor. Às vezes não há planos. Para que as coisas sigam um caminho melhor, quando na maior parte das vezes só arriscamos sem antever qual será mesmo o melhor caminho. Nem sempre lidamos bem com os erros. Não encontramos todas as respostas. Não conseguimos ultrapassar todas as linhas travessas que nos abalroam. 

Temos que ser gratos por tanta coisa boa que temos. Nós sabemos que temos. E chega uma hora que pouco mais importa. 

» Às vezes só é preciso mesmo que tudo dê certo! Seja qual for o plano «

[ ♥ ]

26
Jul18

Daqueles amores maiores...

Maria

avó.jpg

 

Das saudades de quem não consegui acompanhar. Trazer na vida. Crescer. Das saudades de quem me foi tanto mesmo quase sem saber. 

Tenho falta de quem nem sequer cheguei a conhecer. Do que me podiam ter sido. Do que me eram. Do que são, mesmo não estando presentes fisicamente.

Saudades de chamar. De ter nos momentos bons. Curiosidade em ouvir histórias. De me encantar. 

E tuas. Tão tuas. Tantos dias.

Nunca conseguimos escolher quem ter perto quando é a vida que dita. Que impõe. E tu não podes saltar barreiras e correr até ao fim do mundo, porque é apenas aí que é inevitavelmente impossível ter-te.

És uma mulher incrível.

Eu procuro ter-te o sorriso, a leveza do ser, a generosidade do coração bom, o amor em todas as direcções e a serenidade no olhar. Mas tenho-te garantida a dureza de não preocupar os outros, de tentar sempre ser forte, de não preocupar, de ter muito minhas as coisas más. A emoção nos silêncios.

Tenho-te esse coração enorme pelos nossos, esse amor pela família que nos cuida, essa  tentativa de sempre esconder todos os nossos problemas como se sempre estivesse tudo bem. Tu nunca gostaste de dar preocupação a ninguém. És lá mulher disso. E eu acho que fiquei com isso teu. E nós sabemos que nem sempre é bom.

Perguntei-te imensas vezes como estás? Sempre sorriste afirmando estar tudo bem, mesmo quando provavelmente tu que sentias tudo, sentiste a nossa despedida, naquele aperto de mãos que tanto gostavas de dar, no dia antes a eu ter sido operada e me disseste "talvez eu não te consiga ir ver depois da operação, subir escadas já não é fácil, mas isso vai correr bem"... E eu não mais te vi.

Correu-me bem, mas foi aí que te perdi. Naquele último abraço e nem me consegui ir despedir de ti. Mas isso não me esqueço. Está guardado aqui dentro naquele pedaço que abalroaste e fizeste teu há muitos anos. Somos feitos de pedaços. Tu és um dos [meus] bons.

Sempre foste uma teimosa do pior e fazias de tudo para que eu te acompanhasse no café com leite que até hoje não consigo tomar. Mas, lembras-te do porquê do meu chocolate preferido ser o After Eight que maravilhosamente partilhavas comigo quando eram também eles os teus preferidos? Continuam a ser os preferidos...

Não és de beijos mas pegares nas mãos sempre foi um hábito. Sempre. Sempre que me pedias para me sentar bem do teu lado. Fosse no sofá, na beira da cama ou mesmo naquelas pedras do teu jardim. A tua tinha que vingar, teimosa, oh feitiozinho que herdei mas depois o coração sempre nos trama. Sempre, não é? Até ao fim...
Cá beijinho no coração e um abraço daqueles fortes que só tu davas, eh mulher forte. Sempre foste. Fazes falta. Sempre fizeste. Tu e os que não cheguei a conhecer
 
 
[Quem tem a sorte de ainda ter avós, cuidem deles enquanto podem
Com coração.]
04
Jun18

Do verbo cuticar

Maria

Cuticar

 

Às vezes é preciso todo um processo para te apaixonares. Todo um conjunto de momentos para te fazerem sentir - É isto. Às vezes não vês o que tens à frente. Não sentes. Não ligas "a ficha". 

Às vezes é preciso uma eternidade para aceitares que estás de corpo e alma naquilo. Mas quando aceitas, vai.

Sê lamechas. Sê corações. Ou sê o que tu quiseres. Mas não vás com um pé atrás.

Se a tua vontade for querer entrar mesmo nisso. Oh pá, Vai.

 

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