Saudade 🧡

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Os últimos dias têm sido tristes. Quando me estava a tentar curar de um murro no estômago, sofro outro. A minha família nas ultimas três semanas encontrou-se mais vezes que em muito tempo e pelas piores razões. Perder alguém já é difícil, perder duas pessoas com diferença de duas semanas é mesmo doloroso. É tu pareceres até que nem tens lágrimas para deitar e no entanto doer ainda com mais intensidade. É não veres cor. Luz. Ou sorrisos. Mas nem lágrimas. É doer em cada abraço e recebi muitos. Esta parte da família é mesmo muito grande e os abraços confortam sempre. E dei abraços. Dei colo. Segurei a mão. E silêncios. Sou péssima na dor. Na minha e na dos meus. Segurar a dor dos meus é ir só com eles na dor. Exatamente duas semanas após ter perdido alguém tão importante, sofremos outra perda. Não era o timing sabem? (como se pudesse escolher isto!) Como se fosse doloroso demais estar a fazer outra ferida onde a dor está ainda tão presente.
Há três semanas perdi a minha Madrinha. Há uma semana perdi o meu Tio. Tinha sempre histórias para contar, partilhávamos o amor pelo nosso Porto. Tinha sempre uma garrafinha especial para abrir quando nos juntávamos lá em casa. Adorava mostrar-me o que andou a fazer no quintal, era um engenhocas. Agarrava-me nos dois braços e piscava-me o olho porque dizia que só eu o fazia rir assim, isso e que já não ia a festas de ninguém a não ser que fosse o meu casamento. Foi pilar para a minha casa em momentos difíceis da vida. Fomos muito felizes naquela "cozinha de lenha" pequenina que tanto nos juntava. Sou uma alma antiga que adora ouvir histórias. Há coisas que não esquecem. E eu sou muito família.
Os dias andam tristes.
2025 vai lá com calma que estes apertos amassaram.
A vida é mesmo isto. Com todos os clichés que sempre surgem nos dias de merda como "ninguém estava à espera", "a vida são mesmo dois dias, ninguém diga que está bem"; "temos mesmo de aproveitar porque de repente...". Na verdade sentimos isso como um murro no estômago nesses dias de merd@ mas depois seguimos à nossa vidinha e apesar de não esquecermos esse "cliché" vamos lembrando.
Há uma semana atrás, sexta-feira, 19 de Setembro, na minha atitude altruísta e orgulhosa como sempre que consigo, fui dar sangue quando saí do trabalho:

Enquanto eu fui dar sangue para tentar ajudar a salvar a vida de outras vidas, perdi uma nesse dia. E há aí uma dor que não consigo explicar.
Nessa noite, dormi mal e acordei demasiado cedo, tão cedo que estava ainda bem escuro e um tempo depois o telemóvel toca e percebi logo que era demasiado cedo para não ser uma chamada má. Ali na cozinha encostada à janela a ver o dia a clarear enquanto esperava a agua aquecer para fazer o primeiro café do dia atendi e em modo loop na minha cabeça gritava mas "porque? como? não pode ser!" enquanto os meus lábios nem se mexiam. Eu nem estava a conseguir falar, só ouvia a voz do outro lado a contar-me de um modo rápido e confuso que não estava a conseguir assimilar. Desliguei a chamada e fiquei ali uns minutos descrente de tudo naquele silencio ensurdecedor sem deitar uma lágrima. Estava em choque. Como não?
Até que as chamadas começaram a surgir de todo o lado e caiu-me a ficha. Perdi uma das melhores pessoas que tive o privilégio de ter na vida e com um papel de destaque. No meu crescimento, do meu sangue e que me ensinou entre muitas coisas a sorrir. A ser mesmo boa pessoa. A ter uma porta aberta a todos. A juntar toda a família. A fazer casa a sua casa. A querer ser a Mãe de todos. A fazer-me filha sempre. A querer viver muito e com todos perto. Ela foi família, casa, Mãe, amiga, mulher, esposa e boa pessoa, genuinamente, boa pessoa.
Dá mesmo muita saudade. Foste demasiado cedo. Foste sofrida mas muito muito amada. Foste de repente e dói todos os dias. Apetece ligar-te para com a tua voz inconfundível ouvir "oh minha filha" como sempre carinhosamente me tratavas e conversar só. Estes últimos dias foram difíceis porque em todos os abraços sentimos o mesmo, nada mais vai ser igual ali na casa onde todos fomos e sentimos casa. E faltou-me o teu abraço que era sempre tão bom. A ultima vez que estivemos juntas este ano foi em festa e dancei contigo uma ultima vez. Não esqueço. Não esquecerei. Que estejas em paz e que continues a tua história feliz agora com o padrinho num lugar bonito. Nós aqui continuamos a amar-te muito.
Há uma semana escrevi este post como post do dia:

Coincidência, mas só de o ler dói. Estou só triste. Continua só triste. 🤍💫
Há dias em que a Vida nos prova que é uma grande filha da coisa. Que é injusta. Que leva os melhores de entre nós demasiado cedo. Dia 19 foi um desses dias.
E eu só quero que estejas em paz ❤
《Podem sempre acompanhar todas as novidades pelo Facebook. Ou pelo Instagram - @sorrisoincognito 》
Os dias especiais de alguém serão sempre dias especiais. Enquanto esse alguém morar no nosso coração. E hoje é o teu dia. Custa muito não poder ligar a alguém para dizer duas caralhadas, rir até às lágrimas e dizer "Parabéns, tudo de bom para ti, bebe um tinto por mim" que era exactamente o que ia acontecer. Mas onde "wherever" estejas não consigo. E isso é uma merd@. Literalmente. Mas fiz sempre sempre que foi o teu dia especial. E não duvido que hoje desse lado ponhas tudo em festa! Hb'day 💫🤍
[Não deixem de ligar ao outro que gostam. Para não chegar ao dia que está ali o número na lista telefónica mas não dá. E esse não dá é fod@ 🍀]
Este ultimo post, publicado anteontem, 21 de Outubro, esteve em rascunhos alguns dias.
Escrevi-o de rompante. Li-o várias vezes.
anteontem publiquei-o.
Gostei logo dele. Bonito, intenso mas triste.
[coincidência] Passado uns minutos recebi uma chamada que parece que me tirou o chão. Primeiro tremi. Não acreditei. E o dia ficou mais triste que as minhas palavras nem expressam perto.
Perdi um Amigo, alguém com quem cresci, que convivi anos e anos. Vizinhos. Melhores amigos. Histórias em conjunto. Namorados na juventude. Bons amigos. Alguém que me ensinou o que era amar mesmo uma pessoa. Que me ensinou que a vida é para curtir. Que devemos estar disponíveis sempre para os nossos amigos. Com quem aprendi a cair e levantar. Com quem fui feliz. Com quem chorei muito e ri ainda mais. Que era fácil a fazer novas amizades. Com quem falhei e sempre fui a primeira a pedir desculpa e ele a melhor pessoa a perdoar. Com quem pude sempre contar. Com quem passei aqueles maravilhosos anos da parvoíce que todos temos. Com quem joguei ao berlinde, às escondidas, à sueca, que andei de bicicleta, que joguei à bola, com quem bebi as primeiras bejecas, que me deixou conduzir o carro quando tirei a carta. Que me deu amigos. E com quem também aprendi que sorrir é o melhor a vestir todos os dias. Que me deu mil e duas histórias para contar um dia. Os bons amigos são esses. Que mesmo mais ou menos separados cresceram juntos e têm histórias em comum.
Desejei-lhe sempre o melhor. Ele sabe. Ele merecia muito mais da vida. Isto é tão injusto. É um dos bons que parte cedo demais.
É mesmo boa pessoa. Tem um bom coração. É das melhores pessoas que tive a sorte de conhecer na vida.
A minha rua não é melhor que a tua, porque é a mesma e não mais será igual.
Estou só triste. Anteontem ficou um dia triste. Continua só triste. 🤍💫
E eu só quero que estejas em paz ❤️
E o texto que escrevi ganhou todo o sentido:
Há na ferida um ardor constante abafado
a superação inegável do querer anestesiar a dor
um corroer de alma, galopante e fugaz.
inebriado pela luz de um sorriso escasso.
uma réstia de esperança à qual se agarra como de um poço se quisesse sair
quantos dos teus sorrisos trazem lágrimas incolores?
invisíveis aos olhos dos que rodeiam
a insana dormência de um corpo talvez são, talvez não.
É o teu dia. E sempre me começa a primavera a 21 de Março.
Tenho tantas saudades de nós juntos. Da nossa infância tão boa. Grudados. Cão e gato. Juntos. Cúmplices, amigos, irmãos.
Foste o melhor que me poderia ter calhado e só tenho pena de não te esborrachar mais com os meus abraços. Sentidos. Cheios de tudo. Quando muito agora saudade.
Desejo-te em dobro o que desejo para mim. Desejo que os teus astros se alinhem. Que tenhas uma vida feliz. Que te sintas feliz. Que sejas, acima de tudo feliz.
Que eu esteja sempre perto. Ainda com toda esta distância que nos separa geograficamente.
Que tenhas saúde.
Amo-te milhões mano. Feliz aniversário ![]()
Sabem aquele dia em que queriam muito ligar a alguém para lhe dizer alguma coisa e não dá? Pois... hoje é o dia.

Aquela merda do cliché não deixes nada por dizer, não esperes pelo amanhã, blá blá blá, é isso mesmo. Um cliché de caca de se dizer, mas na verdade quando chegar o dia em que o queres dizer e não podes vais lembrar-te dessas frases em loop na tua cabeça.
A Ti disse sempre, e pela primeira vez na minha vida que te quero ligar a dar os Parabéns não dá. Faz cinco meses que partiste e o teu número continua ali, assim que vou mandar whatsaap o teu numero ainda é dos primeiros, as mensagens mais hilariantes do meu messenger ainda são as tuas. E eu sei que hoje ao te ligar " aii que já estou todo fodido" ia ser uma frase que ias dizer. Sem dúvida. E ias dar aquelas gargalhadas só tuas. E eu ia rir muito sem quase conseguir falar.
Eu sei, que onde quer que estejas hoje é dia de festa. E se há alguém que a sabe fazer és tu.
Continua a fazer rir quem quer que seja. Hoje o dia é teu.
Parabéns primo. Aquele copo de vinho para nós. Um brinde eterno!

É impossível não partilhar isto. Não escrever sobre isto. Não dizer duas ou três coisas que preciso.
Ainda que, não saiba o que dizer. Como o dizer. Ou se quero sentir o que vou sentir ao escrever. Mas partilhar em palavras aquilo que sinto sempre foi a minha melhor versão.
Perdi há duas semanas, uma das melhores pessoas da minha vida.
Do meu crescimento. Do meu sangue. Daquelas que partilhavam o mesmo lema de sorrir, todos os dias "no matter what". Daqueles que me ensinou que a criança dentro de nós é preciso mantê-la para bem da nossa [in]sanidade. Daqueles que me faziam sorrir quase todos os dias, ainda que há distância com as parvoíces que me enviava e que era constante no seu estado de boa disposição. Sempre pronto a ajudar. Sentido de família. Cheio de vida e onde estivesse não deixava ninguém indiferente. Com uma facilidade em fazer amigos em qualquer lado. Sempre na tanga a dar-nos aquela dificuldade em perceber se era "agora" que estava a falar a sério. A ver o copo sempre a transbordar.
[ Dá saudade. Dos encontros que já tínhamos meio definidos para juntar os estarolas. Dá saudade a cada fotografia. Dá saudade a cada canto da vossa casa. Dá saudade ao olhar para os miúdos. Para os teus pais. Dá aquele aperto, daquela mistura de saudade e de ainda estarMOS a tentar acreditar que aconteceu.
Há uma semana vi-te a ultima vez na despedida e por entre as lágrimas só me apeteceu dizer-te "vá deixa-te de tangas levanta-te daí". Porque tu eras assim. Os encontros de família não vão ser mais os mesmos. De todo.
Porque há dias de merda. e o dia em que partiste foi definitivamente um dia de merda. Sem tentar perceber o que pode explicar o inexplicável é tentar aceitar.
Cada um sente a perda de alguém de diferentes formas. Nem todos nos tocam da mesma maneira e isso nunca se impõe. É simplesmente sentido e verdadeiro o que cada um é na nossa vida.
O fugaz e inesperado, o que surge sem aviso prévio é ainda mais difícil. Os dias passam a dor não tem diminuído e o facto de muitas vezes não se conseguir exteriorizar coisas é ainda mais difícil. Dizemos sempre que o tempo ajuda. Mas o tempo aumenta a dor, as perguntas e o difícil que é não há nada a fazer.
Entre o luto, os silêncios, as noites, as lágrimas, as recordações faz eco a tua gargalhada, a tua sempre grande e efusiva gargalhada. "Oh prima Oh prima" fica-me para sempre cá dentro. Muito mais nestes dias de merda que as tuas mensagens já não entram para me fazer soltar aquela gargalhada enquanto dizia "só tu!" ]
Há dias em que a Vida nos prova que é uma grande filha da puta. Que é injusta. Que leva os melhores de entre nós demasiado cedo.
dia 9 foi um desses dias.
E eu só quero que estejas em paz ❤
《Podem sempre acompanhar todas as novidades pelo Facebook. Ou pelo Instagram - @sorrisoincognito 》
És e serás sempre a minha primavera que me começa desde que me conheço a 21 de Março.
Não são as datas. Mas é o teu dia.
Do melhor. Do melhor irmão que a vida me deu. Se não fosse esta pandemia talvez voltasse a estar contigo no teu dia de aniversário coisa que infelizmente não acontece há muito tempo, mas em breve espero que te esborrache num abraço sentido dos nossos ❤
Aqui, ali ou acolá, mas juntos mesmo com esta distância que nos separa.
Desejo-te um dia feliz! Uma vida feliz e mil sorrisos! Mais cedo ou mais tarde estamos juntos.
Parabéns Mano! Amo tu ![]()

Nós sabemos que é um cliché dizer "não há impossíveis " porque na verdade Nós sabemos que os há ( e "está tudo bem"), mas queremos de alguma maneira acreditar sempre que conseguimos ultrapassa-los e sermos mais que isso. Que havemos de conseguir contornar a coisa. Que temos esperança nem que seja em última instância num milagre. E eles acontecem. Às vezes. Nas vezes que não acontecem... temos mesmo que fazer valer a pena sem esses impossíveis que não conseguimos inverter.
Na verdade podemos não conseguir que as coisas sejam feitas como amamos fazer, mas... temos que as amar da maneira que são feitas. Mesmo que o nosso coração não esteja em pleno, que seja em pleno que consigamos arranjar o melhor sorriso para estes dias ❤
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