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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

Quando se banaliza uma paixão.

 

Eu era sempre das últimas a sair daquele recreio já ao fim da tarde depois de me sujar toda a jogar futebol e cheia de arranhões. Eu, a Maria rapaz de sempre que só estava bem era a jogar futebol naquele campo de terra em que com quatro pedras maiores fazias as duas balizas medidas pelos nossos próprios passos aldrabados. Quando fui para o ciclo a coisa não foi diferente e já eu tinha uma paixão desmedida por jogar. Queria fazer parte de todos os torneios e não foi fácil me integrar em equipas porque não havia equipas femininas, mas já no liceu tive a sorte de ter um professor que curiosamente se tornou treinador de futebol, que me compreendia a paixão e ajudou-me a integrar equipas masculinas em torneios de escola. Até que fora da escola consegui mais tarde integrar numa equipa amadora e começar a "competir". Tudo me apaixonava desde o nervoso miudinho antes de entrar em campo, ao público, à emoção te ter a bola, de fazer golos, de tentar uma vitória. Até ao dia que tive que deixar. Deixei o futebol mas não deixei a paixão por ele. E clubes à parte. Gosto mesmo de ver grandes jogos de futebol. E continuo a ser aquela mulher, Maria rapaz que troca muitas saídas para ficar a "sofazar" e a assistir a um bom jogo de futebol. Claro que os da minha equipa são para se ver sempre!

Aprendi com tudo isto, que o futebol é um desporto de emoções mistas. E infelizmente não falo apenas de quando se ganha ou quando se perde. Falo de casos de violência. Aquilo que nunca, NUNCA, devia haver em torno de um desporto, em torno de jogos de futebol que é para ser vivido dentro de campo e sentido fora dele com o impacto de melhorar e apoiar o espírito jogado dentro das quatro linhas. Impensável então é aquilo que aconteceu em Alvalade. Umas criaturas em grupo que ao que tudo indica são "adeptos" do Sporting conseguirem entrar dentro do balneário dos jogadores e a torto e a direito despacharem a brutalidade de uma força sem inteligência envolta em cobardia sobre os jogadores, o treinador, a equipa técnica e as próprias instalações..

Aprendi também com isto, que naquela altura em que chegava a casa com os joelhos esfolados de ter caído enquanto jogava estava longe de imaginar que fosse possível os grandes jogadores pudessem chegar a casa, agredidos por gente que não podem ser adeptos. Adeptos não é isto. Não é. E aqui percebo porque é que o meus pais enquanto puderam não me deixavam ir ao futebol e incutiram-me até que aquilo não é para crianças. «Quando dá para o torto... é a torto e a direito.» Agora pensa.

A instituição também não é isto. Clubes à parte, porque sou adepta do Porto, sempre fui, sempre serei, mas com dois dedos de testa nego-me a compactuar com atitudes medonhas que merecem toda a minha repugnância perante tal acontecimento. Qualquer pessoa que goste de futebol não poderá entender o que ali se passou. Por isso, quem o fez, não pode ser adepto do desporto que é o futebol. Não se trata de ser quem são, trata-se de repudiar qualquer acto de violência, de monstruosidade, de agressão para com o outro ou outros. Sejam eles quem forem. Nada, mas NADA mesmo justifica violência e destruição. E isto tira qualquer brilho do futebol por muito que se goste. E quem gosta disto, não me venha com tretas, não gosta de futebol.

É de lmentar tudo o que isto envolve. Estou triste e estupefacta. E a preferir que ouvesse mais joelhos esfolados pelos tombos em campo. Há valores dos quais nunca se deve abdicar. 

Nós, que temos em ombros o título de Campeões Europeus não merecemos isto. O futebol Português não merece isto. O Sporting instituição também não. Devolvam o Sporting aos Sportinguistas. Eles merecem. O futebol Português merece. Nós merecemos não assistir a situações destas.

Eurovisão

Mais um a vez ando um pouco a leste, nada que não seja o habitual com o festival, mas confesso que por ser no nosso país já devia andar a cuscar aí alguma coisa, mas na verdade não. Cusquei, numa cena à gaja mesmo, umas fotos das apresentadoras que acho que estamos sim bem representados aí, e em bom. Como gosto muito de ver o talento da Daniela Ruah por cá e ainda para mais é gira que se farta! E nem vou falar da Catarina que parece sempre uma jovem (menos com o vestido que pisou a passadeira azul que na minha opinião não a favorecia tanto como por exemplo o vestido em que arrasou ontem). Pormenores.

A nossa música também só descobri à pouco tempo e apesar de não me ter sentido arrebatada à primeira, há ali um "je ne sais quoi" que me cativa.

Parece que ontem foi a primeira semifinal mas não vi. Vou tentar ver a segunda para me inteirar do acontecimento pela primeira vez na nossa "Tuga".

Estão com fé na nossa música?

Já me disseram que é outra música como a do Sobral, primeiro estranha-se depois entranha-se. Na verdade à primeira não desiludiu mas também não apaixonou. E depois de já a ter ouvido umas três vezes já me soa bem melhor. Eu gosto da simplicidade. Mas acho que a letra também é um pouco simples demais. A ver vamos...

Fiquem com a música:

"Eu nunca te quis menos do que tudo, sempre, meu amor
Se no céu também és feliz
Leva-me e eu cuido, sempre, ao teu redor

São as flores, o meu lugar
Agora que não estás rego eu o teu jardim

Eu já prometi que um dia mudo ou tento ser maior
Se do céu também és feliz
Leva-me e eu juro, sempre, pelo teu valor

São as flores, o meu lugar
Agora que não estás rego eu o teu jardim
São as flores, o meu lugar
Agora que não estás rego eu o teu jardim

Agora que não estás rego eu o teu jardim
Agora que não estás rego eu o teu jardim
Agora que não estás
Agora que não estás rego eu o teu jardim"

A simpatia pode ser a tua maior arma. A falta dela, a pior.

Mas há alguém que goste de pessoas que não conjuguem a palavra simpatia? Acredito que só mesmo aqueles que também não o são e se assemelham.

Eu não gosto. E tento lidar o menos possível com pessoas que não o sejam. Se as poder riscar na minha vida para todo o sempre assim será. Sejam conhecidos, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, pessoas cujo profissionalmente nos cruzamos, ou dono de lojas, e afins que eu visite.

O ser simpático, faz-me olhar novamente. O não ser tira-me a vontade.

Isto para contar o que me aconteceu um dia destes. Éramos quatro em busca de vestidos de cerimónia. E é aqui que a discrepância entre o ser simpático e o não ter simpatia nenhuma altera todo o caminho a seguir.

Entramos numa loja, cujo atendimento foi maravilhoso. Sempre nos deixaram à vontade, escolher à vontade. Ver à vontade. Experimentar se assim o quiséssemos. Tirar fotografias até, nos disse a dona da loja que fomos. Sempre com um sorriso. Sempre simpática. É sem dúvida uma loja a voltar ou a aconselhar.

Entramos noutra loja. Para lá da montra era todo um outro mundo. Caras sisudas. E algumas pessoas à espera. E nós lá esperamos também sem que aparentemente tivessem notado que cinco pessoas tinham entrado na loja.. Passado cerca de quinze/vinte minutos de ninguém nos dizer nada, uma de nós viu uns vestidos num expositor e começou a aproximar-se para ver. Até que, surgiu, primeiro vindo sei lá bem de onde uma voz, tom alto, antipático e rude: "não mexa, não é para mexer, é esperar pela "Catarina" que ela é que vai amostrar o que quiserem ver".

Olhamos umas para as outras impávidas com a arrogância de um senhor que depois reparamos estava lá encostado a um canto (tipo a assobiar pro ar e a coça-los enquanto mandava uns bitaites debaixo de uma bata branca) que provavelmente seria o dono, e sem sequer falarmos, decidimos todas sair sem querer ver o que quer que seja.

Não percebi o porquê de não nos ter dito nem bom dia nem boa tarde quando chegamos e só nos falou assim que demos um passo para tentar fazer o que fomos ali a fazer - ver vestidos de cerimónia.

Escusado será dizer que perdeu a oportunidade de vender quatro vestidos e que ganhou também a nossa antipatia. De modo algum será aquela loja uma hipótese a voltar a visitar.

Gente triste. E vazia.

 

(ainda ouvimos a menina que devia ser a tal "Catarina" a dizer para umas senhoras - "fui ali rápido ao dentista e ele nem me deu tempo de isto desinchar")

Eu e a maquilhagem

Ultimamente têm me perguntado "começaste a usar maquilhagem?", "namorado novo?" (WTF?!), "já sabes usar maquilhagem?".

Para terem a noção de como grande parte da minha vida a maquilhagem me passou ao lado. Completamente. E quando não passou, sempre foi um desastre. Que continua a ser.

Não percebo nada de maquilhagem. E sou capaz de perceber mais de nomes técnicos de futebol que propriamente acessórios de maquilhagem. Nunca tive problema com isso porque nunca me senti menos mulher por não adorar maquilhagem e nem perceber patavina.

Comecei nos últimos tempos a usar mais maquilhagem e como já tinha dito vou explicar porquê. Eu não ganho muita cor na cara. Uma cena marada de infância... mas na verdade não sou muito de ganhar cor na cara, mesmo quando fico morena a cara está sempre muito mais branca. E a minha cor normal é pálida. Ou melhor como costumo dizer cor lula deslavada. Sim é mesmo. Agora imaginam quando ando adoentada?! Não queiram. Até me costumam dizer "parece que não tens pinta de sangue rapariga" e inclusive já me sugeriram algumas vezes umas pancadinhas na cara a ver se a mesma reage... adiante. Os últimos tempos a coisa não tem facilitado quanto a andar adoentada. E tudo começou no fim do ano passado. E foi exactamente nessa altura, semanas depois de  dias inteiros fechados em casa a definhar e a bajular esta cor de lula deslavada que surgiu a ideia. Da minha mãe "Oh rapariga põe lá uma corzinha nessa cara que ainda te fazem o funeral antes de morreres". Sim confesso, eu sou daquelas pessoas que ficando adoentada a minha cara é notoriamente o meu cartão de visita. E não engana. A não ser que lhe ponhas uns pozinhos é de bradar aos céus a palidez.

Ora que começou por aí. Mesmo quase sem pachorra. Comecei a pôr uma base, mais uma cor. A voltar a pôr rimel, o risco preto nos olhos e basta. Começou por aí, algo que já fazia muito de quando em vez. Batons nada. Até que, comecei a olhar para os mate como aqueles que eram capazes de me encher as medidas. Vai daí a experimentar. Passei da que não gostava de batom para a que talvez gosto mais dos vermelhos. Tal e qual. Não houve melhor altura para experimentar. Porque aquilo foi quase um acto necessário para não me atirar para a cama cada vez que me via ao espelho pela manhã e uma tentativa de não me fugirem a sete pés.

Nem todos os dias o fiz claro, mas confesso que houve dias complicados enquanto estava adoentada e que a maquilhagem disfarçou - houve dias seguidos de quase directas - não era bonito de se ver. Eu não me sentia bem. Confesso. E posso dizer que isso foi uma ajuda.

Fiquei-lhe com um gosto. No entanto não me senti melhor por o fazer. Mas marcou diferença. O que não quer dizer que não continue um desastre, porque continuo. E continuo a não saber usar mil e dois produtos, a não querer saber porque existe trezentos e quarenta e dois pincéis para pintar um rosto. E continuo a usar vermelho quando me apetece. Continuo a sair sem maquilhagem um dia e no outro quero tudo. Não quero exageros. Mas não quero regras. Quero maquilhar-me no dia a dia e não o fazer quando vou sair. Se assim for o meu apetite assim será. Ou vice-versa. Quero usar dois dias seguidos maquilhagem assim como uma semana esqueço que ela existe. Essa sou eu. Continuo a ser.

Não sou uma fashionblogger muito menos em maquilhagem.  E continuo a dizer - Darem-me uma caixa de maquilhagem é como darem uma caixa de marcadores a um puto. Um autêntico desastre portanto... E mesmo que se faça acompanhar de manual de instruções não melhora a coisa...

 

PS1.: Eu até já vi vídeos. Tipo "passo a passo" e mesmo assim, é como eu dizer que vou ao Porto e afinal chego a Lisboa. Completamente o oposto.

PS2.: Por falar em maquilhagem hoje estou a fazer uma experiência com um batom vermelho mate da Maybelline que comprei para  ver o quanto dura e se marca. Sigam nas stories do instagram.

Assim como quem não quer a coisa...

Há coisas (muitas) que parte-se do princípio não deveria ser preciso avisar, chamar a atenção.

Isto tudo para dizer que, sendo uma pessoa blogger, tendo uma página numa qualquer rede social, sabemos que partilhar o que quer que seja, desde uma única palavra, a uma imagem, um texto, um pensamento (whatever) não deveria ser necessário que, se algum o quisesse partilhar o fizesse mencionando sempre a parte de aquilo pertencer a alguém, não como sendo seu, se apropriando para olhos de  terceiras pessoas de algo que não é seu como sendo.

Mas já vi que é lutar contra o vago. É algo que parte-se do principio não deveria ser preciso dizer, mas as pessoas não ligam a isso. E nem precisas pôr a fonte, mas aquelas - aspas - que fazem toda a diferença.

Não é a primeira vez que vejo por exemplo coisas que escrevi partilhadas por amigos ou conhecidos. E às vezes apetece ir lá dizer "fui eu que escrevi isso". Só que não.

Aqui no blog também eu volta e meia partilho uma ou outra imagem que não é minha. Mas há um aviso a dizer que possivelmente há imagens retiradas da internet ((que não consigo perceber quem é a fonte) e quem se sentir lesado me avise. Já aconteceu com uma imagem que usei mas que era de uma determinada marca e vendiam objectos com ela e que me pediram se eu podia retirar. Ora pois claro. Estavam no seu direito. 

 

Muitas vezes é intencional, é só por si só a partilha, outras vezes é o fazer crer que foi a pessoa que escreveu. E isso sim, fica assim meio que "coiso".

 

Há uma maioria que se calhar não acha que tenha qualquer importância. Mas quem escreve apercebe-se mais. E não tem que ser algo que partilham nosso. 

No entanto e porque há limites meio confusos de palavras o que na minha opinião está mal é mesmo os que usam fazendo suas palavras, literalmente as palavras de outros.

Mas pior que isso é quando as pessoas que escrevem textos de outros são elogiadas pela escrita e ainda dizem coisas do género "estou inspirada/o".

Atendimento: Lisboa vs Porto

Não venham já prontos para as chibatadas malta de Lisboa, que para isso há as excepções e os exemplos e isto é só um, mas... cá no trabalho e com tantos anos a lidar com departamentos de tantos sítios, posso afirmar que o pessoal do Norte é de outra geração.

É certo que fala muito num "eu cá tu lá" de como se nos conhecêssemos todos há imenso tempo mas na verdade encurtam distâncias.

Estava aqui com umas dúvidas em relação a uns inquéritos chatinhos que só eles que obrigatoriamente têm que se fazer e eis que, não conseguindo avançar decido ligar para me elucidarem do tema e me ajudarem a fazer as coisas bem. Ligo para a central, Lisboa. Exponho a minha dúvida e peço que me ajudem porque não consigo mesmo entender aquilo.

Do outro lado (Lisboa):

- Como pode ver, na explicação diz - e a senhora lê exactamente o que lá está (incluindo palavras "caras" e termos técnicos que fizeram com que eu não percebesse patavina) - e é isso mesmo, o código solicitado tem a ver com o qual enviam na declaração.

Eu: Pois eu li isso antes de ligar, mas na verdade não estou a conseguir chegar a um código devido às variantes do mesmo.

- Olhe o melhor mesmo é pedir a uma contabilista que deve chegar lá mais rápido. Porque na verdade o que pretendem é mesmo o que está escrito. E antes de desligar pode responder a um inquérito de satisfação para avaliar como somos na resolução dos problemas?

...

...

Ora, não gostei da resposta. Logo não fiquei satisfeita porque não me resolveu o problema, limitou-se a ler o que lá estava sem explicar e ainda me diz para me informar com outras pessoas.

Até que, ao olhar para o site, me apercebo que tem delegação no Norte.

Calma Maria, penso eu de que, liga lá para o Porto que pode ser que te ajudem mais. E ligo. Exponho exactamente a mesma dúvida e peço que me ajudem se possível.

Do outro lado (Porto):

 - Então vamos lá ver isso, estou a falar com?

Eu: Maria

 - Então Maria é assim, deixe-me ler para explicar...

Ora eu também não sei bem qual é o código mas vamos lá descobrir isto juntas sim?

...

...

É isto - ganhou uma amiga prá'bida -. Conseguem adivinhar que respondi ao inquérito. Fiquei satisfeita. Fiquei a perceber  que não falava de "bugalhos". E ainda lhe dei nota máxima no atendimento.

Por norma sim, acho que no Norte somos muito mais "prestáveis" e simpáticos.

E isso explica muita coisa, quando trabalho com uma empresa de Lisboa há alguns anos e ainda hoje é o dia em que enviam emails a começar:

"Olá simpática equipa do Norte".

Não. Não vale tudo.

O Paços de Ferreira passou mais de metade do jogo no chão, mas quem escorregou foi o FCPorto. Mas escorregou com dignidade. Já o Paços...

Eu, que gosto de ver um bom jogo de futebol e que não tem que ter apenas o meu Porto, ontem foi dos piores que tenho memória de ter assistido. E não foi por ver o meu Porto sair com uma derrota. Não foi a primeira. Não há-de ser a última. Foi por ver um jogo de mete nojo do Paços ao mais alto nível.

O Paços de Ferreira não jogou a seguir ao golo. Fez um anti-jogo. Não teve respeito pelo jogar futebol. Não honraram quem estava em campo. Não tiveram fair play. Ética.

Foi tão mau quanto as palavras do guarda redes na primeira reacção pós fim do jogo. "Respeitamos todas as equipas com quem jogamos, mas têm que entender nós estávamos cansados".

Sinceramente, car@lhinho. Foi vergonhoso.

E quem gosta de futebol não pode ter gostado disto.

O árbitro deu sete minutos de compensação dos quais se jogou um minuto e pico e aos sete apitou. Foi o correcto, quanto mais deixasse jogar, mais tempo e mais jogadores do Paços se atiravam para o chão.

(Não estou com isto a desculpar o FCP de perder o jogo, falhou.

Mas falo apenas do jogar futebol, que era disso o jogo.)

4 meses sem!

Isto não é um post com moralismos. Com um "eu é que sei", "sou um exemplo", "sigam as minhas pegadas" whatever. Até porque quem me lê há bastante tempo já aqui leu um post parecido. Logo, se estou aqui a falar disto é porque lá trás falhei.

Sim. Algures ali atrás, para este post existir hoje, falhei. É tão simples quanto isto. Mesmo que na prática isto nao seja assim tão simples quanto o digo.

Hoje faz quatro meses que não fumo. Uma excepção para um meio cigarro no jantar de natal da empresa. Mas na verdade, foi há quatro meses que deixei de fumar.

Para ficar bonito poderia dizer que sinto todos os dias como é bom ter deixado de fumar. Mas não. É sim positivo. Ponto.

Eu já passei por isto. Não é a primeira vez que fico sem fumar algum tempo e a fase que durou mais foram 21 meses e nunca me perdoei por ter quebrado. Falhei mesmo.

Tenho um primo médico que sempre me diz "qualquer tempo que estejas sem fumar é bom, seja uma semana, seja um ano". Está certo. Acho que é um bocadinho isso. Mas nunca me martirizei. Até porque, nunca disse vou deixar de fumar, sempre que não me apetece deixo-me ir na onda.

Ora como já disse, podia dizer que sinto melhor o sabor das coisas. Que respiro melhor. Que acordo mais saudável. Que o que me fez parar de apetecer fumar nunca mais voltou... Mas na verdade não. Na verdade não notei nada disso. - Não vou dizer que não estou mais saudável se é saudável não fumar, mas... - Notei sim que provavelmente ainda aumentou o meu apetite (valha-nos Deus valha). Provavelmente contribuiu para o meu aumento de peso, cerca de seis quilos já!!! Provavelmente é por isto que agora sim quase "não tenho nada para vestir"!! Provavelmente não interferiu em nada nas crises de infecção de garganta, porque desde que deixei, já tive mais de duas crises.

Ora estou sem fumar há quatro meses e como podem ver, não ficou tudo um mar de rosas. No entanto se nunca mais me apeteceu fumar não fumei. Até ao dia.

Não estou a deixar de fumar. Proibir-me de fazer algo não costuma ser assim tão produtivo, mas como sou muito de ir na minha vontade e a vontade não tem sido fumar é isso. Vou na onda.

Não deixei de estar com quem fuma. Não me faz impressão. Não condeno nada nem ninguém. Não me lembrei de começar a criticar quem fuma, porque não tenho essa mania dos que deixam de fumar e passam logo a ser anti-tabaco e como se quem fuma fosse a pior pessoa à face da terra. Não. Nada disso. Estou há quatro meses sem fumar só isso. Porque não me apetece. Mas é inevitavel não estar orgulhosa por cada dia que decido não fumar. É isto. E se nos orgulha, é positivo. A nós próprios, eu nunca o fiz por ninguém!

E não sou melhor ou pior pessoa por causa disso. Não é o tabaco que nos define nem gosto que ponham as coisas nesse ponto.

O deixar tudo para a última é típico...

As pessoas ficam bastante indignadas por no último dia de prazo do que quer que seja, numa qualquer plataforma informática, a coisa não se dar e elas não conseguirem fazer o que realmente querem.

A sério. Eu até poderia dizer, mas as pessoas ainda deixam para o último dia para fazer o que quer que seja numa plataforma informática?

Mas a resposta é mais que lógica, não fosse, hoje o dia a seguir ao limite dado para validar as faturas no e-fatura para o IRS.

Ontem vi imensas reclamações de que o site estava em baixo, não conseguiam aceder, aquilo estava a dar imensos problemas... e eis que, a AT deu mais um dia para validarem.

Não acho que seja o mais correcto.

Podem vir com as chibatadas e dizerem que eu não percebo isto ou aquilo e que devia estar era caladinha, mas não.

E fala alguém que, um dia estava a concorrer para um concurso público - mais uma vez plataformas informáticas - e que infelizmente devido a convites directos, senhas caducadas, selos temporais, burocracias, assinaturas electrónicas e tretas só consegui aceder ao concurso no ultimo dia, tentei (porque o meu pc já estava a mil e lentinho) e por dois segundos, a minha proposta não foi aceite e perdi ali a hipótese de adjudicar um concurso que tinha o valor de 120 mil euros.

Dois segundos depois das 17horas e pumbas. Foste desclassificada Maria.

Oh pá aquilo doeu tanto cá dentro que aprendi aquilo que já sabia, nunca se deve deixar para o último dia principalmente quando isso engloba plataformas informáticas.

E quem anda neste mundinho sabe, ou parte-se do principio que devia saber, a plataforma da AT não é dos melhores serviços, mas por isso é que não te dão só cinco dias para fazer as coisas... 

Nas contabilidades até percebo... porque há sempre alguém que aparece no ultimo dia a dizer "então é hoje que termina o prazo e eu não sabia, pode ainda me ver isto...?" O individuo que faz, pelo menos neste assunto em concreto, tem muito tempo antes do ultimo dia...

SorrisoIncógnito

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