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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

02
Ago16

Ser Português em Portugal e falar estrangeiro é só estúpido.

Maria

Todos sabemos que Agosto é o mês dos emigrantes regressarem de férias ao nosso país. Eu costumo dizer que está aberta a época do "Jean-Michel vien ici imediatamente" ou do "Jean-Michel tu vas tomber e ainda levas por cima".

Sinceramente acho extremamente desnecessário por parte destes o falarem outra língua que não a sua própria língua, visto que são isso mesmo, portugueses. "Ah, até faço questão que os meus filhos lá sigam a escola portuguesa", mas depois cá é o que se vê.

Ontem num hipermercado cá na terrinha, há uma senhora que vem com o carrinho de compras contra mim, ao olhar, imediatamente diz-me "excusez moi, pardon!", ao que lhe respondo "de nada, de rien!". Ficou a olhar para mim com uma cara de parva, vira-se para a senhora que estava com ela e pergunta-lhe "mas afinal é para levar pêssegos ou maçãs?".

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Sim... é só estúpido.

29
Out15

Nem tudo o que reluz é ouro.

Maria

Sapo noticiou:

Angola o fim da miragem – Se alguma vez existiu um Eldorado em Angola, tinha pés de barro e desmoronou-se. Veja os gráficos.”

Confesso, não fui ver os gráficos porque nunca me dei muito bem com eles, no entanto mesmo sem ir ver (e eles até podem falar de alhos e eu de bogalhos) percebe-se. A fartura é demais e tudo o que é demais sobra. Angola foi um país que nos últimos anos deu pão a muita gente. Essa é que é essa e foi uma era em que no mundo a emigração estava em forte expansão. Portugal de seu exemplo foi talvez dos países que mais levou para Angola trabalho e mão-de-obra. Mas sempre a levar, e vai mais um, e vão mais cinco, e vão dois mil e pronto, está visto. Quem não tem um familiar, ou amigo, um vizinho, famílias inteiras que nos últimos anos mudaram-se para Angola? Mas no início até os ordenados eram "dourados" mas agora após a crise (principalmente na construção) há portugueses que foram para lá ganhar o que ganhavam ali em Espanha e que vinham todas as semanas a casa, enquanto agora se tiverem a sorte da empresa pagar viagem vêm umas três vezes no ano. E a verdade é que estava fácil de ver que o “Eldorado” ia acabar não tarda nada e depois quiçá de uma maneira trágica apanhando muito bom português desprevenido. É que nós gostamos do “até às ultimas”. E depois às vezes é tarde e é o salve-se quem puder.

Basicamente o que leva à ruptura, à falha dos investimentos, à diferença do que é programado no papel e depois na prática… é a enchente de procura no que “está a dar no momento”.

Vejamos a agricultura. Já alguns anos seguidos que temos os incentivos à agricultura, que estão em franca expansão, que estão a fazer aumentar números em Portugal, que estão a aumentar os níveis da exportação, a baixar números de desemprego criando postos de trabalho, a aumentar produto português. Temos o programa de incentivos até 2020. Mais cinco anos e a continuar assim qualquer dia há mais jovens agricultores que campos de cultivo. Não se deve acabar com isto mas tem que se acalmar e verificar o que é consistente de ser aprovado.

Vendas pela internet cresceram nos últimos anos muito em Portugal, noticiam, mas também quando vamos “googlar” até nos perdemos nas ofertas de vendas. E muitas vezes nem se consegue fazer uma boa selecção porque chega a ser cansativo ser selectivo em tanta oferta. Com valores por vezes tão diferentes uns dos outros basicamente no mesmo tipo de produto.

Eu trabalho num dos sectores que já foi o “Eldorado” do país. E a verdade é que lembro-me de em criança ouvir falar nisto como um “trabalho que nunca mais acaba”. Nos dias de hoje não é bem assim. Há trabalho? Há. Muita exportação, porque em qualquer parte do mundo conhecem este sector. Mas então o que está a deitar o “Eldorado” deste sector abaixo? A fartura é demais e tudo o que é demais sobra. É isto. Numa altura em que isto “dava dinheiro” (basicamente o que interessa) começaram a criar cada vez mais empresas do mesmo e vai se a ver nos dias que correm são mais que as mães. Umas muito grandes, outras médias e as pequenas que existem ao virar de cada esquina. Tropeçamos uns nos outros. Não há espaço para todos e vamos indo até às últimas à espera que caia o vizinho antes que o nosso mal venha a caminho. Tal e qual. Há quem se aventure em novas? Há. Vai sempre haver.

E depois diz-se que “o Eldorado tinha pés de barro e desmoronou-se” e pior que dizer-se é sentir isso. E vai na volta nos próximos tempos até eu sou mais uma emigrante quiçá a tentar procurar um eldorado por aí que ainda não se tenha desmoronado. Não se prevê nada de bom. É o que é. E portugueses por esse mundo fora é o que não falta. Mas faltando trabalho para os dos próprios países que irá ser dos outros?

Como já disse, a fartura é demais e tudo o que é demais sobra.

05
Out15

Legislativas 2015

Maria

Bem vistas as coisas Portugal está muito bem. Não sei porque os portugueses tanto se queixam. A vida por cá anda bela e maravilhosa. Meus queridos amigos e familiares emigrantes, voltem para o vosso país. Deixem-se de merd@s e de quererem estar longe dos vossos. Portugal está bem. Aqui vive-se bem e a vida principalmente a nível de trabalho está óptima, tão só por isso, continua-se com os mesmos.

Não quero com isto dizer que plenamente outro seria a solução, quero com isto dizer que ao estar mal o diferente é uma hipótese de poder ser melhor.

Provavelmente nestes próximos quatro anos muitos dos que vão ler este post terão que emigrar, incluindo esta que vos escreve.

Obrigadinha.

P.S.: Lembrar que hoje podia ser feriado não ajuda!

 

31
Out14

400 gr de gente.

Maria
29
Abr14

Ninguém mais que os que vão gostavam de ficar...

Maria

Ontem mais um amigo comunicou que já já no próximo fim-de-semana vai para fora. Suíça, mais concretamente. Isto está vazio de tudo e a cada dia mais. Nada muito pensado, mais uma decisão em cima do joelho de quem está um bocadinho (grande) farto disto aqui, deste país que tinha tanto para nos dar ao invés de nos tirar. Hoje de madrugada partiram mais três primos meus rumo a Inglaterra, onde trabalham, vieram cá aproveitar uns diazinhos de férias, todos na casa dos vinte e poucos. Ontem um amigo voou para Berlim com 27 anos a ver se a coisa corre melhor que o que corria cá, com pouco mais do ordenado mínimo ao fim do mês e um curso superior na estante de casa. O meu irmão que os meus pais não vêem há uns bons meses tenta vir cá, mas depois quando se vive fora e já não se é sozinho, já tem que se administrar tudo, férias ao mesmo tempo, escola do miúdo, despesas… um amigo voltou para os Açores depois de vir cá passar o fim-de-semana. A minha madrinha não pôde abrir a sua casa na Páscoa como tanto gosta, porque aos quarenta e tal anos teve que se mandar à vida, também está lá em Inglaterra. No interior é pior. Troquei palavras com outro amigo que conta os dias para voltar a casa só lá para Agosto, também ele na Suíça. Falei com a minha cabeleireira de quem tenho saudades que também ela, de um momento para o outro com o homem e três filhos rumou à Suíça, “este país não é para quem quer ter três filhos e uma boa infância” disse-me ela antes de partir, agora diz ela que está lá bem, bem melhor que aqui e aqui agora só para férias e para ver os seus. Outro amigo actualizou à pouco o seu facebook com um "de viagem Lisboa - Cabo Verde até já familia e amigos". Um colega veio da Bélgica porque o trabalho acabou mas não vê a hora de voltar, diz que a partir de que pôs os pés fora, viu que cá não fazia falta nenhuma, só aos seus, mas isso é como todos. E tantos tantos mais que o fazem (já nem vou falar da minha ultima relação). Todos os dias. Todos os dias o café fica sem mais um. Nota-se tanto aí que tudo está tão diferente que acaba por muitas vezes nem apetecer sair de casa para encontrar tudo vazio. A maior parte foi-se. E tudo vai ficando tão vazio. É tanta coisa que se perde. É vazios que se criam nas páginas do nosso livro e que nada vai fazer com que se possa mais tarde escrever. Mas a verdade é que da maneira que isto está, Portugal vai acabar a escrever sozinho o livro da sua história, porque não é o querer abandona-lo é o ter oportunidades melhores fora e muitas vezes não é para melhorar apenas a qualidade de vida, é para ter vida e poder dar-lhe qualidade. Ninguém mais que os que vão gostavam de ficar, mas o dia-a-dia tira-lhes isso. E isto dói-me porque não só fico escassa dos meus cá, como tenho a consciência que eu posso ser a próxima. E isso dói-me caramba. Porque não quero.

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