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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

30
Ago19

Maria, o que trouxeste das férias?

Maria

IMG_20190823_150337_241.jpg

 

As férias já terminaram, pois que já voltei na terça a trabalhar e apesar de ter sido terça-feira mais pareceu a pior das segundas-feiras. É sempre assim quando se volta não? Aquele trabalho acumulado na secretária que te faz querer chorar um bocadinho mas só não o faço porque as férias foram boas e bem aproveitadas quanto ao dolce far niente. Bem mas manter os olhos abertos foi um castigo, confesso! E as minhas olheiras? Nem o moreno mal amanhado consegue disfarçar nada.

As pessoas que constatam "ahh então já voltou ao trabalho..." apetece-me bloquea-las sem qualquer tipo de resposta. Oh pobre!

A #MariaTexuga que há em mim, mais uma vez fez estragos, mas acho que não chegou à parte de fazer mossa. Isto porque engordei claro, mas nada comparado com o ano passado por exemplo. E porque nas férias consegui fazer bastantes caminhadas a coisa amparou-se. Agora convém manter o foco.

Trouxe cansaço, mas trouxe energias renovadas. Parece contraditório, mas na verdade não é. O meu corpo quer descansar pelas horas que não dormi, mas a minha mente e a minha alma gozaram de uns bons dias de dolce far niente em "tudo incluído" que me alimentou a alma, mas que também me fez perceber que às vezes o "tudo incluído" pode ficar chato (esta é a parte que tento interiorizar que vida de dondoca é chata e ser pobre tem os seus prós ahah!).

Trouxe mais um bocadinho do sul que tanto gosto de visitar e um bocadinho de cor na pele. Trouxe gente simpática que conheci. Trouxe mais aventuras. Constatações. E lembrar como é bom termos uma amiga/o com quem seja bom passar uns dias de férias que conseguem fazer a coisa valer a pena e com quem somos nós mesmos bem à vontade. Se têm amizades assim, parabéns. É uma lufada de ar fresco.

Não encontrei o "Wally" do ano passado e confesso que este ano nem lavei bem as vistinhas a esse nível. Só uma ou outra vez algo me fez olhar mais que uma vez.

Conheci um hotel que recomendo (farei um post). Comi muito bem e muito mesmo!

Trouxe pouca noite. A noite está cada vez menos convidativa. Mais perigosa. Mais podre. Menos atraente. Não me sintonizo no que vejo. Mas também farei um post sobre isto. 

Encontrei gente da terrinha assim que estendi a toalha a mais de 600 klms de casa.

Quanto ao balanço das férias é bem positivo, já na balança não posso dizer o mesmo ahah.

E as vossas férias foram boas?

01
Ago19

Desafio #quenuncanosfaltemsorrisos

Maria

Já sabem que um dos objectivos [de vida] do ano é sorrir. É sempre um lema. E isso vai ao encontro de todos os dias procurar sorrir mais. Há dois anos criei o desafio para partilhar com a blogosfera o #quenuncanosfaltemsorrisos. Correu muito bem. O ano passado voltamos a fazer. Eu gostei muito e o feedback foi positivo. Não tive tempo de avisar antes, mas chegou a hora de fazer este ano.

Foi em Agosto que criei pela primeira vez este desafio de fotografia. Adorei o desafio. Primeiro pela parte desafiante de todos os dias ter um motivo para fotografar. Depois as partilhas. Adorei. Vamos a isto?

 

#quenuncanosfaltemsorrisos

 

Cópia de Desafio 2019.png

 

 

Quem me conhece sabe que se há coisa que me define é o sorriso. Há sempre mil e duas desculpas para sorrir. E se às vezes faltam algumas, procura-se um novo motivo. Sempre tento passar esse "lema". Pessoas que sorriem são sempre mais bonitas. Digo-o sempre.

Ora Agosto está aí, continua a ser para mim um mês especial que me faz sorrir imenso. É o meu mês das férias, é verão, está calor. Esplanadas. Noites à conversa. Os amigos e a família voltam à base. Mais motivos para sorrir? Sempre se encontra um que seja. Em pormenores do dia-a-dia.

Eu vou começar o desafio hoje no primeiro dia de Agosto, com uma lista que junta o que me faz sorrir, mas para quem se quiser juntar e partilhar o desafio, não tem uma data especifica para começarem, comecem quando quiserem, juntem-se a mim e partilhem.

 

NÃO ESQUECER (para quem se quiser juntar a mim neste desafio)

  • Uma fotografia por dia;
  • Podem começar a partir de qualquer momento, para participar basta usar a hashtag #quenuncanosfaltemsorrisos numa fotografia;
  • Podem fazê-lo no Facebook, no Instagram ou mesmo pelo blog (se for no blog deixem o link). Convém que sejam perfis públicos, para poderem partilhar com quem se quer juntar e visto que o objectivo é mesmo o de partilhar com todos os participantes;
  • Utilizem apenas fotografias vossas. O desafio é mesmo esse, um motivo para vocês mesmos fotografarem.
  • O objectivo é ter um motivo para fotografar, podem usar uma fotografia antiga, mas evitem.

 

Divirtam-se neste desafio e sorriam muito. Esse é o meu objectivo com este desafio.

Sigam-me no Facebook e no Instagram para verem as minhas partilhas. Ao usarem a hashtag #quenuncanosfaltemsorrisos vou poder seguir também as vossas.

Bons sorrisos!

(quem se junta e quem partilha?!)

10
Abr19

Do chegar lá. Do estar lá.

Maria

20190410_002906.jpg

[Fotografia: Paul Ellis/AFP]

Assim a quente não tenho o sangue frio para não falar mais que aziada do jogo. Não nos quero comparar na dimensão que é a equipa. Liverpool como quem conhece sabe que é uma grande equipa de topo. Raçudos em campo. Rápidos. Físicos.  Bola sempre lançada para a grande área do adversário.  Não é fácil conseguir parar aqueles alas. E ter pernas para os acompanhar. O Militão esteve gigante hoje. Ponto. O Liverpool foi claramente mais forte é certo. Nós entramos bem, mas no contra ataque rápido foram eficazes e aquele golo foi um iceberg lançado. 

O onze não foi o habitual e as opções também não eram muitas. Telles jogou mas nitidamente fora da forma dele. Maxi esteve muito bem em muitos lances. O Marega podia ter sido mais certeiro na finalização. 

Quanto à arbitragem. Nitidamente nós somos o FCPorto e eles são o Liverpool. Isto pesa. Ponto. Não vou falar em roubalheira, vou falar em pontos discutíveis e outros que nem tanto. O possível penalti logo na primeira parte que poderia ter sido marcado faz-me confusão.  Foi mão.  Foi corte na bola. Há VAR e nas repetições viu-se bem não marcaram. Ponto. O mínimo encosto que nós fizemos foi sempre falta. O lance com o Felipe que pedem também penalti é discutível. E a meu ver não o ter marcado é correcto.

Mas depois há aquele ponto que não pode ser discutível.  O lance do Danilo com o Salah, com o árbitro de frente para o lance, a ver perfeitamente, e o Salah leva o pé com os pitons à perna do Danilo. Vejam que na imagem até os adeptos deles parecem sentir a dor.

20190410_002926.jpg

 

Este foi um lance para vermelho directo. Mas nem amarelo o arbitro deu. Que como se viu estava a cerca de dois metros do lance e de frente para o mesmo. Em casos de vermelho o VAR deve intervir, como deixam passar aquilo em branco? Numa liga dos Campeões que são sempre tão donos da verdade? Ah esperem, é o Liverpool,  vá e foi o Salah.

Inacreditável. 

Adiante. Nós não nos damos por vencidos. Até porque fomos nós que lá fomos dar o corpo às balas. Que lutamos para conseguir segurar um jogo difícil e em desvantagem por dois desde os 25 minutos. E conseguimos, com mais ou menos fôlego,  mas com garra e sempre a tentar fazer das adversidades novas opções. 

Não será um jogo fácil cá.  Mas nós vamos à luta. Mesmo!

Liverpool 2 x 0 F.C. PORTO (1ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões)

 

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 ▪Texto em destaque na página do @SAPO

15
Fev19

Follow Friday_3

Maria

Sabem quando há um dia ou outro que precisam só de estar com alguém que vos transmite energia positiva?

Quando alguém vos faz soltar umas gargalhadas e é boa onda?

Pronto. A Sara com o seu "Saracasticamente" tem sempre uma boa risada para mim. Não me lembro há quanto tempo já a sigo. Nem como lá fui parar. Mas é dos blogs pelos quais mais vezes passo, mesmo que não chegue a dizer nada. Porque gosto do sentido de humor dela. Porque tem uma visão solteira das coisas como eu, e porque partilha histórias do arco da velha como ninguém.

Apresento-vos:

Sar(a)casticamente

Ide lá cuscar e se não conhecem não sabem o que perdem!

30
Jan19

Coisas que aprendi a trabalhar só com homens!

Maria

work.jpeg

 

- Os homens são mesmo uns criqueiros no que toca a estar doentes.

- a tampa da sanita (aquela saga) é um objecto no qual eles não tocam e a tocar nunca será para baixar.

- eles também ficam parados a olhar para o espelho da casa de banho.

- A caixa das bolachas tem sempre bolachas, mas nunca sabem como elas vão lá parar.

- Também são cuscos e também falam de bisbilhotices.

- As conversas deles juntos é mesmo isso que pensam, carros, futebol, mulheres, muito futebol e mulheres, vá e trabalho.

- Não são todos farinha do mesmo saco, naturalmente há os que cantam de galo e são provavelmente os que menos fazem. Os caladinhos às vezes enganam mesmo.

- Há os "pau para toda a colher". Fazem de tudo, são desenrascados, deitam a mão a tudo. Querem aprender de tudo. Fazem mais que o trabalho deles. Dão opinião. São confiantes. Põem a mão na massa. 

- Também há o que critica tudo do outro, o que opina sempre sobre o trabalho do outro. O que cusca sobre o outro e o que faz "queixinhas" - naturalmente - dos outros.

- Os homens percebem quando está sujo, mas nem sempre percebem quando está limpo.

- Há os que reparam quando cortas o cabelo, nem que seja só as pontinhas, e há os que não reparam de todo, mesmo quando mudas de morena para loira e em que percebem que alguma coisa está diferente mas não sabem bem o quê!

- Se há um rabo de saia na área que eles dêem conta percebe-se o "slow emotion" dos mesmos (e das máquinas)!

 

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09
Jan19

Aos quase, quase 30 e tal...

Maria

janeiro aniversario.png

 

Não posso deixar de sorrir. Na verdade sou uma trintona e estou muito bem assim. A idade é apenas uma questão de números quando o teu espírito é que te faz o ser.

Aos quase "30 e tal..." continuo a afirmar cada vez mais o que gosto e o que não gosto. 

E continuo a gostar bem mais de pessoas bem dispostas, cada vez mais e só. Não gosto de pessoas sisudas. Gosto de pessoas de sorrisos. São sempre mais bonitas. Não gosto de pessoas negativas. Continuo a gostar muito de Licor Beirão, de After Eight e do [meu] F.C. Porto. Não gosto de distâncias. Cada vez suporto menos a saudade mesmo que a traga todos os dias ao peito. Gosto de pessoas que assumem falhar. Não que venham à partida já para falharem, mas de pessoas que ao magoarem, assumem o que fazem. Continuo a gostar de pessoas que me conhecem às dez da manhã, cinco da tarde e onze da noite. Aqui e acolá. Sozinhas ou acompanhadas. Cada vez menos tenho paciência para aturar quem se troca todo das pernas para me cumprimentar quando acompanhados, para quem me manda sms que não interessam e para quem me quer fazer gastar tempo com o que quer que seja. Gosto (muito) de dançar. Amo os meus. Gosto dos meus Amigos. Muito. Cada vez irrito-me mais com pessoas mal educadas, mal intencionadas. Não tenho paciência. Não "papo grupos". Gosto de pessoas que se dão, que se importam, que fazem por estar. Gosto de noitadas caseiras com os amigos. Gosto mais de sapatilhas que em todos os "vintes". Os 30 já foram e continuo a gostar muito do meu cabelo comprido sem coragem para o cortar. Gosto cada vez mais de massa fusilli e começo a ter saudades das minhas aulas de fitness. Babo-me com o sorriso do meu sobrinho, amo-o de coração. Gosto do pôr-do-sol. Da cidade do Porto. Gosto das minhas sobrinhas emprestadas. Das minhas afilhadas mais fofas. Não gosto da falta de trabalho. Gosto de sentir a Madeira e tenho-lhe imensas saudades e não vejo a hora de voltar. Não gosto de me inspirar quando o meu estado de alma não é dos melhores, mas continuo a admitir que é quando saem os melhores textos. Gosto das minhas melhores amizades. Gosto do frio na barriga das alturas. Gosto de barba de três dias. Gosto de ir ao cinema apesar de ir cada vez menos. Continuo a gostar de rapar a massa de bolos. Continuo a não conseguir comprar uma pizza congelada para uma refeição rápida sem lhe acrescentar algum ingrediente que tenha em casa. Não gosto de conduzir em dias de chuva. Gosto de jantaradas. De boas conversas. De gargalhadas. Gosto de gomas. Não gosto de pessoas que falam muito dos outros. Que julgam apenas pelo que ouvem. Gosto do meu blog. De escrever. Muito! De pessoas que me trouxe. Desta partilha. Não gosto que se achem superiores. Não gosto de quem brinca com os sentimentos dos outros. Não gosto de pessoas mal amadas. Continuo a não gostar de nabos e repolho e grelos e…quase tudo o que é verde. Gosto de pessoas felizes. Pessoas felizes não se metem na vida dos outros. Gosto de caipi black. Não gosto de andar sozinha. Gosto de pessoas que não são impostas. Quando não dou resposta a alguém não vale a pena insistir. Amo os meus pais e adoro leva-los comigo para todo o lado. Gosto muito do verão mas também gosto das folhas caídas no chão e das cores do Outono. Não gosto do frio. Mas mil vezes frio a chuva e nevoeiro. Gosto de pessoas que trouxe para a minha família mas não gosto de todos que são da minha família. Continuo a gostar muito de ovo estrelado no pão. Gosto quando as pessoas usam comigo a expressão "tão eu". Gosto de lareiras e um copo de vinho tinto maduro. Continuo a não gostar de whisky. Gosto de vestidos e saltos altos, de malas, relógios e anéis. Adoro anéis. Não gosto da minha cor lula deslavada de inverno. Gosto do calor. Sou muito mais do calor. Da minha pele no verão. De unhas pintadas. Continuo a panicar com dentistas e trovoada. Gosto de cães. Continuo a ter trauma por gatos. Gosto daquele [meu] lugar à beira rio plantado. Gosto de bolo do caco e poncha regional sem gelo. Gosto de camisas brancas e vestidos pretos. Não gosto de despedidas. Não gosto de limonada. Continuo a gostar do meu corpo, mesmo com oque o tempo me trouxe, as rugas, a flacidez, a celulite e os quilos a mais. Gosto de futebol, de gelados no inverno e de beijos na boca. Gosto de fotografias a preto e branco. Não gosto de ir à cabeleireira. Gosto de dar sangue. Gosto de Morenos. Gosto das amigas que me ligam às duas da manhã para dizer que conheceram “O” e me fazerem rir de sono à gargalhada. Gosto da #MAriaTexuga que sou. Continuo a gostar muito de comer. Daqueles "ajuntamentos" à mesa. Não estou por estar. Não vou por ir. Gosto de pessoas de opinião própria. De pessoas que se conseguem rir delas próprias. Gostar mesmo, gosto de pessoas que se dão num todo para muito tempo. Inteiras. As metades não prestam. Com o tempo acabam por se desfazerem. Desiludem-me. Deixei de fazer fretes. De acreditar em quem já desiludiu. De correr atrás de quem não anda para a frente. Gosto de abraços sentidos. Cada vez mais, mesmo sendo eles, cada vez menos. Gosto de quando me apetece. Gosto de ronhonhó. Gosto de seguir a minha vontade. De não ir a favor da corrente. Mas de ir. Com a certeza de que é aquilo que quero.  Gosto de tomar conta das minhas pequenas lá em casa. Gosto de ser reservada. Mas nem sempre dá jeito. Não gosto de muros. Gosto da capacidade de me rir de mim própria. Gosto do meu humor. Da criança que alimento em mim. E até do meu mau feitio. Gosto de partilhar. Sorrisos. Gosto da pessoa que sou. Gosto [-me].

Esta sou eu - "olha-me aquela trintona". Oh yeah! It's me and I'm ok about that! - é mais ou menos isto. Sentido. Em bom! 

20
Dez18

Das amizades que fazem valer a pena!

Maria

Quando fomos parar à mesma turma no liceu a "empatia" foi unânime - não fomos com a cara uma da outra. Nem de longe nem de perto. Lembro-me perfeitamente de assim ser na primeira impressão. E do outro lado foi exactamente igual. "Mas quem é aquela agora?"

Não me lembro porem como depois ultrapassamos essa barreira da primeira impressão e nos tornamos tão amigas. Parece que há ali um espaço temporal que não existiu. Lembro-me da primeira vez que nos vimos mas não me lembro o caminho feito para sermos inseparáveis. Somos a prova de que a primeira impressão pode não ser a melhor mas não determina o restante caminho! E essa lição já aprendemos há muitos anos lá trás.

Sim, foi exactamente isso que aconteceu na escola. Passamos a ser as melhores amigas. Sempre uma ao lado da outra. E se uma dizia vamos faltar a outra já tinha saído da sala. Se uma dizia vamos a aproveitar o intervalo e vamos aos lanches lá fora a outra já estava a escolher a mesa no café. Se uma já tinha levantado o braço para pedir uma cerveja, a outra já tinha pedido duas. Se uma queria sair mais cedo para ir a uma festa a outra já tinha arranjado maneira. Não havia segredos. Havia muita mão a ajudar e ombro amigo. Fiquei imensas vezes em casa dela. E a família até hoje acolhe-me sempre da mesma maneira, assim como os meus.

Temos muitas histórias nossas, muitos segredos meus que guardou assim como eu os dela. E sempre nos entendemos.

Foi sempre a primeira a saber das minhas paixões. Das minhas desilusões. A ver as minhas lágrimas e a partilhar os meus melhores sorrisos. Ainda o é. Sabem o que é ter uma amizade assim?

De tantos anos, de tantas experiências diferentes. Que tantas quilómetros que por vezes nos separam. De dias e dias que por vezes ficamos sem falar. Mas as férias que passamos juntas. As jantaradas. As festas. O ligar-me para me contar o que quer que seja que lhe seja importante desabafar assim como eu... tudo continua a acontecer. E eu sei que se lhe ligar às três da manhã ela vai atender e vai estar lá. Mesmo que me diga "que é que queres pá?"

Demora a acordar. E a assimilar o bom dia. Tem um coração que só não dá mais se não puder. Olha imenso para o outro. Chora a rir. E por isso ouço muitas vezes quando vamos jantar "Hoje não pus risco preto nos olhos para não ser a desgraça de sempre". Porque as nossas conversas têm sempre muita verdade. Desabafamos as desilusões mas rimos à gargalhada com tudo o resto. E temos as nossas aventuras. De sempre. "Se isto não fosse uma aventura não éramos nós, certo amiga?" quantas vezes o dizemos.

E é saber que pode falhar muita coisa mas tu vais lá estar. Eu sei. 

E que nunca nos faltem os brindes. Os abraços. As mensagens de put@ que pariu quem nos magoa. E os telefonemas a dizer estamos a precisar de ir jantar. E estamos mesmo!Que nunca nos faltem histórias para contar. Gargalhadas até chorar. Aventuras ao estilo "se calhar" - private joke. Mas que corra sempre tudo bem. Ver sempre o lado positivo das coisas, ao género, podemos ir de férias e não ter sol, mas que pelo menos se esteja em sítio de bom comer. Que para comer é uma #MariaTexuga como eu.

Amiga,

Agradeço-te imensas vezes a amiga que és. Porque preciso que saibas que me sinto grata por ter na vida amigas como tu. Por ter pessoas no meu caminho como tu. E por seres das poucas pessoas que eu não preciso falar mas tu sabes quase tanto como eu, como eu estou.

Há pessoas que não acreditam na amizade. E eu acredito que essas pessoas não tiveram a felicidade de ter uma boa amizade, que valha a pena. Que faça sentido. Que seja amor. Que seja família. Que vire sangue. Como a nossa.

Que isto nunca nos falte.

Gin para ti, Caipi black para mim, sangria ou maduro tinto para as duas, está óptimo!!!

Quero-te o melhor que o mundo tem para oferecer. Porque se há alguém que merece és tu. Por esse coração gigante que tens nesse "metro e meio" de gente.

Gosto mesmo muito de ti. E Obrigada. Obrigada sempre por tudo!

Parabéns, um dia muito feliz! 

Adoro Tu.

22
Nov18

A dois meses dos 30 e tal...

Maria

Assim como foi quase inevitável não pensar " É pá estou quase nos 30", agora quatro anos depois é também quase inevitável não pensar estou quase nos trinta e cinco. t r i n t a e c i n c o! Continuo a não estar triste com isso. Nada disso. Mas é algo incontornável e por isso pensa-se.

Eu gosto de fazer anos. Gosto de comemorar o meu aniversário. Aquele ano que a vida me dá é uma nova oportunidade, é uma bênção.

Continua a ser inevitável não pensar nas coisas se elas tivessem sido diferentes. Eu não sou de me arrepender mas tenho consciência que alterei muitos planos que tracei inconscientemente quando nada o fazia prever. Daí a ser inevitável pensar se as escolhas tivessem sido outras. Será que estava mais feliz? Ou não? Será que ainda aqui morava ou teria mudado de terrinha, de país quem sabe? Será que o meu trabalho era o mesmo ou que estava desempregada como infelizmente tantos? Será que tinha filhos? Será que já estava divorciada? É inevitável não me lembrar de conversas de há anos atrás em que imaginávamos um futuro, em que os 30 estavam lá longe (muito longe, fará os 34 e os 35!), lá na idade adulta, de responsabilidades, de outras vidas, de famílias, de caminhos traçados, de quase acabadinhos de todo(ahah).

Era e é. Acima dos trinta já foste.

Mas depois chegamos cá. Chegam os trinta. Os trinte e um e mais... e a coisa não é bem assim. Eu pelo menos não a sinto.

Não me venham com tretas, dizer que tenho 29 anos não é a mesma coisa que dizer que tenho 30. O Karma é bem diferente. Não digo que seja pior ou melhor, diferente apenas.

E eu rio-me imenso com as observações feitas há uns anos atrás. Aquela ingenuidade de pensar que a norma será dentro daquele "espaço" dado pela vida. Pelo futuro mais ou menos alinhavado - ainda bem - a rascunho.

Agora que os 30 passaram. Chegando aos trinta e tal não sinto aquele peso da fase, até porque me sinto bem conforme estou. Agora a dois meses dos trinta e tal... é pá dá saudade de muita coisa que ficou para trás ao mesmo tempo que tantas outras parece que pertencem a um passado longínquo. Agora a dois meses dos 30 e tal há objectivos que não vou cumprir que gostava de ter feito e outros há que cumpri que não idealizei. Tenho a noção que depois dos 18 isto passou mesmo a correr. Mesmo. Não encontrei o príncipe encantado, não construi a minha própria família, ainda não fui mãe. Não estou monetariamente estável,  não entrei numa igreja vestida de branco e saí de aliança na mão. Há coisas que nunca sonhei e me passam ao lado, logo não me fazem falta mas outras há que a dois meses dos trinta e cinco me fazem falta. Aos quase trinta e cinco noto mais a idade que os que amo têm, inevitavelmente mais velhos e isso sim, começa a ganhar imenso peso. Mas a vida é isto. Não me sinto pior que os vintes, pelo contrário. É certo, não tenho o mesmo corpo, tenho muito mais rugas, flacidez, marcas, celulite. Tenho mais uns dez quilos que quando cheguei aos trinta. Sou muito mais #MariaTexuga. Mas estou muito mais bem resolvida. Confiante e segura. Sorrio imenso. Estou serena. Continuo a gostar mais de me ver com a pele morena que com esta cor lula deslavada, mas isso já acontecia nos vinte! E sou uma apaixonada pela vida. E o melhor de ter esta capacidade de me rir de mim própria é lembrar-me vezes sem conta de conversas, expressões, de ideias, ideais, de quando andava bem longe dos trinta's e saber que agora que aqui estou tudo é tão diferente. Tudo é tão sentido de maneira diferente e que independentemente de tudo, não há um peso. Aos trinta e tal mudam os anos a mais. E há sim, a essência da idade e a experiência. 

Digo eu, solteiríssima e que muitas vezes só observo mentes pequeninas de amendoim ao me olharem de cima a baixo fazendo teias de enredos naquelas cabeças sobre o (ainda) estar solteira.

  Esta sou eu - "olha-me aquela trintona". Oh yeah! It's me and I'm ok about that! - é mais ou menos isto. Sentido. Em bom! 

 

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06
Nov18

Eu até sou boa pessoa...(3) mas também tenho vontade de mandar pessoas...

Maria

...

Pelas escadas abaixo!

Atentem.

Ontem cá no escritório recebemos a visita de dois clientes. Alemães por acaso. Já aqui frisei mais que uma vez, por cá oferecemos sempre café e sorrisos.

Aí foi, ofereceu-se café antes mesmo da reunião. Preferiram cerveja. Ok. Alemães...

Qual não foi o meu espanto quando, a meio da reunião, um se levanta, vai ele próprio ao frigorífico e traz mais duas cervejas para eles.

Não é a questão das cervejas. É a questão da educação. Levantar-se sem pedir e ir ao frigorífico buscar o que quer que seja?

Oh pá, aquilo ferveu lá dentro. Não gosto nada de pessoas mal educadas. E assim que ferveu a vontade de o mandar escadas abaixo foi maior. Só para ver se ele subia com outra educação e podíamos começar do zero.

E não se trata de serem clientes, ou serem alemães - nunca me aconteceu tal mesmo com alemães. Foram pessoas mal educadas que aqui estiveram, ponto.

E não quero entrar pela parte de terem vindo ao meu pc e mexer sem autorização que aí apeteceu mesmo manda-lo pela janela.

Mesmo assim a vontade de rolarem escadas abaixo ficou. E enquanto me lembrar deles, fica.

Mas acreditem, eu até sou boa pessoa. E gosto de educação, simples não?!

23
Out18

Das amizades que valem a pena!

Maria

Vivíamos em países diferentes e já escrevíamos cartas uma à outra. Acho até que ainda sou capaz de encontrar alguma lá por casa.

Falávamos de como tínhamos saudades das nossas brincadeiras, de como tanto brincamos com tachos e panelas, de como nunca mais chegava o verão para vires de férias e claro, falamos dos rapazes, dos namoricos, dos beijos roubados e das bestinhas que se queriam meter com quem gostávamos.

O vires para cá morar definitivamente, bem ali do lado, foi só mais um passo na nossa amizade.

Podia ter sido bem diferente, seguimos caminhos diferentes em escolas diferentes, diferentes amizades, mas nem por isso a amizade não cresceu.

Saímos juntas, arranjamos namorados, partilhamos muitas conversas, desabafos, aniversários, festas, rimos muito e também partilhamos momentos menos bons. Sempre presentes uma na vida da outra. Fomos de férias solteiras com amigos. Aproveitamos bem a vida. Fizemos muitas jantaradas. Juntamos família mais que vizinhas.

Casaste, fui eu que te guiei nesse dia até à igreja. E trouxeste-me mais um amigo. A vossa casa sempre de portas abertas para mim, a vossa filha para quem eu sempre fui a Titi. Até que surgiu o convite para ser madrinha da segunda e eu babei. Tornamos família esta amizade. Somos amizade verdadeira. Continuamos a partilhar férias, agora todos juntos.

Os momentos mais importantes estamos lá juntas. Depois de uma amizade já com tantos anos e que resiste a dia pós dia. 

As amizades mostram-nos como podemos ter pessoas importantes na nossa vida sem que o nosso sangue seja o mesmo. Como podemos ter pessoas que não nos são impostas mas que nos acrescentam. Como há realmente amigos que se importam que as coisas corram bem. Que estão lá nos brindes, mas também nos ombros amigos. Eu vou ser sempre grata pelas que me chegaram e ficaram como a tua. Serei sempre grata por me deixarem ser quem eu sou na vida das vossas filhas, principalmente na da minha afilhada. Seremos sempre amigas, agora comadres. Seremos família. 

Obrigada por todas as vezes que estou mais em baixo me puxarem para cima, obrigada por sempre que não me apetece a opção ser outra. Obrigada por me ajudarem. Obrigada por estarem lá. Obrigada pelos sorrisos. Obrigada por me ligares quase todos os dias, muitas vezes para ver a minha afilhada, mesmo que a gente à noite se vá ver. Obrigada por as deixares lá em casa e os meus pais fazerem também parte da vida delas. Obrigada por pertencerem aos meus.

Acho que por entre as brincadeiras com as bonecas, as panelas ou mesmo na aventura do monopólio, por entre os bailes e as festas que sempre fomos, pelas vezes que nos perguntavam se éramos irmãs por andarmos sempre juntas e usarmos a mesma cor de cabelo, loiras, não nos passava pela cabeça que hoje estaríamos assim.

Hoje é o teu dia. E eu desejo-te o melhor.

É um gosto continuar a estar presente nestes dias, não só para te cantar os Parabéns, mas para celebrar mais um dia em que a vida, com amizades destas, valem a pena.

Parabéns amiga e comadre. Feliz aniversário! 

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