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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

"Abriguem-se"

Gosto de acordar bem disposta. Do café da manhã. Não gosto de acordar já sem pachorra. Daqueles dias chatos. De nevoeiro e chuva miudinha, também não gosto de muita chuva e nem de trovoada, mas os de chuva miudinha - aquela "molha tolos" tipo a de hoje - não me agrada.

Não gosto destes modos inexplicáveis que nos fazem marionetas de um corpo. Tanto me apetece tudo como não me apetece nada. Ora quero não comer mais hoje, como me apetece comer todo um mundo (se calhar isto não é só na tpm). Ora quero acabar trabalhos, mas não me apetece mexer uma palha. Fico com ciscos nos olhos por tudo e por nada. Enervo-me até com o pão que traz farinha a mais. Quero-me concentrar numa coisa, mas estou a pensar em mil e duas ao mesmo tempo. E lágrimas nos olhos. E apetece-me estar sempre a falar com os meus. Ligo a todas as horas para ouvir mais um pouco. E depois ouço o pequeno e lá vem ciscos.

Este é todo um modo lamentável que dias há não dá para contornar. É vivê-lo, mas posso estrebuchar um pouco? É que não dá para aceitar sempre só porque sim. Raio de cena de gaja mais marada que nos havia de acontecer. E depois somos insuportáveis. Pois somos. Eu aceito. Como não?! Eu própria tem dias que é do caneco aturar-me. Mas qual a outra opção?!

Cortar os pulsos está fora de questão, em alturas de chorar por tudo e por nada a coisa não ia dar certo. Pareço as grávidas em fim de linha que ficam muito sensíveis. Ou aquelas pessoas que são demasiado lamechas. Sei lá. Isto é esquisito. Mas sinto mesmo que tudo me cutica. Talvez porque vem aí Dezembro... E eu ontem dei início à caça do pai natal de chocolate. Aquele chocolate dos pais natais são mesmo bons ou é só um fetiche meu?

Adiante. É oficial, “abriguem-se” de mim! Não sei se isto se apega ou se dá três dias antes de partir. Mas é um aviso. "Abriguem-se" de mim - ele há dias...

Serenidade

Os trinta andam por aqui. E o que te trouxeram Maria?

Isso mesmo, serenidade. Os dias têm sido, dentro do caos e da intensidade, cada vez mais serenos, de bem com a vida e a relativizar. Procurar diminuir o stress, relaxar e ficar naqueles momentos só meus. Têm trazido paz. Têm acalmado o burburinho cá dentro. O tempo vai sempre passar. A correr. Mas a correria não nos deixará aproveitar o tempo. Quero aproveitar mais. Não sei quanto tempo mas quero qualidade. Não me quero chatear com coisas banais. Dar importância a quem não a tem. Não quero rugas pesadas, quero sorrisos e expressões.

Estou melhor que nos "vinte's"... sinto-me bem. Sem pressões. Sem pressas. Sem querer tudo ou nada. Sem exageros e todos os que me apeteçam. Continuo a não ter medo de cair. Mesmo que já não use e abuse dos saltos. Cada vez consigo dizer mais "não".  Foi-se a paciência de fazer fretes.

Acordar resolvida. De bem com tudo o que se vai encaixando. E até com tudo o que parece não ter jeito para se encaixar. Quero rir cada vez mais da minha "trenguice", das falhas que continuo a ter e de saber que vou continuar a falhar. E a tentar lidar com isso. Isto porque na verdade quero tentar ser sempre melhor.

Quero arranjar sempre desculpas para sorrir. Ver o copo meio cheio. Julgar menos e perceber mais que cada um tem a sua história que nunca vamos saber razões e não encontramos todas as respostas. Mas nem por isso se acabam as perguntas. Aquele sorriso nos lábios. Quero!

  

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Hoje defino-me assim mesmo. Em paz. O branco me caracteriza com apontamentos coloridos que fazem da vida o equilíbrio.

Do(s) dinheiro(s) que desaparece(m)...

Pedrógão grande é só um exemplo, a ser verdade, de "mas onde raio pára o dinheiro angariado"?

Ele não desapareceu como se não existiu. Todos, mas TODOS mesmo temos a consciência que ele está por aí, nas mãos de quem não deve enquanto quem precisa continua a ver "navios".

Quando me pedem dinheiro para alguma coisa, sou um pouco fria. De coração gosto de ajudar, mas gosto de ir aos sítios que precisam da ajuda ou às pessoas em causa. O dinheiro é algo fácil de fazer nosso quando cai em maus fáceis de se esquecerem de valores.

Isto é assim desde que, um dia, ali na zona do liceu onde andava, um miúdo se aproximou de mim, com uns chinelos de sola gasta e uns farrapos a transparecer o corpo magrela e me disse "dá-me um moedinha, estou cheio de fome". Eu dei. Não pensei duas vezes. Dei e apenas disse vai comer qualquer coisa.

Pouco tempo depois ao entrar no café que eu frequentava, o miúdo estava sentado à porta do café eu entrei e lá dentro estava a mãe a comer um hambúrguer.

Aquilo revoltou-me, porque foi fácil de perceber o que ali tinha acontecido.

Pedi um pão com queijo chamei o miúdo e dei-lhe.

Usou o filho para seu proveito.

Ficou-me. Jamais esqueci. Ficou a lição.

 

Toda uma atitude desprovida de valores, afectos, convicções e moralidade.

Não é disso que se trata quando se usam "vítimas" em prol de algo que não seja apenas e só a ajuda a elas?

O amor é um lugar estranho. E fodido.

Perdi-te no dia em que olhei para ti sem o coração.

No dia em que decidi olhar para ti sem o coração senti que te perdi. Algures nas decisões tomadas que ficaram para trás. Nas decepções que se acumularam entre nós, no muro que ganhou terreno.

Hoje sei que (foi naquele preciso momento em que após mais um dia normal juntos nos despedimos e eu olhei-te sem o coração) não volta. Naquele instante soube que já não era o que tinha que ser. Quisesse ou não. Muito ou pouco.

O amor é uma base que não serve só de suporte se os alicerces tiverem fendas. E às vezes o importante é pores o coração de lado e tentares enxergar com o discernimento necessário para que os sentimentos não toldem a realidade.

O difícil não é lutar e acreditar. O difícil é desistir, quando queres ficar. Quando queres que as coisas dêem certo. Quando vives o hoje. Bem.

Perdi-te no dia em que olhei para ti sem o coração.

Foi assim que consegui perceber que não éramos um, éramos dois, cheios de caminhos e travessas para percorrer. Sozinhos. Percebi então que o caminho não seria junto. É difícil. Foi difícil. Mas quando olhas sem o coração e a desilusão está à vista é aí que te apercebes que não vale a pena continuar a insistir no que não é. No que não tem volta a dar. Nem tudo tem volta a dar. E quando decides deitar a toalha ao chão não é a tarefa mais fácil. Por mais que te digam que há solução, que nada é impossível que basta querer. Não.

Quando deixas de acreditar, de sorrir, de ficar estranha, quando sentes aquele abalroar cá dentro que não explicas. Quando vês as feridas já nas cicatrizes. Quando a oportunidade já não é agarrada pela primeira vez. Não é que seja impossível, é acreditar que talvez não seja o possível que queres para ti.

Quando consegues perceber que estás a calçar um sapato, aquele que está no topo das tuas preferências, mas que já te fez bolhas e ultimamente está a ficar desconfortável até que chega um dia que reparas na realidade ele não serve. Deixou de servir. Estás só a tentar calçar um sapato que não é para ti.

Podes decidir o que queres fazer com ele, mas a primeira decisão é que não o voltas a tentar calçar.

Às vezes é preciso olhar sem o coração. Por muitos outros dias que não o tenhas conseguido fazer. Sem filtros. 

Foi nesse mesmo dia em que te olhei sem o coração que, perdi-me de ti.

[ ♥ ]

Março, ainda vou a tempo de pedir "Be awesome"?!

[Imagem retirada da internet]

Se tivesse escrito o texto logo aos primeiros minutos do dia tudo teria sido diferente. Presumo. No entanto já a noite não foi fácil. Porque andei às voltas na cama para adormecer e já nem conseguia ver bem as horas, só mesmo a contagem decrescente para acordar me fazia fechar os olhos com toda a determinação para dormir. Em vão, porque as coisas não são bem assim. A última vez que vi as horas faltavam cinco horas para o alarme tocar e me fazer sair da cama como se nem me tivesse deitado. Hoje acordei com um karma pior que segunda. Sem vontade. Desmotivada. Depois ainda levei uma "pantufada" no carro e só constatei que este dia tem tudo para correr bem sqn. Fará o mês que ainda agora começou.

Posso ir ali fazer um refresh a ver se ao dormir mais umas horas a coisa volta ao normal?

Do andar, a correr!

Os dias têm sido pequenos e isto anda a correr demasiado rápido. estamos quase no fim do mês, quase no fim do ano. Estou quase a fazer anos, outra vez. Sim isto corre. Nos últimos dias tudo em excesso de velocidade. Não tenho tido tempo para nada. Falho com tudo porque o trabalho tem absorvido muita energia. Uns dias consigo organizar tudo o que quero fazer, noutros tantos aterro a meio e ainda há uns que falho completamente.

Não dou desculpas esfarrapadas, porque nem sequer tento. Mas sinto que ando a falhar em algumas coisas, principalmente em visitar pessoas. Gosto de ir, falar, perder-me em conversas e não tem acontecido muito. Dezembro sempre é um mês complicado. E para não ajudar, sempre é um mês que me é difícil emocionalmente.

Tenho presentes para embrulhar há séculos lá em casa para as "minhas crianças" e acredito que ainda vá chegar o dia de natal e aquilo esteja lá em sacas. Até o Pai Natal secreto este ano foi um bocadinho a correr, porque quando dei conta já devia ter mandado e não queria falhar, peço desculpa. Não tive tempo para comprar o que queria, mas o que vai é de coração. Seguiu hoje.

Não tenho ido ler blogs, não tenho respondido a comentários. Tenho que ir visitar a afilhada, valha-me pelo menos a roupa de natal já lhe ter dado!! Tenho que ir visitar a prima que me deu mais um primo e ainda não conheci. Tenho que comprar um telemóvel!!! Tenho que ir visitar as sobrinhas emprestadas que são muitas. Tenho que organizar o Natal que nem sei bem como será ainda. Tenho as compras dos melhores do mundo para fazer e não tenho tempo. O fim-de-semana já está tudo programado e não estou a ver onde sobra tempo para ir às compras. Só se for ali entre as 2/3 da manhã e as 9horas! Dava jeito. As festas calharem ao fim-de-semana não vão ajudar em nada. Porque só ao fim-de-semana consigo encontrar mais tempo, a semana é para esquecer. Só dá quase trabalho. E é isto. E estamos a meio do mês, falta uma semana para entrar de férias e aí sim, espero ter tempo do tempo que ainda vai passar mais rápido certamente.

É sexta. Valha-nos isso.

 

Dos dias não.

Nunca é um bom dia quando não te apetece sequer ouvir música. Quando não te apetece falar. Com ninguém. Quando o silêncio é companhia boa. Quando muita claridade não faz bem. Quando estás de camisa e casaco e o colega do lado de t-shirt. Nunca é um bom dia quando logo pela manhã já só pensas na hora de voltar a casa do trabalho, quando os olhos teimam em fechar e quando a cabeça quer encosto. Quando o estômago está embrulhado. Quando os cheiros são incomodativos. Quando as redes sociais te chateiam e não cuscas um único blog. Quando não atendes o telefone porque não estás para ninguém e quando aquele sorriso não sai. Quando no trabalho te dizem "vai embora". Quando queres somente o teu cantinho e ser invisível.

Nunca é um bom dia quando não se ouve música. Hoje não consigo.

SorrisoIncógnito

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