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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

28
Jul21

Maior e vacinada

Maria

Passamos toda uma vida a usar a expressão e só agora faz sentido.

Tomei hoje a segunda dose da vacina à COVID-19. E sim já sei que ainda não tenho certificado vacinação válido, só daqui a 14 dias (mesmo sem partilha de fotografia da toma nas redes sociais). E é isto que muitas pessoas ainda não assimilaram. Mas é preciso porque senão continuam a ser "travadas" ao apresentar o certificado em qualquer sítio que o solicite, antes do tempo.

Na primeira dose tive zero sintomas (não conta o ter o braço dorido no dia e na primeira noite pós toma) e espero sinceramente que esta dose seja igual. A não ser que seja certo fazer crescer os seios e isso já são outros quinhentos :)

Se me perguntarem se estive sempre certa do que queria, não. Mas as dúvidas são apenas as normais e não lhes dei muita margem.

Se eu não acreditar na saúde, vou acreditar em quê? Se tiver um acidente ou se entrar de emergência num hospital, não vou estar a perguntar o que me vão dar como medicação, quero é que me ponham boa e é neles que vou confiar a vida logo - aqui não podia ser diferente.

Aqueles trinta minutos na zona de recobro é sinceramente a "pior" parte. Só porque estás ali e trinta minutos servem para pensares em muita coisa. Ou fazes "scroll" com o telemóvel, regra quase geral, ou senão ainda começas a panicar que já estás a sentir aquela dor de barriga, ou aquela fisgada na cabeça,  a ficar com os calores, ou como no meu caso a ter fome. É o meu efeito secundário para quase tudo - fome! Saí de lá com uma larica tanto da primeira vez como desta e a sorte é que fui recebida no trabalho com um croissant para reestabelecer energias. Cá rico!

IMG_20210728_115027_265.jpg

 

Há muitos "mi mi mi", diz que disse, fez que fez, aconteceu que não aconteceu. Há sintomas adversos, óbvio. Há efeitos secundários? Claro. Há quem os tenha há quem não os tenha? Como acontece com qualquer outro medicamento.

E desse lado, medos? Tomaram a vacinada ou não querem? Efeitos secundários?

É claro que o uso de máscara continua a ter que ser um acessório importante e diário, distância social, lavar bem as mãos, álcool gel sempre seguido. Tudo igual a "ontem", ok?

Partilhem coisas com esta mais recente "produto Pfizer" e mantenham-se saudáveis e protegidos!

Ah e usem a aplicação "SNS24" para facilitar coisas e além de ser prática e terem logo lá acesso ao certificado, ainda conseguem ter acesso ao vosso boletim de vacinas (o que para distraídos como eu é um achado) verem qual foi a primeira vacina que tomaram, a próxima e terem acesso às ultimas receitas. Espectáculo!

13
Jul21

Dúvidas existenciais! #22

Maria

Estou lixada com a cena do certificado de vacinação válido!

Só tenho uma dose da vacina e ainda para mais não tirei foto na altura da toma da mesma para partilhar nas redes sociais. Será que ainda vou a tempo de tirar foto da segunda dose ou está fora de questão voltar a comer na praça de alimentação do norte shopping sem ter que fazer teste?! 😂

 

Dúvidas... dúvidas... (o que vale é que posso ir para a fila da Primark que aquilo em cerca de 20/30 minutos entro!)

02
Mar21

Que nunca se confine o AMOR

Maria

IMG_20210302_115623_949.jpg

 

Há um ano ainda davamos dois beijinhos a cumprimentar pessoas. Ainda davamos abraços sentidos nos reencontros. Na necessidade de colos. Na proteção dos nossos. Ainda demonstravamos AMOR de outras formas.

Longe de imaginar o que aí vinha.

Que se confinem as pessoas, os beijinhos, os abraços mas que nunca se confine o AMOR ❤

10
Fev21

Coisas que aprendi por entre os pingos da chuva desta pandemia.

Maria

Até à data, e com quase um ano de pandemia, duas vezes em teletrabalho (67 dias no primeiro, 50 dias no segundo), meses sem ver família que estamos habituados, meses sem sair com amigos, meses sem ir jantar fora, meses a arranjar-me só para ir às compras quando estritamente necessário e trabalho presencial na pior fase da pandemia - assim resumidamente em quase um ano passado das nossas vidas:

 

- concluímos à partida que sairíamos desta pandemia melhores pessoas, mais resilientes, mais atentos ao próximo, mais bem dotados de valores - mentira.

- houve uma altura em que açambarcaram tudo e mais alguma coisa, mas o papel higiénico ficará para toda a história.

- o teletrabalho é o caos. Psicologicamente terrível. Não conseguir "separar águas" em local físico. Nem horários. Nem desligar-me do trabalho quando tinha mesmo que ser. Saltar a parte de "levar trabalho para casa" para o "ter só trabalho em casa" efectivamente.

- perder o fio à meada e ver na balança uma inimiga. Dedicar-me mais à cozinha mas só para aprender a fazer bolos - quem passou pelo mesmo sabe - enraizou-se e faço muitos mais bolos agora que em todo o outro tempo que me conheço.

- descarregar stress em quem não se deve. Normalmente tenho uns vinte minutos de viagem do trabalho até casa. E quando estou num dia mau, tento que nesse tempo liberte os demónios até que quando estacione em casa, os problemas não passem a porta. Em teletrabalho o medo é não os conseguir mandar pela janela!!

- pessoas que não mais visitaram certa família, amigos, quem não tenha festejado datas importantes, quem não se pôde despedir num ultimo adeus de alguém próximo e que ficará para todo o sempre uma ferida irreparável (das feridas mais profundas desta pandemia). Quem tenha perdido o emprego, quem tenha visto a vida a dar uma volta e estar em dificuldades, há quem tenha perdido quase tudo. Há quem esteja na linha da frente há meses e que mesmo assim todos os dias tenha que sair de casa pronto para mais um dia de muita luta, desespero, e cansaço psicológico... enquanto ainda há quem faça festas, se junte com amigos e familiares sem máscara, quem visite a casa de outros para beber umas cervejas e zero distanciamento.

- há quem diga que o nosso sistema de saúde não vale um chaveto e no fim disto tudo dirá o mesmo, incluindo que os médicos só estão a fazer o seu trabalho!

- há pessoas que ao mínimo sintoma vão fazer o teste, há quem nunca chegue a ligar para a saúde 24 porque isto passa e isto não é nada - relativizando tudo o que é parar grupos de contágio.

- há quem ainda não saiba aquela diferença do que é fazer quarentena, fazer isolamento voluntário ou profilático e quem não sabe para que servem na verdade as máscaras.

- encontramos meios de combater o vírus mas comprovamos bem cedo que para a estupidez não há cura.

- Quem, (ainda) não tinha pensado que este tipo de gente seria também capaz de tentar dar o seu punho na altura da vacinação?

- ainda , um ano depois, quem ache que isto não passa de uma gripezinha.

[- há mesmo um plano de vacinação? Dúvidas, dúvidas...]

- tenho medo do vírus, que tenho, mas tenho mais medo de pessoas.

 

Podem sempre acompanhar todas as novidades pelo Facebook. Ou pelo Instagram - @sorrisoincognito 》

02
Dez20

"É Natal sempre que damos aos outros o amor que temos pelos nossos"

Maria

"É Natal sempre que damos aos outros o amor que temos pelos nossos.

Foi o que tanto e tão bem fizeram, neste ano de 2020, os profissionais de saúde, dos transportes, do comércio e da restauração, bem como as forças de segurança, os bombeiros, os professores e muitos outros na sua missão de levar esperança e conforto a cada um de nós. Esta é a nossa homenagem a todos eles."

 

Das publicidades com lições dentro. Que vídeo bonito.

10
Nov20

De volta ao teletrabalho

Maria

Depois dos 67 dias em teletrabalho no início da pandemia se me dissessem que voltaria ao teletrabalho não acreditaria. Porque quis que aquilo tivesse sido um exemplo pontual. Porque quis muito pensar que as coisas fossem realmente melhorar. Porque quis muito acreditar que tínhamos tempo suficiente para "programar" um novo ataque/vaga. Porque quis acreditar que medos os há mas que não os varremos para debaixo do tapete e sim os enfrentamos. Porque quis muito acreditar em pessoas. Ter fé nelas. Achar que as pessoas não precisam ser obrigadas a fazer algo e a fazê-lo por si. Eu, numa pontada de loucura acreditei, até chegar aqui ao início desta nova vaga e ver que a inconsciência das pessoas é ainda surpreendente. Que conseguem ser piores que aquilo que uma pessoa pensa. Que conseguem mesmo perante uma pandemia dar voz ao seu umbigo e não pensar em comunidade, no próximo, nos amigos e na família. Sobretudo nos mais velhos. Nas "presas mais fáceis". Nos mais vulneráveis.

(aqui foi uma festa de anos que originou talvez o maior número de casos positivos ao mesmo tempo, isolamentos e pessoas que omitiram estar na dita festa... festa que originou com que familiares da pessoa que fez anos chegassem a estar internados - pessoas que perderam qualquer credibilidade como seres humanos para mim)

E isto, oh pá, isto é muito triste.

O caminho mais fácil é talvez apontar o dedo. A quem? Ao governo que numa visão ampla pode parecer quem está mais à mão de semear para ser escrutinado e por ser um alvo fácil de atacar. De apontar. De crucificar. E de dizer que não valem um chavo.

Sim, nós sabemos que isso é muito fácil de fazer. Principalmente por quem não dá "voz" ao seu direito de voto e deixa para os outros. Principalmente por aqueles que acham não ter que olhar para o que eu faço mas para o que os outros fazem..

Fácil.

Se calhar, a maioria dos que têm uma voz mais activa insultando o governo pela actual situação são mesmo aqueles que, no perímetro dos seus actos e valores, continuam a sair, a ir a festas, a abraçar os amigos e família. A não fazerem uso da máscara. A não manterem distâncias sociais. A não acharem que isso bate a qualquer porta (normalmente só à do vizinho). A não acharem necessário uma quarentena ou mesmo um isolamento porque não querem saber. A omitirem sinais.

Eu não quero com isto dizer que, concordo com todas as medidas e decisões que o governo toma, longe disso, mas continuo a achar que, por cada insulto que leio ao nosso governo a cada nova medida, algures por aí há uma criatura que infecta um membro da família pelos seus comportamentos inadequados e continua a assobiar para o lado.

Sim, há pessoas, jovens, adultos, que ainda continuam a assobiar para  ar.

E eu que concordei com o Costa quando ele disse que era melhor ele nos aconselhar a uma coisa que nos obrigar... não sei onde estava com a cabeça a achar que certas pessoas percebiam a mensagem.

Não perceberam.

E eu não percebo as festas. Não percebo os casamentos e que me desculpem quem casa, mas nesta altura não percebo. Não percebo as festas em família ou com amigos com grandes aglomerações. Mas não consigo mesmo entender as festas na rua (porque não conseguem fazer em sítios fechados muitas vezes) e onde todos se juntam para grandes brindes, danças, e chegas para cá.

Eu que adoro festas. Sou tão de abraços e brindes. Jantaradas e saídas para conversetas e gargalhadas. Eu que adoro a minha família. Que sempre tivemos todas as desculpas do mundo para viver em convívios em casa uns dos outros. Eu que tenho família fora que não vejo quanto gostaria. Eu que tenho familiares a linha da frente que não abraço há meses e faz-me falta. Eu que não tenho estado com os meus amigos, que não vejo a minha melhor amiga há meses...

Eu que tenho a minha Mãe que foi operada e ficou ainda mais vulnerável e evito estar com ela sem máscara (mesmo dentro de casa usamos máscara durante quatro semanas) que comemos distanciados e que reduzi ao mínimo necessário qualquer saída em prol do outro... não consigo perceber as atitudes de certas pessoas.

Isto é triste.

Um dia destes entrei numa loja aqui à beira de casa, para ir buscar uma encomenda que tinha feito e vejo alguém na loja que sei que há pouco tempo tinha dado positivo (por causa da tal festa até) e pensei para os meus botões, qual a necessidade daquela pessoa estar ali, não trabalha, só costuma dar à língua aqui ali e acolá e não consegue manter o rabo em casa, acreditando que já tivesse passado a quarentena, mas que poderia manter-se resguardada visto que ver as novidades de uma loja de roupa não me parece um bem necessário. Sair por sair continua a ser o dia a dia de pessoas que não se interessam pelos outros. Mas que esperam que se interessem por elas quando forem entupir os hospitais por terem uma mentalidade de amendoim...

A culpa de estarmos como estamos é das pessoas que não tiveram actos conscientes. Perdão - que não tiveram e não têm.

 

Isto para dizer que estou desde sexta-feira em teletrabalho e do alto da minha janela, com um mundo meio virado do avesso, tento buscar a paz necessária para garantir a minha sanidade mental para conseguir fazer o meu trabalho, para conseguir proteger os meus, para tentar evitar entupir a linha da frente, para tentar organizar os meus medos, frustrações e ansiedades. Para tentar ser melhor pessoa, como sempre tento todos os dias. 

Não quero com isto dizer que agora vamos todos enfiar-nos dentro de casa e fazer de conta que não existe nada lá fora. Mas evitem saídas desnecessárias. Pessoas que raramente ficam doentes a precisar de cuidados hospitalares ainda consigo perceber a vossa estupidez mas isto está longe de acabar e os hospitais vão falhar ainda mais nas respostas. Porque eles tentam ser super-heróis, mas nós sabemos que os super-heróis às vezes só existem na nossa cabeça. E isto não é só Covid-19. Os serviços hospitalares são muito mais que isso...

Pensem um bocadinho. Se não for pedir muito.

Cuidem-se e cuidem dos outros antes deles precisarem mesmo  

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