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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

30
Set16

Desafio 52 semanas | Semana 33/52

Maria

Semana 33: Tenho medo de...

 

Perder a minha mãe - Não é cliché. Não é "ai todos temos medo". Não. Ela é a melhor pessoa que conheci na vida. Somos muito apegadas. Somos muito cúmplices. Somos muito amigas. Se puder levo-a sempre comigo e tento sempre dar-lhe aquilo que ela nunca pode ter. A idade avança, é impossível não me lembrar disso, às vezes paro a olhar para ela e nem quero imaginar. É medo mesmo.

Dentistas - Por mil quinhentas e trinta e três razões, medo, pavor, pânico. Ainda são eles que me fazem transpirar e ter dor de barriga só de pensar. 

Ciúmes - Aqueles exagerados. Pessoas ciumentas metem-me comichão. Histórias da vida...

Gatos - Eu e um gato fechados num espaço é algo não aconselhável.

#52semanas

E desse lado?

28
Set16

Boa vizinhança! (A minha rua é melhor que a tua #3)

Maria

Segundo a Comercial, hoje é o dia da boa vizinhança. Mais que uma vez já aqui falei dos meus vizinhos. Da minha rua e vocês sabem, por mais desculpas que tenham, a minha rua é melhor que a vossa!

Tenho tantas histórias de partilha. Ainda hoje à hora de almoço a minha mãe deu à minha vizinha que tem filhos pequenos uma caixa de cereais que nos saiu num cabaz e como não comemos partilhamos com quem sabíamos que ia gostar. Essa mesma vizinha que no fim de semana trouxe uma saca de figos lá para casa.

Por aqui continua a ser assim. Não é troca é partilha.

Partilhamos limões, alfaces, tomates, hortaliça e salsa. Uns têm uma coisa, outros têm outra. Partilhamos os bolos de aniversário, ou mesmo aqueles caseiros que sabemos que gostam. Continuo a adorar os bolinhos de abóbora que a minha vizinha me oferece sempre no natal. Continuo a fazer mousse de chocolate de after eight para os amigos vizinhos que gostam.

As minhas escadas continuam a servir de "esplanada" para as noites de verão onde nos juntamos. A vizinha oferece uma orquídea porque tem duas iguais. O meu pai oferece o piri-piri das suas plantações. Outra vizinha oferece pêras, ou laranjas, ou figos.

Tenho outra vizinha que continua a ir lá jantar quando às vezes a minha mãe faz cabidela. Tenho outros vizinhos que estão fora e sempre que cá vêm juntamos-nos para uma refeição em conjunto. Cada um leva o que pode.

Continuo a ter o vizinho que a família não liga e que continua a ser ajudado por todos lá da rua.

Partilha-se a farinha quando a de uma acaba a horas inconvenientes, ou o leite, ou o arroz. Ou mesmo o pão que já acabou e a padaria já fechou.

Aqui divide-se tudo que se possa. Ajudamos-nos uns aos outros. Partilhamos o que temos. Partilhamos também o coração, porque criamos laços.

Os meus vizinhos são os primeiros a ajudar se virem que se está a precisar. São aqueles que o meu carro avaria a caminho do aeroporto e eles se metem no carro para me ir levar mesmo que isso fique a quase uma hora de distância. Assim como eu dou boleia sempre que alguém precisa quando vou a caminho do trabalho.

A minha rua continua a ser família. Uns mais que outros é normal, assim como é normal ter uma ovelha negra, mas continua a não fazer mossa. E continuamos a não saber tudo da vida uns dos outros. Que não sabemos. Não é preciso. Mas é bom estar lá quando alguém precisa e quando nós precisamos.

Continuo a ter vizinhos que apanham a roupa se começa a chover. Que ajudam a mudar o pneu quando furou. Que vão às compras e que perguntam se precisamos que nos tragam alguma coisa para não termos que ir lá de propósito. Continuo a ficar com a filha da vizinha se ela precisar de dar um saltinho a qualquer lado.

Tenho inclusive ex-vizinhos que nos continuam a vir mostrar a filha que agora cresce longe de nós. Tenho vizinhos que ficam com o meu cão se viajo. Que vêm perguntar se preciso de alguma coisa quando estou doente.

Ainda há dias um vizinho veio trazer um bolo, porque fez massa a mais e deu para dois.

E continuo a pensar naqueles que vivem no mesmo prédio, que nem se cumprimentam e muitas vezes nem se conhecem.

Tenho vizinhos que já me ajudaram muito nas lágrimas e nos sorrisos. Que saio de casa pela manhã e o "Bom dia" efusivo aparece.

E como já aqui disse antes, não é incómodo. Faz parte. E eu gosto disto. Disto típico de aldeia. Desta família de sangue diferente. Mesmo onde uma ovelha negra existe mas não faz mossa. Mesmo onde um deles é um ex meu mas não faz mossa. Mas gosto. Eu sei que é sorte. E agradeço muito por isso. Gosto dos meus vizinhos. A minha rua é melhor que a tua. Tenho uma boa vizinhança. É isso.

27
Set16

Das histórias da vida...

Maria

Hoje acordei com uma mensagem do facebook a lembrar as minhas memórias:

"Faz sete anos de amizade no facebook com o "João""

"O João foi, durante anos largos, o meu melhor amigo. Conheci-o com quatro anos e passámos juntos todas as fases parvas:
- a de eu o odiar simplesmente porque era rapaz e parvo;
- a de ele não me suportar porque eu era uma pitinha estúpida;
- a de eu o amar platonicamente porque era um caloiro de Filosofia com quem os temas de conversa não se esgotavam;
- a de ele me achar piada porque tinha uma lata descomunal;
- a das conversas telefónicas prolongadas, dos toques para o bip, das primeiras sms;
- a de eu acreditar que nunca teria hipóteses com ele porque me via como uma irmã mais nova;
- a de ele acreditar que nunca poderia ter nenhuma relação comigo porque era demasiado fútil e só andava combetinhos e surfistas da banheira;
- a das cartas escritas à mão e postais de design enviados em tempos de férias;
- a de ambos nos conformarmos e de partirmos para outras;
- a de ele arranjar namoradas atrás de namoradas e de eu delirar cada vez que não resultava;
- a de eu arranjar namorado e lhe contar em primeira mão que tinha perdido a virgindade;
- a de ele acreditar que o meu namoro não ia durar por aí além;
- a de eu perceber que o namorado tinha vindo para ficar e o que sobrava da história com o João era uma belíssima amizade;
- a do João se lembrar que era agora ou nunca;
- a de nos termos enrolado;
- a de um de nós perceber que o enrolanço não tinha sido a melhor das ideias;
- a de nos zangarmos;
- a de eu voltar para o namorado que ele odeia;
- a de ele arranjar uma namorada- desta vez mesmo à séria- e eu (obviamente e de forma assumidamente ressabiada) achá-la uma baleia;
- a de não nos zangarmos, mas simplesmente deixarmo-nos de falar.
 
O João continua a ser o meu melhor amigo. Sinto que, apesar do desfecho, foi maravilhoso tê-lo tirado de cima do armário.  E, ainda que sem nos vermos e nem nos falarmos, penso que finalmente acertámos o passo e estamos em sintonia. Acabaram-se os encontros. Mas também os desencontros. Tenho saudades.
Mas gaja que é gaja tem ou já teve um João."

Não podia deixar de partilhar (e não sei se já o fiz antes) este texto da Pólo Norte que me marcou há tanto tempo... porque afinal de contas, gaja que é gaja já teve um "João". E a amizade com o "meu" "João" faz hoje sete anos no facebook, mas muitos mais na vida.

E, ainda que sem nos vermos e nem nos falarmos, penso que finalmente acertámos o passo e estamos em sintonia. Acabaram-se os encontros. Mas também os desencontros. Tenho saudades.

24
Set16

Das vontades...

Maria

Quando queres uma coisa não há desculpas. 

Quando não queres? Arranjas as desculpas mais esfarrapadas do mundo. Não podes por isto e aquilo. Inventas reuniões, atrasos, jantares fantasmas. Dizes indirectamente que não podes, raramente não queres. Enrolas. Não tens tempo. Adias. Esqueces por ali, nem fez mossa.

Quando queres? Fazes o impensável, vais ao fim do mundo. A noite vira dia. Não há impossíveis. Quebras as regras. A palavra é ir.

Não há nada mais forte que o querer. O ir com vontade. Sem desculpas ou com todas as desculpas do mundo SÓ porque sim!

23
Set16

Dúvidas existenciais! #16

Maria

Gosto pouco de coincidências. Fazem-me pensar.

Sabem quando falam e depois há um telefonema, uma mensagem? Quando escrevem um texto e há umas palavras que ligam a alguém e esse alguém a seguir dá sinais de vida? Quando põem uma música e a pessoa em que se pensa, gosta? Quando pego no telemóvel para mandar uma sms e recebo na hora uma da pessoa para quem ia mandar?

Ai estas coincidências, sintonia, telepatias... baralham-me o sistema...

Também vos acontece?

22
Set16

Today's Details

Maria

 

sorriso.jpg

 [Camisola Primark; Calças Pull&Bear]

O verão é a estação mais difícil de dizer adeus. Aquela que não queria que acabasse. E esta mudança deixa-me com sintomas de uma preguicite aguda sem "medicamentos" psicológicos a fazerem efeito. Desligar-me do bom tempo, das roupas leves, das sandálias e chinelos. Desligar-me das noites na rua na conversa, das esplanadas. Desligar-me dos biquínis, do azul, da água salgada. Desligar-me daqueles acordares de manhã com uma vontade enorme de saltar da cama. Desligar-me das cores vivas, dos vestidos floridos, dos calções sem meias. Desligar-me dos dias grandes. Do sair do trabalho ainda com muito sol. Habituava-me fácil a não me desligar. Mas diz que não posso. Tem que ser. E o Outono está aí.

21
Set16

Desafio 52 semanas | Semana 32/52

Maria

Semana 32: Ainda quero aprender...

 

Línguas - Saber bem outras línguas. Estar com pessoas que falam uma língua que não entendes é frustrante. Devíamos falar todos a mesma é o que é!

Fotografia - Gostava imenso de aprender mais sobre fotografia... 

A não ser um desastre na cozinha - Continuo a ser o mesmo desastre de sempre na cozinha. Cozinhar é um desastre e comer como se não houvesse amanhã é nitidamente outro desastre.

Dançar - Se há coisa que eu gosto é de dançar. E gostava de dançar vários estilos. Sei dar uns passos mas adorava saber dançar muito. E bem.

#52semanas

E desse lado, o que querem aprender?

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