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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

A minha rua é melhor que a tua #4

É sempre um orgulho falar da minha rua. Porque realmente gosto da rua que me acolhe há tantos anos. Mais, as pessoas que lá vivem. Já aqui falei imensas vezes dos meus vizinhos. E tão só por isso e muito mais, continuo a dizer que a minha rua é melhor que a vossa.

Continuo a ter o vizinho que a família não liga e que continua a ser ajudado por todos lá da rua. E é dele que hoje venho falar, mais uma vez. Ele lá continua na sua vidinha. Sozinho. Pelo que sei sem contacto com familiares e com contacto com os vizinhos. Sempre o mesmo, extremamente bem educado, sempre com um sorriso e uma mão levantada a cumprimentar. Continua a gostar de beber o seu copo e não condeno, muitas vezes acredito que será mesmo a sua única companhia. Nós vizinhos, vamos fazendo o que se pode.

Ontem, combinado anteriormente, foi a minha mãe que lhe deu o almoço. Fez-se assado e partilhou-se com ele. Nesta semana que é particularmente difícil. Soube há poucos dias que está doente...e esta semana recebeu a informação que será agora internado no IPO. Partilhou com os vizinhos que mais o ajudam a notícia e todos ficamos naturalmente "tocados" com a notícia. Principalmente nesta época de família, coisa que lhe falta. Imagino que as conversas e os desabafos que tanto se precisa o "sufoquem".

Ele agradece vezes sem conta o que se partilha com ele e acredito que no fundo seja isso que lhe consola o coração. Nunca sabemos ao olhar para uma pessoa a vida que carrega. E eu espero que lhe esteja reservado o melhor caminho. Porque merece. E que consiga encontrar sempre "vizinhos" que o ajudem.

Eu já disse que a minha rua é melhor que a tua? A minha rua é melhor que a tua. É isso.

Boa vizinhança! (A minha rua é melhor que a tua #3)

Segundo a Comercial, hoje é o dia da boa vizinhança. Mais que uma vez já aqui falei dos meus vizinhos. Da minha rua e vocês sabem, por mais desculpas que tenham, a minha rua é melhor que a vossa!

Tenho tantas histórias de partilha. Ainda hoje à hora de almoço a minha mãe deu à minha vizinha que tem filhos pequenos uma caixa de cereais que nos saiu num cabaz e como não comemos partilhamos com quem sabíamos que ia gostar. Essa mesma vizinha que no fim de semana trouxe uma saca de figos lá para casa.

Por aqui continua a ser assim. Não é troca é partilha.

Partilhamos limões, alfaces, tomates, hortaliça e salsa. Uns têm uma coisa, outros têm outra. Partilhamos os bolos de aniversário, ou mesmo aqueles caseiros que sabemos que gostam. Continuo a adorar os bolinhos de abóbora que a minha vizinha me oferece sempre no natal. Continuo a fazer mousse de chocolate de after eight para os amigos vizinhos que gostam.

As minhas escadas continuam a servir de "esplanada" para as noites de verão onde nos juntamos. A vizinha oferece uma orquídea porque tem duas iguais. O meu pai oferece o piri-piri das suas plantações. Outra vizinha oferece pêras, ou laranjas, ou figos.

Tenho outra vizinha que continua a ir lá jantar quando às vezes a minha mãe faz cabidela. Tenho outros vizinhos que estão fora e sempre que cá vêm juntamos-nos para uma refeição em conjunto. Cada um leva o que pode.

Continuo a ter o vizinho que a família não liga e que continua a ser ajudado por todos lá da rua.

Partilha-se a farinha quando a de uma acaba a horas inconvenientes, ou o leite, ou o arroz. Ou mesmo o pão que já acabou e a padaria já fechou.

Aqui divide-se tudo que se possa. Ajudamos-nos uns aos outros. Partilhamos o que temos. Partilhamos também o coração, porque criamos laços.

Os meus vizinhos são os primeiros a ajudar se virem que se está a precisar. São aqueles que o meu carro avaria a caminho do aeroporto e eles se metem no carro para me ir levar mesmo que isso fique a quase uma hora de distância. Assim como eu dou boleia sempre que alguém precisa quando vou a caminho do trabalho.

A minha rua continua a ser família. Uns mais que outros é normal, assim como é normal ter uma ovelha negra, mas continua a não fazer mossa. E continuamos a não saber tudo da vida uns dos outros. Que não sabemos. Não é preciso. Mas é bom estar lá quando alguém precisa e quando nós precisamos.

Continuo a ter vizinhos que apanham a roupa se começa a chover. Que ajudam a mudar o pneu quando furou. Que vão às compras e que perguntam se precisamos que nos tragam alguma coisa para não termos que ir lá de propósito. Continuo a ficar com a filha da vizinha se ela precisar de dar um saltinho a qualquer lado.

Tenho inclusive ex-vizinhos que nos continuam a vir mostrar a filha que agora cresce longe de nós. Tenho vizinhos que ficam com o meu cão se viajo. Que vêm perguntar se preciso de alguma coisa quando estou doente.

Ainda há dias um vizinho veio trazer um bolo, porque fez massa a mais e deu para dois.

E continuo a pensar naqueles que vivem no mesmo prédio, que nem se cumprimentam e muitas vezes nem se conhecem.

Tenho vizinhos que já me ajudaram muito nas lágrimas e nos sorrisos. Que saio de casa pela manhã e o "Bom dia" efusivo aparece.

E como já aqui disse antes, não é incómodo. Faz parte. E eu gosto disto. Disto típico de aldeia. Desta família de sangue diferente. Mesmo onde uma ovelha negra existe mas não faz mossa. Mesmo onde um deles é um ex meu mas não faz mossa. Mas gosto. Eu sei que é sorte. E agradeço muito por isso. Gosto dos meus vizinhos. A minha rua é melhor que a tua. Tenho uma boa vizinhança. É isso.

Morning Details*

https://www.facebook.com/sorrisoincognitoblog/photos/a.205399792849650.52141.122831634439800/1131062700283350/?type=3&theater

 [ Look Primark ]

Uma pessoa logo pela manhã ao pôr o pé fora de casa e a primeira coisa que ouve de uma vizinha é "bom dia menina, estás toda bonita". Uma pessoa até fica logo mais bem disposta, confesso, quem não?!

Bom dia!

Mais pelo Facebook. Ou pelo Instagram - @sorrisoincognito

A minha rua é melhor que a tua #2

O Natal estava aí à porta e por estes lados continua a ser a minha rua melhor que a tua. A partilha faz sentido, sempre fez, mais nestas alturas.

Há aqui um vizinho que mora sozinho. Sabia que tem uma ou outra pessoa de família mas nunca aprofundei o assunto. Volta e meia a minha mãe diz que ele se calhar muitas vezes nem come. É homem sozinho. Com a sua idade avançada. Daqueles que nota-se entram ali em casa e perdem-se no não fazer nada. Sempre impecavelmente educado. Bem disposto. Uma ou outra vez a bebida acompanha-o. Nota-se. Nos últimos tempos em conversas partilhadas entre vizinhos falamos que de quando em vez era melhor partilhar com ele qualquer coisa. Ele pedir não pede, mas também não era por isso que íamos deixar de ajudar alguém que mora ali perto de nós.

Chegou esta altura. A família lembra mais. A todos sem excepção. Nós não passamos o Natal em casa, então a minha mãe levou-lhe uma boa posta de bacalhau e ofereceu-lhe hortaliça. Uma outra vizinha fez o mesmo. Natal também é partilha certo?

Ontem em conversa com a minha mãe, contou-me que outra vizinha nossa (minha ex-sogra por sinal) chamou-o na noite de Natal para jantar lá em casa. Fiquei mesmo contente. Muito mais depois da minha mãe dizer que ele ainda tem alguns filhos. Ninguém merece isto. Muito mais na noite de Natal.

Leva-lhe bolo rei, diz logo o meu pai.

Btw a minha vizinha trouxe-me bolinhos de abóbora acabadinhos de fazer que tanto gosto.

Eu já disse que a minha rua é melhor que a tua? A minha rua é melhor que a tua. É isso.

Estou a ficar muito IN

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Eu completamente avessa a exercício físico e uma preguiçosa assumida fiz hoje a minha primeira aula de zumba. Quase obrigada a terem que me chamar ao microfone e eu tão bem dentro de casa. Isto às dez da matina. Mas fui. E pasmem-se gostei. A professora avisou-me às quatro temos outra aula e quero-te aqui. É minha amiga e tem demasiadas tentativas infrutíferas de me arrastar para o ginásio onde trabalha mas esquivo-me sempre. Às quatro lá fui eu. Duas aulas de zumba no mesmo dia é obra* e pasmem-se gostei. Com direito a lenço da freguesia "A força de acreditar". Nós quando queremos somos capazes. Há festa na minha rua. A minha casa continua cheia. E como eu gosto disto.

*rais que me parta se não fico com a barriga lisa do ano passado!

A minha rua é melhor que a tua.

Só no fim-de-semana passado uma vizinha veio trazer peixe do rio que o homem pescou. Outra vizinha fez anos e veio trazer um pedaço do bolo de aniversário. Uns vizinhos que costumam estar fora vieram cá e convidaram a famelga para almoçar lá em casa no domingo. Um dia destes a minha mãe levou limões e umas alfaces à vizinha que não tem. O meu vizinho pediu piri piri ao meu pai das suas plantações. Num outro dia acabou a farinha à minha vizinha e veio pedir, assim como à noite a minha mãe esqueceu-se que não tinha pão e outra vizinha dispensou-lhe os que quis. As tangerinas cá de casa são divididas pela vizinha do lado, pela vizinha da frente e pela outra que o neto gosta tanto. Volta e meia está pendorada na maçaneta da porta, uma saca com qualquer coisa. Aqui divide-se tudo que se possa. Ajudamo-nos uns aos outros. Partilhamos o que temos. Um dia destes uma vizinha que não faz arroz de cabidela em casa pediu para jantar cá em casa quando a minha mãe fizesse. Veio e com ela trouxe umas chouriças e umas alheiras. Não é troca, é partilha.

Depois penso que há vizinhos que não se conhecem, que moram às dezenas num prédio e que nem se vêem. A minha rua é família. Mesmo existindo uma ovelha negra (há sempre, convenhamos até mesmo na própria família). E não precisamos de saber de tudo da vida uns dos outros, que não sabemos. Porque não é preciso. O que é preciso é partilhar do que temos. E partilhamos os risos mas também os choros. Embora que não gostando, só goste do dos provocados pelo cortar cebolas. E depois faz-se um bolo e dá-se a provar aos vizinhos porque não há quem faça bolo de pão ralado como cá em casa. Assim como não há como quem faça os bolinhos de abóbora da minha vizinha que lembra-se sempre de mim. Ou o bolo de pão-de-ló caseiro que a outra faz. Ou os pezinhos de amores-perfeitos que traz para plantar e pede pés de roseira para fazer o mesmo. E não é incómodo. Faz parte. E eu gosto disto. Disto típico de aldeia. Desta família de sangues diferentes. Mesmo onde uma ovelha negra existe mas não faz mossa. Mesmo onde um deles é um ex meu mas não faz mossa. Mas gosto. Gosto dos meus vizinhos. A minha rua é melhor que a tua. É isso.

SorrisoIncógnito

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