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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

Achincalhamento.

O achincalhamento público é das coisas mais fáceis que nos podemos propor a fazer. A facilidade de meios é imensa. Em dois tempos, deitamos cá para fora as palavras desconcertadas , acusando, julgando alguém.

Hoje em dia, é preciso muito cuidado, repito MUITO CUIDADO quando alguém que tem um maior reconhecimento público diz alguma coisa. Nisto do achincalhar não há limites, há apenas o entender o que se quer entender, porque todas nós temos causas e lutas pelas quais acreditamos e num passo passamos a julgar quem ousou ir contra ou dizer eu errei.

Sim, as pessoas erram e há erros que não se podem admitir. E por vezes algo que pode dar uma lição, torna-se um assunto descontrolado, do diz que disse, já falou e acrescentou e todos opinam e na verdade a verdade pode não ser isso. Mas aí já o assunto ganhou contornos gigantes que não há jeito de dar a volta.

Não estou do lado de ninguém nem falando de um caso concreto, mas tento. Tento em tudo o que me custa ouvir perceber primeiro que estando a julgar alguém pelo que ouço estou a fazer o caminho mais fácil pelo qual não gostava que viessem até mim. "Não fazer aos outros o que não gostava que me fizessem a mim" cliché? Não. A sério, pensando bem é necessário cuidado ao fazer julgamentos de valor quando não gostamos que os façam connosco. Não é por uma situação ser notícia que vamos lançar logo a pedra mais próxima.

Não é por eu (ou outra pessoa qualquer) subir um pouco a saia, que já não tenho modos, não mereço respeito,  que já ando a precisar de peso, já me estou a oferecer... Calma minha gente. O difícil mesmo é ler entrelinhas. O fácil é julgar a primeira impressão.

Luta por ser o que quiseres Ser ♥

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Serás filha, serás mãe. Serás a dona de casa mais ou menos perfeita ou imperfeita... Serás quem arruma a casa, quem prepara as refeições, quem lava a roupa e a estende. Serás quem trata do jardim. Serás quem trata das compras do supermercado e de guardar tudo no devido sítio. Serás quem tem o dom de ter sempre as camas a cheirar a limpo e a sala arrumada. Serás quem vai passear o cão antes e depois de ir trabalhar. Serás quem faz o pequeno almoço para as crianças e quem as vai levar à escola. Quem as vai buscar e quem as ensina nos trabalhos de casa. Serás quem lhes dá banho e quem lhes põe o termómetro porque alguma coisa não está bem. Serás quem tem as despesas mensais agendadas para que nada falhe. Serás a que sai para trabalhar e consegue pensar em tudo o que tem para fazer. Serás a que vai com o carro à oficina porque tem que ser. Serás a amiga que vai aos jantares de amigas que têm que acontecer. Serás aquela que sorri imenso e que se diverte muito, ou a que vai na mesma mas é sempre mais tímida. Serás a que diz que sim a um jantar num possível "date". Ou aquela que nega cafés atrás de cafés só porque já te "partiram a chávena". Serás a que chega a casa de madrugada que fez uma palete de amigos que no dia seguinte já combinam coisas. Ou então aquela que conseguiu falar com toda a gente mas não o suficiente para ter dali outras relações. Serás aquela que verá na casa, a família, o futuro, o ser realizada ali. Ou serás aquela que será realizada com as suas neuras mas sem as neuras dos outros. Que fará um pequeno almoço para dois mas só para si sem obrigações. Serás aquela que timidamente sorri, ou aquela que dá gargalhadas até que os que estão à volta sorriam também. Serás aquela que faz dos saltos os seus melhores amigos e que não deixa passar uma boa jantarada. Ou serás aquela que as pantufas são a primeira coisa a pôr quando chegas a casa do trabalho porque só amanhã voltas a sair.  Serás aquela que sai para beber apenas um copo de tinto maduro, ou então apenas para beber um chá enquanto pões a conversa em dia.

Serás a que chega a casa e acendas as luzes todas , que trazes calor para todas as divisões, ou então apenas te refugias no sofá envolvida na mantinha. Serás aquela que liga a todas as redes sociais e gosta de tirar sempre um tempo para se pôr a par, ou então serás apenas aquela que nem quer saber o que são feeds, se o instagram é de comer ou se o facebook é apenas um site de encontros.

Podes ter a sorte de ser imensamente amada, como podes ter menos sorte e te rodeares de pessoas que não te respeitem, que não te dêem valor. Mas isso não mereces. Serás tu que tens o instinto.  

Mas lembra-te. Podes ser o que tu quiseres, tudo ou nada, meio termo. O que quiseres. Porque tu podes. Tu consegues. Tu tens esse poder. Como? Nem se pergunta. És mulher e podes ser a mulher que quiseres, ou muitas numa só. A mãe, a amiga, a amante, a companheira, a dona de casa, a profissional respeitada, a maluca do grupo de amigas. Quem tu quiseres. E nunca deixes que ninguém ache que podes ser menos que isso. Só tu.

Feliz Dia da Mulher! Orgulho em ser MULHER ♥.

Dez anos!!

Consigo lembrar-me como se fosse hoje a primeira vez que pisei aquela empresa. Consigo lembrar-me de cada rosto que vi, só homens, que ainda hoje são colegas de trabalho, outros que já não. Consigo lembrar-me de logo no primeiro dia ter a noção de como aquilo seria passageiro, não passaria de um novo emprego que tinha aparecido por acaso mas que não era lugar para ficar.

Lembro-me tanto das primeiras peripécias. Lembro-me de cá chegar e chorar a dizer que não aguentava uma semana (um abre olhos para aqueles que começam num trabalho novo e é difícil, as vezes as coisas depois descomplicam um pouco). Lembro-me de poucos dias depois de cá ter começado a trabalhar o encarregado me dizer "em três tempos se não fores embora, ou tens uma panca como nós ou vais ficar com uma", hoje acredito que já tinha mas cada vez a panca dá sinais de piorar. Efeitos colaterais. Nada a fazer. Lembro-me de não ter achado nada piada a só haver homens na empresa, não tinha ninguém com quem dar dois dedos de conversa feminina. Com o tempo percebi que foi a melhor coisa que me podia ter acontecido, uma pena não haver um achado no meio deles que me despertasse a alma, mas não. Ligações unicamente profissionais e aliás são do mais educados e respeitosos possíveis. Acho que só uma vez alguém me "picou" pelo facto de estarmos em “patamares diferentes” e eu ser mulher. Foi uma situação pontual e nunca mais senti o que quer que fosse em relação a isso. Lembro-me de quando entrei para aqui um funcionário não me largar o pé. No início deixei andar porque pensei “é novidade isto passa-lhe”. Acabou por não lhe passar e ele levou uma repreensão não só do boss como de todos. Acabou por sair da empresa mais tarde. Não directamente por esta situação até porque nunca foi uma situação de extremos mas cheguei a rir-me com as fotografias que me enviava de gatinhos e flores para o telemóvel do trabalho. Tenho mil e duas peripécias sempre para contar desta empresa que já me trouxe tanta coisa boa e algumas menos boas. Quem me segue há mais tempo  conhece bem algumas peripécias que vos conto porque na sua maioria são mesmo de arrancar sorrisos. São dez anos e isto realmente é de loucos. Já chorei, mas já dei tanta risada boa, tanto com os funcionários, como com o boss, com os clientes (esta foi óptima), com os fornecedores ou mesmo com outros indivíduos (que não se esquecem) que me aparecem à frente. Estou mais que atrofiada é certo. Fazer o quê?!

Continuo a agradecer por nos dias que correm, nesta crise que parece que ganhou raízes, ter trabalho. Continuo a agradecer as oportunidades que me vão sendo dadas. Continuo a resmungar todos os dias para sair da cama pela manhã, queixo-me pela cabeça massacrada com que chego muitas vezes ao fim do dia, bato o pé pelas vezes que ganho um cabelo branco por aturar gente que me tira do sério, dias há em que me revolto por ter tanta coisa nos meus ombros que às vezes me tira o sono, mas caramba, se ficasse em casa, se não tivesse trabalho, se fizesse parte da enorme lista de desempregados do país, aí sim o atrofio seria muito maior.

Como eu agradeço por ter trabalho. Dia após dia. Mas a aguentar dez anos, acho que no mínimo já tenho direito a um busto em minha homenagem à entrada das nossas instalações. Dez anos. Já faço parte da mobília. Já é uma rotina enraizada. Já somos família. Já me tratam como tal. Do muito que vem um dia ou outro que me apetece queixar... e ao ver tanta coisa ao meu redor não tenho de quê... as coisas vão-se ajeitando. Há muita coisa a acertar o compasso, no entanto é ouro. 

São dez anos de trabalho na mesma empresa. Nos dias de hoje é mesmo ouro. Como isto me sabe bem, como isto passa tão rápido, como isto é tão importante! Como me lembro tantas e tantas vezes disto quando pela manhã a caminho do trabalho vou a querer resmungar por ter precisado de uma grua para me tirar da cama. E ainda bem. Continuo a chegar lá e a ter orgulho de ver que aquilo também já tem muito de mim.

Pensei não aguentar uma semana. Passaram dez anos!

Expectativas mais que superadas!

Do deitar a toalha ao chão.

 

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Um dia destes, enquanto via uma reportagem na televisão, alguém disse algo do género "qualquer pessoa que esteja mais ou menos de bem com a vida tem o seu momento de querer deitar a toalha ao chão, nem que seja um só". Aquilo bateu cá dentro e quando digo isto, digo que senti aquelas palavras. Concordo em absoluto e acho que esses momentos não são totalmente negativos. Têm que ser encarados como pontos essenciais para se perceber o que está bem ou não. Eu, sendo uma pessoa super positiva, que me acho, vem um dia em que apetece deitar a toalha ao chão e deito... choro tudo o que tenho a chorar, penso no que não dá, não vale a pena, no que poderá acontecer de mau, ou de bom. Bato o pé, rodo a baiana, resmungo comigo mesma. No que posso falhar, no erro que cometi ou que posso estar prestes a cometer. Choro tudo, desabafo tudo, deito tudo o que há a deitar para fora. No fim, o importante é apanhar a toalha, enxaguar as lágrimas, respirar fundo e por a toalha para lavar. Não é fazer de nós pessoas de menos, sensíveis, desprotegidas, falhadas. É fazer de nós seres humanos. Pessoas que querem mais, que acreditam, que tentam, que vivem, sobrevivem e aguentam. Pessoas que vão na fé. Pessoas que chegam com a mão ao chão com o intuito de a impulsionar para se levantar o mais rápido quanto possível.

Desafio 52 semanas | Semana 45/52

Semana 45: Lembra-me a minha adolescência.

 

O meu primeiro namorado - Cantor - O meu primeiro namorado, é cantor, já o era na altura. E sempre que o ouço cantar é impossível não me remeter a essa idade. Idade de acharmos que já temos pêlo na benta e já sabemos muito bem o que queremos, idade que já pensamos no amor ser para toda a vida. E sofremos como se a vida acabasse já ali quando as coisas já não o são, mesmo quando somos nós a já não querer sem ter noção do que realmente queremos (confuso? sim a adolescência é por si só confusa). Aquelas primeiras músicas cantadas ao telefone para "aprovação". Há coisas que não se esquecem e há pessoas que nos levam imediatamente para fases da nossa vida.

Os amigos do meu irmão - Comecei a sair cedo. Comecei a sair cedo com os amigos do meu irmão e sempre fui, apesar de ser sempre novita à beira deles bem tratada, sempre me levaram para todos lado sem problemas, até para as férias. Hoje sempre que os encontro chamam-me "Mariazinha" sempre. Quando muitos podem não achar piada, eu amo, sei que é com o maior carinho que o fazem. Eu fui sempre a mana mais nova de todos. Há um carinho que ficou sempre. Hoje é isso que me lembro. Que tenho. Que guardo.

Cartas - Tenho tantas ainda guardadas naquela gaveta das memórias. Cartas dos namorados, dos admiradores, da melhor amiga enquanto estava emigrada. Da família que estava longe. De pessoas que já cá não estão. Coisas que já não se usam e que deixam tanta saudade. E que confesso gosto de abrir lá de longe a longe. Só para sentir um pouco daquilo bom que senti na altura.

Nazaré - Preciso, por falar nisso de lá voltar novamente. Na adolescência todos os verões passava lá férias, primeiro com os amigos do meu irmão, depois juntando os meus amigos. Também com o namorado. Foram alguns anos seguidos a voltar sempre lá. Já fui muito feliz em Nazaré. Tenho imensas recordações, muitos risos e choros. Aquela "idade boba". Muitas aventuras. Cheiros bons. Comida do melhor. Gente simpática. O mar. Pela manhã, pelo dia, pelas noites, os amanheceres, o pôr do sol. O falar a cantar. O bláblá bar. O jogar bilhar num café ao lado do Bláblá que não me recordo o nome. A D. Maria que alugava quartos e chegamos a ficar lá algumas vezes. Daquele picadinho de madrugada naquele restaurante que batíamos à porta e alguém abria um postigo para ver quem era e nos deixava entrar. O Guilherme que trabalhava num bar por quem tive uma "paixoneta de verão" e ainda guardo uma pulseira que me deu antes de vir embora (mas nem me lembro da cara). A carne de porco à alentejana servida no melhor restaurante com as melhores pessoas que conheci n'"A tasquinha" que fazia valer todo o tempo de espera mesmo reservando sempre. Do paredão e das conversas que tive lá deitada. Tanta coisa que me lembra que só de falar apetece seguir viagem já!

Revista Super Pop e Ragazza - Tinha uma maluqueira qualquer por essas revistas na altura. Ainda hoje não percebo, porque raramente compro uma revista sobre o que quer que seja. Mas na altura contava os dias para ver quando elas chegavam à banca. Eram os testes que tinham para se responder, os brindes. Os posters. Os cromos. Os autocolantes. Uma loucura só vista.

#52semanas

E desse lado, o que vos lembra a adolescência?

Janeiro o meu mês!

[ Foste-me imensamente bom.mês meu.meu mês.carregado de boas energias.de desafios de ano novo.de amizades e sorrisos.foste-me aquilo que sempre espero de ti.porque te gosto.és o meu mês.carregaste-me de sentimentos bons.trouxeste-me aqueles que gosto.que gostam de mim.e eu sou feliz.e agradeço por isso.agradeço a quem ao meu lado está.vieram-me estes 33.agarro-os com força, esperança.quero muito que o amanhã dê certo.quero muito mais viver o hoje.quero muito querer-me.deste-me as forças que precisei.um mês de não dar um passo atrás.de decisões. de segurar lágrimas.de não desistir.de não deixar de acreditar.Janeiro meu mês.mês meu.como te gosto.este começo. este novo livro cheio de páginas por rabiscar. mês meu como te gosto. ]

[ Janeiro é o meu mês.e foste-me imensamente bom ♥ ]

Happy Birthday ♥

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TO ME

Os 30, ali no ponto (dizem!),já passaram. O trinte e um em que me meti também já. Os 32 acho que nem dei conta. Agora é sempre a subir e a superar (o "no ponto") eu espero. Que este seja um bom ano e que venham muitos mais que eu cá (espero e) aguento!

Gosto de fazer anos. Gosto de comemorar estar aqui. Eles passam? Sim. Eu vivo! :)

De coração cheio e com muitos sorrisos!

:) :) :)

Aos quase 33!

Gosto de pessoas bem dispostas, cada vez mais e só. Não gosto de pessoas sisudas. Gosto de pessoas de sorrisos. Não gosto de pessoas negativas. Continuo a gostar muito de Licor Beirão, de After Eight e do [meu] F.C. Porto. Não gosto de distâncias. Cada vez suporto menos a saudade. Gosto de pessoas que assumem falhar. Pessoas que ao magoarem, assumem o que fazem. Continuo a gostar de pessoas que me conhecem às dez da manhã, cinco da tarde e onze da noite. Aqui e acolá. Sozinhas ou acompanhadas. Gosto (muito) de dançar. Amo os meus. Gosto dos meus Amigos. Muito. Cada vez irrito-me mais com pessoas mal educadas, mal intencionadas. Não tenho paciência. Não "papo grupos". Gosto de pessoas que se dão, que se importam, que fazem por estar. Gosto de noitadas caseiras com os amigos. Gosto mais de sapatilhas que em todos os "vintes". Os 30 já foram e continuo a gostar muito do meu cabelo comprido. Gosto cada vez mais de massa fusilli e começo a ter saudades das minhas aulas de fitness. Babo-me com o sorriso do meu sobrinho, amo-o de coração. Gosto do pôr-do-sol. Da cidade do Porto. Gosto das minhas sobrinhas emprestadas. Da minha afilhada. Não gosto da falta de trabalho. Gosto de sentir a Madeira e tenho-lhe imensas saudades. Não gosto de me inspirar quando o meu estado de alma não é dos melhores, mas continuo a admitir que é quando saem os melhores textos. Gosto das minhas melhores amizades. Gosto do frio na barriga das alturas. Gosto de ir ao cinema. Continuo a gostar de rapar a massa de bolos. Continuo a não conseguir comprar uma pizza congelada para uma refeição rápida sem lhe acrescentar algum ingrediente que tenha em casa. Não gosto de conduzir em dias de chuva. Gosto de jantaradas. De boas conversas. De gargalhadas. Gosto de gomas. Não gosto de pessoas que falam muito dos outros. Que julgam apenas pelo que ouvem. Gosto do meu blog. De escrever. Muito! De pessoas que me trouxe. Desta partilha. Não gosto que se achem superiores. Não gosto de quem brinca com os sentimentos dos outros. Não gosto de pessoas mal amadas. Continuo a não gostar de nabos e repolho e grelos e…quase tudo o que é verde. Gosto de pessoas felizes. Pessoas felizes não se metem na vida dos outros. Gosto de caipi black. Não gosto de andar sozinha. Gosto de pessoas que não são impostas. Quando não dou resposta a alguém não vale a pena insistir. Gosto muito do verão mas também gosto das folhas caídas no chão e das cores do Outono. Não gosto do frio. Mas mil vezes frio a chuva e nevoeiro. Gosto de pessoas que trouxe para a minha família mas não gosto de todos que são da minha família. Gosto quando as pessoas usam comigo a expressão "tão eu". Gosto de lareiras e um copo de vinho tinto maduro. Continuo a não gostar de whisky. Gosto de vestidos e saltos altos, de malas e anéis. Gosto do calor. Da minha pele no verão. De unhas pintadas. Não gosto de dentistas. Gosto de cães. Continuo a ter trauma por gatos. Gosto daquele [meu] lugar à beira rio plantado. Gosto de bolo do caco e poncha regional sem gelo. Gosto de camisas brancas e vestidos pretos. Não gosto de despedidas. Não gosto de limonada. Gosto de futebol, de gelados no inverno e de beijos na boca. Gosto de fotografias a preto e branco. Não gosto de ir ao cabeleireiro. Gosto de dar sangue. Gosto de Morenos. Gosto das amigas que me ligam às duas da manhã para dizer que conheceram “O” e me fazerem rir de sono à gargalhada. Gosto de comer. Não estou por estar. Não vou por ir. Gosto de pessoas de opinião própria. De pessoas que se conseguem rir delas próprias. Gostar mesmo, gosto de pessoas que se dão num todo para muito tempo. Inteiras. Deixei de fazer fretes. De acreditar em quem já desiludiu. De correr atrás de quem não anda para a frente. Gosto de abraços sentidos. Cada vez mais, mesmo sendo eles, cada vez menos.

SorrisoIncógnito

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