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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

O amor é um lugar estranho. E fodido.

Perdi-te no dia em que olhei para ti sem o coração.

No dia em que decidi olhar para ti sem o coração senti que te perdi. Algures nas decisões tomadas que ficaram para trás. Nas decepções que se acumularam entre nós, no muro que ganhou terreno.

Hoje sei que (foi naquele preciso momento em que após mais um dia normal juntos nos despedimos e eu olhei-te sem o coração) não volta. Naquele instante soube que já não era o que tinha que ser. Quisesse ou não. Muito ou pouco.

O amor é uma base que não serve só de suporte se os alicerces tiverem fendas. E às vezes o importante é pores o coração de lado e tentares enxergar com o discernimento necessário para que os sentimentos não toldem a realidade.

O difícil não é lutar e acreditar. O difícil é desistir, quando queres ficar. Quando queres que as coisas dêem certo. Quando vives o hoje. Bem.

Perdi-te no dia em que olhei para ti sem o coração.

Foi assim que consegui perceber que não éramos um, éramos dois, cheios de caminhos e travessas para percorrer. Sozinhos. Percebi então que o caminho não seria junto. É difícil. Foi difícil. Mas quando olhas sem o coração e a desilusão está à vista é aí que te apercebes que não vale a pena continuar a insistir no que não é. No que não tem volta a dar. Nem tudo tem volta a dar. E quando decides deitar a toalha ao chão não é a tarefa mais fácil. Por mais que te digam que há solução, que nada é impossível que basta querer. Não.

Quando deixas de acreditar, de sorrir, de ficar estranha, quando sentes aquele abalroar cá dentro que não explicas. Quando vês as feridas já nas cicatrizes. Quando a oportunidade já não é agarrada pela primeira vez. Não é que seja impossível, é acreditar que talvez não seja o possível que queres para ti.

Quando consegues perceber que estás a calçar um sapato, aquele que está no topo das tuas preferências, mas que já te fez bolhas e ultimamente está a ficar desconfortável até que chega um dia que reparas na realidade ele não serve. Deixou de servir. Estás só a tentar calçar um sapato que não é para ti.

Podes decidir o que queres fazer com ele, mas a primeira decisão é que não o voltas a tentar calçar.

Às vezes é preciso olhar sem o coração. Por muitos outros dias que não o tenhas conseguido fazer. Sem filtros. 

Foi nesse mesmo dia em que te olhei sem o coração que, perdi-me de ti.

[ ♥ ]

A vida ensina...

Aprendi que:

As pessoas que nos estão mais certas, nem sempre estão. Que os ditos grandes amigos podem tornar-se grandes desconhecidos. Que grandes desconhecidos podem tornar-se os nossos melhores amigos. Que nunca terminamos de conhecer uma pessoa. E que muitas vezes quanto mais conhecemos, menos conhecemos.

Que o "nunca mais" acontece muitas vezes mais rápido do que se pensa e que o "para sempre" acaba.

Que quem quer, pode e consegue. Que o que não arrisca, às vezes não perde nada.

Que continuamos a atirar pedras, quando o nosso telhado está em riscos de estilhaçar.

Que nem sempre aprendemos com os erros.

Que o mais fácil não é desistir.

Que não esquecemos o perdão que não damos.

Que família é muito mais que o sangue que nos corre nas veias.

Que tropeçamos mais vezes que contamos.

Que estamos felizes tantas vezes, muitas mais que aquelas que nos chegamos a aperceber.

Que o coração é quem manda e as decisões que tomares com cabeça, é o coração que as sente.

Que temos sempre um "Eu já..." que nos faz corar a alma.

Que os olhos transmitem mesmo o que falha nas palavras.

Que o físico atrai, mas é a personalidade que apaixona.

A vida ensina...

37. Recomeçar.jpg

 

Aquele que nunca erra é aquele que nunca arrisca.

Aquele que não sente a dor é aquele que não se permite a sentir.

[ Vou sempre respirar fundo as vezes que forem necessárias para recomeçar ]

Mesmo que a vontade por vezes não seja a maior.

Mesmo que o Mundo às vezes pareça injusto.

Mesmo que o acordar não seja o melhor.

Mesmo que o sorriso custe a sair.

Mesmo que os actos dos outros te decepcionem.

Mesmo que o que sempre acreditaste te falhe.

Mesmo que leves com os estilhaços da porta que fechou.

Mesmo que o sol esteja escondido.

Mesmo que alguém te faça sentir que não és capaz.

Mesmo que tu própria chegues a duvidar.

Respira fundo as vezes que forem necessárias para recomeçar.

E recomeça!

[ ♥ ]

Achincalhamento.

O achincalhamento público é das coisas mais fáceis que nos podemos propor a fazer. A facilidade de meios é imensa. Em dois tempos, deitamos cá para fora as palavras desconcertadas , acusando, julgando alguém.

Hoje em dia, é preciso muito cuidado, repito MUITO CUIDADO quando alguém que tem um maior reconhecimento público diz alguma coisa. Nisto do achincalhar não há limites, há apenas o entender o que se quer entender, porque todas nós temos causas e lutas pelas quais acreditamos e num passo passamos a julgar quem ousou ir contra ou dizer eu errei.

Sim, as pessoas erram e há erros que não se podem admitir. E por vezes algo que pode dar uma lição, torna-se um assunto descontrolado, do diz que disse, já falou e acrescentou e todos opinam e na verdade a verdade pode não ser isso. Mas aí já o assunto ganhou contornos gigantes que não há jeito de dar a volta.

Não estou do lado de ninguém nem falando de um caso concreto, mas tento. Tento em tudo o que me custa ouvir perceber primeiro que estando a julgar alguém pelo que ouço estou a fazer o caminho mais fácil pelo qual não gostava que viessem até mim. "Não fazer aos outros o que não gostava que me fizessem a mim" cliché? Não. A sério, pensando bem é necessário cuidado ao fazer julgamentos de valor quando não gostamos que os façam connosco. Não é por uma situação ser notícia que vamos lançar logo a pedra mais próxima.

Não é por eu (ou outra pessoa qualquer) subir um pouco a saia, que já não tenho modos, não mereço respeito,  que já ando a precisar de peso, já me estou a oferecer... Calma minha gente. O difícil mesmo é ler entrelinhas. O fácil é julgar a primeira impressão.

SorrisoIncógnito

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