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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

A nova novela da Tvi

Estes dois últimos dias, à noite fiquei por casa. E deu para fazer zapping em tudo. Foi dia da estreia da nova novela da Tvi. E eu assisti.

As novelas acompanham muito a época em que se está. No entanto, o exemplo que se dá ao mostrar o estado dos dias de hoje, não sei se incentiva mais quem vê. Torna tudo demasiado banal.

Mas que retrata muito bem a época em que estamos. Retrata.

Armas. Crimes. Facilidade em matar. Dinheiro. Negócios. Frieza. Paixão. Violência. Sexo. Traição. Mentira. Omissão. Preconceito. Ambição desmedida. Duas caras. Jogo Duplo.

Já há muito que as novelas deixaram de ser "tudo um mar de rosas e foram felizes para sempre". Mas é nesta violência, ao próximo e pessoal, que o mundo se tornou?

"Abriguem-se"

Gosto de acordar bem disposta. Do café da manhã. Não gosto de acordar já sem pachorra. Daqueles dias chatos. De nevoeiro e chuva miudinha, também não gosto de muita chuva e nem de trovoada, mas os de chuva miudinha - aquela "molha tolos" tipo a de hoje - não me agrada.

Não gosto destes modos inexplicáveis que nos fazem marionetas de um corpo. Tanto me apetece tudo como não me apetece nada. Ora quero não comer mais hoje, como me apetece comer todo um mundo (se calhar isto não é só na tpm). Ora quero acabar trabalhos, mas não me apetece mexer uma palha. Fico com ciscos nos olhos por tudo e por nada. Enervo-me até com o pão que traz farinha a mais. Quero-me concentrar numa coisa, mas estou a pensar em mil e duas ao mesmo tempo. E lágrimas nos olhos. E apetece-me estar sempre a falar com os meus. Ligo a todas as horas para ouvir mais um pouco. E depois ouço o pequeno e lá vem ciscos.

Este é todo um modo lamentável que dias há não dá para contornar. É vivê-lo, mas posso estrebuchar um pouco? É que não dá para aceitar sempre só porque sim. Raio de cena de gaja mais marada que nos havia de acontecer. E depois somos insuportáveis. Pois somos. Eu aceito. Como não?! Eu própria tem dias que é do caneco aturar-me. Mas qual a outra opção?!

Cortar os pulsos está fora de questão, em alturas de chorar por tudo e por nada a coisa não ia dar certo. Pareço as grávidas em fim de linha que ficam muito sensíveis. Ou aquelas pessoas que são demasiado lamechas. Sei lá. Isto é esquisito. Mas sinto mesmo que tudo me cutica. Talvez porque vem aí Dezembro... E eu ontem dei início à caça do pai natal de chocolate. Aquele chocolate dos pais natais são mesmo bons ou é só um fetiche meu?

Adiante. É oficial, “abriguem-se” de mim! Não sei se isto se apega ou se dá três dias antes de partir. Mas é um aviso. "Abriguem-se" de mim - ele há dias...

Portugal a arder.

Incêndios

 

Ontem a vista de minha casa, às três da tarde era esta. O vento forte traz. A minha casa cheirava a fumo. E isto estava longe de ser um dos lugares que por exemplo vi em directo na TV, como por exemplo Tondela. Dá medo. O vento. O fumo. O pânico nas pessoas. A falta de comunicação. Tudo a fugir. Os mesmos desabafos. As estradas sem visibilidade. Os acidentes. E depois a constatação de mortos. Estamos em Outubro. É certo com um tempo fora de normal para a altura, mas como é possível um país a arder desta maneira? Responsabilidades? Meios? Mão severa nesses (des)humanos que matam aquilo que nos dá vida. Uma tristeza. Uma impotência perante estes cenários devastadores. A subida do número de vítimas... E o que a noite encobriu que nos permitiu deduzir que o amanhecer seria negro...

Hoje chego ao trabalho e às nove da manhã da janela, era isto:

 

Nove da manhã a caminho do trabalho e mais pareciam oito da noite. O fumo. O cheiro. Uma calmaria estranha. À entrada das instalações do trabalho algo não estava bem. No parque de estacionamento um "lixo" estranho. Assim que abri a porta do escritório percebi. O chão da parte de dentro cheio de vestígios de fogo. E um cheiro forte e cada vez mais intenso à medida que subi as escadas a fumo. Já no andar de cima e por ser tudo em vidro para a frente das instalações me apercebi realmente do que aconteceu. Ardeu tudo à volta. Aliás ainda fumega... e então que me contaram. Os primeiros bombeiros chegaram às 3 da manhã. E acho que o cenário esteve mesmo mau. Graças a Deus não afectou nada aqui dentro.
Continuo sem ver o outro lado da montanha. Do Rio. Está escuro. As luzes têm que estar ligadas. Continua o fumo. Parece que vem de todo o lado. Triste início de semana.

Sem NADA fazerem os que de direito. Como baratas tontas perante um cenário que nos surpreendesse a primeira vez. Mas não é. E continuam sem planos, sem apurar responsabilidades e é o Deus nosso Senhor nos acuda.

Só apetece dizer, balelas, tretas, ide gozar com o caralhinho que isto é inconcebível. Mais do mesmo.

O balanço é, como seria de prever depois da noite de ontem, catastrófico, com um número de vítimas confirmadas até ao momento (14h) de 31 mortos.

Nilton, numa publicação disse, das frases mais acertadas que li:

"Estamos num estranho limbo onde as calamidades continuam a acontecer e não há nem culpados nem soluções. Pior, as instituições que nos deviam defender, como o Governo, a Proteção Civil, parecem baratas tontas que nunca viram um fogo e foram apanhadas desprevenidas pela primeira vez. Portugal é o gajo que se senta a ver o Titanic vezes sem conta e fica sempre admirado porque o barco foi ao fundo."


Imagino nas situações mais trágicas... muita força a todos os habitantes das terras mais fustigadas e aos bombeiros! Aos bombeiros um bem haja, pela coragem, pela força.

Bombeiros

[Imagem - internet]

 

 

O Rex,

O Rex morreu há três semanas.

Rex

  [Fotografia no meu facebook usada para o desafio de #desculpasdenatal no dia do -  Amigo - para a vida disse eu]

 

Morreu na semana que eu estava de férias. Não o vi morrer. Não o vi no seu último dia de vida. Não o vi depois de se esconder na sua casota para desfalecer. Soube pela chamada ("Cá em casa agora seremos menos um") que a minha mãe me fez e doeu imenso aquele choque de não estar ali ao pé dele. Não consigo lembrar-me de quando me despedi dele antes de ir para o aeroporto, mas de certeza que o fiz. Mas não me consigo lembrar por mais que tente. Ele fazia sempre aquela cara de "cachorro abandonado" quando nos via com um mala e eu não me consigo lembrar da última, mas consigo lembrar do descer das escadas e dos olhos dele em mim nos últimos dias. Não sei se por defesa, mas sempre que me lembro dele é com aquele rabo a abanar e aquele ar de atrofiado a querer saltar para o colo.

Estas semanas passei por situações diferentes quase todos os dias. Primeiro foi a falta assim que cheguei a casa de viagem que senti, da festa que ele não me fez. De não ouvir aquele ladrar de contente, dos saltos e cambalhotas, das lambidelas nos pés, das orelhas arrebitadas à espera que lhe passasse a mão no pêlo e da pata no ar para lhe dar a minha mão... Foi aquele primeiro impacto de chegar e encontrar literalmente o vazio. Já sem casota. Já sem as coisas dele por ali. Já sem o cheiro. Tento me lembrar e lá está ele no pensamento aos saltos com o ar atrofiado que eu amava.

Os dias passam e assim que chego a casa, não consigo parar de pensar que ele era o primeiro que eu via. Que ladrava logo se eu demorava a sair do carro, que queria sempre saltar e que ficava ali de olhos postos em mim, orelhas no ar e rabo mexer até que eu entrasse na porta. Às vezes entrava e voltava a vir cá fora só para o picar com o "OH Rex" e ele que já estava deitado no chão imediatamente ficava tal e qual como estava quando entrei pela porta.

Não esqueço.

Ele era a nossa campainha. Antes mesmo de alguém chegar a tocar à campainha já sabíamos que estava ali alguém, ele sempre dava sinal. E o ladrar dele era logo revelador de se tratar de alguém conhecido ou não. Como sinto a falta disto. Porque a atitude dele era peculiar. Ele não ladrava para as pessoas, ele ladrava virado para a porta como se a chamar-nos.

Não esqueço.

Ele era um atrofiado do pior. Nunca ligou a bens materiais, entenda-se que era um cão que não gostava de brincar com nada, só connosco. Podias comprar-lhe o melhor brinquedo, não tinha interesse. Mas se eu me sentasse ao fundo das escadas ele já fazia trinta por uma linha para brincar. Para dar a pata, para pôr as patas no meu colo. para roçar o focinho nas minhas pernas. Para fazer corridas e para dar a volta à casa em segundos e voltar ao mesmo sítio atirando-se para o chão. Chorava a rir com ele tantas vezes. Não gostava de andar de carro, sempre enjoava.

Não esqueço.

Por mil e duas razões lá em casa ainda sobra comida e dizemos "é para o Rex". Olhando todos uns para os outros com aquele olhar de "já não". Ainda nos sentamos nas escadas à espera que ele venha ali brincar. Só que não. A piolha mais nova sempre chega e ainda diz "oh já não há Rexi". Ainda ontem, com a mãe falávamos da falta que sentimos dele. Daquela saudade que não se explica quando alguém desaparece. A minha mãe prontamente volta a repetir o que já disse "Não quero mais cães, uma pessoa apega-se tanto a eles...". E acredito. Apesar de ter dito o mesmo depois da nossa pastora alemã morrer e antes mesmo de o Rex vir morar lá em casa. O Rex morava connosco há muitos anos. O Rex é da família há mais de catorze anos. Não esqueço. Não nos esqueceremos.

"Não quero mais cães!" - sinto-lhe o sentido.

Ter um blog é também (infelizmente) isto...

Tal como ontem partilhei no meu facebook, partilho hoje também aqui...

Estou triste.
Um blog também nos traz isto.
Soube ontem, que uma leitora e assídua comentadora (ainda tenho comentários dela para responder, desculpa amiga, talvez o teu último comentário que li ontem, naquele momento já não estavas cá, talvez...) faleceu ontem. Tão jovem. Nunca a conheci pessoalmente, mas foi das primeiras pessoas que o blog me trouxe há oito anos. Foi das pessoas que mais me ajudou em muitas situações pela força que sempre me transmitia. Era das pessoas que chegou e ficou. Era das pessoas que mais queria conhecer e que falamos imensas vezes nisso. Não aconteceu.

Foi das poucas pessoas que passou para o facebook pessoal e talvez só assim consegui saber por linhas travessas que faleceu ontem. Caso assim não fosse talvez hoje lhe respondesse aos comentários e não mais obtivesse resposta. Nunca mais teria notícias dela e provavelmente iria pensar que deixou de me seguir. Mas ela tinha sempre partilhas comigo. E sorrisos. E lemas de vida. E uma mensagem aqui ou acolá. E os gostos nas fotos. As lutas nas insónias. A partilha do mútuo gosto pela cidade invicta. Pelo Douro. E o orgulho do nosso clube do coração, o Porto. Sempre.

Não consigo explicar. Era como uma amiga mesmo. Às vezes não consigo explicar isto que o blog nos traz, só quem tem um poderá perceber.

Desejo do coração que estejas em paz miúda. E que o sorriso que nos juntou te acompanhe sempre.
De coração!

...

Quando estás de férias, longe e recebes aquela chamada: "Cá em casa agora seremos menos um" Aquele aperto no peito. A tristeza da partida. As boas lembranças e o estares longe. Nem me despedi dele. Se calhar ele não quis despedidas e esperou que eu não estivesse. Sempre foste mais um da casa 😍 vou ter saudades tuas meu Rex. Muitas.

Vivo num país #2

Em que uma pessoa mata-se a trabalhar para poupar dinheiro para comprar um carro. Depois de comprar um carro vem uma personagem que o rouba tirando-nos muito mais que um carro, anos de vida a trabalhar e a poupar para ter algo nosso do qual precisamos na maioria para trabalhar. Mais tarde, na grande maioria das vezes essas personagens não são identificados e dos carros nem rasto, outras vezes, essa alegada personagem é identificada e o que é que lhe acontece? Nada. Ficam constituídos arguidos com termo de identidade e residência aka nada. E a quem ficou sem o carro, sem o dinheiro, sem as poupanças, sem o (muitas vezes) único meio de transporte? Nada também, fica sem isso e dê-se por feliz.

Vale ou não vale ser criminoso?! Eis a questão...

Pobre justiça a nossa. E desgraçado daquele que cai nestas mãos, tanto dos criminosos como da justiça...

Vivo num país

Em que um GNR tem que pagar uma indemnização ao pai de uma criança que acidentalmente matou. Isto tudo aconteceu em 2008, quando o GNR perseguia o homem depois de um assalto onde levou o filho menor com ele. Vivo num país, em que um GNR tem que pagar 55 mil euros ao pai depois de esse pai ter levado o filho para  um assalto e ter-se posto em fuga. O GNR ainda não pode exercer as suas funções e acaba de pagar a indemnização e o pai inconsciente vai receber esse tal "prémio" por há oito anos ter feito um assalto levando o filho.

Vale ou não vale ser criminoso?! Eis a questão...

Pobre justiça à nossa.

One - as grandes marcas também falham, em grande!

Já estive para escrever sobre isto mil e quinhentas vezes, mas cada vez que o penso em fazer só me enervo mais um pouco. O post já foi aberto umas quantas e retido em rascunhos e isso só me faz ter a noção de como este assunto anda a ser arrastado há demasiado tempo. Infelizmente.

De uma coisa tenho a certeza, o cliente não tem sempre razão, se assim fosse, as marcas tinham que ser mais responsáveis quando cometem erros.

Em Dezembro do ano passado, após algum tempo em que andei apaixonada pelo relógio da ONE do 3 em 1 na caixa e até pedi ao Pai natal... resolvi oferecer como presente a mim mesma no Natal na cor gold rose. O relógio não foi nada barato, mas estava confiante que era merecido e começaria ali uma longa relação de cumplicidade, sempre juntinhos. Não poderia ter estado mais enganada.

Comprei o relógio no dia antes de Natal. E comecei a usá-lo no Natal.

relógio one

Em Janeiro faço anos e foi-me oferecido um relógio da Miss Sixty muito giro, andava com o da One nem há um mês com a pulseira mais fina e troquei para que quem mo ofereceu também visse que gostei do presente. Este relógio andou comigo cerca de um mês até que decidi usar o da One novamente. Achei qualquer coisa estranha na cor, até porque um e outro tinham o mesmo tom, mas pensei que fosse impressão minha. Passado uns dias a cor do One definitivamente não me parecia nada igual e resolvi passar na ourivesaria que o comprei. Prontamente concordaram comigo e disseram que a cor do relógio tinha modificado, a cor do mostrador e da bracelete estavam diferentes. Avisaram-me "olhe isto vai como garantia e normalmente demora cerca de um mês". Eu apenas pensei, fazer o quê, era o ter que ser. Quase dois meses depois chegou o relógio. A próxima fotografia data de 4/06/2016 provavelmente quando recebi o relógio. Relembrando que o relógio traz mais duas braceletes ao se pôr uma ao lado das outras, mais uma vez a cor não tinha nada a ver, aliás como se percebe perfeitamente na fotografia.

relogio one.jpg

 

Vai de ir tudo novamente para trás, para a garantia, "sabe como é, mais ou menos um mês". Passou um mês, passou dois e nada. Então o relógio perguntei eu. Ligaram e a resposta que tiveram foi que com as férias atrasa sempre um pouco e coisa e tal, mais uns dias. Uns dias depois, já completamente desiludida mas com muita paciência com isto voltei à carga. Então o relógio? Convém aqui dizer que passei todo o verão sem ele (que era a oportunidade de usar aquela bracelete branca que vem na caixa). Ligaram e deram-me a resposta, "olhe afinal vão dar-lhe um relógio novo, na próxima semana dizem que enviam, assim que chegar ligamos consigo". Não consigo precisar o dia em que me ligaram mas foi na semana de 5-9 de Setembro (vejam o tempo que passou!!!). Nesse mesmo dia dirigi-me à loja para ir buscar o relógio. Relógio novo. Tiraram-se as etiquetas e estava com pressa. Vim embora. Na sexta-feira dia 9 de Setembro pego nele para lhe colocar a bracelete branca, que ia a combinar com a roupa que ia usar na festa no dia 10 que tinha. Reparo, as horas não estavam certas, ao pegar no relógio para ajustar as mesmas eis que ao clicar para fora aquele botão de ajuste ele sai completamente. O "pino" (ou lá como se chama) estava solto. Não dava para ajustar nada, porque o "regulador" não estava bem, estava solto. No dia seguinte sábado, dia 10 de Setembro, às nove da manhã lá estava eu a dizer o sucedido e deixei bem claro. Nunca mais. Este serviço da One desiludiu-me por completo. "Vamos manda-lo já para a garantia e dizer para serem urgentes visto que isto já é uma situação bastante demorada".

Hoje é dia 18 de Outubro de 2016. Sabem alguma coisa do meu relógio da One, que não custou 20€, nem 50€, nem 100€, mas precisamente 169€?

Nem eu.

E a bracelete fofinha branca para usar no verão? Só se for do próximo ano. O relógio vem com garantia de dois anos e um já quase passou sem eu praticamente o usar. Ou seja, compro um relógio da nova colecção e quando o for realmente a usar já é da antiga. No mínimo deveria trazer um da nova colecção.

Fico mesmo triste. Eu amei aquele relógio à primeira vista.

Minha querida One, é de ficar satisfeita não é?

#sóquenão

SorrisoIncógnito

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