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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

O Rex,

O Rex morreu há três semanas.

Rex

  [Fotografia no meu facebook usada para o desafio de #desculpasdenatal no dia do -  Amigo - para a vida disse eu]

 

Morreu na semana que eu estava de férias. Não o vi morrer. Não o vi no seu último dia de vida. Não o vi depois de se esconder na sua casota para desfalecer. Soube pela chamada ("Cá em casa agora seremos menos um") que a minha mãe me fez e doeu imenso aquele choque de não estar ali ao pé dele. Não consigo lembrar-me de quando me despedi dele antes de ir para o aeroporto, mas de certeza que o fiz. Mas não me consigo lembrar por mais que tente. Ele fazia sempre aquela cara de "cachorro abandonado" quando nos via com um mala e eu não me consigo lembrar da última, mas consigo lembrar do descer das escadas e dos olhos dele em mim nos últimos dias. Não sei se por defesa, mas sempre que me lembro dele é com aquele rabo a abanar e aquele ar de atrofiado a querer saltar para o colo.

Estas semanas passei por situações diferentes quase todos os dias. Primeiro foi a falta assim que cheguei a casa de viagem que senti, da festa que ele não me fez. De não ouvir aquele ladrar de contente, dos saltos e cambalhotas, das lambidelas nos pés, das orelhas arrebitadas à espera que lhe passasse a mão no pêlo e da pata no ar para lhe dar a minha mão... Foi aquele primeiro impacto de chegar e encontrar literalmente o vazio. Já sem casota. Já sem as coisas dele por ali. Já sem o cheiro. Tento me lembrar e lá está ele no pensamento aos saltos com o ar atrofiado que eu amava.

Os dias passam e assim que chego a casa, não consigo parar de pensar que ele era o primeiro que eu via. Que ladrava logo se eu demorava a sair do carro, que queria sempre saltar e que ficava ali de olhos postos em mim, orelhas no ar e rabo mexer até que eu entrasse na porta. Às vezes entrava e voltava a vir cá fora só para o picar com o "OH Rex" e ele que já estava deitado no chão imediatamente ficava tal e qual como estava quando entrei pela porta.

Não esqueço.

Ele era a nossa campainha. Antes mesmo de alguém chegar a tocar à campainha já sabíamos que estava ali alguém, ele sempre dava sinal. E o ladrar dele era logo revelador de se tratar de alguém conhecido ou não. Como sinto a falta disto. Porque a atitude dele era peculiar. Ele não ladrava para as pessoas, ele ladrava virado para a porta como se a chamar-nos.

Não esqueço.

Ele era um atrofiado do pior. Nunca ligou a bens materiais, entenda-se que era um cão que não gostava de brincar com nada, só connosco. Podias comprar-lhe o melhor brinquedo, não tinha interesse. Mas se eu me sentasse ao fundo das escadas ele já fazia trinta por uma linha para brincar. Para dar a pata, para pôr as patas no meu colo. para roçar o focinho nas minhas pernas. Para fazer corridas e para dar a volta à casa em segundos e voltar ao mesmo sítio atirando-se para o chão. Chorava a rir com ele tantas vezes. Não gostava de andar de carro, sempre enjoava.

Não esqueço.

Por mil e duas razões lá em casa ainda sobra comida e dizemos "é para o Rex". Olhando todos uns para os outros com aquele olhar de "já não". Ainda nos sentamos nas escadas à espera que ele venha ali brincar. Só que não. A piolha mais nova sempre chega e ainda diz "oh já não há Rexi". Ainda ontem, com a mãe falávamos da falta que sentimos dele. Daquela saudade que não se explica quando alguém desaparece. A minha mãe prontamente volta a repetir o que já disse "Não quero mais cães, uma pessoa apega-se tanto a eles...". E acredito. Apesar de ter dito o mesmo depois da nossa pastora alemã morrer e antes mesmo de o Rex vir morar lá em casa. O Rex morava connosco há muitos anos. O Rex é da família há mais de catorze anos. Não esqueço. Não nos esqueceremos.

"Não quero mais cães!" - sinto-lhe o sentido.

Ter um blog é também (infelizmente) isto...

Tal como ontem partilhei no meu facebook, partilho hoje também aqui...

Estou triste.
Um blog também nos traz isto.
Soube ontem, que uma leitora e assídua comentadora (ainda tenho comentários dela para responder, desculpa amiga, talvez o teu último comentário que li ontem, naquele momento já não estavas cá, talvez...) faleceu ontem. Tão jovem. Nunca a conheci pessoalmente, mas foi das primeiras pessoas que o blog me trouxe há oito anos. Foi das pessoas que mais me ajudou em muitas situações pela força que sempre me transmitia. Era das pessoas que chegou e ficou. Era das pessoas que mais queria conhecer e que falamos imensas vezes nisso. Não aconteceu.

Foi das poucas pessoas que passou para o facebook pessoal e talvez só assim consegui saber por linhas travessas que faleceu ontem. Caso assim não fosse talvez hoje lhe respondesse aos comentários e não mais obtivesse resposta. Nunca mais teria notícias dela e provavelmente iria pensar que deixou de me seguir. Mas ela tinha sempre partilhas comigo. E sorrisos. E lemas de vida. E uma mensagem aqui ou acolá. E os gostos nas fotos. As lutas nas insónias. A partilha do mútuo gosto pela cidade invicta. Pelo Douro. E o orgulho do nosso clube do coração, o Porto. Sempre.

Não consigo explicar. Era como uma amiga mesmo. Às vezes não consigo explicar isto que o blog nos traz, só quem tem um poderá perceber.

Desejo do coração que estejas em paz miúda. E que o sorriso que nos juntou te acompanhe sempre.
De coração!

...

Quando estás de férias, longe e recebes aquela chamada: "Cá em casa agora seremos menos um" Aquele aperto no peito. A tristeza da partida. As boas lembranças e o estares longe. Nem me despedi dele. Se calhar ele não quis despedidas e esperou que eu não estivesse. Sempre foste mais um da casa 😍 vou ter saudades tuas meu Rex. Muitas.

Vivo num país #2

Em que uma pessoa mata-se a trabalhar para poupar dinheiro para comprar um carro. Depois de comprar um carro vem uma personagem que o rouba tirando-nos muito mais que um carro, anos de vida a trabalhar e a poupar para ter algo nosso do qual precisamos na maioria para trabalhar. Mais tarde, na grande maioria das vezes essas personagens não são identificados e dos carros nem rasto, outras vezes, essa alegada personagem é identificada e o que é que lhe acontece? Nada. Ficam constituídos arguidos com termo de identidade e residência aka nada. E a quem ficou sem o carro, sem o dinheiro, sem as poupanças, sem o (muitas vezes) único meio de transporte? Nada também, fica sem isso e dê-se por feliz.

Vale ou não vale ser criminoso?! Eis a questão...

Pobre justiça a nossa. E desgraçado daquele que cai nestas mãos, tanto dos criminosos como da justiça...

Vivo num país

Em que um GNR tem que pagar uma indemnização ao pai de uma criança que acidentalmente matou. Isto tudo aconteceu em 2008, quando o GNR perseguia o homem depois de um assalto onde levou o filho menor com ele. Vivo num país, em que um GNR tem que pagar 55 mil euros ao pai depois de esse pai ter levado o filho para  um assalto e ter-se posto em fuga. O GNR ainda não pode exercer as suas funções e acaba de pagar a indemnização e o pai inconsciente vai receber esse tal "prémio" por há oito anos ter feito um assalto levando o filho.

Vale ou não vale ser criminoso?! Eis a questão...

Pobre justiça à nossa.

One - as grandes marcas também falham, em grande!

Já estive para escrever sobre isto mil e quinhentas vezes, mas cada vez que o penso em fazer só me enervo mais um pouco. O post já foi aberto umas quantas e retido em rascunhos e isso só me faz ter a noção de como este assunto anda a ser arrastado há demasiado tempo. Infelizmente.

De uma coisa tenho a certeza, o cliente não tem sempre razão, se assim fosse, as marcas tinham que ser mais responsáveis quando cometem erros.

Em Dezembro do ano passado, após algum tempo em que andei apaixonada pelo relógio da ONE do 3 em 1 na caixa e até pedi ao Pai natal... resolvi oferecer como presente a mim mesma no Natal na cor gold rose. O relógio não foi nada barato, mas estava confiante que era merecido e começaria ali uma longa relação de cumplicidade, sempre juntinhos. Não poderia ter estado mais enganada.

Comprei o relógio no dia antes de Natal. E comecei a usá-lo no Natal.

relógio one

Em Janeiro faço anos e foi-me oferecido um relógio da Miss Sixty muito giro, andava com o da One nem há um mês com a pulseira mais fina e troquei para que quem mo ofereceu também visse que gostei do presente. Este relógio andou comigo cerca de um mês até que decidi usar o da One novamente. Achei qualquer coisa estranha na cor, até porque um e outro tinham o mesmo tom, mas pensei que fosse impressão minha. Passado uns dias a cor do One definitivamente não me parecia nada igual e resolvi passar na ourivesaria que o comprei. Prontamente concordaram comigo e disseram que a cor do relógio tinha modificado, a cor do mostrador e da bracelete estavam diferentes. Avisaram-me "olhe isto vai como garantia e normalmente demora cerca de um mês". Eu apenas pensei, fazer o quê, era o ter que ser. Quase dois meses depois chegou o relógio. A próxima fotografia data de 4/06/2016 provavelmente quando recebi o relógio. Relembrando que o relógio traz mais duas braceletes ao se pôr uma ao lado das outras, mais uma vez a cor não tinha nada a ver, aliás como se percebe perfeitamente na fotografia.

relogio one.jpg

 

Vai de ir tudo novamente para trás, para a garantia, "sabe como é, mais ou menos um mês". Passou um mês, passou dois e nada. Então o relógio perguntei eu. Ligaram e a resposta que tiveram foi que com as férias atrasa sempre um pouco e coisa e tal, mais uns dias. Uns dias depois, já completamente desiludida mas com muita paciência com isto voltei à carga. Então o relógio? Convém aqui dizer que passei todo o verão sem ele (que era a oportunidade de usar aquela bracelete branca que vem na caixa). Ligaram e deram-me a resposta, "olhe afinal vão dar-lhe um relógio novo, na próxima semana dizem que enviam, assim que chegar ligamos consigo". Não consigo precisar o dia em que me ligaram mas foi na semana de 5-9 de Setembro (vejam o tempo que passou!!!). Nesse mesmo dia dirigi-me à loja para ir buscar o relógio. Relógio novo. Tiraram-se as etiquetas e estava com pressa. Vim embora. Na sexta-feira dia 9 de Setembro pego nele para lhe colocar a bracelete branca, que ia a combinar com a roupa que ia usar na festa no dia 10 que tinha. Reparo, as horas não estavam certas, ao pegar no relógio para ajustar as mesmas eis que ao clicar para fora aquele botão de ajuste ele sai completamente. O "pino" (ou lá como se chama) estava solto. Não dava para ajustar nada, porque o "regulador" não estava bem, estava solto. No dia seguinte sábado, dia 10 de Setembro, às nove da manhã lá estava eu a dizer o sucedido e deixei bem claro. Nunca mais. Este serviço da One desiludiu-me por completo. "Vamos manda-lo já para a garantia e dizer para serem urgentes visto que isto já é uma situação bastante demorada".

Hoje é dia 18 de Outubro de 2016. Sabem alguma coisa do meu relógio da One, que não custou 20€, nem 50€, nem 100€, mas precisamente 169€?

Nem eu.

E a bracelete fofinha branca para usar no verão? Só se for do próximo ano. O relógio vem com garantia de dois anos e um já quase passou sem eu praticamente o usar. Ou seja, compro um relógio da nova colecção e quando o for realmente a usar já é da antiga. No mínimo deveria trazer um da nova colecção.

Fico mesmo triste. Eu amei aquele relógio à primeira vista.

Minha querida One, é de ficar satisfeita não é?

#sóquenão

Há coisas na vida, que só quem passa por elas, entende!

Há tanta gente que critica a roupa da Primark e quem a lá compra que um dia destes, senti um bocadinho mais de vergonha de pessoas que não passam de etiquetas.

Num dos corredores da Primark sem querer, apanhei a conversa de uma mãe e de uma filha. A filha pedia à mãe "era esta que gostava mãe, é barata, podes dar-ma mãe?". Ao que a Mãe a pegar-lhe pelo braço disse-lhe, com uma voz calma "Oh filha tu sabes, este mês não consigo mesmo". Só ouvi a filha responder "fica para uma próxima". Sem resmungar. Sem birras. Sem choros. Seguiram caminho. Fiquei ali a olhar para elas até desaparecerem na multidão.

Do nosso sangue a quilómetros de distância.

Eu não gosto de despedidas. Não gosto de ter que abraçar e ter palavras a dizer a alguém para minimizar uma coisa que não está a ser fácil.

Acho que desde que me lembro e me dou por gente tenho família no estrangeiro. Bem cedo aprendi a brincar no verão com os primos como se não houvesse amanhã quando voltavam à terra por uns dias. Desde bem cedo aprendi a lidar com as conversas e os abraços dos tios que nos querem bem, mas só nos conseguem ver uma vez por ano. Do mano e do pequeno que me fazem perder todos os dias tanta vida do que vivem. Podia portanto ter já calo nestas situações. Desenganem-se. A cada partida, a cada reviver de uma despedida a dor cá dentro volta. A saudade mesmo já antes de ir. E então agora, que a veia de criança foi-se juntamente com a inocência, o lembrar mesmo antes de partirem do que se vai perder, da incógnita de se para o próximo ano estamos cá todos. Essas merd@s que em criança choramos baba e ranho mas no dia a seguir passa e que agora temos consciência que as coisas às vezes não correm como nós queremos. Até porque os dissabores e as perdas que as distâncias já me trouxeram só o comprovam. Perdemos tanto uns dos outros. E pela lógica isto não deveria ser assim.

Na segunda-feira, quando ela se aproximou de mim com ciscos nos olhos e os braços abertos a dizer "ainda há pouco eramos uns miudos a brincar no fundo da rua, agora já sabemos o que é ter responsabilidades, uma delas é que tenho que ir porque o trabalho está à espera". E ficamos ali uns minutos entre as lágrimas e o abraço apertadinho de quem fica e de quem vai com tanto para viver junto. Foi a minha prima que me levava para todo lado, que crescemos juntas, que me ensinou tanta coisa, que a distância separou e que agora já tem família lá. E o ciclo é este, os filhos, o criar raízes e o vir para cá é cada vez mais uma miragem de um "talvez um dia, talvez nunca" que nos sufoca o abraço. Agosto termina hoje. O mês das férias. Hoje vão embora mais uns quantos.

Resumindo, porra para esta merd@ das distâncias, dos quilómetros de saudade, dos ciscos nos olhos e do coração apertadinho.

Os bombeiros são os nossos heróis.

Já passavam das duas da manhã e o ar estava cada vez mais insuportável. Depois de ter estado deitada na varanda com a tijoleira quente e um ar abafado,  entrei em casa, mas nem assim estava fácil. Tudo à volta ardia. As cores que pintavam o céu no início da noite estavam cada vez mais escuras e feias. As sirenes dos bombeiros em silêncio percorriam as montanhas apenas com as luzes a fazerem-se notar até perto dos clarões do fogo. Tão triste. Tão triste aquele silêncio perturbado pelo forte vento e pelas chamas ganharem cada vez mais força originando todo aquele fumo negro. E aqueles homens e mulheres voluntários na sua maioria, com um dia de imenso calor às costas e toda uma luta desenfreada com a pouca humanidade de terceiros. Nós sabemos, trata-se de fogo posto que tem a seu favor os ventos fortes e as altas temperaturas e que fugazmente lavra terrenos, chegando a ameaçar pessoas, animais, casas e outros bens.

É tão triste este acordar com o céu azul ofuscado pelos fumos dos incêndios que não conseguiram circunscrever durante a noite. É tão triste pensar naqueles bombeiros que lutam a cada minuto muitas vezes com a sua vida em risco contra o fogo. Com pouco descanso, com falta de alimentação e com o corpo a desidratar.

Um bem haja a todos os bombeiros. A todos aqueles que deixam a sua zona de conforto, as suas casas, as suas famílias para ajudarem os outros. Sem críticas. Porque acredito sempre que façam o melhor que podem fazer com o cansaço às costas perante tantas adversidades.

Àqueles que têm dedo e mão nestas situações, esperamos que a justiça seja mais severa com estes criminosos e delinquentes. E que lhes nasça um pinheiro atravessado no sítio que todos nós sabemos.

Um bem haja a todos os bombeiros pela força e coragem.

SorrisoIncógnito

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