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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

A jornada de uma amigdalite, qual a novidade?

Passei seis dias de cama.

Repouso absoluto (onde é que eu já ouvi isto há cerca de 3 meses) foi o que me disseram e como boa menina que sou (porque sei bem o quanto me custa a passar), tentei cumprir.

No sábado passado acordei por volta das cinco da manhã com a garganta completamente inchada, cheia de dores, febre e dificuldade na respiração. Onde é que eu já senti isto. Pois mais uma crise. Assim do nada, tinha-me deitado com uma ligeira sensação estranha na garganta apenas. E em cinco horas fiquei assim. Sei, infelizmente por experiência que quando assim é, nada de comprimidos vai ajudar o melhor mesmo é correr para o hospital, assim o fiz. 

O médico da urgência assim que me viu a garganta disse "penicilina hoje e amanhã e estás boa, a sorte foi teres vindo cedo".

Tomei logo ali a primeira e vim embora. Passei um sábado horrível, no domingo estava pior, mas pensei que tinha que dar mais tempo às injecções. No domingo à noite nada de melhorias na garganta, muito pelo contrário, mais inchada com mais pus só a febre baixou. Na segunda acordei e não estava bem. Aliás sentia-me pior e fui novamente ao médico. Quando me viu e lhe contei do fim-de-semana disse logo "duas não chegam, tens que tomar mais quatro e isso está feio mesmo". Descanso, nada de correntes de ar, não andes cá fora, não apanhes sol. Sim eu fiquei doente numa semana em que as temperaturas em Outubro rondam os 25-30ºC!

Nunca tive calor, aliás isso foi o mais estranho esta semana. Apesar da febre ter baixado, sempre tive frio. Falei o menos possível. Tomei muitos chás (assim que pude). E deixei-me estar quietinha.

Na quarta ainda vim ao trabalho, vinham cá fazer os exames médicos da medicina no trabalho e claro mandaram-me imediatamente para casa.

E assim passei estes dias em casa, estou com seis penicilinas na bunda e fiquei com um rabo de fazer inveja a qualquer das Kardashians.

Nunca perdi o apetite apesar de nos primeiros dias nem o chá conseguir quase beber. Mas tentei comer sempre, tudo muito passado quase líquidos no início mas depois a #MariaTexuga que há em mim passava os dias entre a cama, o sofá e a cozinha. Torradinhas? Mimei-me bem. Também estar tanto tempo fechada em casa é bem chato, mas até a Internet me chateava, raramente vim blog. Entretive-me entre petiscos, chás e Criminal Minds...

Fiquei avisada, muito provavelmente da próxima que me dê vou ter que ir tirar...

Hoje vim trabalhar.

Andei uma semana a drogar-me e hoje estou de ressaca!

Não me apetece falar. Passei estes dias a falar o mínimo possível porque tinha bastantes dores que até hoje não me apetece falar.

Não me sinto a 100%, longe disso, mas o importante é que vou ter mais dois dias para descansar porque vem aí o fim-de-semana. Apesar de ser aquele fim-de-semana em que muda a hora para o horário de inverno e não gosto nada, mas preciso mesmo deste fim-de-semana.

Bom fim-de-semana!

Peripécias... *21* _ no trabalho

Chega cá às instalações um potencial futuro fornecedor de serviços e encontra o boss júnior lá fora. O boss não estava, conversam e ele diz-lhe:

Fornecedor: É difícil de o apanhar por cá. Mas eu vou tentando.

Boss júnior: Pois... realmente já tem passado cá algumas vezes e é sempre quando ele não está. (empatando conversa) Pronto vou tomar um cafezinho, quer um?

Fornecedor: Era mesmo isso, ao piso de cima certo?

Boss júnior: Sim....

Já aqui "à minha beira", senti que havia ali um conversa típica de encher chouriços a ver se o tipo dava por ela e ia à vidinha. Até que deve ter dado o tilt e...

Fornecedor: Bem vou trabalhar e deixa-los trabalhar. (e foi!)

Boss entretanto chega.

Boss: Que é que este queria?

Eu: Não falou consigo? Vinha falar consigo!

Boss: Não ele passou por mim cumprimentou-me mas não disse nada.

Boss Júnior: Ele veio só para ver a Maria. Estava mais interessado em subir para tomar café que propriamente em "vender" o serviço!

 

(Entretanto)Recebi uma mensagem no facebook a dizer "Olá!". Imaginam de quem seja?

 

Já tinham saudades das minhas peripécias no trabalho não já?

Telegrama.

Não, ainda não fui de férias. Mas férias precisam-se.

Estou com imenso trabalho.

Por aqui verão é sinónimo de ainda mais trabalho. Confirma-se.

Tenho mais um colega de trabalho. Não diminuiu o trabalho, aumentou.

Não tenho tido tempo para escrever. Mas tinha umas coisas a dizer.

À noite ando preguiçosa, cansada e com muita vontade de dormir. Mas continuo a dormir pouco. Já para comer gelados não me canso.

Tenho algumas novidades mas ainda não me inspiraram a escrever.

Consegui limar umas arestas e isso dá-me algumas vitórias.

Perdi a pachorra de vez para certas pessoas.

O facto de os pedidos de amizade falsos nas redes sociais aumentarem não ajuda.

O vestido de baptizado da afilhada já está escolhido.

Tenho casa no Algarve de amigos a chamar por mim, logo este ano que não consigo tirar férias este mês.

O modo #MariaTexuga é proporcional ao trabalho e aproveito quase todas as pausas para petiscar alguma coisa.

Foi exactamente o que acabou de acontecer, entre umas fatias de bolo de chocolate que me vieram oferecer aproveitei para visitar este cantinho que nem isso tenho feito.

Mas isto vai arranjar-se tempo.

Agora vou trabalhar. Mas volto.

Empresa feliz...

"Escolhe um trabalho que gostas e não terás que trabalhar um único dia na tua vida"

A frase é bem antiga. Na verdade mesmo que não seja o trabalho de sonho, se gostas, se te sentes bem é meio caminho andado para as coisas não só correrem bem como não te fazerem mal. Há sempre muitos "mas" e "ses" sabemos que poderia ser sempre melhor, ou pelo menos achamos muitas vezes ou que o horário podia ser outro, ou que o ordenado podia ser mais rechonchudo, ou que os colegas fossem renovados, mas... na essência as coisas correm muito melhor, quando gostas daquilo que fazes, ou quando te sentes bem no que fazes.

Quando vim para esta empresa há mais de dez anos, sempre que pensei nos pontos negativos houve um positivo que deu a volta por cima. Cá somos família. Tratam-nos assim. Tratamos-nos assim. Desde o primeiro dia percebi isso, mexem comigo, mexem com todos. Quando um sofre, sofremos todos, mas quando um ri, a gargalhada é geral.

Isto é realmente de loucos, junta com eles estou mais que atrofiada é certo, fazer o quê?!

Esta é um exemplo de família que gostava de ter (assim como a minha) e tão só por isso acredito nas vezes que fico grata e que agradeço a sorte que tenho.

Ontem o boss fez anos. Para nós é a festa anual da empresa.

Sabem o jantar de natal, sentadinhos no restaurante com um serviço à disposição? Deixou de existir há uns anos. Preferimos esta festa para o convívio. O Boss faz anos e a festa é de todos nós. As instalações da empresa abrem portas há festa, juntam-se os trabalhadores e a família do boss. Há churrascada para todos. E até podem assar a própria febra na brasa. Há tinto, branco e cerveja até fartar. Vêm vizinhos, fornecedores e clientes mais amigos. Um trás uma bateria, outro traz a concertina e as desgarradas fazem-se. Haja alegria e a festa só termina já de noite.

Acreditem, ri até doer a barriga (e comi e bebi ainda melhor).

Se a empresa hoje trabalhava sem a tarde de ontem? Tralhava, mas não é a mesma coisa... Há condições num trabalho que dinheiro algum paga. E a convivência, a partilha, o diálogo e a amizade só nos levam para a frente.

Estagiários

Tenho cá na empresa mais uma vez estagiários. Dois rapazes e uma rapariga.

A primeira semana que vieram foi na minha semana de férias. Tem dias que parece que continuo de férias, porque eles não se fazem vivos, tem dias que parece que se instalou um liceu cá no escritório. Tem dias que para dizer "bom dia" quase é preciso pedir por favor, tem dias que o "Falem mais baixo" é palavra de ordem.

No meu tempo (de estagiária) não era nada disto.

Dez anos!!

Consigo lembrar-me como se fosse hoje a primeira vez que pisei aquela empresa. Consigo lembrar-me de cada rosto que vi, só homens, que ainda hoje são colegas de trabalho, outros que já não. Consigo lembrar-me de logo no primeiro dia ter a noção de como aquilo seria passageiro, não passaria de um novo emprego que tinha aparecido por acaso mas que não era lugar para ficar.

Lembro-me tanto das primeiras peripécias. Lembro-me de cá chegar e chorar a dizer que não aguentava uma semana (um abre olhos para aqueles que começam num trabalho novo e é difícil, as vezes as coisas depois descomplicam um pouco). Lembro-me de poucos dias depois de cá ter começado a trabalhar o encarregado me dizer "em três tempos se não fores embora, ou tens uma panca como nós ou vais ficar com uma", hoje acredito que já tinha mas cada vez a panca dá sinais de piorar. Efeitos colaterais. Nada a fazer. Lembro-me de não ter achado nada piada a só haver homens na empresa, não tinha ninguém com quem dar dois dedos de conversa feminina. Com o tempo percebi que foi a melhor coisa que me podia ter acontecido, uma pena não haver um achado no meio deles que me despertasse a alma, mas não. Ligações unicamente profissionais e aliás são do mais educados e respeitosos possíveis. Acho que só uma vez alguém me "picou" pelo facto de estarmos em “patamares diferentes” e eu ser mulher. Foi uma situação pontual e nunca mais senti o que quer que fosse em relação a isso. Lembro-me de quando entrei para aqui um funcionário não me largar o pé. No início deixei andar porque pensei “é novidade isto passa-lhe”. Acabou por não lhe passar e ele levou uma repreensão não só do boss como de todos. Acabou por sair da empresa mais tarde. Não directamente por esta situação até porque nunca foi uma situação de extremos mas cheguei a rir-me com as fotografias que me enviava de gatinhos e flores para o telemóvel do trabalho. Tenho mil e duas peripécias sempre para contar desta empresa que já me trouxe tanta coisa boa e algumas menos boas. Quem me segue há mais tempo  conhece bem algumas peripécias que vos conto porque na sua maioria são mesmo de arrancar sorrisos. São dez anos e isto realmente é de loucos. Já chorei, mas já dei tanta risada boa, tanto com os funcionários, como com o boss, com os clientes (esta foi óptima), com os fornecedores ou mesmo com outros indivíduos (que não se esquecem) que me aparecem à frente. Estou mais que atrofiada é certo. Fazer o quê?!

Continuo a agradecer por nos dias que correm, nesta crise que parece que ganhou raízes, ter trabalho. Continuo a agradecer as oportunidades que me vão sendo dadas. Continuo a resmungar todos os dias para sair da cama pela manhã, queixo-me pela cabeça massacrada com que chego muitas vezes ao fim do dia, bato o pé pelas vezes que ganho um cabelo branco por aturar gente que me tira do sério, dias há em que me revolto por ter tanta coisa nos meus ombros que às vezes me tira o sono, mas caramba, se ficasse em casa, se não tivesse trabalho, se fizesse parte da enorme lista de desempregados do país, aí sim o atrofio seria muito maior.

Como eu agradeço por ter trabalho. Dia após dia. Mas a aguentar dez anos, acho que no mínimo já tenho direito a um busto em minha homenagem à entrada das nossas instalações. Dez anos. Já faço parte da mobília. Já é uma rotina enraizada. Já somos família. Já me tratam como tal. Do muito que vem um dia ou outro que me apetece queixar... e ao ver tanta coisa ao meu redor não tenho de quê... as coisas vão-se ajeitando. Há muita coisa a acertar o compasso, no entanto é ouro. 

São dez anos de trabalho na mesma empresa. Nos dias de hoje é mesmo ouro. Como isto me sabe bem, como isto passa tão rápido, como isto é tão importante! Como me lembro tantas e tantas vezes disto quando pela manhã a caminho do trabalho vou a querer resmungar por ter precisado de uma grua para me tirar da cama. E ainda bem. Continuo a chegar lá e a ter orgulho de ver que aquilo também já tem muito de mim.

Pensei não aguentar uma semana. Passaram dez anos!

Expectativas mais que superadas!

Back to work!

2016 foi-se. O mano e família também já foram. As férias acabaram. Veio 2017. Começa aqui (sim eu sei que o ano já conta com três dias) mais um ano em branco que inicia mais uma série de capítulos (bons espera-se!). Volta-se ao trabalho e mesmo não sendo fácil, mesmo aqueles cinco minutos difíceis pela manhã para sair da cama com este gelo, mesmo aquele primeiro pensamento matinal "oh não, tenho que ir trabalhar", o facto de ter para onde vir é começar bem o ano.

Foram umas férias maravilhosas por ter tido a sorte de passar com os meus. Desliguei completamente de quase tudo. Foram dias bem dispostos, muitas gargalhadas. Muita emoção. Partilha. Muita engorda.

Ontem foi dia de voltar ao aeroporto. Dia de dizer até já. De querer muito estar junto. De querer parar o tempo. De dar os abraços e beijos possíveis. De sorrir com o rosto em lágrimas. De tirar mais fotos, de olhar e olhar, de perder-se no olhar. De mais abraços e de me perder nas "entrelinhas". De ainda ouvir o pikeno a dizer "até pode ser que te deixem ir connosco no avião mesmo sem bilhete". De voltar a casa e sentir - aquele - vazio. De agradecer por isto ter sido possível. 

Hoje começa-me o ano. O [meu] Janeiro.

Hoje voltei à rotina. Ao acordar cedo. Ao sair de casa e conduzir cedo até ao trabalho com a Rádio Comercial como companhia. Comecei da melhor maneira ao ouvir na Comercial que é possível acreditar nas pessoas, quando depois de ouvir a história do Paulo e da Lucinda, aquele casal que em Agosto do ano passado na A1 distribuíram água sem pedir nada em troca a uma multidão de pessoas que se encontravam lá paradas no trânsito. Hoje a vida trocou-lhe as voltas e são eles que precisam de ajuda. A Lucinda está com problemas de saúde e o Paulo ficou desempregado. Pelo que percebi houve imensas pessoas a ligarem para a Comercial a quererem ajudar o casal.

Venho trabalhar e ouço isto, há melhor maneira de começar o ano?

É ajudar o próximo, é tentar ser positivo e sorrir, sempre!

Palavra mágica do dia - Férias.

Falta a ultima tarde de trabalho e corro para casa, para me juntar aos meus. Tenho o mano e o pequeno comigo e isso já me chega. Falta a ultima tarde de trabalho do ano e corro para casa, com o "bolo rei" de chocolate e o vinho do Porto oferecido para partilhar com os meus. Esta azafama que com eles faz sentido. Até ouvir falar em contas, fecho de mês. De ano. Não me atrapalha. Tenho tanto ainda para fazer, estou cansada dos últimos dias, mas faz-se. Nestas alturas percebo a minha mãe. A dona lá de casa. Que pode multiplicar o trabalho, mas sente-se feliz por o fazer se tem os seus junto a ela. Às vezes não se dá importância ao que realmente tem, mas eu sou uma agradecida. Gosto muito de dizer obrigada pela sorte que tenho de os ter. Porque isso é que faz sentido. Um dia destes escrevi o que somos nós sem amigos? É isso. O que somos nós sem amigos? Sem família? Sem valores? Sou muito mais com eles que com aquela caixa embrulhada que me trará um qualquer objecto. O que somos nós sem amor? Esta época é isso que nos dá. O ano passado com o desafio #desculpasdenatal abri os olhos para pequenos pormenores que nos acompanham dia-a-dia que atrapalhados com a suposta falta de tempo nos passam ao lado. Não podemos deixar isso acontecer. É olhar à nossa volta e agradecer tudo.

A melhor palavra de hora é férias. Sim, entro de férias hoje e poder passa-las com a minha família será o melhor presente. Ter trabalho mais um ano para agora as puder gozar é reconfortante.

Por muitos dias em que nos deixamos abalar por coisas menos boas. Venham mais dias que consigamos ser positivos com o muito que  temos para agradecer. A véspera de Natal é só amanhã.

Parem um pouco e pensem. O que vos falta fazer hoje?

Peripécias deste lugar à beira Pólo Norte plantado.

2 graus*. mãos geladas. pés nem os sinto. casaco de pêlo apertado. AC a dar as ultimas (que é como quem diz a funcionar mal com certeza). chuva (partículas de gelo leia-se). nevoeiro. diz que neva nas montanhas mas nem as montanhas hoje consigo ver. garganta inflamada. dores no corpo.

Posso encolher-me dentro desta bola de pêlo e hibernar? Volto no verão!

(e ainda há quem diga que gosta mais do inverno, até dói)

Coragem Maria! Coragem! Tu sabes, a vida não é fácil para quem mora ali um bocadinho abaixo do Pólo Norte.

*e estou no trabalho que em casa normalmente ainda desce cerca de 2 graus!

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SorrisoIncógnito

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