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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

Serenidade

Os trinta andam por aqui. E o que te trouxeram Maria?

Isso mesmo, serenidade. Os dias têm sido, dentro do caos e da intensidade, cada vez mais serenos, de bem com a vida e a relativizar. Procurar diminuir o stress, relaxar e ficar naqueles momentos só meus. Têm trazido paz. Têm acalmado o burburinho cá dentro. O tempo vai sempre passar. A correr. Mas a correria não nos deixará aproveitar o tempo. Quero aproveitar mais. Não sei quanto tempo mas quero qualidade. Não me quero chatear com coisas banais. Dar importância a quem não a tem. Não quero rugas pesadas, quero sorrisos e expressões.

Estou melhor que nos "vinte's"... sinto-me bem. Sem pressões. Sem pressas. Sem querer tudo ou nada. Sem exageros e todos os que me apeteçam. Continuo a não ter medo de cair. Mesmo que já não use e abuse dos saltos. Cada vez consigo dizer mais "não".  Foi-se a paciência de fazer fretes.

Acordar resolvida. De bem com tudo o que se vai encaixando. E até com tudo o que parece não ter jeito para se encaixar. Quero rir cada vez mais da minha "trenguice", das falhas que continuo a ter e de saber que vou continuar a falhar. E a tentar lidar com isso. Isto porque na verdade quero tentar ser sempre melhor.

Quero arranjar sempre desculpas para sorrir. Ver o copo meio cheio. Julgar menos e perceber mais que cada um tem a sua história que nunca vamos saber razões e não encontramos todas as respostas. Mas nem por isso se acabam as perguntas. Aquele sorriso nos lábios. Quero!

  

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Hoje defino-me assim mesmo. Em paz. O branco me caracteriza com apontamentos coloridos que fazem da vida o equilíbrio.

Daqueles amores maiores...


Tu tens um sorriso encantador, maroto também, mas encantador.

Eu tenho uma parte tua muito boa, este coração enorme pelos nossos que faz esconder todos os nossos problemas como se sempre estivesse tudo bem. Tu nunca gostaste de dar preocupação a ninguém. És lá mulher disso. Lembro-me perfeitamente do dia que cheguei lá a casa e vi-te sentada à mesa com um lenço à cabeça. Não te ficava mal, mas não era coisa habitual. Avó que tens? Respondeste tão rápido quanto seco: Nada, porquê? Aproximei-me e subi-te o lenço, tinhas caído no quintal, tinhas um generoso golpe na cabeça e numa de não incomodar ninguém puseste o lenço. Lembras-te? Primeiro resmunguei contigo, depois rimos às gargalhadas.

Sempre foste uma teimosa do pior. Lembras-te quando me chamavas à socapa dos outros porque querias pôr-me uma notinha no bolso? Ou quando ias à loja e vias os croissants que eu tanto gosto e trazias para mim? E o quanto gostavas de me ler a cruzada, só na parte das adivinhas e nos provérbios? Lembras-te do porquê do meu chocolate preferido ser o After Eight que maravilhosamente partilhavas comigo quando eram também eles os teus preferidos? E o teu gosto de guardar folhas secas dentro de livros? E quando me chamavas à beira da máquina de costura e dizias "ainda dizem que estou velha, com a minha idade não preciso de óculos para enfiar a linha no cu da agulha". Tão fina.

Não és de beijos mas pegares nas mãos sempre foi um hábito. A tua tinha que vingar, teimosa, oh feitiozinho que herdei mas depois o coração sempre nos trama. Sempre, não é? Até ao fim...

Cá beijinho no coração e um abraço daqueles fortes que só tu davas, eh mulher forte. Sempre foste. Fazes falta. Sempre fizeste. Tu e os que não cheguei a conhecer. 

O amor é um lugar estranho. E fodido.

Perdi-te no dia em que olhei para ti sem o coração.

No dia em que decidi olhar para ti sem o coração senti que te perdi. Algures nas decisões tomadas que ficaram para trás. Nas decepções que se acumularam entre nós, no muro que ganhou terreno.

Hoje sei que (foi naquele preciso momento em que após mais um dia normal juntos nos despedimos e eu olhei-te sem o coração) não volta. Naquele instante soube que já não era o que tinha que ser. Quisesse ou não. Muito ou pouco.

O amor é uma base que não serve só de suporte se os alicerces tiverem fendas. E às vezes o importante é pores o coração de lado e tentares enxergar com o discernimento necessário para que os sentimentos não toldem a realidade.

O difícil não é lutar e acreditar. O difícil é desistir, quando queres ficar. Quando queres que as coisas dêem certo. Quando vives o hoje. Bem.

Perdi-te no dia em que olhei para ti sem o coração.

Foi assim que consegui perceber que não éramos um, éramos dois, cheios de caminhos e travessas para percorrer. Sozinhos. Percebi então que o caminho não seria junto. É difícil. Foi difícil. Mas quando olhas sem o coração e a desilusão está à vista é aí que te apercebes que não vale a pena continuar a insistir no que não é. No que não tem volta a dar. Nem tudo tem volta a dar. E quando decides deitar a toalha ao chão não é a tarefa mais fácil. Por mais que te digam que há solução, que nada é impossível que basta querer. Não.

Quando deixas de acreditar, de sorrir, de ficar estranha, quando sentes aquele abalroar cá dentro que não explicas. Quando vês as feridas já nas cicatrizes. Quando a oportunidade já não é agarrada pela primeira vez. Não é que seja impossível, é acreditar que talvez não seja o possível que queres para ti.

Quando consegues perceber que estás a calçar um sapato, aquele que está no topo das tuas preferências, mas que já te fez bolhas e ultimamente está a ficar desconfortável até que chega um dia que reparas na realidade ele não serve. Deixou de servir. Estás só a tentar calçar um sapato que não é para ti.

Podes decidir o que queres fazer com ele, mas a primeira decisão é que não o voltas a tentar calçar.

Às vezes é preciso olhar sem o coração. Por muitos outros dias que não o tenhas conseguido fazer. Sem filtros. 

Foi nesse mesmo dia em que te olhei sem o coração que, perdi-me de ti.

[ ♥ ]

A vida ensina...

Aprendi que:

As pessoas que nos estão mais certas, nem sempre estão. Que os ditos grandes amigos podem tornar-se grandes desconhecidos. Que grandes desconhecidos podem tornar-se os nossos melhores amigos. Que nunca terminamos de conhecer uma pessoa. E que muitas vezes quanto mais conhecemos, menos conhecemos.

Que o "nunca mais" acontece muitas vezes mais rápido do que se pensa e que o "para sempre" acaba.

Que quem quer, pode e consegue. Que o que não arrisca, às vezes não perde nada.

Que continuamos a atirar pedras, quando o nosso telhado está em riscos de estilhaçar.

Que nem sempre aprendemos com os erros.

Que o mais fácil não é desistir.

Que não esquecemos o perdão que não damos.

Que família é muito mais que o sangue que nos corre nas veias.

Que tropeçamos mais vezes que contamos.

Que estamos felizes tantas vezes, muitas mais que aquelas que nos chegamos a aperceber.

Que o coração é quem manda e as decisões que tomares com cabeça, é o coração que as sente.

Que temos sempre um "Eu já..." que nos faz corar a alma.

Que os olhos transmitem mesmo o que falha nas palavras.

Que o físico atrai, mas é a personalidade que apaixona.

Bom dia!

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Julho lembra-me verão, dias de sol, vestidos, esplanadas, boas noites de conversa.

Julho é mês de aniversário do pequeno mais lindo do mundo.

Estamos a meio do ano, não quero fazer balanços, quero apenas que os dias me sejam bons.

Keep it simple ♥

SorrisoIncógnito

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