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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

Natal

Eu sou sempre um desastre com presentes.

Nunca vi o Natal como sendo a noite da troca de presentes, quando muito em pequena. Mas mesmo assim, sempre foi [-me] a noite da família. Não tinha outro sentido. Não tem. No dia que tiver outro sentido perdi-me.

Sou a última pessoa com certeza a fazer compras. E confesso, prefiro aos meus dar dinheiro para comprarem o que precisam, ou ir com eles escolher, que propriamente dar mais uns "chinelos", um "par de meias" pela inevitável situação de ter que dar alguma coisa. Acho isso um perfeito disparate.

Gosto de saber o que as pessoas precisam, desejam ou preferem. Que comprar algo por comprar. Assim como nunca gostei que os meus me dessem algo por dar, por se acharem na obrigação de o fazer. Sinceramente não gosto disso. Prefiro mil vezes que por exemplo os meus pais se me quiserem dar uma peça de roupa que eu sei que na semana seguinte está a metade de preço me dêem na semana seguinte que propriamente no dia de natal. Até porque no dia seguinte com certeza não vou usar. Não me lembra de estrear roupa nova no natal. O Natal é para estar em casa, não gosto de andar a passear. Sempre vi o Natal como o dia da família. Nada me faz mais feliz que estar com a família. NADA.

Às vezes não compreendem quando digo que em minha casa muitas vezes não há presentes debaixo da árvore. 

Mas, quem olha para o Natal como eu olho sentirá o porquê.

Durante anos vivi um Natal em casa da avó que era o típico Natal dos filmes. Cozinha cheia. Miúdos. Família. O Pai Natal a chegar com os sacos. Crianças. Presentes. 

A avó partiu e tudo mudou. Tudo. Menos os valores que ela sempre nos passou. Que o Natal era aquele sentimento ali à mesa, a família junta. O amor. 

Após isso, tudo ficou muito mais claro para mim. Os natais começaram a ser bem diferentes. Cada um para seu lado cada vez mais. E os presentes deixaram até de ter sentido tantas vezes.

Acredito que há casas que sejam mais felizes pela troca de presentes. A minha é muito mais feliz com a troca de gargalhadas, de conversas, de brindes. Se isso me falta. Tudo o resto falta e um presente é apenas um objecto embrulhado com cor que não me tem brilho.

Isto é [-me] o Natal.

Quando não consigo passar o Natal com quem quero à mesa. Tudo o resto que pintam não faz assim tanto sentido.

Eu já passei Natais de casa cheia. Já passei Natais apenas com os meus pais (e graças a Deus). Já passei a noite da consoada de Natal num avião - a caminho dos melhores. Eu quero é que eles me tenham sentido. Com a família. Com os meus mais certos. Os presentes aí até podiam falhar mas há natal na mesma.

Já quando eles faltam. Não há natal. Muito menos presente que me valha.

O início de Dezembro é sempre angustiante para mim. Ansiosa sempre por tentar perceber como vai ser uma vez mais o Natal. Daí o comprar presentes não ter significado.

Até que as coisas se decidem.

Este ano, infelizmente o contrário do ano passado, não vou conseguir ter os meus comigo. E é isso que me faz olhar para o Natal deste ano sem sentido. Será um dia quase como os outros. Ainda nem sei bem como, mas com aqueles que eu queria não. Essa é a única certeza que tenho. E a que dói.

É por isso que digo muitas vezes, Natal é quando o "homem" quiser. E eu vou contar os dias para que, independentemente do dia em que calhar, haja um natal onde quer que seja, mas com eles. Apenas com eles há natal. Dos bons.

"Abriguem-se"

Gosto de acordar bem disposta. Do café da manhã. Não gosto de acordar já sem pachorra. Daqueles dias chatos. De nevoeiro e chuva miudinha, também não gosto de muita chuva e nem de trovoada, mas os de chuva miudinha - aquela "molha tolos" tipo a de hoje - não me agrada.

Não gosto destes modos inexplicáveis que nos fazem marionetas de um corpo. Tanto me apetece tudo como não me apetece nada. Ora quero não comer mais hoje, como me apetece comer todo um mundo (se calhar isto não é só na tpm). Ora quero acabar trabalhos, mas não me apetece mexer uma palha. Fico com ciscos nos olhos por tudo e por nada. Enervo-me até com o pão que traz farinha a mais. Quero-me concentrar numa coisa, mas estou a pensar em mil e duas ao mesmo tempo. E lágrimas nos olhos. E apetece-me estar sempre a falar com os meus. Ligo a todas as horas para ouvir mais um pouco. E depois ouço o pequeno e lá vem ciscos.

Este é todo um modo lamentável que dias há não dá para contornar. É vivê-lo, mas posso estrebuchar um pouco? É que não dá para aceitar sempre só porque sim. Raio de cena de gaja mais marada que nos havia de acontecer. E depois somos insuportáveis. Pois somos. Eu aceito. Como não?! Eu própria tem dias que é do caneco aturar-me. Mas qual a outra opção?!

Cortar os pulsos está fora de questão, em alturas de chorar por tudo e por nada a coisa não ia dar certo. Pareço as grávidas em fim de linha que ficam muito sensíveis. Ou aquelas pessoas que são demasiado lamechas. Sei lá. Isto é esquisito. Mas sinto mesmo que tudo me cutica. Talvez porque vem aí Dezembro... E eu ontem dei início à caça do pai natal de chocolate. Aquele chocolate dos pais natais são mesmo bons ou é só um fetiche meu?

Adiante. É oficial, “abriguem-se” de mim! Não sei se isto se apega ou se dá três dias antes de partir. Mas é um aviso. "Abriguem-se" de mim - ele há dias...

O amor é um lugar estranho.

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Fazes-me sorrir quando estou sozinha. Desorientas-me os passos porque fico meio perdida nos pensamentos. Sinto que fico corada do nada. Mimas-me o ego. Cuticas-me e deixas-me sem jeito. Tantas e tantas vezes. Apoio o rosto na mão em silêncio. Isso, na verdade, diz-me tanto. Atrapalho-me nas palavras. Não encontro explicações. Não procuro querer sequer entender.

 

Mas eu gosto.

[ ♥ ]

Novembro

Queria vezes sem conta que Novembro fosse mais um mês. Que não precisasse falar dele com todo este sentimento cá dentro. Mas na verdade, não consigo.

Tem-me travado a fala. A inspiração. Quero dizer(-te) tanto que acabo por não dizer nada. Fecho-me cada vez mais e escasseio as palavras.

Até posso chegar a considera-lo mal resolvido. Mas não deveria ser, de todo. No entanto a energia que baixa, sobrepõe-se a tudo e mais alguma coisa e as palavras não saem, por mais que se atrapalhem cá dentro.

Precisar de falar, sentir isso, é dar-lhe toda a importância que não queria. Mas Novembro mão me é mau. Nada disso. Pelo contrário. É o mês da melhor pessoa da minha vida e isso enche-me o coração.

Fazemos memórias na nossa história, criamos capítulos, fechamos. Mas nunca escrevemos fim. Alguém o fará por nós. E sinto, que há capítulos que ficaram as reticências. Não há espera que alguém os feche, mas porque tinham um sem número de coisas a serem escritas mas não o foram.

Pensamos vezes sem conta que, a nossa memória brinca connosco. Pelo menos a minha assim o faz. Tenho como grandes amigos os post-it porque me esqueço e distraio com mil e duas coisas, no entanto há tanta coisa que podia desvanecer com o tempo mas que na verdade nunca precisou de um post-it para ser lembrado.

Eu sou muito datas. Confesso. Tenho a particularidade de, muitas varrem-me da memória, não tanto como as que ficam. E muitas vezes, as que ficam trazem-me uma memória fotográfica descritiva pormenorizada. Assim mesmo. De momentos, que até lhes sinto o cheiro. E por isso me são fácil de lembrar.

A parte bem resolvida de tudo isto é que, lido bastante bem com a minha experiência de vida, com aquilo que vou acumulando e que vou trazendo. Ser aquilo que sou, fazendo parte todo um passado de há minutos atrás e gostar de mim tal e qual como sou. É sentir-me resolvida com o que tenho feito. Com o que trago comigo, com o que me acompanha e até copm tudo aquilo que não. É sentir-me capaz de lidar com todas as opções que fui fazendo, os caminhos que tenho traçado e até os passos atrás que tenho dado. As segundas oportunidades que dei, as que não dei e as que desperdicei.

Novembro continuará a ser aquele mês. O de dizer tudo e não dizer nada. O de lembrar. Ter saudade. O de seguir em frente. O de rir. O de sentir os ciscos no solhos. Novembro será especial enquanto tiver que ser. E enquanto as coisas andam a ser arrumadas. O resto, ser´ao resto. E o que tiver que ser será.

 

O amor é um lugar estranho. E fodido.

Perdi-te no dia em que olhei para ti sem o coração.

No dia em que decidi olhar para ti sem o coração senti que te perdi. Algures nas decisões tomadas que ficaram para trás. Nas decepções que se acumularam entre nós, no muro que ganhou terreno.

Hoje sei que (foi naquele preciso momento em que após mais um dia normal juntos nos despedimos e eu olhei-te sem o coração) não volta. Naquele instante soube que já não era o que tinha que ser. Quisesse ou não. Muito ou pouco.

O amor é uma base que não serve só de suporte se os alicerces tiverem fendas. E às vezes o importante é pores o coração de lado e tentares enxergar com o discernimento necessário para que os sentimentos não toldem a realidade.

O difícil não é lutar e acreditar. O difícil é desistir, quando queres ficar. Quando queres que as coisas dêem certo. Quando vives o hoje. Bem.

Perdi-te no dia em que olhei para ti sem o coração.

Foi assim que consegui perceber que não éramos um, éramos dois, cheios de caminhos e travessas para percorrer. Sozinhos. Percebi então que o caminho não seria junto. É difícil. Foi difícil. Mas quando olhas sem o coração e a desilusão está à vista é aí que te apercebes que não vale a pena continuar a insistir no que não é. No que não tem volta a dar. Nem tudo tem volta a dar. E quando decides deitar a toalha ao chão não é a tarefa mais fácil. Por mais que te digam que há solução, que nada é impossível que basta querer. Não.

Quando deixas de acreditar, de sorrir, de ficar estranha, quando sentes aquele abalroar cá dentro que não explicas. Quando vês as feridas já nas cicatrizes. Quando a oportunidade já não é agarrada pela primeira vez. Não é que seja impossível, é acreditar que talvez não seja o possível que queres para ti.

Quando consegues perceber que estás a calçar um sapato, aquele que está no topo das tuas preferências, mas que já te fez bolhas e ultimamente está a ficar desconfortável até que chega um dia que reparas na realidade ele não serve. Deixou de servir. Estás só a tentar calçar um sapato que não é para ti.

Podes decidir o que queres fazer com ele, mas a primeira decisão é que não o voltas a tentar calçar.

Às vezes é preciso olhar sem o coração. Por muitos outros dias que não o tenhas conseguido fazer. Sem filtros. 

Foi nesse mesmo dia em que te olhei sem o coração que, perdi-me de ti.

[ ♥ ]

Um dia casei-me contigo.

Contigo aprendi o que é ter um melhor amigo à seria. E durante anos foste o amigo do coração. De uma amizade que nunca vi igual. Continuarás a ser sempre o melhor amigo. Continuarás a ser sempre aquele com quem um dia casei, com um ramo improvisado e troca de juras de amor eterno, sem sabermos o que era mesmo isso. Nos dias especiais lembro-nos sempre. Certezinha estaríamos aqui a contar as peripécias um ao outro que nos aconteceram. A contar as novidades das novas amizades coloridas. A rir como se não houvesse amanhã naquelas longas conversas acompanhadas com um fino fresquinho.

Não percebo quem apaga passado porque as pessoas e a vida fez com que os caminhos fossem diferentes. Se assim o fizesse seria um vazio de nada. Assim sou eu com tanto de tudo o que tenho vivido com as minhas pessoas. E as amizades serão sempre  lembradas mesmo que não continuem as mesmas. E tu és dos bons. E vou querer-te sempre o melhor. Vou ficar sempre contente com as tuas novas conquistas. Hoje sorrio por nos tratarmos após tantos anos da mesma maneira. Amizades para a vida.

Às vezes tenho saudades de um dia ter-me casado contigo.

SorrisoIncógnito

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