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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

O amor é um lugar estranho.

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Fazes-me sorrir quando estou sozinha. Desorientas-me os passos porque fico meio perdida nos pensamentos. Sinto que fico corada do nada. Mimas-me o ego. Cuticas-me e deixas-me sem jeito. Tantas e tantas vezes. Apoio o rosto na mão em silêncio. Isso, na verdade, diz-me tanto. Atrapalho-me nas palavras. Não encontro explicações. Não procuro querer sequer entender.

 

Mas eu gosto.

[ ♥ ]

Novembro

Queria vezes sem conta que Novembro fosse mais um mês. Que não precisasse falar dele com todo este sentimento cá dentro. Mas na verdade, não consigo.

Tem-me travado a fala. A inspiração. Quero dizer(-te) tanto que acabo por não dizer nada. Fecho-me cada vez mais e escasseio as palavras.

Até posso chegar a considera-lo mal resolvido. Mas não deveria ser, de todo. No entanto a energia que baixa, sobrepõe-se a tudo e mais alguma coisa e as palavras não saem, por mais que se atrapalhem cá dentro.

Precisar de falar, sentir isso, é dar-lhe toda a importância que não queria. Mas Novembro mão me é mau. Nada disso. Pelo contrário. É o mês da melhor pessoa da minha vida e isso enche-me o coração.

Fazemos memórias na nossa história, criamos capítulos, fechamos. Mas nunca escrevemos fim. Alguém o fará por nós. E sinto, que há capítulos que ficaram as reticências. Não há espera que alguém os feche, mas porque tinham um sem número de coisas a serem escritas mas não o foram.

Pensamos vezes sem conta que, a nossa memória brinca connosco. Pelo menos a minha assim o faz. Tenho como grandes amigos os post-it porque me esqueço e distraio com mil e duas coisas, no entanto há tanta coisa que podia desvanecer com o tempo mas que na verdade nunca precisou de um post-it para ser lembrado.

Eu sou muito datas. Confesso. Tenho a particularidade de, muitas varrem-me da memória, não tanto como as que ficam. E muitas vezes, as que ficam trazem-me uma memória fotográfica descritiva pormenorizada. Assim mesmo. De momentos, que até lhes sinto o cheiro. E por isso me são fácil de lembrar.

A parte bem resolvida de tudo isto é que, lido bastante bem com a minha experiência de vida, com aquilo que vou acumulando e que vou trazendo. Ser aquilo que sou, fazendo parte todo um passado de há minutos atrás e gostar de mim tal e qual como sou. É sentir-me resolvida com o que tenho feito. Com o que trago comigo, com o que me acompanha e até copm tudo aquilo que não. É sentir-me capaz de lidar com todas as opções que fui fazendo, os caminhos que tenho traçado e até os passos atrás que tenho dado. As segundas oportunidades que dei, as que não dei e as que desperdicei.

Novembro continuará a ser aquele mês. O de dizer tudo e não dizer nada. O de lembrar. Ter saudade. O de seguir em frente. O de rir. O de sentir os ciscos no solhos. Novembro será especial enquanto tiver que ser. E enquanto as coisas andam a ser arrumadas. O resto, ser´ao resto. E o que tiver que ser será.

 

O amor é um lugar estranho. E fodido.

Perdi-te no dia em que olhei para ti sem o coração.

No dia em que decidi olhar para ti sem o coração senti que te perdi. Algures nas decisões tomadas que ficaram para trás. Nas decepções que se acumularam entre nós, no muro que ganhou terreno.

Hoje sei que (foi naquele preciso momento em que após mais um dia normal juntos nos despedimos e eu olhei-te sem o coração) não volta. Naquele instante soube que já não era o que tinha que ser. Quisesse ou não. Muito ou pouco.

O amor é uma base que não serve só de suporte se os alicerces tiverem fendas. E às vezes o importante é pores o coração de lado e tentares enxergar com o discernimento necessário para que os sentimentos não toldem a realidade.

O difícil não é lutar e acreditar. O difícil é desistir, quando queres ficar. Quando queres que as coisas dêem certo. Quando vives o hoje. Bem.

Perdi-te no dia em que olhei para ti sem o coração.

Foi assim que consegui perceber que não éramos um, éramos dois, cheios de caminhos e travessas para percorrer. Sozinhos. Percebi então que o caminho não seria junto. É difícil. Foi difícil. Mas quando olhas sem o coração e a desilusão está à vista é aí que te apercebes que não vale a pena continuar a insistir no que não é. No que não tem volta a dar. Nem tudo tem volta a dar. E quando decides deitar a toalha ao chão não é a tarefa mais fácil. Por mais que te digam que há solução, que nada é impossível que basta querer. Não.

Quando deixas de acreditar, de sorrir, de ficar estranha, quando sentes aquele abalroar cá dentro que não explicas. Quando vês as feridas já nas cicatrizes. Quando a oportunidade já não é agarrada pela primeira vez. Não é que seja impossível, é acreditar que talvez não seja o possível que queres para ti.

Quando consegues perceber que estás a calçar um sapato, aquele que está no topo das tuas preferências, mas que já te fez bolhas e ultimamente está a ficar desconfortável até que chega um dia que reparas na realidade ele não serve. Deixou de servir. Estás só a tentar calçar um sapato que não é para ti.

Podes decidir o que queres fazer com ele, mas a primeira decisão é que não o voltas a tentar calçar.

Às vezes é preciso olhar sem o coração. Por muitos outros dias que não o tenhas conseguido fazer. Sem filtros. 

Foi nesse mesmo dia em que te olhei sem o coração que, perdi-me de ti.

[ ♥ ]

Um dia casei-me contigo.

Contigo aprendi o que é ter um melhor amigo à seria. E durante anos foste o amigo do coração. De uma amizade que nunca vi igual. Continuarás a ser sempre o melhor amigo. Continuarás a ser sempre aquele com quem um dia casei, com um ramo improvisado e troca de juras de amor eterno, sem sabermos o que era mesmo isso. Nos dias especiais lembro-nos sempre. Certezinha estaríamos aqui a contar as peripécias um ao outro que nos aconteceram. A contar as novidades das novas amizades coloridas. A rir como se não houvesse amanhã naquelas longas conversas acompanhadas com um fino fresquinho.

Não percebo quem apaga passado porque as pessoas e a vida fez com que os caminhos fossem diferentes. Se assim o fizesse seria um vazio de nada. Assim sou eu com tanto de tudo o que tenho vivido com as minhas pessoas. E as amizades serão sempre  lembradas mesmo que não continuem as mesmas. E tu és dos bons. E vou querer-te sempre o melhor. Vou ficar sempre contente com as tuas novas conquistas. Hoje sorrio por nos tratarmos após tantos anos da mesma maneira. Amizades para a vida.

Às vezes tenho saudades de um dia ter-me casado contigo.

A vida ensina...

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Aquele que nunca erra é aquele que nunca arrisca.

Aquele que não sente a dor é aquele que não se permite a sentir.

[ Vou sempre respirar fundo as vezes que forem necessárias para recomeçar ]

Mesmo que a vontade por vezes não seja a maior.

Mesmo que o Mundo às vezes pareça injusto.

Mesmo que o acordar não seja o melhor.

Mesmo que o sorriso custe a sair.

Mesmo que os actos dos outros te decepcionem.

Mesmo que o que sempre acreditaste te falhe.

Mesmo que leves com os estilhaços da porta que fechou.

Mesmo que o sol esteja escondido.

Mesmo que alguém te faça sentir que não és capaz.

Mesmo que tu própria chegues a duvidar.

Respira fundo as vezes que forem necessárias para recomeçar.

E recomeça!

[ ♥ ]

SorrisoIncógnito

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