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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

Novembro

Queria vezes sem conta que Novembro fosse mais um mês. Que não precisasse falar dele com todo este sentimento cá dentro. Mas na verdade, não consigo.

Tem-me travado a fala. A inspiração. Quero dizer(-te) tanto que acabo por não dizer nada. Fecho-me cada vez mais e escasseio as palavras.

Até posso chegar a considera-lo mal resolvido. Mas não deveria ser, de todo. No entanto a energia que baixa, sobrepõe-se a tudo e mais alguma coisa e as palavras não saem, por mais que se atrapalhem cá dentro.

Precisar de falar, sentir isso, é dar-lhe toda a importância que não queria. Mas Novembro mão me é mau. Nada disso. Pelo contrário. É o mês da melhor pessoa da minha vida e isso enche-me o coração.

Fazemos memórias na nossa história, criamos capítulos, fechamos. Mas nunca escrevemos fim. Alguém o fará por nós. E sinto, que há capítulos que ficaram as reticências. Não há espera que alguém os feche, mas porque tinham um sem número de coisas a serem escritas mas não o foram.

Pensamos vezes sem conta que, a nossa memória brinca connosco. Pelo menos a minha assim o faz. Tenho como grandes amigos os post-it porque me esqueço e distraio com mil e duas coisas, no entanto há tanta coisa que podia desvanecer com o tempo mas que na verdade nunca precisou de um post-it para ser lembrado.

Eu sou muito datas. Confesso. Tenho a particularidade de, muitas varrem-me da memória, não tanto como as que ficam. E muitas vezes, as que ficam trazem-me uma memória fotográfica descritiva pormenorizada. Assim mesmo. De momentos, que até lhes sinto o cheiro. E por isso me são fácil de lembrar.

A parte bem resolvida de tudo isto é que, lido bastante bem com a minha experiência de vida, com aquilo que vou acumulando e que vou trazendo. Ser aquilo que sou, fazendo parte todo um passado de há minutos atrás e gostar de mim tal e qual como sou. É sentir-me resolvida com o que tenho feito. Com o que trago comigo, com o que me acompanha e até copm tudo aquilo que não. É sentir-me capaz de lidar com todas as opções que fui fazendo, os caminhos que tenho traçado e até os passos atrás que tenho dado. As segundas oportunidades que dei, as que não dei e as que desperdicei.

Novembro continuará a ser aquele mês. O de dizer tudo e não dizer nada. O de lembrar. Ter saudade. O de seguir em frente. O de rir. O de sentir os ciscos no solhos. Novembro será especial enquanto tiver que ser. E enquanto as coisas andam a ser arrumadas. O resto, ser´ao resto. E o que tiver que ser será.

 

Carta ao...

Só de dizer o teu nome já fica apertadinho cá dentro.

Um dias destes perguntaram-me "isso tem mesmo muito valor para ti, não tem?".

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Mesmo antes de responder os olhos ficaram cheios de ciscos e só isso deu a resposta. Sabe-me a amuleto.

Tu sabes, eu não preciso de nada físico que te lembre. Tu estás e estarás sempre, sempre em mim. És das melhores pessoas que conheci na vida. E nunca vou ter palavras que te cheguem.

Há uma saudade de tudo. Do sorriso, do cheiro, do abraço, das "caralhadas". Do passar férias em tua casa. Daquela banquinha de madeira que me fizeste. Dos bailes a que me levavas. Do me teres ensinado a andar de lambreta. Da tua força. Saudade da tua voz.  A tua voz faz[-me] muita falta.

Às vezes dizem que temos anjos que nos protegem. Eu lembro sempre disso quando ando aos trambolhões e sinto ali aquela mão a proteger.

São dezoito anos sem ti. Dezoito caramba. Como o tempo passa. Como te sinto tão presente. Como te tenho saudade.

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Padrinho, tu sabes, daqui até ao infinito, Amo-te ♥ 

Dias especiais ♥

Quando uma das pessoas mais importantes da minha vida há nove anos me ligou a dizer "já nasceu" a milhas de distância, senti o que ainda hoje sinto quando me lembro. Um misto de emoções. Um amor maior por alguém que ainda quase não tinha visto mas que amava com todo o coração, uma saudade, uma vontade de pegar um avião e ir. Lembro-me o coração apertadinho que a partir desse momento ficou. Até hoje. Não estar ali lado a lado fisicamente com os nossos traz-nos isto. Aquele misto de emoções do quereres muito estar lá. Para acompanhar sempre aquilo que inevitavelmente vais perdendo, por mais que (graças a Deus!!) as tecnologias ajudem.

Há nove anos que me és mais um pedaço também de mim, que te olho como sendo meu. Que te amo com todo o coração e mais algum, que te sinto saudade a cada dia. Que me orgulho do sorriso lindo que tens. Que me fazes apaixonar mais um bocadinho cada vez que me contas as tuas traquinices.

Estás um crescido. Eu uma tia babada. Queria dar-te o maior abraço até dizeres "isso é um bocadinho chato". Continuo a acreditar que pode ser que um dia, os astros se cruzem e a gente comemore junto. Até lá, é como se estivesse aí do teu lado, cantarei os Parabéns com o mesmo entusiasmo e os olhos ficarão cheios de ciscos. Tudo porque te quero o melhor do mundo.

Amo-te meu pequeno. Nove anos de ti. Parabéns meu bem ♥

Um dia casei-me contigo.

Contigo aprendi o que é ter um melhor amigo à seria. E durante anos foste o amigo do coração. De uma amizade que nunca vi igual. Continuarás a ser sempre o melhor amigo. Continuarás a ser sempre aquele com quem um dia casei, com um ramo improvisado e troca de juras de amor eterno, sem sabermos o que era mesmo isso. Nos dias especiais lembro-nos sempre. Certezinha estaríamos aqui a contar as peripécias um ao outro que nos aconteceram. A contar as novidades das novas amizades coloridas. A rir como se não houvesse amanhã naquelas longas conversas acompanhadas com um fino fresquinho.

Não percebo quem apaga passado porque as pessoas e a vida fez com que os caminhos fossem diferentes. Se assim o fizesse seria um vazio de nada. Assim sou eu com tanto de tudo o que tenho vivido com as minhas pessoas. E as amizades serão sempre  lembradas mesmo que não continuem as mesmas. E tu és dos bons. E vou querer-te sempre o melhor. Vou ficar sempre contente com as tuas novas conquistas. Hoje sorrio por nos tratarmos após tantos anos da mesma maneira. Amizades para a vida.

Às vezes tenho saudades de um dia ter-me casado contigo.

Cartas à....

Todos os dias que entro no blog, ali no canto superior direito, a primeira fotografia que aparece a dizer que gosta do blog é a tua.

Inevitável não me lembrar de ti todos os dias.

As memórias nas páginas do facebook, seja a  do blog ou a pessoal quase todos os dias me trazem lembranças tuas. Confesso tenho saudades das tuas expressões "sorrisão" "ah jeitosa" "tenho que te assaltar o guarda-roupa" "é mandá-los pastar" "e o nosso porto car@lho?" até ao último comentário que nem cheguei a responder "Go Maria!".

Rais parta, o blog nunca me tinha trazido isto. E é tão mais fácil lidar com o feedback positivo que nos traz, até com os hatebloggers que não nos acrescentam, do que com a partida de uma leitora que se tornou amiga....

Sabes, eu sei que sabes, penso em ti todos os dias, vou ver imensas vezes a tua página (incrível como os teus amigos continuam a escrever sobre ti e o mais adorável é falarem sempre do teu sorriso) e os ciscos nos olhos atrapalham-se com o sorriso. Foi este sorriso que nos juntou. Não consigo pensar em ti sem sorrir, mesmo lamentando todos os dias o que te aconteceu.

Há um mês atrás faltaste-nos.

Nunca fui de pensar muito nestas questões da morte e da vida para além da morte. Nem com os meus que já me faltam. Mas tenho dado comigo a pensar se continuas a ler o blog.

Um sorriso,

O Rex,

O Rex morreu há três semanas.

Rex

  [Fotografia no meu facebook usada para o desafio de #desculpasdenatal no dia do -  Amigo - para a vida disse eu]

 

Morreu na semana que eu estava de férias. Não o vi morrer. Não o vi no seu último dia de vida. Não o vi depois de se esconder na sua casota para desfalecer. Soube pela chamada ("Cá em casa agora seremos menos um") que a minha mãe me fez e doeu imenso aquele choque de não estar ali ao pé dele. Não consigo lembrar-me de quando me despedi dele antes de ir para o aeroporto, mas de certeza que o fiz. Mas não me consigo lembrar por mais que tente. Ele fazia sempre aquela cara de "cachorro abandonado" quando nos via com um mala e eu não me consigo lembrar da última, mas consigo lembrar do descer das escadas e dos olhos dele em mim nos últimos dias. Não sei se por defesa, mas sempre que me lembro dele é com aquele rabo a abanar e aquele ar de atrofiado a querer saltar para o colo.

Estas semanas passei por situações diferentes quase todos os dias. Primeiro foi a falta assim que cheguei a casa de viagem que senti, da festa que ele não me fez. De não ouvir aquele ladrar de contente, dos saltos e cambalhotas, das lambidelas nos pés, das orelhas arrebitadas à espera que lhe passasse a mão no pêlo e da pata no ar para lhe dar a minha mão... Foi aquele primeiro impacto de chegar e encontrar literalmente o vazio. Já sem casota. Já sem as coisas dele por ali. Já sem o cheiro. Tento me lembrar e lá está ele no pensamento aos saltos com o ar atrofiado que eu amava.

Os dias passam e assim que chego a casa, não consigo parar de pensar que ele era o primeiro que eu via. Que ladrava logo se eu demorava a sair do carro, que queria sempre saltar e que ficava ali de olhos postos em mim, orelhas no ar e rabo mexer até que eu entrasse na porta. Às vezes entrava e voltava a vir cá fora só para o picar com o "OH Rex" e ele que já estava deitado no chão imediatamente ficava tal e qual como estava quando entrei pela porta.

Não esqueço.

Ele era a nossa campainha. Antes mesmo de alguém chegar a tocar à campainha já sabíamos que estava ali alguém, ele sempre dava sinal. E o ladrar dele era logo revelador de se tratar de alguém conhecido ou não. Como sinto a falta disto. Porque a atitude dele era peculiar. Ele não ladrava para as pessoas, ele ladrava virado para a porta como se a chamar-nos.

Não esqueço.

Ele era um atrofiado do pior. Nunca ligou a bens materiais, entenda-se que era um cão que não gostava de brincar com nada, só connosco. Podias comprar-lhe o melhor brinquedo, não tinha interesse. Mas se eu me sentasse ao fundo das escadas ele já fazia trinta por uma linha para brincar. Para dar a pata, para pôr as patas no meu colo. para roçar o focinho nas minhas pernas. Para fazer corridas e para dar a volta à casa em segundos e voltar ao mesmo sítio atirando-se para o chão. Chorava a rir com ele tantas vezes. Não gostava de andar de carro, sempre enjoava.

Não esqueço.

Por mil e duas razões lá em casa ainda sobra comida e dizemos "é para o Rex". Olhando todos uns para os outros com aquele olhar de "já não". Ainda nos sentamos nas escadas à espera que ele venha ali brincar. Só que não. A piolha mais nova sempre chega e ainda diz "oh já não há Rexi". Ainda ontem, com a mãe falávamos da falta que sentimos dele. Daquela saudade que não se explica quando alguém desaparece. A minha mãe prontamente volta a repetir o que já disse "Não quero mais cães, uma pessoa apega-se tanto a eles...". E acredito. Apesar de ter dito o mesmo depois da nossa pastora alemã morrer e antes mesmo de o Rex vir morar lá em casa. O Rex morava connosco há muitos anos. O Rex é da família há mais de catorze anos. Não esqueço. Não nos esqueceremos.

"Não quero mais cães!" - sinto-lhe o sentido.

...

Quando estás de férias, longe e recebes aquela chamada: "Cá em casa agora seremos menos um" Aquele aperto no peito. A tristeza da partida. As boas lembranças e o estares longe. Nem me despedi dele. Se calhar ele não quis despedidas e esperou que eu não estivesse. Sempre foste mais um da casa 😍 vou ter saudades tuas meu Rex. Muitas.

Hoje começa-me a primavera!

Mano,

Hoje sim, começa-me a primavera!

Sempre associei o teu dia, aos melhores dias. Sempre o disse. Sempre o senti. E as datas de calendário são uma seca. O dia ontem provou-o. Diz que ontem foi o equinócio de Março, correspondente do inicio da primavera, mas o dia esteve choco que só ele. Nem me lembrou de tal. Hoje sim, mal acordei e me lembrei de ti lembrei também que a Primavera chegou. Que venha cheia de alegria. Cores. Flores a abrir. Muito sol e azul. Calor. Mangas arregaçadas. Sorrisos. Muitos sorrisos.

Não te desejo menos que isso. Sempre. Mas hoje é especial. É o teu dia. E sorrio-te para que sorrias também, mesmo que lá dentro, o coração esteja apertado de tanta saudade. Cheia de ciscos nos olhos por me lembrar de cada aniversário que tive a oportunidade de partilhar contigo. Os ciscos são saudade. Faz parte. Mas seriam os mesmos se hoje pudesse estar ao teu lado.

Tu sabes, sou uma chorona do pior. Isto dos sentimentos trama-nos. E a família é o meu bem maior.

Quero muito que sejas feliz. Onde quer que estejas, mas gostaria muito muito muito muito que fosse aqui do meu lado. A vida não é bem como nós queremos. E que a distância que nos separa nunca passe apenas disso mesmo, distância. Que nada tenha a ver com o coração. Aí estamos juntinhos.

Que hoje o dia te seja bom. Que venha mais um ano melhor. Que venham muitos mais anos com saúde. O resto a gente vai dando o jeito.

Quero-te o melhor que o mundo tem para oferecer.

Beijo de Feliz Aniversário, feliz dia e um Abraço enorme, sentido!

PARABÉNS MANO! L♥ve you* always & always ♥ ♥ ♥

Das histórias da vida...

Hoje acordei com uma mensagem do facebook a lembrar as minhas memórias:

"Faz sete anos de amizade no facebook com o "João""

"O João foi, durante anos largos, o meu melhor amigo. Conheci-o com quatro anos e passámos juntos todas as fases parvas:
- a de eu o odiar simplesmente porque era rapaz e parvo;
- a de ele não me suportar porque eu era uma pitinha estúpida;
- a de eu o amar platonicamente porque era um caloiro de Filosofia com quem os temas de conversa não se esgotavam;
- a de ele me achar piada porque tinha uma lata descomunal;
- a das conversas telefónicas prolongadas, dos toques para o bip, das primeiras sms;
- a de eu acreditar que nunca teria hipóteses com ele porque me via como uma irmã mais nova;
- a de ele acreditar que nunca poderia ter nenhuma relação comigo porque era demasiado fútil e só andava combetinhos e surfistas da banheira;
- a das cartas escritas à mão e postais de design enviados em tempos de férias;
- a de ambos nos conformarmos e de partirmos para outras;
- a de ele arranjar namoradas atrás de namoradas e de eu delirar cada vez que não resultava;
- a de eu arranjar namorado e lhe contar em primeira mão que tinha perdido a virgindade;
- a de ele acreditar que o meu namoro não ia durar por aí além;
- a de eu perceber que o namorado tinha vindo para ficar e o que sobrava da história com o João era uma belíssima amizade;
- a do João se lembrar que era agora ou nunca;
- a de nos termos enrolado;
- a de um de nós perceber que o enrolanço não tinha sido a melhor das ideias;
- a de nos zangarmos;
- a de eu voltar para o namorado que ele odeia;
- a de ele arranjar uma namorada- desta vez mesmo à séria- e eu (obviamente e de forma assumidamente ressabiada) achá-la uma baleia;
- a de não nos zangarmos, mas simplesmente deixarmo-nos de falar.
 
O João continua a ser o meu melhor amigo. Sinto que, apesar do desfecho, foi maravilhoso tê-lo tirado de cima do armário.  E, ainda que sem nos vermos e nem nos falarmos, penso que finalmente acertámos o passo e estamos em sintonia. Acabaram-se os encontros. Mas também os desencontros. Tenho saudades.
Mas gaja que é gaja tem ou já teve um João."

Não podia deixar de partilhar (e não sei se já o fiz antes) este texto da Pólo Norte que me marcou há tanto tempo... porque afinal de contas, gaja que é gaja já teve um "João". E a amizade com o "meu" "João" faz hoje sete anos no facebook, mas muitos mais na vida.

E, ainda que sem nos vermos e nem nos falarmos, penso que finalmente acertámos o passo e estamos em sintonia. Acabaram-se os encontros. Mas também os desencontros. Tenho saudades.

SorrisoIncógnito

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