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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

A minha rua é melhor que a tua #4

É sempre um orgulho falar da minha rua. Porque realmente gosto da rua que me acolhe há tantos anos. Mais, as pessoas que lá vivem. Já aqui falei imensas vezes dos meus vizinhos. E tão só por isso e muito mais, continuo a dizer que a minha rua é melhor que a vossa.

Continuo a ter o vizinho que a família não liga e que continua a ser ajudado por todos lá da rua. E é dele que hoje venho falar, mais uma vez. Ele lá continua na sua vidinha. Sozinho. Pelo que sei sem contacto com familiares e com contacto com os vizinhos. Sempre o mesmo, extremamente bem educado, sempre com um sorriso e uma mão levantada a cumprimentar. Continua a gostar de beber o seu copo e não condeno, muitas vezes acredito que será mesmo a sua única companhia. Nós vizinhos, vamos fazendo o que se pode.

Ontem, combinado anteriormente, foi a minha mãe que lhe deu o almoço. Fez-se assado e partilhou-se com ele. Nesta semana que é particularmente difícil. Soube há poucos dias que está doente...e esta semana recebeu a informação que será agora internado no IPO. Partilhou com os vizinhos que mais o ajudam a notícia e todos ficamos naturalmente "tocados" com a notícia. Principalmente nesta época de família, coisa que lhe falta. Imagino que as conversas e os desabafos que tanto se precisa o "sufoquem".

Ele agradece vezes sem conta o que se partilha com ele e acredito que no fundo seja isso que lhe consola o coração. Nunca sabemos ao olhar para uma pessoa a vida que carrega. E eu espero que lhe esteja reservado o melhor caminho. Porque merece. E que consiga encontrar sempre "vizinhos" que o ajudem.

Eu já disse que a minha rua é melhor que a tua? A minha rua é melhor que a tua. É isso.

Eu, Dezembro e a Rua de Santa Catarina.

Assim como quase tradição, no dia 8 de Dezembro sempre vou passear pela Rua Santa Catarina no Porto. Quase já nem se pensa noutra coisa. Está marcado sempre. Momentos em família. Vou ver as lojas, corremos tudo. Por muito tempo, aproveitar o dia e deliciarmo-nos com a chegada da noite para ver as iluminações. Vimos de lá de coração cheio.

Este ano não seria diferente. Isto se o meu carro não tivesse um piripaico e quisesse passar umas noites no hotel (oficina) nesse dia. Grande merd@ pensei. Por mil trezentas e duas coisas incluindo ter ficado sem carro no dia oito, este ano quebramos a tradição. Fiquei mesmo triste. Adiante.

Este sábado foi dia de tentar remediar a situação e rumar à Rua Santa Catarina para marcar a época. Infelizmente porque a correria era muita, havia mais coisas marcadas não consegui ficar para o fim do dia para descer depois até à Avenida dos Aliados para ir ver as bonitas iluminações. No entanto aquele pouco tempo que ali estivemos sentimos o espírito. É Natal, exclamei ao sair do Via Catarina. Pais Natal na rua. As castanhas assadas e aquele cheiro que nos acompanha. O sorriso das pessoas. A azáfama. A confusão não era demais. Era aquela necessária para sentirmos que estamos numa das épocas mais bonitas do ano mas também cada vez mais materialista. Os sacos, as compras, os presentes, os embrulhos… os saldos (sim cada vez mais começam mais cedo). As músicas. Os estrangeiros (tantos!). O frio, os casacos, os gorros. Tudo encapotado mas senti os sorrisos das pessoas. Os portuenses a falarem alto com aquele sotaque que adoro. A correria. A sério que vale a pena. Lá sente-se o espírito. E não fui aos Aliados mas ainda quero lá passar. Sentir o Porto. Fazer brilhar os olhos. Recordar. E ter os meus comigo. Sempre. Aquele amor maior. Natal é, também, isto.

SorrisoIncógnito

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