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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

Pray for Portugal!

Estamos de luto.

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62 mortos (em actualização) e 54 feridos.
Acordar com estas actualizações é começar um dia com o coração apertadinho de tristeza por #Pedrógão Grande!
Uma tragédia gigantesca que infelizmente prevê-se aumentar.
Vítimas em carros, na estrada e em casas destruídas. Imagens de terror. Muito calor, muito vento. Poucos meios.
O meu coração está com a família das vítimas e com os bombeiros que acredito, dentro do que lhes é possível fazem o impossível com os factores adversos que os limitam.

Que possamos ser solidários como sempre somos reconhecidos pela nossa ajuda, quem é de mais perto que ajudem com água, leite e frutas para os bombeiros que estão há horas em esforço a combater forças da natureza que mais parecem não estarem ao alcance do comum mortal.

Para todos os desalojados e famílias que perderam quase tudo, desejo que tenham força para ultrapassar esta enorme tragédia.
Os meus sentimentos a todos os afectados 

Um lugar que sempre me faz feliz e por isso eu volto! Madeira

 

Dos sítios que mais gosto de ir quando vou à Madeira.

Sentar ali e ficar a olhar. Sentir. Só isso.

As minhas piscinas naturais de verão há muitos anos. Doca do Cavacas. A praia formosa e o Cabo Girão ao fundo.

Madeira

 

Madeira

 Vejam aqui ou aqui uma fotografia minha lá em Agosto com o pessoal a desfrutar das piscinas.

"Inimputáveis", outro murro no estômago...

Interesso-me por tudo o que seja do foro psicológico. Gosto de ver reportagens, entrevistas, ouvir psicólogos, psiquiatras. É um tema tão abstracto, tão meticulosamente complicado que me cutica a curiosidade de tentar perceber o que à primeira não dá para perceber.

"Inimputáveis", uma reportagem da Ana Leal da Tvi, num dos lugares mais inacessíveis a nós comuns cidadãos, a clínica psiquiátrica do estabelecimento prisional de Santa Cruz do Bispo. Onde esteve cerca de um mês para fazer esta reportagem. Ali estão indivíduos inimputáveis considerados perigosos.

Vamos lá ser sinceros, normalmente olhamos para estes casos e não conseguimos ver a doença para além do crime. Lê-se muito por aí "dá-se como tolinho e depois não tem pena" (mas se calhar não é bem assim). Sim numa primeiro impressão, muitos são os que pensam assim. A sociedade ainda é muito fechada quanto a doenças do foro mental e psicológico e como que de um assunto tabu, não se fala muito. É quase preferível não querer perceber estas pessoas que tentar entender o que está por detrás daquela atitude que tinha tudo para ser um crime praticado por um criminoso, mas no final foi praticado por um doente. Doente, isso mesmo, um individuo que praticou realmente um crime, mas que foi fruto da doença que padece, numa fase de descompensação da doença.

Na verdade, são pessoas com histórias de vida peculiares que no entanto são apenas e só julgadas por nós comuns cidadãos, ditos "normais" que não sabemos lidar com estas situações, não estamos preparados para os receber, para olhar para eles acima de os referenciar como "perigosos", as pessoas não os querem de volta à sociedade, as famílias esqueceram-nos. Ninguém faz questão de os ter na vida. As pessoas têm medo.

Infelizmente com esta reportagem podemos ter a consciência que, para dificultar todo este processo de reintegrar, reabilitar um doente inimputável, está não só uma sociedade que não os aceita, como uma falta de meios para os "proteger" cá fora no depois. E há depois? Se calhar, se houvesse mais ajudas, mais acompanhamento no após sair, mais ligação entre o tribunal - porque nestes casos, são inimputáveis a padecer de uma medida de segurança* em regime de internamento prisional - a saúde e em muitos casos a segurança social. Talvez pela falha destes três organismos não se interligarem para soluções, os casos de sucesso sejam menos que os que possivelmente poderiam ser.

Ouvir coisas como "tenho medo de mim mesmo" é aquele murro no estômago de alguém ter a consciência dentro da sua própria insanidade do que padecem. Sabem que medicados estão bem, mas é apenas e só a medicação que controla o individuo porque continuam a ser pessoas que, caso não tomem a medicação podem reincidir e voltarem a cometer os erros que cometeram antes, matar, violar...

Alguns estão lá há mais de vinte anos e têm a consciência que podem não voltar a sair de lá, mas têm também a consciência que cá fora não têm nada à espera. Outros continuam a viver na esperança de não serem esquecidos por aqueles que na verdade já nem se interessam se existem.

Há uma quinta-feira por mês que uma voluntária, vai buscar aqueles que principalmente não têm visitas, não têm ninguém cá fora e vai dar uma volta com eles, têm dez horas "livres". É completamente frustrante ver o brilho no olho de quem vê e sente o ar cá fora. E falam sobre isso, ainda que retraídos, com muitos "ses" por detrás das suas conversas e com muitas emoções lá dentro.

"As lágrimas que não se choram enferrujam o coração" - disse a voluntária a um dos que levou. Fazendo deles pessoas de sentimentos e emoções retraídas em corpos presos a doenças mentais, atrasos mentais, bipolares, esquizofrenias...

Não deixem de ver a reportagem que está dividida em duas partes. A primeira parte deu no domingo à noite, a segunda na segunda-feira à noite e seguiu-se ontem na Tvi24 uma análise a toda esta reportagem, entre a jornalista Ana Leal, a psiquiatra forense Sofia Brissos a qual não deixa de fazer denotar a sua esperança sempre em que estas pessoas sejam aceites na sociedade e possam voltar a ela, que não tenham a ideia pré-concebida de que ao irem ali parar não saiam mais dali. E a Directora Adjunta da prisão, Dra Otília Barbosa, a qual adorei ouvir, que cuidadosamente explicou dúvidas e que com certeza teria muito a contar desta tão extensa experiência com casos tão delicados, tão tabus da sociedade e tão "inaceitáveis" da mesma.

Tirem as vossas próprias conclusões. O que me surpreende é a capacidade que têm de dentro da sua própria loucura reconhecerem-na.

para quem não viu, obrigatório ver:

1ª parte aqui

2ª parte aqui

Quem viu, qual a ideia com que ficaram? olham para estas pessoas cm um olhar diferente do que olhavam antes da entrevista, ou apenas querem olhar mas na prática continuam a achar que estas pessoas devem mesmo é manterem-se afastadas da sociedade (porque acho que esta é a ideia comum dos casos) para não serem um perigo para os outros e para elas próprias?

A meu ver, o olhar sobre estes casos, depois de ver a entrevista é diferente.

Vejam a história do Vicente (o "homem invisível"), há mais de trinta anos internado e quando saiu quis voltar para a clínica porque ele próprio teve a noção que não sobrevivia cá fora e nem tinha lugar na sociedade...

Outra observação importante: nós não temos nenhum criminoso a cumprir sequer 25 anos de prisão que é a pena máxima em Portugal, mas temos ali pessoas que já ultrapassaram esse tempo cumprindo medida de segurança que são prorrogadas a cada avaliação do doente.

 

* "é a medida que o tribunal aplica, a estas pessoas que absolveu porque considerou inimputáveis e portanto sujeitou a uma medida de segurança e tratamento por considerar que existia o perigo de voltarem a praticar factos identicos aos que estiveram em causa naquele julgamento" - Dra Otília Barbosa

 

Um lugar que sempre me faz feliz e por isso eu volto!

Vou à Madeira sempre pelo coração. É ele que me leva lá, cada vez que decido ir. Tudo o que me traz depois é acréscimo. E como eu gosto de lá voltar.

MADEIRA

MADEIRA

MADEIRA

Poncha MADEIRA

Esta foi a minha primeira poncha assim que aterrei na Madeira por volta da meia noite e depois da primeira aventura naquela pérola do Atlântico. Na Venda do Bello que sempre nos recebe tão bem, com pessoal simpático e um ambiente bem descontraído. Poncha Regional sem gelo, a minha preferida.

MADEIRA

 Podem sempre cuscar mais sobre a (minha visão da) Madeira

Salvador em Português!

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Sem grandes efeitos. Sem decotes. Pernas à mostra. Sem meninos bonitos ou meninas exuberantes. Sem grandes coreografias. Sem cantar em inglês e a marcar pela diferença a cantar na NOSSA língua em Português - orgulho.

Parabéns Salvador Sobral.

Gostei muito do tão simples que foi.

 

Só uma coisinha...

O jogo ontem era da selecção. Da selecção de todos nós. Por acaso vi uma parte do jogo no shopping. Éramos muitos. Não sei,nem me interessa qual o clube de cada um ali sentado. Mas ao primeiro golo do André Silva ou mesmo ao segundo do Ronaldo (Que foram os que vi) o grito foi geral. Éramos, ou melhor somos todos selecção, independentemente do clube pelo qual vibramos. Agora vi as notícias da claque da selecção à chegada à luz. Ouvi inclusive os cânticos. As palavras dirigidas aos mouros. Que tristeza. Eu portista orgulhosa nada tenho a ver com este tipo de reacções. Acho tão estúpido quem não consegue ter sangue para separar as coisas... eu que quando vejo jogos junto à claque dos super dragões estou com eles de alma e coração não consigo entender que não se saiba diferenciar que ontem não era de clubes (deixemos isso para o próximo sábado), era dos maiores, da selecção de todos nós! Ainda há pouco ganhamos o Europeu e eu gritei desejei e abracei os meus amigos, "benficas" também. Era a selecção. Não entendo e acho que não quero entender estas reacções. Eu sou portista. E gosto imenso de futebol. E tão só por isso acho que o futebol merece respeito. Ontem era a selecção. E tudo o que leve a usufruir de estados para atacar outros não deveria nada ter a ver com o espírito de futebol.

Eu fico triste. Porque eu sou portista e não me revejo nestes actos. E se fosse ao contrário também os iria criticar.

"Amar pelos dois"

 

Foi esta a música que ganhou este ano o Festival da Canção.

Deu pano para mangas, aliás como tem dado nos últimos anos, as críticas ao mesmo. Eu também sou da opinião que em Portugal há tantas boas músicas e boas vozes, mesmo amadores que se encontra por aí que... depois uma pessoa fica decepcionada.

Adiante, por acaso não me apetece falar mais do festival porque já tenho falado em anos anteriores e é um bocadinho mais do mesmo.

Pois que, ganhou a música "Amar pelos dois" interpretada por Salvador Sobral e da autoria da irmã, Luísa Sobral (que gosto de ouvir cantar).

Gosto da música (não é uma música espectacular, mas no rol...), gosto, fica no ouvido, gosto de o ouvir cantar, no entanto não consigo perceber a interpretação física da mesma. Há ali todo um conjunto exterior, incluindo o aspecto visual dele que não me inspira de todo admiração, mas ver aquela actuação com a minha mãe por perto já deu para tirar algo positivo "oh mãe já viste aquele cabelo? Benze-te duas vezes antes de falar da minha juba quando saio de casa às vezes pela manhã"!!! E o casaco vejo-o como a personificação do pensamento "por cá, há sempre espaço para mais um", somos um país acolhedor certo?

Só mais uma coisa, não dá para irem os dois irmãos cantar?

É que (só) por acaso gostei bem mais de os ouvir aos dois no final a interpreta-la.

SorrisoIncógnito

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