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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

Insónias*

O silêncio sussurra-te lembranças. E torna-se ensurdecedor. Pegas em três coisas, fazes outras quatro, ocupas a cabeça com outras tantas e a coisa dá-se. E sorris. Maravilha. Depois fechas os olhos. Não mandas e o sono prega-te uma rasteira.

* Rais' que as parta pá.

Posso chorar?

Passas imenso tempo a não o fazer porque achas que não mereces. Sim tu. Mais ninguém. Faz-se por nós mesmos. Não pelos outros. Chegas sempre com um sorriso, por mais que tenhas que suspirar 349 vezes para não desatares ali mesmo num pranto de uma margem de rio. Das o teu sorriso, porque ainda que triste, o sorriso passa muito e ninguém tem nada a ver porque brilham os teus olhos. Dizes que não mais, que não o voltas a fazer, que serás forte. Sabemos que sempre vem um dia que isso não acontece. Que as forças baixam os braços e que sentes o chão mais perto. Tens calma, isto passa. Respiras só mais um pouco antes que alguém te veja e segues caminho. Queres parar de pensar e aquele assunto não sai da cabeça. Os olhos começam a enevoar e lá tens tu que arregalar um pouco os olhos, abrandar o passo, inspirar e piscar ao de leve para que nem uma lágrima tenha a oportunidade de cair. Lá dentro começa um sufoco. Piscas os olhos. São ciscos, interiorizas. Inspiras, expiras e segues caminho.

Posso chorar? Podes. Mas sorri.

:)

E a Páscoa está já aí não é?

Quando os dias se aproximam. Quando as possibilidades se avistam. Quando começa a chegar o momento que podes ter que encarar o que não queres, tudo começa a ficar mais difícil. Inconscientemente começas a ter medos. De um momento para o outro vês-te parada no tempo a pensar onde podes encontrar, onde será inevitável que isso aconteça, onde consegues “passar para o outro lado do passeio” ou mesmo a reacção a ter se os teus medos acontecem. Até um dia destes sonhei que tive um acidente por isso mesmo. É mau. Eu sei o quanto e pego em mil e outras coisas que me preencham o vazio de ter pensamentos destes, mas eles assim sem pedir licença aparecem. Abalroam-me e têm sido superiores. Infelizmente. As insónias voltaram. Os pequenos sonhos intensos também. E os cheiros. É fodido é o que é. Antes começava-se a andar em pulgas agora continua-se mas com emoções extremas. Antes eu queria. Agora por mais que não queira lá vem o camião e passa-me a ferro sem eu ter tempo sequer de levantar o braço. Uma chatice. Este medo que não me está a atrapalhar os passos mas que está ali como que um espinho que antes que o consigas tirar vai picando-te o juízo.

Às vezes falam comigo eu respondo mas juro não ouvi nadinha do que me disseram, andava perdida lá no país das leitugas, ou ali ao virar da esquina, ou onde judas perdeu as botas. Sei lá. Isto nem sempre se percebe. Só que estou longe. Mas já não caiem lágrimas como antes. Elas vão secando. Mas a dor continua como uma fisga directa ali ao coração. Hei-de mudar-lhe a sinalização. Quando a ressaca passar. Depois quero ver se isto continua.

I really try...

Arruma-se o necessário dentro do desarrumado. Deixa-se a lareira com a última lenha já quase a apagar-se. Come-se mais um doce. Olha-se a mesa e a sala numa de despedir-se. Já sem barulhos, sem sorrisos, sem vozes. Atenta-se nas luzes de Natal e no segundo antes de desligar as luzes da sala a lágrima no canto do olho aparece. Fecha-se a porta. O quarto está frio. Fecha-se a janela, entramos na cama e o teto parece um horizonte infinito. Nem mesmo o espírito de natal fez com que, o facto de ter entregado o coração a alguém, agora ele se abra. Está fechado. Nada entra nada sai. Não há luzes que o façam brilhar. Não há amigos que tirem a dor. Não há família que o embale. Não vale a pena encontrar trezentas e cinquenta e seis coisas para o ocupar porque o pensamento vai lá direitinho.

Devaneios...

E pensas mil e uma coisas. Atrapalhas os pensamentos. Mesmo com o cuidado de não dar nó. Tricotas a mente. Tentas ocupar-te para pôr isso de lado. Tentas não ter tempo para te sentires presa nesses pensamentos. Depois ele liga, o teu coração bate com uma força incrível e tudo, mas tudo mesmo se reencaminha, os caminhos estão perfeitamente visíveis e tendes a achar que há momentos psicóticos que não passam disso mesmo. E ris. E sorris quando te chamam maluquinha. E sabes que isso é efeito, não de inseguranças nem ciúmes, mas apenas de um amor cuja distância dá palmadinhas e faz das suas. E há que saber lidar com isto, bem.

Sometimes words hurt more than the acts!

Nunca mais fiz por a ouvir e no dia que ela tocou e a voltei a ouvir tu estavas presente. Aí sei que nunca mais será música que quero sentir. É linda, mas não quero mais o seu significado, o que me trazia e que traz. Não quero liga-la a ti. Não quero sentir cada palavra como já senti. Não quero associar-te à beleza da música que é, por isso, não ouço. Ontem estava eu no café a ver um filme e quando essa música começou a dar apeteceu-me sair dali, isso porque não consigo ser-lhe indiferente. Tira-me o à vontade, tira-me o sentido. Dá-me imagens, dá-me palavras que eu já não quero. Mas a música é assim mesmo, sei que pode passar o tempo que passar que ouvindo serás tu quem mais depressa chega ao meu pensamento. E eu simplesmente não quero.

Quem não tem músicas ligadas a pessoas? Todos eu acho...

SorrisoIncógnito

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