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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

[meu sempre] Porto ♥

Foi um ano mau. Foi (mais um) ano mau. Muito mau em muitos aspectos.

O Porto não é equipa para ficar tanto tempo sem ganhar nada.

O que é que está mal? Tudo. Muito mais interno que externo. Os adeptos estão lá. O amor pelo clube está lá. Mas não temos o mesmo feedback interno. E é isso que nos deixa de pé atrás. Tem sido anos de más decisões. Temos um presidente que durante anos passou o clube acima de tudo mas que nos últimos perdeu-se pelo caminho.

O Nuno saiu. Se não me engano nem aqui falei dele este ano. Por entre rascunhos feitos não conseguiu trazer aquilo que o clube precisava.

Não tenho muito mais a dizer sobre isso. Foi um ano que não me apaixonei pelo futebol do meu clube, foi uma no que trouxe-me menos jogadores a querer ficar do que aqueles que não me dão saudades. Foi uma ano que tiraram oportunidades a quem as devia ter e deram oportunidades àquilo que nunca foi o motivo de garra do nosso clube.

No final da época passada só pedi que nesta época amostrassem aquilo que sempre me apaixonou. A mística, a garra, a confiança, a luta, o empenho, a atitude, a alma, o dar tudo por tudo de mão ao peito de orgulho. Ser Porto. É isto. Mas não foi. Falhou. Falharam.

Há gente podre. E isso, como se sabe, só afecta o que está mais próximo.

Não deixem.

A quem é de poder, não deixem. Assim como eu não deixarei de amar de alma e coração o [meu] Porto, não o matem.

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Classificação época 2016/2017:

1º Benfica

2º Porto

 

13 Reasons Why (13 Razões, porquê)

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Séries com adolescentes não é propriamente uma coisa que me chame atenção, mas esta, adorei e aconselho a todos!

Conta a vida de uma adolescente que se suicida, e escolhe uma forma peculiar de contar o que lhe foi acontecendo para tomar essa decisão, fê-lo através de um conjunto de cassetes que deixa, onde conta todos os eventos que a levam a tomar essa decisão.

Aborda assuntos muito reais, problemáticos e actuais como o problema do Bullying e outras situações hoje em dia passadas por muitos adolescentes, muitas destas por vezes escondidas ou ignoradas pelos Pais, pelos professores ou pelos próprios colegas.

Não deixa de ser chocante e assustadora, mas ao mesmo tempo muito real e necessária nos tempos que correm.

Uma dica para quem ainda não viu, não procurem nada sobre a série, a expectativa de não saber-se nada do que vem a seguir é que a torna tão viciante.

Maria, fala lá de futebol que essa tua tiróide não aguenta.

Já há muito que tento não ficar com as coisas engasgadas cá dentro porque este problema da tiróide sofre. E não estou cá para sofrer. Vai na volta o que tenho a dizer digo. Mas e do futebol que não tenho falado? Do futebol que não tenho discutido? Do futebol que tanto nervo me tem dado?

Só Deus sabe e os meus amigos também como sofro com um jogo do [meu] FCP

Fica tudo ali durante o jogo. Ontem no fim do jogo quem olhasse para mim não via, mas por dentro estava como o Felipe aquando o fim do jogo, ou mesmo como o Danilo a escorrer sangue. Senti que eles deram quase tudo dentro do campo, assim como eu, fora. Gritei, zanguei-me, disse milhentos palavrões. Sentei-me, levantei-me. Virei a cara e tentei roer unhas. Bati demasiadas vezes com a mão na perna porque a mesa não estava ao alcance. Desejei não ter jantado antes e pedi um chá no final. Aquilo para quem gosta de futebol enerva mesmo. Eu não posso. A tiróide não gosta e convenhamos o raio do herpes está sempre há espera de uma desculpa esfarrapada para voltar a aparecer. Grande merd@.

Que jogo nhec. Primeiro resmunguei porque achei que não estavam a jogar para ganhar e não estavam. Primeiro achei que aquilo estava a engonhar demais e engonhou. Primeiro os meus olhos enevoaram ao pensar que não íamos aproveitar o que havia para aproveitar. Rais parta que não aproveitamos mesmo! Depois achei que a estrelinha não estava lá, em vez disso estava um Vaná com o diabo a quatro que defendia bolas como eu como gelados.

Não me quero resumir a falar de arbitragens, porque isso resumia(-me) este campeonato. Mas o Porto ontem poderia ter feito mais, a estrelinha também se finta. Tem que se fintar. Em noventa minutos há muita finta para se fazer, em vez de se lamentar a falta que um Brahimi ou um Corona nos possa estar a fazer. E a entrada do Rui Pedro só comprovou que há sangue azul para se aproveitar.

E embora não possamos também nós Porto, "dar tudo" como referiu o Vítor Bruno do Feirense que deu (oh se deu), visto que até as nossas palavras valem mais (expulsões/castigos) que a agressividade física em campo, temos que tentar dar sempre o melhor futebol que temos para dar. Sem medo. E com vontade.

Sou Porto. Continuo a ser. Serei sempre. De corpo, coração, alma e vontade. Vontade de rasgar a toalha antes mesmo de a deitar ao chão...

Achincalhamento.

O achincalhamento público é das coisas mais fáceis que nos podemos propor a fazer. A facilidade de meios é imensa. Em dois tempos, deitamos cá para fora as palavras desconcertadas , acusando, julgando alguém.

Hoje em dia, é preciso muito cuidado, repito MUITO CUIDADO quando alguém que tem um maior reconhecimento público diz alguma coisa. Nisto do achincalhar não há limites, há apenas o entender o que se quer entender, porque todas nós temos causas e lutas pelas quais acreditamos e num passo passamos a julgar quem ousou ir contra ou dizer eu errei.

Sim, as pessoas erram e há erros que não se podem admitir. E por vezes algo que pode dar uma lição, torna-se um assunto descontrolado, do diz que disse, já falou e acrescentou e todos opinam e na verdade a verdade pode não ser isso. Mas aí já o assunto ganhou contornos gigantes que não há jeito de dar a volta.

Não estou do lado de ninguém nem falando de um caso concreto, mas tento. Tento em tudo o que me custa ouvir perceber primeiro que estando a julgar alguém pelo que ouço estou a fazer o caminho mais fácil pelo qual não gostava que viessem até mim. "Não fazer aos outros o que não gostava que me fizessem a mim" cliché? Não. A sério, pensando bem é necessário cuidado ao fazer julgamentos de valor quando não gostamos que os façam connosco. Não é por uma situação ser notícia que vamos lançar logo a pedra mais próxima.

Não é por eu (ou outra pessoa qualquer) subir um pouco a saia, que já não tenho modos, não mereço respeito,  que já ando a precisar de peso, já me estou a oferecer... Calma minha gente. O difícil mesmo é ler entrelinhas. O fácil é julgar a primeira impressão.

As pessoas não gostam de algo, mas vão "atrás" desse algo.

Não consigo perceber as pessoas que não gostam de alguma coisa, não se afastarem dessa mesma "coisa".

Não consigo perceber quem não gosta de alguém insistir em dizer a esse alguém que não gosta em vez de ir à sua vidinha.

Não consigo perceber quem não gosta de um blog seguir esse blog.

Não consigo perceber uma pessoa que não gosta de uma figura pública ser fã da página dessa pessoa.

Não consigo perceber quem não vai à bola com uma pessoa, mas mesmo assim manda-lhe um pedido de amizade no facebook.

Não consigo perceber quem... (e é por isso que escrevo ), não concorda com a mudança de nome do aeroporto internacional da Madeira para aeroporto "Cristiano Ronaldo" ter ido à inauguração.

Aplaudo as palavras do Ronaldo: "Sei que há pessoas que não estão de acordo e estão aqui". Pois há, até porque estava a assistir ao telejornal da tvi em que entrevistaram uma senhora que prontamente disse "eu sou uma das pessoas que não estou de acordo, acho que por exemplo o Alberto João fez muito mais pela Madeira". Ainda bem que eu não era a jornalista senão perguntava-lhe logo "então podia explicar-me porque carga de água vem à inauguração de algo que não está de acordo?". As pessoas não têm que estar de acordo, não têm que gostar, entendo isso perfeitamente o que eu não entendo é, a menos que se ganhe algo com isso, porque gastam tempo com algo que não lhes agrada.

Isso e quem fez o busto do Cristiano Ronaldo ou estava num dia não (temos todos) ou também não está de acordo com a mudança, certo?

Hábitos estranhos estes que as pessoas têm.

É isto. Não se percebe.

Só uma coisinha...

O jogo ontem era da selecção. Da selecção de todos nós. Por acaso vi uma parte do jogo no shopping. Éramos muitos. Não sei,nem me interessa qual o clube de cada um ali sentado. Mas ao primeiro golo do André Silva ou mesmo ao segundo do Ronaldo (Que foram os que vi) o grito foi geral. Éramos, ou melhor somos todos selecção, independentemente do clube pelo qual vibramos. Agora vi as notícias da claque da selecção à chegada à luz. Ouvi inclusive os cânticos. As palavras dirigidas aos mouros. Que tristeza. Eu portista orgulhosa nada tenho a ver com este tipo de reacções. Acho tão estúpido quem não consegue ter sangue para separar as coisas... eu que quando vejo jogos junto à claque dos super dragões estou com eles de alma e coração não consigo entender que não se saiba diferenciar que ontem não era de clubes (deixemos isso para o próximo sábado), era dos maiores, da selecção de todos nós! Ainda há pouco ganhamos o Europeu e eu gritei desejei e abracei os meus amigos, "benficas" também. Era a selecção. Não entendo e acho que não quero entender estas reacções. Eu sou portista. E gosto imenso de futebol. E tão só por isso acho que o futebol merece respeito. Ontem era a selecção. E tudo o que leve a usufruir de estados para atacar outros não deveria nada ter a ver com o espírito de futebol.

Eu fico triste. Porque eu sou portista e não me revejo nestes actos. E se fosse ao contrário também os iria criticar.

Apanha se puderes!

 

Lá em casa é o programa das sete. Ponto. Já não se vê mais nada. Porque todos gostamos do formato. A mente e o corpo. Ambas situações difíceis. A mente tem que ter acima de tudo calma, cultura geral e ter a sorte de apanhar perguntas que por um ou outro motivo lhe dê "luzes" para a resposta. O corpo tem que lidar com a pressão de segundos que não se conseguem contar. Ontem, foi dia de chegar a casa já depois das sete e ter a sorte de pegar na programação e pôr o programa a dar do inicio, porque era a continuação do programa do dia anterior. Eram dois concorrentes, algarvios, que estavam a fazer uma prova fantástica, além de serem engraçados, "a mente" demonstrou ter conhecimentos e uma personalidade curiosa, logo à prova de arriscar. Noutros programas (e ainda não foram assim tantos) já vimos de tudo, quem nem sequer chegou à quinta pergunta que é o primeiro patamar onde já dá para não querer continuar e arrecadar o que se apanhou, quem arriscou depois da quinta pergunta e perdeu o que já tinha apanhado, assim como quem já chegou à quinta pergunta e resolveu ficar por ali jogando pelo seguro levando para casa o que já tinha conquistado. O Dário e o Tiago, concorrentes de ontem, como confidenciou o Tiago levavam a ideia de tentar chegar à quinta pergunta, que é o "patamar" onde podem "desistir" e ficar com o que já apanharam, mas que nem sabiam se lá conseguiam chegar. Não só chegaram como a partir daí, como também disseram envolvem-se no jogo e dá vontade de continuar. Gostei muito de os ver arriscar, mesmo que fossem um desastre dentro da gaiola perdidos nos segundos que lhes restavam. Os nervos e a pressão devem ser danados só isso explica, numa altura terem saído da gaiola ainda com cerca de cinquenta segundos para aproveitar. Cá em casa até nós estávamos nervosos. Pergunta atrás de pergunta lá chegaram à última. E só quem tem a decisão de arriscar consegue chegar lá. A última pergunta era: Quem ganhou o prémio Camões em 1999. Onde estavam indecisos entre dois nomes, o Dário (o corpo) inclinava-se para Florbela Espanca e o Tiago (mente) para Sophia de Mello Breyner. Toda a lógica irem pela "mente" e responderem acertadamente Sophia de Mello. Até eu saltei lá em casa. Foi mais que merecido. E aí sim, a Cristina Ferreira que é sempre tão efusiva (e aquela voz aguda inconfundível) nos seus "Certo" fez toda a diferença. Dário e Tiago fizeram história no concurso, visto que segundo o que disseram nunca em nenhum país que já passou este concurso deram a montra total. Foi uma fantástica prestação.

Parabéns aos vencedores.

Parabéns ao programa porque é um bom formato. Parabéns Pedro Teixeira, que ele parece ser mesmo boa pessoa, ele abraça (e dá vontade de ir lá), ele vibra ele fica triste pelos concorrentes. E a Cristina, se bem que às vezes aquele grito do "está certa" parece exagero, é também vibrante pela constante expectativa em que se está de a resposta estar certa ou errada.

Venham mais!

"Um Portista só abaixa a cabeça para beijar o símbolo"

 

Só Deus sabe e os meus amigos também como sofro com um jogo do [meu] FCP

E eu gosto sempre de tentar ser justa quando falo do que quer que seja que se passa dentro das quatro linhas até porque o futebol é muito bonito, mexe com muitas emoções e nem sempre é fácil ver com olhos de ver e não com olhos de coração. Se é que me entendem. Ontem era mais um jogo importante na liga dos Campeões. Um jogo difícil como são todos. Até porque a bola é redonda, os jogadores são humanos e as equipas de arbitragem também. Sim o treinador também o é. E nós, adeptos, treinadores de bancada e jogadores melhores que os que lá estão também (#soquenão). O momento chave do jogo e que mudou toda uma estratégia foi sem duvida a expulsão do Telles. E pouco há a dizer sobre isso. Pelo que entendo foi bem expulso. Permitam-me, o primeiro amarelo que levou poderia ter sido vermelho, a entrada não é bonita, é desnecessária e a ser mesmo concretizada poderia ter prejudicado bem o adversário. Foi amarelo. Ponto. Siga. Passado dois minutos tem a outra entrada e outro amarelo, logo expulso. Deveria ter agido com cabeça. A segunda entrada não é assim tão escandalosa como a primeira, mas para quem já tem um amarelo acabado de levar tinha que ter calma. Não o condeno pela derrota, mas foi uma falha que aconteceu em segundos desses que não se percebem em qualquer momento da vida. Aqueles segundos em que nos pára o cérebro estão a ver? Quem nunca?! E acredito que ninguém mais do que o Telles tenha ido para o balneário com a maior frustração pelo erro cometido. Só a cara dele  à saída do campo e a cara do André Silva ao ser substituído. Não sei se foi a melhor opção. Estávamos num jogo numa competição nova para Soares, numa situação de reestruturação de táctica e que precisava de experiência. A meu ver. André Silva (que também não tem assim tanta experiência mas mais que Soares) poderia ser melhor nas saídas e nas bolas altas, se bem que aquele sangue à Porto poderia intervir e aquecer quando ali, começava uma prova de manter a calma. Mas acho que faltou a Soares cabeça em alguns lances. Insegurança talvez. Não tirando o mérito ao adversário que esteve sempre numa posição atacante e a fazer a devida pressão. Mas muito aguentaram os jogadores do Porto até ao primeiro golo. Em inferioridade numérica ainda conseguiram travar muitos ataques e conseguiram sair com a bola. O desgaste foi o que se viu. O primeiro golo em mais um momento de pouco sorte para o porto com a infelicidade da bola tocar em Layún e ficar a jeito para o remate certeiro. O segundo golo poderia ter sido evitado, mas quiseram arriscar logo após sofrer o golo e subir para atacar e o segundo golo matou o jogo.

Não tenho muito a dizer aos jogadores, porque concordo com o que Felipe disse, fizeram o que puderam enquanto equipa em inferioridade numérica desde os vinte e poucos minutos. Do árbitro? falar de arbitragens conta para quê? Sim acredito que a meu ver houve alguns erros de arbitragem. Não falo da expulsão como já disse antes. Mas acho que em lances contra o Porto não havia dúvida nenhuma em apitar já contra a Juventus... não consigo perceber como Higuaín acabou o jogo sem um único amarelo. E o lance do Lichtsteiner pela entrada dura ao Herrera? Cuadrado não ficou com marcas nem o Lichtsteiner pela entrada do Telles mas já o Herrera... e convenhamos ele já não tem um pé bonito para ainda precisar daquela brutalidade toda e acabar o jogo e levar 17 pontos.

Adiante. O futebol também tem partes menos bonitas. Mas não devia.

Bonito foi o abraço de Casillas e Buffon. E a troca de camisolas. Que dois gigantes. Que imagem bonita de se ver.

Para o próximo mês há mais, e como diz o Alex Telles que aprendeu no Porto e eu também, "um Portista só abaixa a cabeça para beijar o símbolo".

 

É difícil, mas nada está perdido.

Siga [meu] Porto

F.C. Porto 0 x 2 Juventus (1ª Mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões)

Sobre o dia de hoje nos EUA

Eu não sou de falar de política e sinceramente é um assunto que pouco me dá prazer abordar. No entanto, fui uma "apaixonada" pelo "Yes We Can". Pelo presidente Barack Obama que como já aqui disse marcou um acontecimento histórico ao ser o primeiro presidente negro afro-americano da história dos EUA. E estariam longe de imaginar que seria ele, talvez o único, a sair dali com mais gente a dizer "vamos sentir a sua falta" sendo o presidente sem escândalos, sem escândalos pessoais. Com discursos muito humanos. Com diversas partilhas mais pessoais do seu dia a dia e da sua família, mostrando que não passavam de uma família normal a viver na Casa Branca. Vamos sentir falta dos videos engraçados das suas peripécias. Michelle foi uma primeira Dama que conquistou também ela um lugar na história. Por bem.

 

Continuo a ver este vídeo e a ficar com ciscos nos olhos. É o que ele sempre demonstrou ser. É o que deixa saudades.

Hoje, no dia em que Donald Trump toma posse como presidente dos EUA há muita ironia no ar. Há muita rezinha em querer acreditar que ele possa ser um presidente como todos os outros e depois de ganhar não fazer nada do prometido. Há medo, medo por tudo aquilo que ele demonstrou ser, ser apenas uma amostra daquilo que ele realmente é.

Good luck America, Good luck World!

Dia Mundial do não fumador.

Para quem me segue há mais tempo, sabe que já escrevi aqui muitos posts sobre tabaco e sobre o deixar de fumar. Achei até que chegava a ser cansativa de tantas vezes falar no mesmo assunto, mas era um orgulho cada dia que passava, cada semana, cada mês. Pelo passo que dei. Pela coragem. Pela força. Por mim. Nunca o fiz por ninguém.

Tão só por isso, fui a primeira a admitir o meu fracasso e a minha desilusão, quando vinte e um meses depois comprei um maço de tabaco. Foi uma fase complicada, estava em baixo, mas nada, nada justifica ter caído na tentação, ter sido fraca comigo mesma. E nunca me perdoei, até porque me lembro vezes sem conta desse episódio. No entanto não me massacrei. Foi o que tinha que ser.

Fui contras as estatísticas e após a recaída não comecei a fumar ainda mais que o que fumava, porque sinceramente nunca fumei muito, mas desde que voltei, fumei sempre menos. Desde então às vezes fumo dois cigarros por dia, outros dias nem fumo e às vezes passo uma semana. Outras vezes fumo mais. Fumo quando me apetece. Quando me dá prazer. Quando sinto que tenho essa necessidade porque sim.

Eu também nunca perguntei a ninguém porque bebe whisky quando  a mim só o cheiro enjoa. Melhor mesmo só aqueles que criticam quando se sentam à beira de quem quer fumar e depois passam horas numa discoteca a tresandarem a fumo. Poupem-me de conversas certinhas do certo ou errado..  Eu apenas preciso de saber que o vício não pode tomar conta de mim que quando eu quiser ter coragem para não lhe tocar, não toco. Até lá podem aproximar-se. Se não fumam só fazem bem. Se nunca lhe tocaram é óptimo se estão na luta é ainda melhor. Força nisso. Mas não critiquem quem lá está. Eu sei que faz mal.

Eu nunca fumei e nem fumo para ter estilo, para ter piada ou para ser boa onda, até porque nunca fumei pelos outros. E isto faz-me lembrar o fumar charros para se ser fixe e eu não sou uma fixe. Assim como não sou mais ou menos mulher por não ligar a maquilhagem.

Temos pena. Não é o tabaco que nos define nem gosto que ponham as coisas nesse ponto.

Parabéns a todos os não-fumadores. E a todos os que estão na luta.

SorrisoIncógnito

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