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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

À Rainha ❤

Enquanto puder agradecer a Deus por te ter comigo vou sempre conseguir encher, preencher e transbordar o meu coração. Agradeço a sorte que tenho por te ter comigo. Por poder passar o teu dia contigo e tantos outros. Agradeço por seres a pessoa que és. Tudo o que me ensinaste e continuas a ensinar. As lições que me dás e os puxões de orelha. As dicas, os abre-olhos. Agradeço o coração bom que tens.  E o sorriso que me deixaste herdar. Obrigada, pela Mãe, amiga e pessoa que és.

Que sejas feliz. Que eu possa partilhar muitos mais anos assim contigo. E que eu possa ajudar-te no melhor que o mundo tem para te oferecer.

Ontem, 19 Novembro foi o teu dia. Que soubemos preencher muito bem. Os meus Parabéns e que venham muitos mais anos, juntas, de sorriso no rosto e cúmplices, minha Mãe. ❤

A inversão do papel Mãe e filha..

Esta noite dei "colinho" à minha Mãe.

Há uma altura na vida em que parece que os papéis se invertem. Não há uma idade. Não é a partir de uma meta. Não há nada traçado. Mas há uma altura em que inevitavelmente isso acontece.

Já sou eu que digo vezes sem conta, cuidado com os carros a atravessar a rua, cuidado com as escadas, tem cuidado com o sol, não apanhes frio. Queres um chá. Põe o cinto. Estás bem? Não comas isso que te faz mal.

Há um dia ou outro, que dá vontade de lhe pedir colo, como talvez pedia com cerca de dois anos, mas que agora que sei falar um pouco melhor não utilizo palavras, mas que também inevitavelmente ela percebe se realmente eu estiver a precisar de "colo".

Ontem, ela estava doente.

A minha Mãe, é a super-Mãe. Nunca está doente. Muito raramente a vi adoentada, Graças a Deus.

Ontem estava. E há uma inevitável preocupação, talvez devido a essa inversão de papéis que me fez querer ficar em casa a dar-lhe colo, a ver cada minuto para que melhorasse, a querer estar ali junto a ela para não me escapar nada. Não deu, mas tentei estar ali o mais que pude, ora a correr para casa assim que consegui, ora a ligar-lhe.

Que chata. Quando cheguei ao fim do dia pensei exactamente isso. E tive a noção do que é acharmos tantas vezes as nossas mães chatinhas por se preocuparem demasiado com tudo e mais alguma coisa, mas na verdade, nesta fase de papéis invertidos não somos diferentes. Eu pelo menos não o conseguiria ser. Até a querer que ela se deitasse à minha beira e eu ficar ali a dormir meia acordada sobressaltada a cada movimento e a gastar a expressão "estás bem?".

Hoje, com ela já bem melhor já nos rimos, por esta Maria chata que sou quando me preocupo, quando tenho medo pelos outros, ,quando vejo a dor dos meus como minha.

Essa altura na vida em que os papeis se invertem, é inevitável não tentar ser-lhe um pouco daquilo que ela sempre foi comigo. E querer ser lhe mais.

Mãe galinha. Porque mesmo sendo eu a filha, serei a mãe sempre que (precisar e) conseguir ser-lhe. E que me seja a Mãe que tem sido!

Dos 1 de Novembro. Do ser solteira. E dos desbloqueadores de conversa de gente cusca.

Desde que me lembro, os meus 1 de Novembro é dia de família. De voltar lá, a eles. Aos meus. É dia de reencontros, de sorrisos e abraços. De lembranças. De agradecer muito. De sentir. Ter saudade. De ver a família. De falar, contar novidades. Das inevitáveis e nunca surpreendentes perguntas do estar solteira, dos namorados, do casamento, dos filhos... é dia dos da cidade virem à aldeia e acharem-se os maiores junto dos parolos até lembrarem que nasceram ali. É dia de norte, de descer ao rio. De respirar aquilo tudo. E ficar com ciscos nos olhos.

Ontem não "cumpri" o dia 1 de Novembro. Não fui à família. Não fui ao cemitério, até porque o faço imensas vezes e não preciso deste dia para o fazer.

Ontem foi dia de passeio com a comadre. Fomos ao passeio e às compras.

Hoje a minha mãe liga-me e diz, sabes que ontem falaram de ti lá no cemitério.

Ai sim? Perguntaram se já me tinha casado (basicamente todos os anos o mesmo desbloqueador de conversa!)?

Não. Mas quase. Disseram que tinhas um namorado muito giro. Alto, elegante. Muito bonito. Que ficavam muito bem juntos. E ao que parece é engenheiro.

...

...

Depois de me rir, perguntei-lhe, e tu que disseste?

- Que nos devia apresentar que nem eu nem tu o devíamos conhecer. ahahah

...

(É o que faz pôr fotografias com um primo que não vive cá e vem cá passar uns dias e já pensarem que é o namorado!!! Por acaso lindo, alto, elegante. Muito bonito e por acaso médico. Falham em tudo esta gente cusca. Só a mim?! - btw o que já me ri)

Carta ao...

Só de dizer o teu nome já fica apertadinho cá dentro.

Um dias destes perguntaram-me "isso tem mesmo muito valor para ti, não tem?".

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Mesmo antes de responder os olhos ficaram cheios de ciscos e só isso deu a resposta. Sabe-me a amuleto.

Tu sabes, eu não preciso de nada físico que te lembre. Tu estás e estarás sempre, sempre em mim. És das melhores pessoas que conheci na vida. E nunca vou ter palavras que te cheguem.

Há uma saudade de tudo. Do sorriso, do cheiro, do abraço, das "caralhadas". Do passar férias em tua casa. Daquela banquinha de madeira que me fizeste. Dos bailes a que me levavas. Do me teres ensinado a andar de lambreta. Da tua força. Saudade da tua voz.  A tua voz faz[-me] muita falta.

Às vezes dizem que temos anjos que nos protegem. Eu lembro sempre disso quando ando aos trambolhões e sinto ali aquela mão a proteger.

São dezoito anos sem ti. Dezoito caramba. Como o tempo passa. Como te sinto tão presente. Como te tenho saudade.

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Padrinho, tu sabes, daqui até ao infinito, Amo-te ♥ 

Dias especiais ♥

Quando uma das pessoas mais importantes da minha vida há nove anos me ligou a dizer "já nasceu" a milhas de distância, senti o que ainda hoje sinto quando me lembro. Um misto de emoções. Um amor maior por alguém que ainda quase não tinha visto mas que amava com todo o coração, uma saudade, uma vontade de pegar um avião e ir. Lembro-me o coração apertadinho que a partir desse momento ficou. Até hoje. Não estar ali lado a lado fisicamente com os nossos traz-nos isto. Aquele misto de emoções do quereres muito estar lá. Para acompanhar sempre aquilo que inevitavelmente vais perdendo, por mais que (graças a Deus!!) as tecnologias ajudem.

Há nove anos que me és mais um pedaço também de mim, que te olho como sendo meu. Que te amo com todo o coração e mais algum, que te sinto saudade a cada dia. Que me orgulho do sorriso lindo que tens. Que me fazes apaixonar mais um bocadinho cada vez que me contas as tuas traquinices.

Estás um crescido. Eu uma tia babada. Queria dar-te o maior abraço até dizeres "isso é um bocadinho chato". Continuo a acreditar que pode ser que um dia, os astros se cruzem e a gente comemore junto. Até lá, é como se estivesse aí do teu lado, cantarei os Parabéns com o mesmo entusiasmo e os olhos ficarão cheios de ciscos. Tudo porque te quero o melhor do mundo.

Amo-te meu pequeno. Nove anos de ti. Parabéns meu bem ♥

Daqueles amores maiores...

Tu tens um sorriso encantador, maroto também, mas encantador.
Eu tenho uma parte tua muito boa, este coração enorme pelos nossos que faz esconder todos os nossos problemas como se sempre estivesse tudo bem. Tu nunca gostaste de dar preocupação a ninguém. És lá mulher disso. Lembro-me perfeitamente do dia que cheguei lá a casa e vi-te sentada à mesa com um lenço à cabeça. Não te ficava mal, mas não era coisa habitual. Avó que tens? Respondeste tão rápido quanto seco: Nada, porquê? Aproximei-me e subi-te o lenço, tinhas caído no quintal, tinhas um generoso golpe na cabeça e numa de não incomodar ninguém puseste o lenço. Lembras-te? Primeiro resmunguei contigo, depois rimos às gargalhadas.
Sempre foste uma teimosa do pior. Lembras-te quando me chamavas à socapa dos outros porque querias pôr-me uma notinha no bolso? Ou quando ias à loja e vias os croissants que eu tanto gosto e trazias para mim? E o quanto gostavas de me ler a cruzada, só na parte das adivinhas e nos provérbios? Lembras-te do porquê do meu chocolate preferido ser o After Eight que maravilhosamente partilhavas comigo quando eram também eles os teus preferidos? E o teu gosto de guardar folhas secas dentro de livros? E quando me chamavas à beira da máquina de costura e dizias "ainda dizem que estou velha, com a minha idade não preciso de óculos para enfiar a linha no cu da agulha". Tão fina.
Não és de beijos mas pegares nas mãos sempre foi um hábito. A tua tinha que vingar, teimosa, oh feitiozinho que herdei mas depois o coração sempre nos trama. Sempre, não é? Até ao fim...
Cá beijinho no coração e um abraço daqueles fortes que só tu davas, eh mulher forte. Sempre foste. Fazes falta. Sempre fizeste. Tu e os que não cheguei a conhecer. 

O Rex,

O Rex morreu há três semanas.

Rex

  [Fotografia no meu facebook usada para o desafio de #desculpasdenatal no dia do -  Amigo - para a vida disse eu]

 

Morreu na semana que eu estava de férias. Não o vi morrer. Não o vi no seu último dia de vida. Não o vi depois de se esconder na sua casota para desfalecer. Soube pela chamada ("Cá em casa agora seremos menos um") que a minha mãe me fez e doeu imenso aquele choque de não estar ali ao pé dele. Não consigo lembrar-me de quando me despedi dele antes de ir para o aeroporto, mas de certeza que o fiz. Mas não me consigo lembrar por mais que tente. Ele fazia sempre aquela cara de "cachorro abandonado" quando nos via com um mala e eu não me consigo lembrar da última, mas consigo lembrar do descer das escadas e dos olhos dele em mim nos últimos dias. Não sei se por defesa, mas sempre que me lembro dele é com aquele rabo a abanar e aquele ar de atrofiado a querer saltar para o colo.

Estas semanas passei por situações diferentes quase todos os dias. Primeiro foi a falta assim que cheguei a casa de viagem que senti, da festa que ele não me fez. De não ouvir aquele ladrar de contente, dos saltos e cambalhotas, das lambidelas nos pés, das orelhas arrebitadas à espera que lhe passasse a mão no pêlo e da pata no ar para lhe dar a minha mão... Foi aquele primeiro impacto de chegar e encontrar literalmente o vazio. Já sem casota. Já sem as coisas dele por ali. Já sem o cheiro. Tento me lembrar e lá está ele no pensamento aos saltos com o ar atrofiado que eu amava.

Os dias passam e assim que chego a casa, não consigo parar de pensar que ele era o primeiro que eu via. Que ladrava logo se eu demorava a sair do carro, que queria sempre saltar e que ficava ali de olhos postos em mim, orelhas no ar e rabo mexer até que eu entrasse na porta. Às vezes entrava e voltava a vir cá fora só para o picar com o "OH Rex" e ele que já estava deitado no chão imediatamente ficava tal e qual como estava quando entrei pela porta.

Não esqueço.

Ele era a nossa campainha. Antes mesmo de alguém chegar a tocar à campainha já sabíamos que estava ali alguém, ele sempre dava sinal. E o ladrar dele era logo revelador de se tratar de alguém conhecido ou não. Como sinto a falta disto. Porque a atitude dele era peculiar. Ele não ladrava para as pessoas, ele ladrava virado para a porta como se a chamar-nos.

Não esqueço.

Ele era um atrofiado do pior. Nunca ligou a bens materiais, entenda-se que era um cão que não gostava de brincar com nada, só connosco. Podias comprar-lhe o melhor brinquedo, não tinha interesse. Mas se eu me sentasse ao fundo das escadas ele já fazia trinta por uma linha para brincar. Para dar a pata, para pôr as patas no meu colo. para roçar o focinho nas minhas pernas. Para fazer corridas e para dar a volta à casa em segundos e voltar ao mesmo sítio atirando-se para o chão. Chorava a rir com ele tantas vezes. Não gostava de andar de carro, sempre enjoava.

Não esqueço.

Por mil e duas razões lá em casa ainda sobra comida e dizemos "é para o Rex". Olhando todos uns para os outros com aquele olhar de "já não". Ainda nos sentamos nas escadas à espera que ele venha ali brincar. Só que não. A piolha mais nova sempre chega e ainda diz "oh já não há Rexi". Ainda ontem, com a mãe falávamos da falta que sentimos dele. Daquela saudade que não se explica quando alguém desaparece. A minha mãe prontamente volta a repetir o que já disse "Não quero mais cães, uma pessoa apega-se tanto a eles...". E acredito. Apesar de ter dito o mesmo depois da nossa pastora alemã morrer e antes mesmo de o Rex vir morar lá em casa. O Rex morava connosco há muitos anos. O Rex é da família há mais de catorze anos. Não esqueço. Não nos esqueceremos.

"Não quero mais cães!" - sinto-lhe o sentido.

Um lugar que sempre me faz feliz e por isso eu volto!

Vou à Madeira sempre pelo coração. É ele que me leva lá, cada vez que decido ir. Tudo o que me traz depois é acréscimo. E como eu gosto de lá voltar.

MADEIRA

MADEIRA

MADEIRA

Poncha MADEIRA

Esta foi a minha primeira poncha assim que aterrei na Madeira por volta da meia noite e depois da primeira aventura naquela pérola do Atlântico. Na Venda do Bello que sempre nos recebe tão bem, com pessoal simpático e um ambiente bem descontraído. Poncha Regional sem gelo, a minha preferida.

MADEIRA

 Podem sempre cuscar mais sobre a (minha visão da) Madeira

SorrisoIncógnito

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