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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

Estagiários

Tenho cá na empresa mais uma vez estagiários. Dois rapazes e uma rapariga.

A primeira semana que vieram foi na minha semana de férias. Tem dias que parece que continuo de férias, porque eles não se fazem vivos, tem dias que parece que se instalou um liceu cá no escritório. Tem dias que para dizer "bom dia" quase é preciso pedir por favor, tem dias que o "Falem mais baixo" é palavra de ordem.

No meu tempo (de estagiária) não era nada disto.

Da Casa dos Segredos 6 #1

Não sigo esta casa dos segredos como cheguei a ver outras. Porque havia uma piada em ver principalmente a gala de domingo à noite noutras edições. Sinceramente, tirando a Carla que tem um sotaque Açoriano "riquinho" tudo é feito de apenas e quase só discussões.

No entanto tenho que bater palmas a uma situação ali dentro.

Aquilo é um jogo. Ponto final. Há regras que têm que seguir. Sendo já a edição que é, ninguém vai para lá de olhos tapados e todos sabem para o que vão. Não há inocentes e há muitos jogadores. Podem escolher ser quem quiserem lá dentro, mas não se podem esquecer dos mandamentos da voz, do respeito e educação.

Em todas as edições, com as mais variadas personalidades nunca ouvi alguém desrespeitar "a voz" como nesta situação. Mas, de há muito que estes dois juntos só estragam uma casa e que educação e respeito pelo próximo não é coisa que lhes assista. Cá fora não sei e quem sou eu para julgar quem quer que seja. Mas ali no jogo, nunca vi igual, por mais que todos uma vez ou outra ignorem "a voz", insultarem-na nunca vi, nem se poderia tolerar as palavras dirigidas a quem ali manda.

Já foram foi tarde.

 

 

Se não respeitares o outro, quem te vai respeitar a ti?

No dia em que o meu sobrinho com cerca de 4/5 anos chegou a casa do infantário a dizer o “António” deu-me um murro. Perguntamos e tu que lhe fizeste? E ele com um ar que a coisa tinha corrido bem disse “Apertei-lhe o pescoço”.

Da nossa parte teve um estiveste bem. Foi um chega pra lá. Único e pontual. O restante blábláblá nem foi preciso porque já se lhe tinha ensinado que nada justifica a violência, mas há sempre um “mas” (porra se há!). Com certeza outros concordam outros tantos vão discordar. Mas o que eu sei é que esse menino “António” andava-lhe sempre a importunar, a ser chato, a espicaçar até ao dia que o meu sobrinho se cansou de deixar andar e “respondeu”. Falamos aqui de crianças, miúdos no infantário, sabemos que nada com agressividade mas são idades em que a nossa personalidade está a desenvolver-se.

Foi-me ensinado (e ensino) que nós somos todos diferentes. Há sim pessoas com instintos bons outras menos bons e há pessoas, quer se aceite ou não más, ponto final. Há coisas em nós que já vêm programadas mas as demais vão-se delineando. Pois então foi-me ensinado que “quanto mais te abaixares, mais te vêem o rabo”. E a verdade é que se deixarmos ser um saco de pancada iremos ser sempre um saco de pancada – passo a expressão.

Não estou com isto a dizer que vamos agora andar aqui todos a responder na mesma moeda e se vem um com violência partimos também para a violência. Claro que não e longe disso. Mas em todos os casos, e todos os casos são diferentes, há excepções.

No todo de todas estas histórias que vão aparecendo, de miúdos cada vez mais mal educados, violentos, babujeiros, badalhocos, inoportunos, sem respeito pelos outros e sem se darem ao respeito (e atentem miúdas que infelizmente estão a crescer piores que os rapazes). De filhos que não obedecem, que se fazem até para os pais, que ninguém lhes exerce autoridade, que andam na vidinha deles sem que alguém se lhes ponha rédeas e limites…

Atentem, eu já fui miúda. E travessa. Tinha opiniões muito minhas, raramente pedia, gostava mais de afirmar. Batia o pé e rodava a baiana. O recreio da escola era a minha perdição para ficar a jogar futebol e chegar tarde a casa. O meu pai nunca me deu uma sapatada que fosse. Já a minha mãe todas as que me acertou foram bem dadas. E algumas recordo-me bem. Os meus longos cabelos até lhe davam jeito e nem por isso fiquei traumatizada a ponto de o usar agora curto. Mas fui bem a tempo de sair cedo e ganhar-lhes a confiança. De ter educação para com os outros, sempre, mas ter-me respeito por mim mesma, faz de mim a pessoa que sou hoje. Hoje não se pode dar um estalo num filho ou puxar-lhe a orelha porque fazem queixa. Hoje as pessoas não têm tempo, logo menos paciência e não chegam a acompanhar nada. Quando vão a ver “ai não pode ser, o meu filho/a era incapaz de tal coisa”.

Depois é isto. É o que se vê. É o que se tem visto. Mas isto que vai parar às redes sociais é uma percentagem mínima do que vai por aí. Já experimentaram sair à noite e ver a educação dos miúdos que andam por lá? A postura deles? Já experimentaram perguntar a adolescentes do porquê de certas situações a acontecerem na escola? Como eu já ouvi “aquela faz não sei o quê para se manter no grupo”; “aquele fez isto porque aquele mandou”. Right. Cada cabeça sua sentença. Mas tenho pouca fé em muitos jovens que andam por aí para o nosso amanhã. Para se ser homem e mulher não basta sê-lo apenas pelo sexo com que se nasceu. E acreditem que um dia mais cedo ou mais tarde vão perceber que o ser bonito por fora estará longe de vos fazer ser uma boa pessoa, ou menos boa, ou má. E geralmente acabam por descobrir da pior forma.

Acreditem que o ter piercings e tatuagens porque sim. O andar com a barriga à mostra e com etiquetas de marcas caras. O ser a miúda mais gira do bairro ou o bad boy que todas idolatram, o terem iphones, ipads e afins de i’coisas com 4987 amigos no facebook, o terem twitter, flickr, instagram não farão de vocês amanhã alguém na vida. O ser o mister do grupo também não, porque amanhã esse grupo vai na volta e deixa de o ser. É preciso um bocadinho mais. A começar por valores. Educação e respeito. E nem precisa de ser para com os outros, para com os velhinhos ou com as crianças. Basta começar por vocês mesmos. Dar-se ao respeito isso sim é bonito. E está sempre na moda. Eu sei que há idades em que a visão é turva e não deixa ver isso, mas acreditem que é melhor usarem óculos mais cedo e mais tarde não precisarem deles que vice-versa.

Desempregados deste país, atentem:

O melhor emprego no mundo está no futebol. Capacitem-se disso. A única coisa que têm que saber bem é jogar futebol e entende-lo. Nada mais interessa e então podem ingressar numa carreira no mundo de futebol. Não precisam ser bonitos, terem boa imagem e muito menos saber falar. A sério, a escola pode ficar para segundo plano. Não têm regras de como devem usar o cabelo, de que roupas devem usar, nem sapatos. Não precisam de ser bem-educados. Ninguém vai querer saber se têm piercings ou tatuagens. Se são casados ou se estão a pensar ter filhos. Não precisam de ter boas maneiras e quiçá são cobiçados por clubes de top do mundo. Ter estrelinha também convém. E não se esqueçam, futebol, só vos pedem isso. Saber fazer ou entender bem da profissão. Nada mais. É raro. Muitas vezes fazem uma série de exigências que o perceber o que vão fazer é o menos e depois é o que se vê.

Ironia a minha.

Coisas que me dão a noção de como o tempo passa! *13*

Eu sou do tempo em que portava-me mal na escola e a minha mãe era chamada, saía de lá e levava umas sapatadas da minha mãe, ai que não levava, para aprender que os professores eram para se respeitar. Agora os encarregados de educação quando são chamados, quase que batem nos professores, isto se os filhos já não tentaram o mesmo.

Em dia do estudante

Um dia destes, aqui no escritório falava-se sobre os jovens de hoje em dia, sobre a educação que têm, sobre o desmazelo e “deixa andar” de muitos pais, sobre os professores terem a culpa de tudo, sobre as meninas que engravidam por obra do espírito santo e os meninos que se metem na má vida pelas más companhias. Falava-se de, cada um com conhecimentos de causa sobre conhecidos, que hoje em dia podem quase não ter o que comer em casa e viverem uma vida com dificuldades mas estão sempre agarrados a telemóveis cada vez melhores e sempre com saldo, até que, o filho de uma colega que chegara a meio da conversa nos interrompe e diz: “pudera, hoje em dia, elas tiram fotos nuas, enviam para eles e em troca têm saldo no telemóvel”!

Apraz-me dizer que fiquei sem palavras. Realmente há uma juventude a crescer apenas em centímetros.

SorrisoIncógnito

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