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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

9 anos!

Esperem lá... inspira/expira... 9 anos! Como assim 9. Já? Sim, 9 anos de Blog!

(toda eu ciscos nos olhos)

 

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Muitos destaques no blogs do sapo que continua a ser uma equipa fantástica 

9 anos de existência 

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De mim, de vocês, de muitas partilhas, de muitos sorrisos incógnitos, de NÓS! 

 

A sério 9? É o que mais me tem ocorrido nestes últimos dias. Continuo a sentir-me surpreendida pelo blog continuar a fazer parte da minha vida a cada ano que passa. E sempre muito presente. Há nove anos atrás não imaginei isso nem que lhe sentisse a falta. Deste constante desafio. Deste apego. Desta partilha. De tantos que vieram, dos que ficam. Dos que passam. Lembro-me dos que me fizeram criar este espaço, que muitos já não existem mas que me deixaram uma marca. E saudades. De uma altura em que os blogs eram muito mais "nós". Mais genuínos. Mais verdadeiros. Menos interesseiros. Menos marcas. Mais sem filtros. Menos "fama".

O blog da mini-saia da Mónica Lice foi o primeiro que segui ainda do tempo de Bissau. E como era tudo tão diferente.

Já conheci gente que veio do blog. Já fui convidada para um programa de televisão. Já fiz desafios para quem me segue, já entrei noutros. Já aprendi muita coisa com o blog nomeadamente que há gente que tem um blog que nem sabe o que isso é ou poderia ser, assim como há gente que vive mesmo isto de ter um blog. Já partilhei imensas histórias e conheço imensas histórias.  Há gente que continuo a seguir do início e não tem como não conhecer tanta coisa.

Há nove anos atrás criei o blog para partilhar sorrisos de tudo e de nada, para falar do que me apetece, quando me apetece. O propósito continua o mesmo. Deixa-me partilhar a minha inspiração na escrita. E como eu gosto disso. E continuo a ter partilhas boas disto. Continuo a conhecer outras tantas partilhas que gosto. Continua a trazer-me gente de sorrisos que me ajuda. Energia positiva. Sempre. Já espalhei muitos sorrisos, já recebi muitos sorrisos. Já partilhei lágrimas, e recebi ainda mais sorrisos. Já escrevi coisas tão minhas que me vão na alma. Já foi completamente anónimo. Já serviu tanta vez de diário, de um ombro para desabafar. Trouxe-me pessoas novas. Trouxe-me histórias partilhadas. Trouxe-me Pais Natal secretos e PPC’s. Trouxe-me miminhos de blogs com gente dentro. Trouxe-me partilhas que não mais vou esquecer... Continua a ser uma aventura. Todos os dias.

Enquanto continuar a fazer sentido, cá estamos. E eu gosto de cá estar. Acreditem. E agradeço a quem está também. Muito!

(9 anos carago!)

E ao pessoal do Facebook

Obrigada! 

Cá beijinho  e sorrisos mil!

Janeiro, o meu mês foi-se. Já!*

[ Foste-me imensamente bom.mês meu.meu mês.carregado de boas energias.de desafios de ano novo.de amizades e sorrisos.foste-me aquilo que sempre espero de ti.porque te gosto.és o meu mês.carregaste-me de sentimentos bons.trouxeste-me aqueles que gosto.que gostam de mim.e eu sou feliz.e agradeço ser feliz.agradeço a quem ao meu lado está.vieram-me estes 34.agarro-os com força, esperança.quero muito que o amanhã dê certo.quero muito mais viver o hoje. ]

 

Porque o meu aniversário foi bom. Não tive comigo todos os "meus" para ser perfeito. Mas estiveram dos bons comigo. Com eles ri muito. Com eles posso contar. Com todos estes que sabem quem são. Tenham ou não o meu sangue. "Os meus" vão um bocadinho além disso.

Recebi presentes tão fofos. Todos me mimam imenso.

* (aqui ia partilhar ontem fotos dos presentes que cheguei a partilhar no instagram, mas ontem o meu cartão sd sofrou um fanico e ádeus fotos - daí o post já não ter saído ontem)

Para os meus pais não lhes tenho palavras. Para aquilo que são comigo e com os meus amigos só tenho que lhes agradecer o que me ensinaram a ser. E o exemplo que felizmente dia a dia tenho a sorte e agradeço de continuarem a ser.

Também vos deixo algumas fotografias no género do #faceweek que não tenho feito da ultima semana do [meu] mês que se foi. Entre looks, batons e manicures.

 

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Look

 

Manicure

[ Janeiro é o meu mês.e foste-me imensamente bom ♥ ]

34 ❤

Ontem quando me deitei, antes mesmo de me preparar para ver todas as mensagens que recebi (e ainda não consegui ver -mas já li algumas deliciosas) procurei uma fotografia da festa para partilhar. Não tinha. Não tenho fotografias da minha festa de aniversário ontem (vá tenho uma do bolo e uma de um ramo que vieram cá entregar a casa de um amigo meu).

Só tive tempo de dar conta que não tinha fotografias e nem sequer consegui ler uma mensagem - Aterrei. Adormeci de coração carregado, cansada, mas com aquela sensação que aproveitei muito bem o que me deram.

Consegui juntar as minhas duas afilhadas, coisa que não é fácil e nem assim tirei uma fotografia com as duas para mais tarde recordar. Consegui juntar dos meus amigos mais importantes com os meus pais e não tenho uma fotografia que seja. Nenhuma do jantar. Nem de cantar os Parabéns, nem dos brindes. Nem das gargalhadas. Das minhas afilhadas no colo dos meus pais. Das partilhas.

A única explicação que tenho é que, tudo foi tão preenchido e "saboreado" por mim, por nós, que os telemóveis foram secundários.

Às vezes parece impossível, mas o facto de acontecer é que estamos a viver o momento. Ontem era o meu e eu vivi. Aproveitei-o. E apesar de atender as chamadas, as mensagens já não consegui tomar conta. Não fui egoísta, mas tinha que aproveitar a festa e os meus, caso contrário não conseguiria aproveitar nada.

E hoje não tenho fotografias mas tenho uma memória fotográfica recheada. Cheia de emoções e um coração a transbordar.  Tenho uma felicidade em mim de ter momentos como este que me fazem ver o que vale realmente a pena. Aproveitar o momento com quem nos acrescenta é sem dúvida um mote para este novo ano meu.

Vocês que por aqui passam e ficam. Uns mais que outros vão fazendo parte.

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Obrigada. OBRIGADA de coração às mensagens que recebi. Às palavras que me deixaram, tanto aqui no blog como no mail, facebook e instagram. Obrigada por esses sorrisoincognitos e acima de tudo obrigada por me ajudarem a continuar a sorrir. Beijinho e mil sorrisos!

Venham mais. Sim são 34 anos de sorrisos.  Estou feliz! ❤

Happy Birthday ❤

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TO ME ♥

Os 30, ali no ponto (dizem!),já passaram. O trinte e um em que me meti também já. Os 32 acho que nem dei conta. Os 33 passaram a correr mas fizeram-me sentir, apesar dos pesares, muito bem comigo mesma. Agora é sempre a subir e a superar (o "no ponto") eu espero.

Que este seja um bom ano e que venham muitos mais que eu cá aguento!

Para gostar de uma segunda-feira só mesmo uma de festa!

Gosto de fazer anos. Gosto de comemorar estar aqui. Eles passam? Sim. Eu vivo! ❤

De coração cheio e com muitos sorrisos!

🎂🤞

Aos quase, quase 30 e tal...

Não posso deixar de sorrir. Aos quase "30 e tal..." recebi uma mensagem de um amigo a dizer "ninguém diz que estás a ficar "quarentona" (?!para lá se caminha) mais pareces uma miúda de escola". Na verdade sou uma trintona e estou muito bem assim. A idade é apenas uma questão de números quando o teu espírito é que te faz o ser.

Aos quase "30 e tal..." continuo a afirmar cada vez mais o que gosto e o que não gosto. 

E continuo a gostar bem mais de pessoas bem dispostas, cada vez mais e só. Não gosto de pessoas sisudas. Gosto de pessoas de sorrisos. Não gosto de pessoas negativas. Continuo a gostar muito de Licor Beirão, de After Eight e do [meu] F.C. Porto. Não gosto de distâncias. Cada vez suporto menos a saudade mesmo que a traga todos os dias ao peito. Gosto de pessoas que assumem falhar. Não que venham à partida já para falharem, mas de pessoas que ao magoarem, assumem o que fazem. Continuo a gostar de pessoas que me conhecem às dez da manhã, cinco da tarde e onze da noite. Aqui e acolá. Sozinhas ou acompanhadas. Cada vez menos tenho paciência para aturar quem se troca todo das pernas para me cumprimentar quando acompanhados, para quem me manda sms que não interessam e para quem me quer fazer gastar tempo com o que quer que seja. Gosto (muito) de dançar. Amo os meus. Gosto dos meus Amigos. Muito. Cada vez irrito-me mais com pessoas mal educadas, mal intencionadas. Não tenho paciência. Não "papo grupos". Gosto de pessoas que se dão, que se importam, que fazem por estar. Gosto de noitadas caseiras com os amigos. Gosto mais de sapatilhas que em todos os "vintes". Os 30 já foram e continuo a gostar muito do meu cabelo comprido sem coragem para o cortar. Gosto cada vez mais de massa fusilli e começo a ter saudades das minhas aulas de fitness. Babo-me com o sorriso do meu sobrinho, amo-o de coração. Gosto do pôr-do-sol. Da cidade do Porto. Gosto das minhas sobrinhas emprestadas. Das minhas afilhadas mais fofas. Não gosto da falta de trabalho. Gosto de sentir a Madeira e tenho-lhe imensas saudades e não vejo a hora de voltar. Não gosto de me inspirar quando o meu estado de alma não é dos melhores, mas continuo a admitir que é quando saem os melhores textos. Gosto das minhas melhores amizades. Gosto do frio na barriga das alturas. Gosto de barba de três dias. Gosto de ir ao cinema apesar de ir cada vez menos. Continuo a gostar de rapar a massa de bolos. Continuo a não conseguir comprar uma pizza congelada para uma refeição rápida sem lhe acrescentar algum ingrediente que tenha em casa. Não gosto de conduzir em dias de chuva. Gosto de jantaradas. De boas conversas. De gargalhadas. Gosto de gomas. Não gosto de pessoas que falam muito dos outros. Que julgam apenas pelo que ouvem. Gosto do meu blog. De escrever. Muito! De pessoas que me trouxe. Desta partilha. Não gosto que se achem superiores. Não gosto de quem brinca com os sentimentos dos outros. Não gosto de pessoas mal amadas. Continuo a não gostar de nabos e repolho e grelos e…quase tudo o que é verde. Gosto de pessoas felizes. Pessoas felizes não se metem na vida dos outros. Gosto de caipi black. Não gosto de andar sozinha. Gosto de pessoas que não são impostas. Quando não dou resposta a alguém não vale a pena insistir. Gosto muito do verão mas também gosto das folhas caídas no chão e das cores do Outono. Não gosto do frio. Mas mil vezes frio a chuva e nevoeiro. Gosto do meu cabelo. Gosto de pessoas que trouxe para a minha família mas não gosto de todos que são da minha família. Gosto quando as pessoas usam comigo a expressão "tão eu". Gosto de lareiras e um copo de vinho tinto maduro. Continuo a não gostar de whisky. Gosto de ter deixado fumar. Gosto de vestidos e saltos altos, de malas, relógios e anéis. Adoro anéis. Gosto do calor. Sou muito mais do calor. Da minha pele no verão. De unhas pintadas. Continuo a panicar com dentistas. Gosto de cães. Continuo a ter trauma por gatos. Gosto daquele [meu] lugar à beira rio plantado. Gosto de bolo do caco e poncha regional sem gelo. Gosto de camisas brancas e vestidos pretos. Não gosto de despedidas. Não gosto de limonada. Gosto de futebol, de gelados no inverno e de beijos na boca. Gosto de fotografias a preto e branco. Não gosto de ir ao cabeleireiro. Gosto de dar sangue. Gosto de Morenos. Gosto das amigas que me ligam às duas da manhã para dizer que conheceram “O” e me fazerem rir de sono à gargalhada. Continuo a gostar muito de comer. Daqueles "ajuntamentos" à mesa. Não estou por estar. Não vou por ir. Gosto de pessoas de opinião própria. De pessoas que se conseguem rir delas próprias. Gostar mesmo, gosto de pessoas que se dão num todo para muito tempo. Inteiras. As metades não prestam. Com o tempo acabam por se desfazerem. Desiludem-me. Deixei de fazer fretes. De acreditar em quem já desiludiu. De correr atrás de quem não anda para a frente. Gosto de abraços sentidos. Cada vez mais, mesmo sendo eles, cada vez menos. Gosto de quando me apetece. Gosto de ronhonhó. Gosto de seguir a minha vontade. De não ir a favor da corrente. Mas de ir. Com a certeza de que é aquilo que quero. Gosto de ser reservada. Mas nem sempre dá jeito. Não gosto de muros. Gosto da capacidade de me rir de mim própria. Gosto do meu humor. Da criança que alimento em mim. E até do meu mau feitio. Gosto de partilhar. Sorrisos. Gosto da pessoa que sou. Gosto [-me].

A um mês dos 30 e tal...

"É inevitável não pensar. É pá estou quase nos 30. Não estou triste. nada disso. Dizem que é estar no ponto. Mas acho que é uma passagem. É inevitável não pensar nas coisas se elas tivessem sido diferentes. Se as escolhas tivessem sido outras. Será que estava mais feliz? Ou não? Será que ainda aqui morava ou teria mudado de terrinha, de país quem sabe? Será que o meu trabalho era o mesmo ou que estava desempregada como infelizmente tantos? É inevitável não me lembrar de conversas de há anos atrás em que imaginávamos um futuro, em que os 30 estavam lá longe (muito longe!), lá na idade adulta, de responsabilidades, de outras vidas, de famílias, de caminhos traçados. Não me venham com tretas, dizer que tenho 29 anos não é a mesma coisa que dizer que tenho 30. O Karma é bem diferente. Não digo que seja pior ou melhor, diferente apenas. Até porque me sinto bem conforme estou. Agora nos quase 30 é pá dá saudade de muita coisa que ficou para trás ao mesmo tempo que tantas outras parece que pertencem a um passado longínquo. Agora nos quase 30 penso que há objectivos que não vou conseguir cumprir que gostava de ter feito e outros há que cumpri que não idealizei. Tenho a noção que depois dos 18 isto passou mesmo a correr. Mesmo. Não encontrei o príncipe encantado, não construi a minha própria família, ainda não fui mãe. Não estou monetariamente estável,  não entrei numa igreja vestida de branco e saí de aliança na mão. Há coisas que nunca sonhei e me passam ao lado, logo não me fazem falta mas outras há que aos quase 30 me fazem falta. Aos quase 30 noto mais a idade que os que amo têm, inevitavelmente mais velhos e isso sim, começa a ganhar peso."

Daqui

O melhor de ter esta capacidade de me rir de mim própria é lembrar-me vezes sem conta de conversas, expressões, de ideias, ideais, de quando andava bem longe dos trinta's e saber que agora que aqui estou tudo é tão diferente. Tudo é tão sentido de maneira diferente e que independentemente de tudo, não há um peso. Aos trinta e tal mudam os anos a mais. Mas essência destas palavras que escrevi antes de entrar nos trinta, está lá. Tal e qual.

  - "olha-me aquela trintona". Oh yeah! It's me and I'm ok about that! - é mais ou menos isto. Sentido. Em bom!

À Rainha ❤

Enquanto puder agradecer a Deus por te ter comigo vou sempre conseguir encher, preencher e transbordar o meu coração. Agradeço a sorte que tenho por te ter comigo. Por poder passar o teu dia contigo e tantos outros. Agradeço por seres a pessoa que és. Tudo o que me ensinaste e continuas a ensinar. As lições que me dás e os puxões de orelha. As dicas, os abre-olhos. Agradeço o coração bom que tens.  E o sorriso que me deixaste herdar. Obrigada, pela Mãe, amiga e pessoa que és.

Que sejas feliz. Que eu possa partilhar muitos mais anos assim contigo. E que eu possa ajudar-te no melhor que o mundo tem para te oferecer.

Ontem, 19 Novembro foi o teu dia. Que soubemos preencher muito bem. Os meus Parabéns e que venham muitos mais anos, juntas, de sorriso no rosto e cúmplices, minha Mãe. ❤

31 de Agosto. Diana. 20 anos depois.

O 31 de Agosto é sempre um dia especial. Uma das minhas pessoas especiais faz anos e que me lembre raro foi o dia que não conseguimos passar juntos. É das melhores pessoas que conheço e é das minhas. Com muito orgulho. O aniversário sempre serve para reunir a família à volta da mesa. Sempre. Umas vezes com uns outras vezes com outros. Infelizmente alguns já não estão. Outros chegam. Às vezes é a despedida dos nossos que vão para o país que os acolhe e transforma sempre este dia com boas lembranças. Tenho imensas. O 31 de Agosto também ficou marcado à vinte anos (já?!) pela morte da Princesa Diana - a Princesa do povo. É impossível não lembrar, porque foi em mais uma festa que começamos a receber as imagens desta trágica notícia. Desde então, não há um aniversário que não se lembrem. Como é óbvio mais logo quando estivermos todos juntos alguém vai comentar "olha faz hoje uns anos que morreu a Diana". Típico. Mas na verdade marcou mesmo.

A Princesa Diana traz-nos memórias de uma princesa que tentou sempre passar a imagem da proximidade da realeza com o povo. Ela era uma impulsionadora da solidariedade mundial e projectava um sorriso que parece que nos chegava a todos. E aconchegava. Na verdade não esqueço aquele sorriso (ainda mais intenso com os filhos) que a caracterizava e o vestido azul bebe que lhe assentava como uma luva e realçava aqueles olhos claros - lindos - mas perdidos com uma certa tristeza de quem tinha um mundo comprometido e que tinha sonhos altos para além desse mundo que lhe queriam.

A Princesa Diana fazia capa de revistas diárias a nível mundial. Ainda hoje continua a fazer. A sua morte foi e continua cheia de mistérios e envolvida a vender e a dar a ganhar a esses jornalistas que vivem com a sede de se intometerem na vida destas pessoas como sanguessugas. Infelizmente é a parte "podre" do jornalismo. Que nem gosto de chamar jornalistas a este tipo de paparazzi. Esta gente é o típico cusco, vive para ganhar alguma coisa em prol de nada da vida de outras pessoas. Acredito que essa foi a causa da morte. E acredito mais ainda que, pessoas famosas perdem vida todos os dias, devido à existência desta gente.

Dias especiais ♥

Quando uma das pessoas mais importantes da minha vida há nove anos me ligou a dizer "já nasceu" a milhas de distância, senti o que ainda hoje sinto quando me lembro. Um misto de emoções. Um amor maior por alguém que ainda quase não tinha visto mas que amava com todo o coração, uma saudade, uma vontade de pegar um avião e ir. Lembro-me o coração apertadinho que a partir desse momento ficou. Até hoje. Não estar ali lado a lado fisicamente com os nossos traz-nos isto. Aquele misto de emoções do quereres muito estar lá. Para acompanhar sempre aquilo que inevitavelmente vais perdendo, por mais que (graças a Deus!!) as tecnologias ajudem.

Há nove anos que me és mais um pedaço também de mim, que te olho como sendo meu. Que te amo com todo o coração e mais algum, que te sinto saudade a cada dia. Que me orgulho do sorriso lindo que tens. Que me fazes apaixonar mais um bocadinho cada vez que me contas as tuas traquinices.

Estás um crescido. Eu uma tia babada. Queria dar-te o maior abraço até dizeres "isso é um bocadinho chato". Continuo a acreditar que pode ser que um dia, os astros se cruzem e a gente comemore junto. Até lá, é como se estivesse aí do teu lado, cantarei os Parabéns com o mesmo entusiasmo e os olhos ficarão cheios de ciscos. Tudo porque te quero o melhor do mundo.

Amo-te meu pequeno. Nove anos de ti. Parabéns meu bem ♥

O amor é um lugar estranho. E fodido.

Perdi-te no dia em que olhei para ti sem o coração.

No dia em que decidi olhar para ti sem o coração senti que te perdi. Algures nas decisões tomadas que ficaram para trás. Nas decepções que se acumularam entre nós, no muro que ganhou terreno.

Hoje sei que (foi naquele preciso momento em que após mais um dia normal juntos nos despedimos e eu olhei-te sem o coração) não volta. Naquele instante soube que já não era o que tinha que ser. Quisesse ou não. Muito ou pouco.

O amor é uma base que não serve só de suporte se os alicerces tiverem fendas. E às vezes o importante é pores o coração de lado e tentares enxergar com o discernimento necessário para que os sentimentos não toldem a realidade.

O difícil não é lutar e acreditar. O difícil é desistir, quando queres ficar. Quando queres que as coisas dêem certo. Quando vives o hoje. Bem.

Perdi-te no dia em que olhei para ti sem o coração.

Foi assim que consegui perceber que não éramos um, éramos dois, cheios de caminhos e travessas para percorrer. Sozinhos. Percebi então que o caminho não seria junto. É difícil. Foi difícil. Mas quando olhas sem o coração e a desilusão está à vista é aí que te apercebes que não vale a pena continuar a insistir no que não é. No que não tem volta a dar. Nem tudo tem volta a dar. E quando decides deitar a toalha ao chão não é a tarefa mais fácil. Por mais que te digam que há solução, que nada é impossível que basta querer. Não.

Quando deixas de acreditar, de sorrir, de ficar estranha, quando sentes aquele abalroar cá dentro que não explicas. Quando vês as feridas já nas cicatrizes. Quando a oportunidade já não é agarrada pela primeira vez. Não é que seja impossível, é acreditar que talvez não seja o possível que queres para ti.

Quando consegues perceber que estás a calçar um sapato, aquele que está no topo das tuas preferências, mas que já te fez bolhas e ultimamente está a ficar desconfortável até que chega um dia que reparas na realidade ele não serve. Deixou de servir. Estás só a tentar calçar um sapato que não é para ti.

Podes decidir o que queres fazer com ele, mas a primeira decisão é que não o voltas a tentar calçar.

Às vezes é preciso olhar sem o coração. Por muitos outros dias que não o tenhas conseguido fazer. Sem filtros. 

Foi nesse mesmo dia em que te olhei sem o coração que, perdi-me de ti.

[ ♥ ]

SorrisoIncógnito

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