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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

Do transbordar amor no coração ♥

Quem me conhece sabe [-me] o amor pelas crianças. Sempre disse, talvez muito para mim que gostava de ter um/a afilhado/a. 

Este foi um fim de semana de coração cheio. Preenchida. Grata. Orgulhosa. Babada.

Imensamente feliz!

No domingo 10/09 foi o dia de baptizar uma afilhada depois de no sábado 9/09 nascer[-me] outra!

 

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Agradeço aos pais, meus amigos, por me terem escolhido para ser quem sou na vossa vida, na vida deles, e vocês na minha.

Há sim, AMIZADES que valem muito.

Não sei se é sorte, mas tenho grandes amizades que compensam todas as outras que não passaram de rascunhos mal interpretados.

Tenho orgulho de ter comigo bons amigos, destes que me escolhem para ser tão importante para a vida dos filhos.

Destes que me deixam cheia de ciscos nos olhos e de muito amor no coração.

Destes que me querem na vida deles como eu os quero na minha.

Destes que me fazem ficar orgulhosa da pessoa que me tornei e tenho sido.

Amo-vos muito, afilhadas do coração  ♥

Dos ciscos nos olhos.

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Estou ansiosa.

Hoje acordei toda eu sensível. Quem leu o post de anteontem no facebook talvez perceba [-me].

Há alturas na vida, em que podemos pôr em causa muita coisa, inclusive quem somos, quem nos tornamos, o nosso caminho, as opções. Alturas há em que as coisas nem fazem assim tanto sentido. Mas depois vêm dias de clareza. De que consegues acima de tudo perceber que aquilo em que te tornaste é [-te] feliz.

Não há nada que me deixe mais rica na vida que sentir o amor dos meus, sejam família ou bons amigos. Na vida nada do que é obrigatório te satisfaz tanto como tudo aquilo que te vem com vontade, amor, amizade, carinho e fruto da pessoa que és.

Estou feliz por todos os caminhos que tenho escolhido, mesmo que por vezes tenha sido mesmo difícil, mesmo que por vezes vá pelo caminho mais longo, mesmo que os muros às vezes tenham deixado feridas, mesmo com as lágrimas e as dores que me chegaram... foram todos esses momentos que ao chegar ao hoje me ajudaram a ser quem sou. Àqueles que trago comigo, obrigada. Tenho sido feliz.

Um dia casei-me contigo.

Contigo aprendi o que é ter um melhor amigo à seria. E durante anos foste o amigo do coração. De uma amizade que nunca vi igual. Continuarás a ser sempre o melhor amigo. Continuarás a ser sempre aquele com quem um dia casei, com um ramo improvisado e troca de juras de amor eterno, sem sabermos o que era mesmo isso. Nos dias especiais lembro-nos sempre. Certezinha estaríamos aqui a contar as peripécias um ao outro que nos aconteceram. A contar as novidades das novas amizades coloridas. A rir como se não houvesse amanhã naquelas longas conversas acompanhadas com um fino fresquinho.

Não percebo quem apaga passado porque as pessoas e a vida fez com que os caminhos fossem diferentes. Se assim o fizesse seria um vazio de nada. Assim sou eu com tanto de tudo o que tenho vivido com as minhas pessoas. E as amizades serão sempre  lembradas mesmo que não continuem as mesmas. E tu és dos bons. E vou querer-te sempre o melhor. Vou ficar sempre contente com as tuas novas conquistas. Hoje sorrio por nos tratarmos após tantos anos da mesma maneira. Amizades para a vida.

Às vezes tenho saudades de um dia ter-me casado contigo.

Carta de amor #1

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Afilhada do meu coração,

há precisamente um ano por volta mais ou menos desta hora, estava eu em tua casa em conversa com a tua mãe que me contava que a noite não tinha corrido lá muito bem. Estava receosa. Achava que tu se calhar já querias nascer. Mas o facto de ter consulta nesse dia, deixava-a mais descansada porque já ia falar com a doutora. Não stresses disse-lhe eu, ainda é cedo e está frio, ela não deve querer sair já. Mas quando tiver que ser que venha, com força e saúde. Mas não stresses.

Nesse dia à noite tive treino. Antes de sair era para ligar à tua mãe para saber novidades, mas estava sem bateria. Deixei o telemóvel em casa a carregar e fui ao treino. Quando cheguei e peguei no telemóvel o primeiro pensamento foi "aconteceu alguma coisa". Tinha chamadas da tua mãe. Do teu pai. Do teu padrinho. "Queres ver que o raio da moça está mesmo com pressa?" e sim, constatei logo de seguida ao falar com cada um deles que sim, era verdade, estavas com pressa. E para surpresa tinha mesmo chegado a hora. Estive ao telefone com a tua mãe até ela ter que o largar. Estava ansiosa. Era cedo. Mas tinha que ser.

Na verdade estávamos todos. Disse-lhe que ficasse o mais calma possível e só quando desliguei o telefone me apercebi que estava tão ansiosa quanto ela. E tu nasceste. Bem. Graças a Deus.

E no dia seguinte lá estava eu a conhecer-te. A ver-te pela primeira vez. A pegar em ti ao colo com todos os medos do mundo e mais segura que nunca. Uma confusão de sentimentos. Eras tão pequenina. Um ser tão indefeso que ainda nem tinha aprendido a chorar. Lembro-me daquele silêncio, daquele cheiro, daquele modo despreocupado do mundo, daquela inocência. Recém-nascida, prematura, dava vontade de abanar só para saber se estavas bem. Tão linda. Perfeitinha. Como fiquei orgulhosa, naquele momento de ter sido escolhida para ser quem sou na tua vida pelos teus pais. Meus amigos. Que deste modo, com muitos ciscos nos olhos e orgulho por me fazerem sentir especial, pelo valor, pelo lugar que terei na tua vida, na vossa, na minha de te ser quem sou. Há amizades que valem mesmo a pena. Há provas de amizade que são as maiores provas de amor.

E foi aí que te prometi ser, para a vida, a melhor madrinha que poderei ser. Foi aí que prometi dar-te o amor que tenho, o lugar na minha vida e fazer do meu sangue o teu.

Um ano! Estás uma menina linda. De sorriso e gargalhada boa. E o que te desejo é uma vida feliz.

Parabéns minha pequena.

Amo-te muito ♥

33!

Pela primeira vez em alguns anos não fiz a jantarada com os meus amigos para comemorar mais um aniversário. Começou por ser uma semana bem complicada, a sair do trabalho tarde cheia de problemas que não conseguia deixar dentro de portas e a chegar a casa e a aterrar. Pensar em algo em cima do joelho e tentar conciliar com todos, agora que há crianças e horários de trabalho completamente diferentes fez-me ficar sem marcar. Com muita pena porque é uma maneira de nos juntar todos, os amigos da velha guarda. Mas espero não faltar ocasiões.

Fui jantar com a minha melhor amiga que veio ao Norte. No restaurante reservado que adoramos, para comer bem e beber melhor. Não podia ter começado tudo da melhor maneira, até porque depois do óptimo jantar fomos tomar café, ao chegar já depois da meia noite, tive a surpresa de ter amigos há espera sem contar, com direito a mini bolo e a cantarem os Parabéns. Lamechas que sou, foi logo aí que fiquei com ciscos nos olhos e o coração acelerado.

No Domingo tive comigo a família e os amigos que são família. As minhas sobrinhas de coração e a minha afilhada. No domingo desliguei do mundo "cá fora". O tempo era para ser aproveitado com quem amo, com quem me acrescenta. Incluindo ouvir cantarem-me os Parabéns a milhas de distância.

Foi uma tarde super animada. A minha casa foi a casa deles (como eu gosto disto) e prolongou-se até à noite. Os meus são os deles, assim como os deles são os meus. Os bons amigos são assim certo?

Tão só por isso, ainda não consegui ler todas as mensagens que recebi, não consegui responder ainda a todos mas chego lá, até porque gosto de individualmente agradecer aquilo que cada um escreveu. Na maioria das palavras falam-me do continuar a sorrir. E isso ainda me ajuda a sorrir mais. O meu sorriso é evidente.

Gosto quando me surpreendem, principalmente nestes dias que nos são especiais. Sabe-se quem está. Quem está como se não estivesse. E quem não sai. É realmente bom não alimentar "e se's"...

À minha família. Aos meus pais que são só os melhores do mundo não sei como lhes agradecer. À melhor mãe do mundo por ser a pessoa encantadora que é para toda a gente. A melhor cozinheira e aquela que os meus amigos abraçam por ela ser sempre a mesma. Tenho-lhes um orgulho maior.

Eu não preciso de ter uma casa grande, preciso é de encher a pequena casa que tenho de amor. Isso está lá.

No meio disto tudo e fotografias? Pois... acontece vezes sem conta, quando o momento é bom as fotografias ficam para segundo plano e depois... já era!

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Depois os deste cantinho que me fazem tantas vezes companhia.

Agradeço de coração a todos pelas mensagens, tanto no blog, como email facebook e instagram. É por essas palavras e outras que também faz isto valer a pena!

Cá beijinho, abraços e sorrisos, na continuação do lema de sempre... que se for para ter rugas que seja de tanto sorrir!

Os bons Amigos são a família que escolhes.

Pulseira oferecida pela sobrinha de coração.

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[Aunt]

O que nos liga não é o sangue, mas a Amizade, logo o coração.

Há pequenos nada que são tudo. Há formas diversas de demonstrar o quanto somos na vida dos outros. Eu fico um bocadinho mais babada por me fazerem ser tanto na vida deles.

Sou uma sortuda.

Boa vizinhança! (A minha rua é melhor que a tua #3)

Segundo a Comercial, hoje é o dia da boa vizinhança. Mais que uma vez já aqui falei dos meus vizinhos. Da minha rua e vocês sabem, por mais desculpas que tenham, a minha rua é melhor que a vossa!

Tenho tantas histórias de partilha. Ainda hoje à hora de almoço a minha mãe deu à minha vizinha que tem filhos pequenos uma caixa de cereais que nos saiu num cabaz e como não comemos partilhamos com quem sabíamos que ia gostar. Essa mesma vizinha que no fim de semana trouxe uma saca de figos lá para casa.

Por aqui continua a ser assim. Não é troca é partilha.

Partilhamos limões, alfaces, tomates, hortaliça e salsa. Uns têm uma coisa, outros têm outra. Partilhamos os bolos de aniversário, ou mesmo aqueles caseiros que sabemos que gostam. Continuo a adorar os bolinhos de abóbora que a minha vizinha me oferece sempre no natal. Continuo a fazer mousse de chocolate de after eight para os amigos vizinhos que gostam.

As minhas escadas continuam a servir de "esplanada" para as noites de verão onde nos juntamos. A vizinha oferece uma orquídea porque tem duas iguais. O meu pai oferece o piri-piri das suas plantações. Outra vizinha oferece pêras, ou laranjas, ou figos.

Tenho outra vizinha que continua a ir lá jantar quando às vezes a minha mãe faz cabidela. Tenho outros vizinhos que estão fora e sempre que cá vêm juntamos-nos para uma refeição em conjunto. Cada um leva o que pode.

Continuo a ter o vizinho que a família não liga e que continua a ser ajudado por todos lá da rua.

Partilha-se a farinha quando a de uma acaba a horas inconvenientes, ou o leite, ou o arroz. Ou mesmo o pão que já acabou e a padaria já fechou.

Aqui divide-se tudo que se possa. Ajudamos-nos uns aos outros. Partilhamos o que temos. Partilhamos também o coração, porque criamos laços.

Os meus vizinhos são os primeiros a ajudar se virem que se está a precisar. São aqueles que o meu carro avaria a caminho do aeroporto e eles se metem no carro para me ir levar mesmo que isso fique a quase uma hora de distância. Assim como eu dou boleia sempre que alguém precisa quando vou a caminho do trabalho.

A minha rua continua a ser família. Uns mais que outros é normal, assim como é normal ter uma ovelha negra, mas continua a não fazer mossa. E continuamos a não saber tudo da vida uns dos outros. Que não sabemos. Não é preciso. Mas é bom estar lá quando alguém precisa e quando nós precisamos.

Continuo a ter vizinhos que apanham a roupa se começa a chover. Que ajudam a mudar o pneu quando furou. Que vão às compras e que perguntam se precisamos que nos tragam alguma coisa para não termos que ir lá de propósito. Continuo a ficar com a filha da vizinha se ela precisar de dar um saltinho a qualquer lado.

Tenho inclusive ex-vizinhos que nos continuam a vir mostrar a filha que agora cresce longe de nós. Tenho vizinhos que ficam com o meu cão se viajo. Que vêm perguntar se preciso de alguma coisa quando estou doente.

Ainda há dias um vizinho veio trazer um bolo, porque fez massa a mais e deu para dois.

E continuo a pensar naqueles que vivem no mesmo prédio, que nem se cumprimentam e muitas vezes nem se conhecem.

Tenho vizinhos que já me ajudaram muito nas lágrimas e nos sorrisos. Que saio de casa pela manhã e o "Bom dia" efusivo aparece.

E como já aqui disse antes, não é incómodo. Faz parte. E eu gosto disto. Disto típico de aldeia. Desta família de sangue diferente. Mesmo onde uma ovelha negra existe mas não faz mossa. Mesmo onde um deles é um ex meu mas não faz mossa. Mas gosto. Eu sei que é sorte. E agradeço muito por isso. Gosto dos meus vizinhos. A minha rua é melhor que a tua. Tenho uma boa vizinhança. É isso.

SorrisoIncógnito

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