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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

Constatação *136*

Continuo a não acreditar em príncipes encantados.

 

Vi o filme Cinderela e continuo a não acreditar em príncipes encantados, até porque o que não deixa de me acontecer é perder sapatos por qualquer canto e nem por isso me bate à porta de casa qualquer príncipe que seja, enquanto canto no chuveiro a querer fazer de mim princesa.

Ciscos nos olhos do futebol, Totti.

 

"Obrigado, Roma.

Obrigado mãe, pai, irmão, familiares e amigos. Obrigado à minha mulher e aos meus três filhos. Quero começar pelo fim, pelas despedidas, porque não sei se serei capaz de terminar estas linhas.

É impossível resumir 28 anos em algumas frases.

Gostaria de fazer isto com uma canção ou um poema, mas não sou capaz de os escrever. Ao longo de todos estes anos, usei os pés para falar, o que tornou tudo muito mais simples. Assim foi desde criança.

Por falar na infância, conseguem adivinhar qual era o meu brinquedo favorito? Uma bola de futebol, claro! Ainda é. Mas crescemos ao longo da vida. Foi isso que me disseram e que aconteceu.

Maldito tempo.

Tempo que, no dia 17 de junho de 2001, só queríamos que passasse mais rápido. Não aguentávamos esperar mais pelo apito final. Ainda me arrepio quando me lembro daquele dia. Hoje, esse mesmo tempo bateu-me nas costas e disse: "Nós precisamos crescer. Amanhã, serás um adulto. Tira os calções e as chuteiras porque, a partir de hoje, és um homem e não poderás continuar a sentir o cheiro da relva, o sol a bater no rosto enquanto assistes ao golo dos rivais, a adrenalina a consumir-te, a satisfação de celebrar'.

Nos últimos meses, perguntei à minha mulher porque é que eu estava a ser acordado deste sonho. Imaginem que vocês são crianças e estão a ter um bom sonho. De repente, a vossa mãe acorda-vos para irem para a escola. Vocês querem continuar a sonhar, tentam dormir outra vez, mas já não é possível...Desta vez, não é um sonho. É realidade. E eu não posso voltar a dormir.

Quero dedicar esta carta a todos vocês. A todas as crianças que torceram por mim. Às crianças de ontem, que cresceram e hoje são pais, bem como às crianças de hoje que talvez gritem "Tottigol". Gosto da ideia de que, para vocês, a minha carreira é um conto de fadas a ser contado.

Agora é realmente o fim. Vou tirar esta camisola pela última vez. Ficará guardada, ainda que não esteja pronto para dizer "chega". Talvez nunca esteja.

Peço desculpa por não dar entrevistas para esclarecer os meus pensamentos, mas não é fácil apagar a luz. Tenho medo. E não é o mesmo medo que se sente quando se está na cara do golo, prestes a bater um pénalti. Desta vez, não posso ver o que está à minha frente como via pelos buracos da rede.

Permitam-me que tenha medo. Desta vez, sou eu que preciso de vocês e do amor que vocês sempre me deram. Com o vosso apoio, vou conseguir virar a página e começar uma nova aventura.

Agora, é hora de agradecer a todos os meus companheiros de equipa, treinadores, diretores, presidentes e todos os que trabalharam ao meu lado nesta jornada.

Para os adeptos e à Curva Sud, faço uma referência a todos os romanos e romanistas. Ter nascido romano e romanista é um privilégio. Ser o capitão desta equipa é uma honra.

Vocês são e sempre serão a minha vida. Os meus pés vão deixar de vos emocionar, mas o meu coração estará sempre com vocês. Vou descer as escadas e entrar no balneário que me acolheu ainda criança e que agora deixarei como um homem.

Estou orgulhoso e feliz de ter dado ao Roma 28 anos de amor.

Amo-vos"

Daqui.

Para quem gosta de futebol é impossível não sentir as palavras de Totti. É impossível não ficar com ciscos (muitos!) nos olhos ao ouvi-lo, ao ver as suas lágrimas, as do treinador, colegas de equipa, equipa técnica, da família e dos adeptos. Totti não foi só de Roma, foi de todo um mundo que gosta de futebol. Ensinou o que é ter amor à camisola, ao clube que ama, ao País, ao futebol. Ensinou o que é estar no futebol e vive-lo. Ensinou-nos que isto do futebol é uma paixão que ultrapassa cores e clubes. Idades. Ódios parvos. Que é difícil sair quando se quer ficar. Que o tempo não ajuda a dizer adeus.

Que o fairplay é bonito. Que no fim o que conta é a marca que deixas. E que a ser lágrimas, que sejam de orgulho e saudade pelo bom caminho que se fez. Emoção.

O Futebol é isto.

A minha companheira de viagem

Eu gosto de mochilas. Pequenas, práticas, bonitas e que levem muita tralha. Nem sempre é fácil encontrar mas estamos numa altura em que as mochilas estão em voga e encontram-se por aí várias e modelos para todos os gostos.

Mochila

Eu comprei esta na Parfois. Antes mesmo de ir de férias. Na recente campanha para o dia da Mãe. Havia dois modelos um maior e esta é a mais pequena. E foi uma óptima compra, apesar de a principio ficar reticente e pensar que não me ia ser prática para levar o que preciso. Mas foi e tem sido. Nas férias deu imenso jeito mesmo.

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(Lenços de papel aos molhos, bloco de notas e caneta, telemóvel empresa e pen's, disco externo, óculos de sol e óculos graduados, carteira documentos comprada recente na Parfois, porta-moedas da Madeira, bolsa velhinha do tabaco, toalhitas, desodorizante, creme para as mãos, batom de cieiro, elásticos para o cabelo, chaves e o telemóvel com que tirei a fotografia)

 

Como podem ver cabe muita tralha (percebem porque se demora tanto sempre a encontrar as chaves do carro?) lá dentro.

Nas férias pela Madeira, acompanhou-me todos os dias, e além de dar imenso jeito por ser pequena e não atrapalhar muito, conseguia enfiar lá dentro muita coisa, incluindo uma garrafa de água que sempre trazia comigo. A outra compra aquando a compra da mochila foi esse porta-moedas cinza prata que era essencial, é que o meu porta-moedas que uso normalmente é gigante e atrancava muito na mochila, assim sobra muito mais espaço e é óptimo também para eu usar com as minhas malas mais pequenas.

Fiquei feliz com as minhas compras. A mochila além da cor que comprei tinha em preto, branco e azul.

O Rex,

O Rex morreu há três semanas.

Rex

  [Fotografia no meu facebook usada para o desafio de #desculpasdenatal no dia do -  Amigo - para a vida disse eu]

 

Morreu na semana que eu estava de férias. Não o vi morrer. Não o vi no seu último dia de vida. Não o vi depois de se esconder na sua casota para desfalecer. Soube pela chamada ("Cá em casa agora seremos menos um") que a minha mãe me fez e doeu imenso aquele choque de não estar ali ao pé dele. Não consigo lembrar-me de quando me despedi dele antes de ir para o aeroporto, mas de certeza que o fiz. Mas não me consigo lembrar por mais que tente. Ele fazia sempre aquela cara de "cachorro abandonado" quando nos via com um mala e eu não me consigo lembrar da última, mas consigo lembrar do descer das escadas e dos olhos dele em mim nos últimos dias. Não sei se por defesa, mas sempre que me lembro dele é com aquele rabo a abanar e aquele ar de atrofiado a querer saltar para o colo.

Estas semanas passei por situações diferentes quase todos os dias. Primeiro foi a falta assim que cheguei a casa de viagem que senti, da festa que ele não me fez. De não ouvir aquele ladrar de contente, dos saltos e cambalhotas, das lambidelas nos pés, das orelhas arrebitadas à espera que lhe passasse a mão no pêlo e da pata no ar para lhe dar a minha mão... Foi aquele primeiro impacto de chegar e encontrar literalmente o vazio. Já sem casota. Já sem as coisas dele por ali. Já sem o cheiro. Tento me lembrar e lá está ele no pensamento aos saltos com o ar atrofiado que eu amava.

Os dias passam e assim que chego a casa, não consigo parar de pensar que ele era o primeiro que eu via. Que ladrava logo se eu demorava a sair do carro, que queria sempre saltar e que ficava ali de olhos postos em mim, orelhas no ar e rabo mexer até que eu entrasse na porta. Às vezes entrava e voltava a vir cá fora só para o picar com o "OH Rex" e ele que já estava deitado no chão imediatamente ficava tal e qual como estava quando entrei pela porta.

Não esqueço.

Ele era a nossa campainha. Antes mesmo de alguém chegar a tocar à campainha já sabíamos que estava ali alguém, ele sempre dava sinal. E o ladrar dele era logo revelador de se tratar de alguém conhecido ou não. Como sinto a falta disto. Porque a atitude dele era peculiar. Ele não ladrava para as pessoas, ele ladrava virado para a porta como se a chamar-nos.

Não esqueço.

Ele era um atrofiado do pior. Nunca ligou a bens materiais, entenda-se que era um cão que não gostava de brincar com nada, só connosco. Podias comprar-lhe o melhor brinquedo, não tinha interesse. Mas se eu me sentasse ao fundo das escadas ele já fazia trinta por uma linha para brincar. Para dar a pata, para pôr as patas no meu colo. para roçar o focinho nas minhas pernas. Para fazer corridas e para dar a volta à casa em segundos e voltar ao mesmo sítio atirando-se para o chão. Chorava a rir com ele tantas vezes. Não gostava de andar de carro, sempre enjoava.

Não esqueço.

Por mil e duas razões lá em casa ainda sobra comida e dizemos "é para o Rex". Olhando todos uns para os outros com aquele olhar de "já não". Ainda nos sentamos nas escadas à espera que ele venha ali brincar. Só que não. A piolha mais nova sempre chega e ainda diz "oh já não há Rexi". Ainda ontem, com a mãe falávamos da falta que sentimos dele. Daquela saudade que não se explica quando alguém desaparece. A minha mãe prontamente volta a repetir o que já disse "Não quero mais cães, uma pessoa apega-se tanto a eles...". E acredito. Apesar de ter dito o mesmo depois da nossa pastora alemã morrer e antes mesmo de o Rex vir morar lá em casa. O Rex morava connosco há muitos anos. O Rex é da família há mais de catorze anos. Não esqueço. Não nos esqueceremos.

"Não quero mais cães!" - sinto-lhe o sentido.

O que te faz lembrar o teu primeiro grande amor?

Sim, já lá vão uns bons anos. Mas o nosso coração é automático e o meu para associar músicas a pessoas é tiro e queda. Nem é bom.

Do acaso, andava a navegar no youtube, quando me "recomendaram" uma nova música do Chayanne. Não o ouvia há anos. Mas mal li o nome automaticamente começaram a surgir palavras no pensamento com lembranças bem antigas. E lembrei desta música, não me lembrava o nome, mas mesmo depois de não a ouvir há quase quinze anos a letra sei de cor. Cantava isto vezes sem conta. Assim que comecei a ouvir passaram flashes de memória. Isso e quase parece que senti aquelas palavras a serem sussurradas ao meu ouvido...

O coração é tramado.

Sim isto era muito lamechas, mas com tantos amigos a viver em Espanha houve uma fase que eu ouvia bastante música espanhola (sim já aqui confessei o meu atrofio pelo Alexandro Sanz).

 

"Una noche le luna, a la orilla del mar
Es el lugar perfecto para conversar
Para decirte lo que estás provocando
Quiero robarte un beso y contarte mi amor
Es tan corta la vida y tan largo el dolor
Que el deseo de tenerte me está quemando.

Y es que estoy 100% enamorado
Esclavo de tu piel
Y el roce de tus labios
Que nunca me han besado.

Échale leña al fuego, candela
Que quiero ser la llama en tu hoguera
Échale leña al fuego, candela
Y dame el cielo de tus caderas
Échale leñaa al fuego, candela
Déjame recorrerte entera
Échale leña al fuego, candela
Y después has de mí lo que quieras.

No dejes que el temor haga blanco en tu piel
Déjame regalarte un nuevo amanecer
Y ve nacer el sol en cada latido.

Aférrate a mi pecho, abrázame con fuerza
Siénteme despacio y ábreme las puertas
Que una vez cerró tu corazón herido.

Porque voy a borrarte con mis manos el ayer
Y amarte tanto y tanto
Como jamás te amaron."

[meu sempre] Porto ♥

Foi um ano mau. Foi (mais um) ano mau. Muito mau em muitos aspectos.

O Porto não é equipa para ficar tanto tempo sem ganhar nada.

O que é que está mal? Tudo. Muito mais interno que externo. Os adeptos estão lá. O amor pelo clube está lá. Mas não temos o mesmo feedback interno. E é isso que nos deixa de pé atrás. Tem sido anos de más decisões. Temos um presidente que durante anos passou o clube acima de tudo mas que nos últimos perdeu-se pelo caminho.

O Nuno saiu. Se não me engano nem aqui falei dele este ano. Por entre rascunhos feitos não conseguiu trazer aquilo que o clube precisava.

Não tenho muito mais a dizer sobre isso. Foi um ano que não me apaixonei pelo futebol do meu clube, foi uma no que trouxe-me menos jogadores a querer ficar do que aqueles que não me dão saudades. Foi uma ano que tiraram oportunidades a quem as devia ter e deram oportunidades àquilo que nunca foi o motivo de garra do nosso clube.

No final da época passada só pedi que nesta época amostrassem aquilo que sempre me apaixonou. A mística, a garra, a confiança, a luta, o empenho, a atitude, a alma, o dar tudo por tudo de mão ao peito de orgulho. Ser Porto. É isto. Mas não foi. Falhou. Falharam.

Há gente podre. E isso, como se sabe, só afecta o que está mais próximo.

Não deixem.

A quem é de poder, não deixem. Assim como eu não deixarei de amar de alma e coração o [meu] Porto, não o matem.

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Classificação época 2016/2017:

1º Benfica

2º Porto

 

Um batom colorido e um risco preto nos olhos.

Na verdade, as minhas insónias voltaram. Se é que alguma vez se foram. Mas parece estar de volta uma daquelas fases negras da coisa. Não há pachorra mas elas querem lá bem saber. Acho que desde que estive de férias, fiquei com tudo trocado. Levantei-me sempre cedo e deitei-me sempre tarde. Vim e não consegui aumentar muito mais as minhas horas de sono diárias. No entanto andamos nisto há três semanas, com dias de intenso trabalho e desgaste psicológico que me faz ficar ainda mais cansada mas dormir que é bom nada. E depois isso reflecte-se. Na cara, na pele, no mau humor. Bem tenho que admitir que, no meu caso, acho que quanto mais durmo (e por não ser o normal) mais mal disposta fico.

Este fim de semana foi um caos. De sexta para sábado já cheguei tarde a casa mas depois perdi horas às voltas na cama a levar com aquele silêncio ensurdecedor que me fez acordar com enxaquecas. Voltei a dormir e isso só piorou. Passei um sábado aborrecido. Desmarquei tudo o que tinha em planos e fui deitar-me cedinho. No domingo tinha a corrida da Mulher. Era uma da manhã e eu ainda bem acordada com uma dor de cabeça insistente. Depois começou a má disposição de estar ali deitada à horas e dormir nada. Joguei candy crush até as vidas acabarem. Vi o que havia a dar de jeito na Tv. Fiz zapping quinhentas vezes. Fechei o mais que pude os buracos da persiana. Apreciei o quarto do lado esquerdo, e depois do lado direito, o tecto e andei naquilo horas que me perdi em contar carneirinhos ou o que quer que seja. Eram cinco da manhã e eu sem pregar olho, mandei mensagem às companheiras da corrida a dizer que não ia conseguir ir, estava sem dormir, não ia aguentar. Às sete e meia, hora combinada de saída recebi a mensagem "sempre não vens?". E eu, que ainda estava acordada (!!!) infelizmente tive que falhar. Adormeci por volta das oito da manhã. Às onze e meia estava a tomar o pequeno almoço na cozinha.

Apetecia-me estar rabugenta a bater o pé e a rodar a baiana. Apetecia-me berrar aos céus e perguntar mil porquês, mas andei todo o santo dia numa pasmaceira que ninguém aguenta. Nem eu. Voltei a cair na cama cedo. Vi a gala toda dos globos de ouro. E depois andei a fazer zapping por programas de chacha. Não consigo precisar a que horas adormeci, mas já bem de madrugada. Às oito estava fora da cama.

Comprei um batom novo no fim de semana e dei de caras com ele logo pela manhã. Valeu isso e um risco preto nos olhos.

"Isso é tudo boa disposição a uma segunda-feira?" foi o que ouvi pela manhã.

É isto. Aparências. "Linda e esbelta" por fora, a desfalecer e a sussurrar por uma cama e uma noite bem dormida por dentro.

Mas bem disposta. Sim por incrível que pareça. É segunda-feira e eu estou bem disposta.

Estagiários

Tenho cá na empresa mais uma vez estagiários. Dois rapazes e uma rapariga.

A primeira semana que vieram foi na minha semana de férias. Tem dias que parece que continuo de férias, porque eles não se fazem vivos, tem dias que parece que se instalou um liceu cá no escritório. Tem dias que para dizer "bom dia" quase é preciso pedir por favor, tem dias que o "Falem mais baixo" é palavra de ordem.

No meu tempo (de estagiária) não era nada disto.

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SorrisoIncógnito

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