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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

Desafio 52 semanas | Semana 33/52

Semana 33: Tenho medo de...

 

Perder a minha mãe - Não é cliché. Não é "ai todos temos medo". Não. Ela é a melhor pessoa que conheci na vida. Somos muito apegadas. Somos muito cúmplices. Somos muito amigas. Se puder levo-a sempre comigo e tento sempre dar-lhe aquilo que ela nunca pode ter. A idade avança, é impossível não me lembrar disso, às vezes paro a olhar para ela e nem quero imaginar. É medo mesmo.

Dentistas - Por mil quinhentas e trinta e três razões, medo, pavor, pânico. Ainda são eles que me fazem transpirar e ter dor de barriga só de pensar. 

Ciúmes - Aqueles exagerados. Pessoas ciumentas metem-me comichão. Histórias da vida...

Gatos - Eu e um gato fechados num espaço é algo não aconselhável.

#52semanas

E desse lado?

Boa vizinhança! (A minha rua é melhor que a tua #3)

Segundo a Comercial, hoje é o dia da boa vizinhança. Mais que uma vez já aqui falei dos meus vizinhos. Da minha rua e vocês sabem, por mais desculpas que tenham, a minha rua é melhor que a vossa!

Tenho tantas histórias de partilha. Ainda hoje à hora de almoço a minha mãe deu à minha vizinha que tem filhos pequenos uma caixa de cereais que nos saiu num cabaz e como não comemos partilhamos com quem sabíamos que ia gostar. Essa mesma vizinha que no fim de semana trouxe uma saca de figos lá para casa.

Por aqui continua a ser assim. Não é troca é partilha.

Partilhamos limões, alfaces, tomates, hortaliça e salsa. Uns têm uma coisa, outros têm outra. Partilhamos os bolos de aniversário, ou mesmo aqueles caseiros que sabemos que gostam. Continuo a adorar os bolinhos de abóbora que a minha vizinha me oferece sempre no natal. Continuo a fazer mousse de chocolate de after eight para os amigos vizinhos que gostam.

As minhas escadas continuam a servir de "esplanada" para as noites de verão onde nos juntamos. A vizinha oferece uma orquídea porque tem duas iguais. O meu pai oferece o piri-piri das suas plantações. Outra vizinha oferece pêras, ou laranjas, ou figos.

Tenho outra vizinha que continua a ir lá jantar quando às vezes a minha mãe faz cabidela. Tenho outros vizinhos que estão fora e sempre que cá vêm juntamos-nos para uma refeição em conjunto. Cada um leva o que pode.

Continuo a ter o vizinho que a família não liga e que continua a ser ajudado por todos lá da rua.

Partilha-se a farinha quando a de uma acaba a horas inconvenientes, ou o leite, ou o arroz. Ou mesmo o pão que já acabou e a padaria já fechou.

Aqui divide-se tudo que se possa. Ajudamos-nos uns aos outros. Partilhamos o que temos. Partilhamos também o coração, porque criamos laços.

Os meus vizinhos são os primeiros a ajudar se virem que se está a precisar. São aqueles que o meu carro avaria a caminho do aeroporto e eles se metem no carro para me ir levar mesmo que isso fique a quase uma hora de distância. Assim como eu dou boleia sempre que alguém precisa quando vou a caminho do trabalho.

A minha rua continua a ser família. Uns mais que outros é normal, assim como é normal ter uma ovelha negra, mas continua a não fazer mossa. E continuamos a não saber tudo da vida uns dos outros. Que não sabemos. Não é preciso. Mas é bom estar lá quando alguém precisa e quando nós precisamos.

Continuo a ter vizinhos que apanham a roupa se começa a chover. Que ajudam a mudar o pneu quando furou. Que vão às compras e que perguntam se precisamos que nos tragam alguma coisa para não termos que ir lá de propósito. Continuo a ficar com a filha da vizinha se ela precisar de dar um saltinho a qualquer lado.

Tenho inclusive ex-vizinhos que nos continuam a vir mostrar a filha que agora cresce longe de nós. Tenho vizinhos que ficam com o meu cão se viajo. Que vêm perguntar se preciso de alguma coisa quando estou doente.

Ainda há dias um vizinho veio trazer um bolo, porque fez massa a mais e deu para dois.

E continuo a pensar naqueles que vivem no mesmo prédio, que nem se cumprimentam e muitas vezes nem se conhecem.

Tenho vizinhos que já me ajudaram muito nas lágrimas e nos sorrisos. Que saio de casa pela manhã e o "Bom dia" efusivo aparece.

E como já aqui disse antes, não é incómodo. Faz parte. E eu gosto disto. Disto típico de aldeia. Desta família de sangue diferente. Mesmo onde uma ovelha negra existe mas não faz mossa. Mesmo onde um deles é um ex meu mas não faz mossa. Mas gosto. Eu sei que é sorte. E agradeço muito por isso. Gosto dos meus vizinhos. A minha rua é melhor que a tua. Tenho uma boa vizinhança. É isso.

Das histórias da vida...

Hoje acordei com uma mensagem do facebook a lembrar as minhas memórias:

"Faz sete anos de amizade no facebook com o "João""

"O João foi, durante anos largos, o meu melhor amigo. Conheci-o com quatro anos e passámos juntos todas as fases parvas:
- a de eu o odiar simplesmente porque era rapaz e parvo;
- a de ele não me suportar porque eu era uma pitinha estúpida;
- a de eu o amar platonicamente porque era um caloiro de Filosofia com quem os temas de conversa não se esgotavam;
- a de ele me achar piada porque tinha uma lata descomunal;
- a das conversas telefónicas prolongadas, dos toques para o bip, das primeiras sms;
- a de eu acreditar que nunca teria hipóteses com ele porque me via como uma irmã mais nova;
- a de ele acreditar que nunca poderia ter nenhuma relação comigo porque era demasiado fútil e só andava combetinhos e surfistas da banheira;
- a das cartas escritas à mão e postais de design enviados em tempos de férias;
- a de ambos nos conformarmos e de partirmos para outras;
- a de ele arranjar namoradas atrás de namoradas e de eu delirar cada vez que não resultava;
- a de eu arranjar namorado e lhe contar em primeira mão que tinha perdido a virgindade;
- a de ele acreditar que o meu namoro não ia durar por aí além;
- a de eu perceber que o namorado tinha vindo para ficar e o que sobrava da história com o João era uma belíssima amizade;
- a do João se lembrar que era agora ou nunca;
- a de nos termos enrolado;
- a de um de nós perceber que o enrolanço não tinha sido a melhor das ideias;
- a de nos zangarmos;
- a de eu voltar para o namorado que ele odeia;
- a de ele arranjar uma namorada- desta vez mesmo à séria- e eu (obviamente e de forma assumidamente ressabiada) achá-la uma baleia;
- a de não nos zangarmos, mas simplesmente deixarmo-nos de falar.
 
O João continua a ser o meu melhor amigo. Sinto que, apesar do desfecho, foi maravilhoso tê-lo tirado de cima do armário.  E, ainda que sem nos vermos e nem nos falarmos, penso que finalmente acertámos o passo e estamos em sintonia. Acabaram-se os encontros. Mas também os desencontros. Tenho saudades.
Mas gaja que é gaja tem ou já teve um João."

Não podia deixar de partilhar (e não sei se já o fiz antes) este texto da Pólo Norte que me marcou há tanto tempo... porque afinal de contas, gaja que é gaja já teve um "João". E a amizade com o "meu" "João" faz hoje sete anos no facebook, mas muitos mais na vida.

E, ainda que sem nos vermos e nem nos falarmos, penso que finalmente acertámos o passo e estamos em sintonia. Acabaram-se os encontros. Mas também os desencontros. Tenho saudades.

Das vontades...

Quando queres uma coisa não há desculpas. 

Quando não queres? Arranjas as desculpas mais esfarrapadas do mundo. Não podes por isto e aquilo. Inventas reuniões, atrasos, jantares fantasmas. Dizes indirectamente que não podes, raramente não queres. Enrolas. Não tens tempo. Adias. Esqueces por ali, nem fez mossa.

Quando queres? Fazes o impensável, vais ao fim do mundo. A noite vira dia. Não há impossíveis. Quebras as regras. A palavra é ir.

Não há nada mais forte que o querer. O ir com vontade. Sem desculpas ou com todas as desculpas do mundo SÓ porque sim!

Dúvidas existenciais! #16

Gosto pouco de coincidências. Fazem-me pensar.

Sabem quando falam e depois há um telefonema, uma mensagem? Quando escrevem um texto e há umas palavras que ligam a alguém e esse alguém a seguir dá sinais de vida? Quando põem uma música e a pessoa em que se pensa, gosta? Quando pego no telemóvel para mandar uma sms e recebo na hora uma da pessoa para quem ia mandar?

Ai estas coincidências, sintonia, telepatias... baralham-me o sistema...

Também vos acontece?

Today's Details

 

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 [Camisola Primark; Calças Pull&Bear]

O verão é a estação mais difícil de dizer adeus. Aquela que não queria que acabasse. E esta mudança deixa-me com sintomas de uma preguicite aguda sem "medicamentos" psicológicos a fazerem efeito. Desligar-me do bom tempo, das roupas leves, das sandálias e chinelos. Desligar-me das noites na rua na conversa, das esplanadas. Desligar-me dos biquínis, do azul, da água salgada. Desligar-me daqueles acordares de manhã com uma vontade enorme de saltar da cama. Desligar-me das cores vivas, dos vestidos floridos, dos calções sem meias. Desligar-me dos dias grandes. Do sair do trabalho ainda com muito sol. Habituava-me fácil a não me desligar. Mas diz que não posso. Tem que ser. E o Outono está aí.

Desafio 52 semanas | Semana 32/52

Semana 32: Ainda quero aprender...

 

Línguas - Saber bem outras línguas. Estar com pessoas que falam uma língua que não entendes é frustrante. Devíamos falar todos a mesma é o que é!

Fotografia - Gostava imenso de aprender mais sobre fotografia... 

A não ser um desastre na cozinha - Continuo a ser o mesmo desastre de sempre na cozinha. Cozinhar é um desastre e comer como se não houvesse amanhã é nitidamente outro desastre.

Dançar - Se há coisa que eu gosto é de dançar. E gostava de dançar vários estilos. Sei dar uns passos mas adorava saber dançar muito. E bem.

#52semanas

E desse lado, o que querem aprender?

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