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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

Aviso!

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Adiei um tempo e depois também por esquecimento deixei passar o que a Equipa do Sapo já me tinha alertado, que por sua vez tinham sido alertados pela Magda Pais (obrigada!). Pelos vistos o endereço do blog por ter o underscore impede que algumas pessoas comentem os posts:

“Investigámos o problema e descobrimos que o Internet Explorer "implica" com páginas cujo endereço contenha um underscore (o traço por baixo que tem no endereço do seu blog).
É um problema documentado pela Microsoft e que normalmente não tem grandes consequências, mas que nós não conseguimos contornar. De tal modo que vamos mudar as regras de criação de blogs, para impedir que novos blogs sejam criados com o tal tracinho no endereço.”

Posto isto, para que não haja mais problemas para qualquer leitor deixar o seu comentário e tendo em conta que ao proceder à mudança tem consequências ao nível do feed de RSS (que alguns leitores podem usar para subscrever o blog em leitores de RSS) não queria deixar de vos avisar antecipadamente da mudança. Passados quase sete anos, dentro de 24/48 horas (mais coisa menos coisa), vou proceder à alteração do endereço para:

sorrisoincognito.blogs.sapo.pt

 

Não deixem de mudar o vosso feed de RSS para o meu blog, os vossos links, para continuarem a receber notícias minhas.

Desculpem o incómodo e agradeço à Equipa do Sapo Blogs pela informação e pela ajuda.

Qualquer dúvida no email de sempre so_risoincognito@sapo.pt .

Obrigada!!

Como podem ver o cabeçalho já foi alterado!

Não fique a assistir!

Em dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres partilho a nova campanha da APAV.

Acreditem que todos, mas TODOS mesmo merecemos ter uma vida com dignidade. E deixarmos que a violência tome conta da nossa vida não é viver. Nunca é demais relembrar.

Este ano já morreram 27 mulheres.

Chega.

Uma onda de frio de Kiev.

Ontem ainda era para comentar alguma coisa mas aquele frio de Kiev congelou-me as ideias e senti-me uma verdadeira portista. Sim. Só isso explica a vergonha de jogo que vi ontem no Dragão. Sem desculpas. Sem explicações. Dar a mão à palmatória. O corpo às balas. O Porto jogou mal. Não fez nada de jeito. Não houve um passe bom. O Porto estava a fazer um percurso exemplar na Liga dos Campeões, tão bem classificado e posicionado que não se consegue entender como faz um jogo como o de ontem. Dois golos sofridos. Em casa. Com um apoio bem a peito dos adeptos. Os únicos que tentaram se proteger do frio de Kiev mas sem sucesso. Aqueles nossos remates para a bancada logo desde início só fizeram prever que dificilmente iríamos encontrar a baliza. Foi isso. Um frio.

Liga dos Campeões = FC Porto 0 x 2 Dínamo Kiev

"Não bate a bota com a perdigota"

 

Esta madrugada, por volta da uma da manhã, estava eu perdida nas minhas insónias e a vaguear pelo facebook e dou de olhos com uma mensagem da Sofia Ribeiro acabada de deixar no facebook. Um silêncio. Sabem o ditado “não bate a bota com a perdigota”? Exactamente isso, uma fotografia linda dela com aquele sorriso bonito que carrega e uma mensagem tão triste. Imagino que naquele momento, entre o escrever aquelas palavras e o carregar no ok para publicar na sua página, o mundo lhe andasse à roda. O coração lhe estivesse apertado. Os olhos arrebatados pelas lágrimas. É de facto difícil, e nós mulheres andamos aqui num jogo a ver se não nos calha nada.

Sofia contou ao mundo que no passado dia 13 lhe foi diagnosticado cancro da mama. Que merd@. Uma “miúda” tão gira, jovem, um sorriso encantador, actriz com tanto para dar, sensível como se tem mostrado e agora tem aquela porra daquele bicho. Claro que acontece a todos. Claro que todas nós estamos à mercê do bicho nos bater à porta. Mas é isto.

Gabo-lhe a coragem de contar assim já ao mundo como ela disse "Pelo carinho, amizade, e apoio que sempre me deram, sinto que devo fazê-lo na primeira pessoa. Eu, sem luzes, sem maquilhagens. Apenas eu a Sofia.", até porque o dia amanheceu e está em todo o lado. Aquele sorriso e a frase assustadora. Em todos os jornais, nas redes sociais, nas revistas cor-de-rosa. “Não bate a bota com a perdigota”, estão a ver?

Vi a Sofia uma vez e apesar de afirmar que a trocava por um dos barmans não deixei de lhe gabar a beleza.

Muita força Sofia. Não só hoje ao acordar e teres todo um mundo virado para ti, como nessa luta. Digo sempre que pessoas que sorriem são mais bonitas. E tu és uma delas. Que a vida te sorria também!

Do fim-de-semana!

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Este fim-de-semana foi exclusivamente dedicado à família. Dois dias. Dois convites diferentes. Um jantar e um almoço dos grandes. Dos nossos. Daqueles assim tão bons. Um dia foi dia de voltar onde sou sempre feliz. Onde recupero energias. Onde me traz lembranças tão boas. Onde me aperta o coração. Onde me traz cheiros, pessoas, amor e paz. Nos dois foi dia de #Mariatexuga em modo on fire. Eu não saio às pedras e a minha família é lateira. A sério. Quem os quiser encontrar é à volta de uma mesa. E somos felizes assim. Posso dizer que no sábado sentei-me à mesa por volta das 17:30 e salvo raras excepções de me levantar para isto ou aquilo rápido, saí da mesa quase à uma da manhã. Sempre a emborcar. Petiscos bons. Conversas boas. Gargalhadas nossas. E fico feliz por isto acontecer. E sim por ser um sábado à noite e eu não andar de copo na mão num bar por aí. Há momentos. Há fases. Há prioridades. Eu sempre dei muito valor aos momentos em família. Porque a minha família merece. Porque não há muitas assim. Porque me sinto uma privilegiada. Porque nem sempre as ovelhas ranhosas (que sempre as há) ganham. No domingo foi mais ou menos o mesmo mas começou à hora de almoço. Depois o estar uma tarde morrinhenta de frio e chuva ajudou. A lareira foi a minha melhor amiga. Cheguei no domingo à noite com mais umas boas calorias. Mas porra, a vida é também isto e quando é isto é tão boa!

Esta ideia de inserir as fotografias em galeria está aprovada Equipa do Sapo blogs!

És um ser especial ♥

Hoje é o teu dia. Tenho-te um orgulho maior. Não por seres quem és na minha vida. Mas por seres quem és na tua. Por consequência na minha. E agradeço tanto. Por quem és. Pelo que és. Pelo que não tens e tens. Por seres a melhor pessoa do mundo. por estares aqui. Na vida. Na minha. Pela boa pessoa que és, sem igual.

Sempre olhas para mim como sendo eu a tua menina pequenina. Mas agora sou eu que gosto de te dar a mão e ter-te no meu abraço.

Parabéns Mãe! Que sejas feliz. Muitos e muitos anos. E juntas.

Amo-te muito

Uma estranha sexta-feira 13!

Uma sexta-feira normalíssima. E eu sentada no banco à espera da aula de ginástica começar conversava com uma colega. Hoje não será uma sexta-feira 13 para quem ganhar o euromilhões, mas já para nós parece-me que vai ser uma aula puxada, disse-lhe eu. Parece-me que sim, hoje vai dar burpees respondeu-me. A aula começou. Trinta minutos para começar com quatro sequências de 30 agachamentos, 10 burpees, 15 flexões, 15 dorsais, 15 abdominais e 30 jumping jacks. Em cada sequência aumenta 10 para agachamentos e jumping jacks os restantes 5. Pronto só de ouvir o que se tinha a fazer comecei logo a rogar 359 pragas por ter decidido entrar naquela sala. A aula foi difícil. Desgastante. E desafiante a cada nova sequência que conseguia acabar. Saí daquela sala liberta de qualquer mal psicológico que me podia estar a afectar, durante 60 minutos não pensei sequer na vida cá fora. Saí dali com uma dor em tudo quanto era lado menos na alma. Completamente transpirada a desejar apenas e só um banho. Cheguei a casa e corri para a casa de banho. Marcavam 22 horas. Ainda não tinha fechado a porta e ouço o meu pai em voz alta “olha notícia de ultima hora parece que houve uma explosão num bar em…” Não ouvi o resto. Ainda perguntei cá?! Mas com a água do chuveiro já não ouvi nada. Tirei um peso de cima, o banho deixou-me super relaxada e pensei duas vezes, isto vale a pena. Sinceramente não pensei mais no que ouvira o meu pai dizer, jamais imaginava eu que se tratava de mais um acto terrorista desta dimensão. Uma pessoa é tão inocente nestes pequenos nadas que a vida nos dá. Saí da casa de banho pronta para arranjar alguma coisa para comer porque ainda não tinha jantado e fui à sala onde o meu pai assistia à tv incrédulo. “Não pode ser. Eles atacaram novamente Paris”. Foi naquele momento que senti novamente o peso da “malha” que tinha levado. Parece que me faltaram as forças nas pernas. E queres assim muito acreditar que aquilo não passa de um filme de terror. Um beliscão para percebermos que estas imagens que nos continuam a chegar, aqueles sons, não são de um qualquer filme. Daqueles que há feridos e mortos porque sim, porque faz parte. Daqueles que levantam a mão a pedir ajuda e levam um tiro. Daqueles que se fazem de mortos para não levarem um tiro. Daqueles onde se arrastam os corpos dos amigos feridos no chão para o virar da esquina. Daqueles que no final aparece “the end” e volta tudo ao normal. Não. Aquilo está mesmo a acontecer. Naquela cidade que é a cidade do Amor. Aquela cidade que quero tanto conhecer quando encontrar o Amor. Não está a fazer sentido, nem o que estou a ver, nem o que estou a ouvir. Nem o que estou a dizer. Muito menos o que estou a tentar associar cá dentro.

As informações são escassas. Atrapalham-se. Há vários atentados. Vários feridos. Muitas mortes. Pânico. Um bar. Cafés e esplanadas. Restaurantes. Um jogo de futebol. Coisas tão banais do dia-a-dia a serem interrompidas pelas mãos de alguém que se acha no direito de tirar vidas por quem dá cá aquela palha. Nunca vou acreditar em ideologias que tenham como base matar alguém, fará gente inocente. Que apenas se dá ao direito de viver. Podia ser eu ou tu, ali sentados na mesa de um restaurante a fazer um brinde à vida. Ali naquela esplanada do café às gargalhadas entre amigos. Ali a assistir ao concerto de uma banda que tanto quisemos ver.

Pára tudo. Tenho família em Paris, ligo o facebook e automaticamente entra um alerta. “ “Joana” marcou-se como segura no terror em Paris”. É a minha prima. Grávida que mora ali no centro de Paris. Está tudo bem connosco, diz-me por sms. E começo a receber alertas de vários amigos e conhecidos que vivem em Paris. Incluindo (aquelas pessoas estranhas, vá parvas) pessoas que moram aqui ao lado mas têm como morada no facebook Paris. É giro, é chique e nestas alturas calha mesmo bem. Há família que não me responde. Espera-se. De repente pára tudo. O melhor primo, melhor pessoa, melhor amigo foi para Paris esta semana para um congresso de médicos. Chegava precisamente na sexta. Tentar contactar e nada. Mais tarde notícias. Estava no aeroporto lá quando tudo aconteceu, mas estava bem. E és abalroada pelo sentimento de incapacidade perante a brutalidade das imagens. Não são os meus familiares e amigos mas são os de alguém.

É para nos meter medo? Parabéns. Conseguiram. Vivemos com medo. Não consigo sequer imaginar o medo que atormenta os Franceses. Parisienses em particular. Não basta dizer que não se tem medo. Lá dentro o nosso corpo reage apavorado.

Não consigo sequer imaginar o que é deitar a cabeça na almofada e não conseguir sentir o silêncio. Quem assistiu aquele terror não consegue. Precisará de um tempo para voltar a sentir o silêncio. Se é que voltam a conseguir.

Isto é guerra. E não é daquelas guerras de infância em que o "inimigo" atacava e nós dizíamos "batota, esta não vale porque ainda não estava preparada".

Muita tristeza. E raiva. E fé.

E coragem para os familiares e amigos das vítimas.

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SorrisoIncógnito

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